PF desarticula quadrilha que produzia e vendia tirzepatida clandestina

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Slim, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada na produção, fracionamento e comercialização clandestina de tirzepatida princípio ativo presente em medicamentos como o Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes e na perda de peso.

Segundo a PF, o grupo fabricava o produto sem qualquer controle sanitário, sem garantia de esterilidade e sem rastreabilidade, elevando de forma significativa os riscos à saúde dos consumidores.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, envolvendo clínicas, laboratórios, estabelecimentos comerciais e residências ligadas aos investigados.

Durante as ações, os agentes localizaram joias, veículos de luxo e até um jatinho pertencente aos membros da organização criminosa. A investigação apontou que o grupo operava uma estrutura de fabricação em condições incompatíveis com padrões sanitários, realizando envase, rotulagem e distribuição em escala industrial prática proibida no âmbito da manipulação magistral prevista em lei.

A PF também identificou que o produto clandestino era comercializado pela internet e impulsionado por estratégias de marketing digital para ampliar o alcance das vendas. Com apoio da Anvisa e das vigilâncias sanitárias estaduais, a operação busca interromper a atividade ilícita, identificar todos os responsáveis e recolher documentos, equipamentos e insumos que subsidiem análises laboratoriais e perícias técnicas.

Moraes autoriza filhos de Jair Bolsonaro a visitarem o ex-presidente na sede da PF em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro visitem-no na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde ele está preso preventivamente desde sábado (22).

A decisão, publicada neste domingo (23), define que as visitas devem ocorrer separadamente e com duração máxima de 30 minutos para cada um.

Carlos Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro poderão visitar o pai nesta terça-feira (25), entre 9h e 11h. Já Renan Bolsonaro está autorizado a realizar a visita na quinta-feira (27), no mesmo horário.

Moraes também manteve liberadas as visitas dos advogados e da equipe médica, além de orientar a Polícia Federal sobre os procedimentos em caso de intercorrência médica, incluindo o acionamento do Samu como medida mais rápida e segura.

Neste domingo, Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

PF apreende milhões em cofre no AP de deputado do Maranhão: “queria só esse bolo” diz eleitor

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.

A ação cumpre 63 mandados de busca e apreensão, 10 de prisão preventiva e diversas medidas cautelares em 16 estados e no Distrito Federal, incluindo o Maranhão.

Um dos investigados seria o deputado estadual Edson Araújo (PSB), que tem um pedido de convocação para depor na CPMI do INSS pautado para esta quinta-feira.

De acordo com as investigações, o grupo teria atuado na inserção de dados falsos em sistemas oficiais, formação de organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação de patrimônio.

A PF apura a participação de agentes públicos e entidades privadas no esquema, que teria causado prejuízo milionário aos cofres da Previdência Social.

Prefeito cassado de São Benedito do Rio Preto publica vídeo cantando após decisão da Justiça Eleitoral

Um dia após ter o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, o prefeito de São Benedito do Rio Preto, Wallas Gonçalves Rocha, publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece cantando, na noite desta terça-feira (28).

A decisão que o retirou do cargo foi assinada pela juíza Luciana Quintanilha Pessoa, da 73ª Zona Eleitoral de Urbano Santos, e apontou abuso de poder político e econômico, com uso indevido de recursos do Fundeb para fins eleitorais.

A sentença, proferida na segunda-feira (27), atendeu à Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pela coligação União e Reconstrução (PP/Federação Brasil da Esperança – PT/PCdoB/PV). O Ministério Público Eleitoral considerou comprovado o desvio e o uso reiterado de verbas públicas em benefício político.

Além da cassação e da inelegibilidade por oito anos, a juíza determinou a retotalização dos votos, o que pode resultar em novas eleições no município.

Wallas já havia sido afastado dias antes em uma operação da Polícia Federal e da CGU, que investiga desvio de recursos do Fundeb.

Justiça afasta prefeito de São Benedito do Rio Preto por suspeita de desvio de recursos do Fundeb

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã desta quarta-feira (22) a Operação Santa Chaga, com o objetivo de investigar uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Benedito do Rio Preto, Jatobá, Urbano Santos e São Luís. A Justiça também determinou o afastamento do prefeito Wallas Rocha e de três servidores ligados à Prefeitura de São Benedito do Rio Preto.

De acordo com as investigações, valores destinados à educação eram desviados para pessoas sem vínculo com a área, supostamente para compra de apoio político, além de empresas contratadas com indícios de irregularidades e familiares de agentes públicos.

O caso já havia sido revelado em reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, em novembro do ano passado. Em setembro deste ano, os mesmos fatos motivaram o Ministério Público Eleitoral (MPE) a representar pela cassação do mandato do prefeito e da vice-prefeita Débora Heilmann Mesquita.

MP-MA prende dois e busca ex-prefeito em operação contra desvio da merenda em Godofredo Viana

O Ministério Público do Maranhão deflagrou nesta terça-feira (16) mais uma etapa da Operação Maat – Fase Prato Cheio, que investiga o desvio de recursos destinados à merenda escolar no município de Godofredo Viana.

A ação, coordenada pelo promotor de Justiça Márcio Antônio Alves de Oliveira, com apoio da Polícia Civil, resultou na prisão de duas pessoas e tem como principal alvo o ex-prefeito Marcelo Jorge Torres, que está foragido. Entre os detidos está Gihan Ayoub Jorge Torres, irmã do ex-gestor e ex-secretária de Administração e Finanças.

