PF investiga fraude em licitação com recursos federais em Timbiras

A Polícia Federal do Brasil deflagrou, nesta terça-feira (24), a Operação Pedras Frias para apurar suposta fraude em licitação destinada à contratação de empresa fornecedora de material de expediente no município de Timbiras.

O contrato investigado envolve recursos federais do Fundeb, Fundo Nacional de Saúde (FNS) e Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nas cidades de São Luís e Timbiras.

A ação é desdobramento da Operação W.O., realizada em novembro de 2023, que apontou direcionamento de procedimentos licitatórios no município.

Segundo as investigações, um indivíduo e dois servidores teriam favorecido previamente uma empresa, vencedora dos 167 itens licitados pelo valor total de R$ 7 milhões.

Com apoio da Controladoria-Geral da União no Maranhão, foram identificados indícios como cláusulas restritivas à concorrência, possível superfaturamento e inabilitação indevida da proposta de menor preço.

PF ainda não envia ao STF dados de celulares apreendidos em investigação contra o Banco Master

Reportagem do site Poder360 publicada nesta segunda-feira (23) aponta que a Polícia Federal ainda não encaminhou ao Supremo Tribunal Federal o conteúdo extraído de dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos na Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes bilionárias no mercado financeiro envolvendo o Banco Master.

A investigação foi deflagrada em novembro de 2025 e analisa desvio de ativos, ocultação de prejuízos e negociação de títulos suspeitos. Apesar de 52 dispositivos recolhidos, a maioria celulares, os ministros relatores ainda não tiveram acesso detalhado ao material. O processo era conduzido pelo ministro Dias Toffoli e passou posteriormente para André Mendonça.

Mesmo sem compartilhar os dados, a PF elaborou relatório de cerca de 200 páginas mencionando possíveis contatos do ministro com pessoas ligadas ao banco, sem comprovação de irregularidade. O documento foi entregue ao presidente da Corte, Edson Fachin, e acabou rejeitado pelos magistrados, que entenderam haver extrapolação dos limites investigativos.

Durante reunião reservada, o ministro Flávio Dino classificou o material como “lixo jurídico”. A operação, aberta a pedido do Ministério Público Federal, investiga ainda o banqueiro Daniel Vorcaro e suspeitas de circulação de créditos irregulares avaliados em cerca de R$ 12 bilhões, permanecendo em andamento sob sigilo.

PF apura vazamento de dados da Receita Federal contra ministros do STF e impõe medidas cautelares

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (17), operação para desarticular um esquema de vazamento ilícito de dados sigilosos da Receita Federal do Brasil. A ação tem como alvo suspeitos de acessarem indevidamente informações fiscais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Procurador-Geral da República e de familiares.

A ofensiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), e é desdobramento do Inquérito 4.781/DF, conhecido como Inquérito das Fake News. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

De acordo com a investigação, houve múltiplos acessos aos sistemas da Receita sem justificativa funcional, formando um “bloco de acessos” considerado irregular. A PGR sustenta que as informações teriam sido exploradas de forma fragmentada e seletiva para produzir suspeitas artificiais contra autoridades públicas.

O foco recai sobre quatro servidores ou profissionais cedidos: Luiz Antônio Martins Nunes, Luciano Pery Santos Nascimento, Ruth Machado dos Santos e Ricardo Mansano de Moraes. Por determinação do STF, eles foram afastados das funções, tiveram os sigilos bancário, fiscal e telemático quebrados, estão proibidos de acessar sistemas da Receita e do Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO), além de estarem submetidos a monitoramento eletrônico, recolhimento domiciliar noturno, retenção de passaportes e impedimento de deixar o país.

O caso tramita sob a Petição 15.256 e segue sob apuração para identificar a extensão do vazamento e eventuais novos envolvidos.

 

Apoiadores erguem lona para impedir imagens durante prisão de vereadores em Turilândia

A prisão de oito vereadores de Turilândia, no interior do Maranhão, foi marcada por tensão e mobilização de apoiadores na porta da Delegacia de Polícia Civil de Santa Helena. Durante o cumprimento dos mandados, familiares e aliados formaram um cordão humano e ergueram uma lona para dificultar registros de imagens enquanto os parlamentares eram conduzidos às viaturas. Após os procedimentos iniciais, os detidos foram transferidos para a unidade prisional regional de Pinheiro, sob escolta policial.

As prisões preventivas foram decretadas na terça-feira (10) pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), a pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), sob a justificativa de descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas.

A ação integra a Operação Tântalo II, que apura suposto esquema de corrupção com recursos da Prefeitura de Turilândia, envolvendo empresas de fachada e contratos que podem ultrapassar R$ 50 milhões. Segundo o MPMA, ao menos R$ 2,3 milhões já foram identificados como movimentações financeiras irregulares.

PF deflagra nova fase da Operação Overclean e mira deputado federal por desvio de emendas

A Polícia Federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) e a Receita Federal deflagraram nesta terça-feira (13) a nona fase da Operação Overclean, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, além de corrupção e lavagem de dinheiro.

Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados da Bahia e no Distrito Federal. O principal alvo da ação é o deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA). Por determinação do STF, também foi autorizado o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, visando interromper a movimentação de valores ilícitos e resguardar recursos para eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Segundo a PF, os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos e lavagem de dinheiro. A Operação Overclean teve início em dezembro de 2024 e, ao longo de suas fases, apurou um esquema de direcionamento de emendas parlamentares e convênios para empresas e indivíduos ligados a administrações municipais, especialmente na Bahia, com suspeitas de superfaturamento e prejuízos que podem chegar a R$ 1,4 bilhão.

Fases anteriores resultaram no afastamento de servidores públicos, prefeitos e outros agentes, além de bloqueios milionários de bens e valores, ampliando o alcance das investigações sobre o uso irregular de recursos públicos.

PF cita Lulinha em investigação do INSS

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou referências a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três conjuntos de informações apuradas na investigação sobre desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

Apesar das menções, a PF destacou que, até o momento, não há indícios de participação direta do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos crimes investigados. Segundo o órgão, as citações decorrem de vínculos indiretos e declarações de terceiros, que ainda serão analisados com cautela.

A defesa de Lulinha negou qualquer relação dele com o INSS e classificou as referências como ilações sem fundamento. A apuração envolve suspeitas de um possível vínculo indireto com o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, por meio da empresária Roberta Luchsinger, mas não há comprovação de repasses financeiros ou atuação direta de Lulinha nos negócios.

A PF afirmou que seguirá aprofundando as investigações para esclarecer os fatos, evitando conclusões precipitadas ou interferências políticas.

Moraes autoriza visita dos filhos de Bolsonaro durante internação em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (24) a visita dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período de internação no Hospital DF Star, em Brasília, onde ele passará por cirurgia de hérnias inguinais marcada para esta quinta-feira (25).

Estão autorizados a visitar o ex-presidente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) e a filha mais nova, Laura Bolsonaro, devendo todos respeitar as normas do hospital quanto aos horários e condutas.

Na decisão, Moraes determinou ainda que os visitantes não levem ao quarto computadores, celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, e esclareceu que outras visitas somente poderão ocorrer mediante autorização do STF.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação relacionada à trama golpista e foi levado ao hospital pela Polícia Federal para exames pré-operatórios, acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Durante a internação, a segurança será mantida com vigilância 24 horas, incluindo agentes posicionados na porta do quarto e equipes distribuídas dentro e fora da unidade hospitalar.

Veja o momento em que PF cumpre mandados na casa do senador Weverton Rocha

Imagens registraram o momento em que policiais da Polícia Federal estiveram na residência do senador Weverton Rocha (PDT-MA), em Brasília, na manhã desta quinta-feira (18), durante o cumprimento de mandados da Operação Sem Desconto.

Além do imóvel na capital federal, a PF também realizou diligências na casa do parlamentar em São Luís.

Weverton Rocha é um dos alvos da operação, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

De acordo com as informações apuradas, um assessor parlamentar do senador também foi alvo das medidas judiciais, que integram a nova fase da investigação conduzida pela Polícia Federal.

PF desarticula quadrilha que produzia e vendia tirzepatida clandestina

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Slim, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada na produção, fracionamento e comercialização clandestina de tirzepatida princípio ativo presente em medicamentos como o Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes e na perda de peso.

Segundo a PF, o grupo fabricava o produto sem qualquer controle sanitário, sem garantia de esterilidade e sem rastreabilidade, elevando de forma significativa os riscos à saúde dos consumidores.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, envolvendo clínicas, laboratórios, estabelecimentos comerciais e residências ligadas aos investigados.

Durante as ações, os agentes localizaram joias, veículos de luxo e até um jatinho pertencente aos membros da organização criminosa. A investigação apontou que o grupo operava uma estrutura de fabricação em condições incompatíveis com padrões sanitários, realizando envase, rotulagem e distribuição em escala industrial prática proibida no âmbito da manipulação magistral prevista em lei.

A PF também identificou que o produto clandestino era comercializado pela internet e impulsionado por estratégias de marketing digital para ampliar o alcance das vendas. Com apoio da Anvisa e das vigilâncias sanitárias estaduais, a operação busca interromper a atividade ilícita, identificar todos os responsáveis e recolher documentos, equipamentos e insumos que subsidiem análises laboratoriais e perícias técnicas.

Moraes autoriza filhos de Jair Bolsonaro a visitarem o ex-presidente na sede da PF em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro visitem-no na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde ele está preso preventivamente desde sábado (22).

A decisão, publicada neste domingo (23), define que as visitas devem ocorrer separadamente e com duração máxima de 30 minutos para cada um.

Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro poderão visitar o pai nesta terça-feira (25), entre 9h e 11h. Já Renan Bolsonaro está autorizado a realizar a visita na quinta-feira (27), no mesmo horário.

Moraes também manteve liberadas as visitas dos advogados e da equipe médica, além de orientar a Polícia Federal sobre os procedimentos em caso de intercorrência médica, incluindo o acionamento do Samu como medida mais rápida e segura.

Neste domingo, Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.