As investigações apontam que o grupo teria desviado mais de R$ 1,2 milhão repassados em 2014 para a compra de merenda escolar. Também são investigados o empresário Antônio da Conceição Muniz Neto e o ex-chefe do almoxarifado da prefeitura, Jonaldo Sousa Costa.

A denúncia partiu do Conselho Municipal de Alimentação Escolar (CAE), levando à abertura de inquérito civil. Durante a operação, foram apreendidos três veículos, joias e dinheiro. O prejuízo aos cofres públicos foi calculado em R$ 1.258.188,29, valor que deveria ter garantido a alimentação de estudantes da rede municipal.

Moraes cobra explicações da Polícia Penal do DF sobre escolta de Bolsonaro após procedimento médico

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Penal do Distrito Federal preste esclarecimentos, em até 24 horas, sobre o motivo de não ter realizado o “transporte imediato” do ex-presidente Jair Bolsonaro de volta para casa após procedimento médico em Brasília.

A decisão pede um relatório detalhado da escolta, incluindo informações sobre o veículo utilizado, os agentes responsáveis e a razão da permanência no hospital mesmo após a liberação médica.

Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, foi ao Hospital DF Star neste domingo (14) para realizar um procedimento dermatológico, em deslocamento autorizado por Moraes.

Apesar da determinação de retorno imediato, o ex-presidente permaneceu no local enquanto seu médico concedia entrevista coletiva à imprensa.

No período em que aguardava, Bolsonaro foi recebido por apoiadores na saída do hospital, que o aplaudiram e o ovacionaram.

O despacho de Moraes não aponta suspeita específica de irregularidade, mas busca esclarecimentos sobre a atuação da escolta.

Operação da PF contra desvios do Fundeb abala grupo político de Fábio Gentil 

O mundo político de Caxias foi sacudido pela operação da Polícia Federal que investiga o desvio de R$ 50 milhões do Fundeb em municípios maranhenses entre 2021 e 2025.

As diligências alcançaram a residência do ex-prefeito e atual secretário estadual de Agricultura e Pecuária, Fábio Gentil (PP), a Prefeitura de Caxias, hoje comandada por seu sobrinho Gentil Neto (PP), e o gabinete da deputada Daniella (PSB), parceira de vida e política do ex-prefeito.

Alvo de uma investigação que apura suspeitas de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, o grupo Gentil nega qualquer envolvimento e afirma estar à disposição da Justiça.

O desgaste político chega em um momento delicado para Fábio Gentil, que construiu uma das carreiras mais influentes do interior do Maranhão nos últimos oito anos, elegendo sucessores e consolidando a filha Amanda Gentil na Câmara Federal.

Hoje, no comando de uma das pastas mais fortes do governo Brandão, o ex-prefeito se movimenta para definir seu futuro eleitoral — seja em uma disputa à Câmara Federal ou como suplente de senador.

A operação da PF, porém, mexe no tabuleiro local e fortalece adversários históricos como Paulo Marinho Jr. e Catulé Jr., que já usam o caso para desgastar a imagem do grupo Gentil às vésperas das eleições de 2026.

Alcançado pelo Blog, o ex-prefeito Fábio Gentil disse que, tanto ele como sua esposa, Daniella, “estão tranquilos e irão colaborar com tudo que for preciso para comprovar a transparência em tudo”.

Acrescentou que foi surpreendido com o fato mas que continua executando seu trabalho diário. “Aredito que já já a verdade virá e isso mostrará que não participamos de nada do que tem sido ventilado no bojo das investigações”.

POSTAGEM ATUALIZADA ÀS 13h04 PARA INFORMAÇÕES ADICIONAIS.

CPMI vai investigar descontos indevidos em benefícios do INSS; prejuízo pode passar de R$ 6 bilhões

O presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), leu nesta segunda-feira (17) o requerimento que cria uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar suspeitas de fraudes envolvendo descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.

A proposta, apresentada pelas parlamentares Damares Alves (Republicanos-DF) e Coronel Fernanda (PL-MT), conta com apoio da oposição e prevê um colegiado formado por 15 deputados e 15 senadores, com funcionamento inicial de até 180 dias, prorrogáveis.

A chamada “Operação Sem Desconto”, da Polícia Federal, revelou um suposto esquema envolvendo entidades associativas e servidores públicos, que teriam autorizado descontos por serviços não contratados, como seguros e mensalidades de sindicatos. A Controladoria-Geral da União estima que mais de 4 milhões de beneficiários foram afetados, com prejuízos superiores a R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024.

O governo já se articula para influenciar os cargos de comando da comissão, com o nome do senador Omar Aziz (PSD-AM) cotado para a presidência. A instalação oficial da CPMI deve ocorrer ainda neste mês.

PF deflagra operação contra fraudes em benefícios sociais em São Luís e São José de Ribamar

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Mortos Vivos, com o objetivo de desarticular um esquema de fraudes na concessão de benefícios sociais como Auxílio Brasil, Bolsa Família e Auxílio Gás.

As investigações revelaram que indivíduos residentes no Pará — muitos já falecidos na data do cadastro — foram indevidamente incluídos no Cadastro Único para Programas Sociais (CADÚNICO) por servidores públicos municipais de São Luís e São José de Ribamar, no Maranhão. As fraudes permitiram o recebimento ilegal de recursos públicos, gerando prejuízos ao erário.

Durante a operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva e três medidas cautelares de afastamento de servidores de suas funções. A PF apura a participação de outros envolvidos e o montante exato do prejuízo.

Os investigados poderão responder por estelionato majorado, inserção de dados falsos em sistema público, associação criminosa, entre outros crimes. A corporação informou que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço das apurações.