Avante barra candidatura de Duarte Júnior ao Senado

O deputado federal Duarte Júnior (Avante) foi informado pela direção nacional do partido de que não terá legenda para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Segundo informações divulgadas pelo portal Café Quente Notícias, a decisão teria sido resultado de uma articulação de dois pré-candidatos ao Senado junto à executiva nacional da sigla.

Duarte havia ingressado no Avante com o compromisso de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, mas, diante da ausência de um nome competitivo do partido para o cargo, passou a defender sua pré-candidatura ao Senado.

Após ser comunicado de que o Avante manterá apenas sua candidatura à reeleição como deputado federal, Duarte afirmou que não pretende disputar nenhum cargo caso seja impedido de concorrer ao Senado.

De acordo com o parlamentar, não existe a possibilidade de voltar atrás e aceitar disputar novamente uma vaga na Câmara Federal, o que pode abrir um novo capítulo nas articulações políticas para as eleições de 2026 no Maranhão.

Mãe de Otto denuncia ataques nas redes sociais após cobrar respostas sobre morte do filho no Hospital da Criança

A mãe do pequeno Otto, Leiciane Barbosa, afirmou que passou a ser alvo de ataques nas redes sociais após tornar públicas as denúncias sobre o atendimento recebido pelo filho no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís. Otto morreu aos 1 ano e 1 mês de idade, e o caso é investigado sob suspeita de negligência médica. Segundo ela, além da dor da perda, tem enfrentado acusações de que estaria utilizando a história do filho com finalidade política.

Em entrevista à TV Difusora, Leiciane negou as acusações e afirmou que sua intenção sempre foi relatar os fatos vividos pela família. Ela destacou que as denúncias começaram ainda durante as internações de Otto e que já havia concedido entrevistas anteriormente para alertar sobre os problemas enfrentados no hospital. Para a mãe, transformar a tragédia em uma discussão política desvia a atenção da necessidade de apurar o que aconteceu.

Leiciane também revelou que, desde que decidiu expor o caso, passou a receber mensagens de outras mães que relatam situações semelhantes no Hospital da Criança, incluindo perdas de filhos após atendimento na unidade. Segundo ela, esses relatos reforçam a necessidade de dar visibilidade ao problema para que novas famílias não enfrentem o mesmo sofrimento e para que medidas sejam adotadas pelas autoridades.

O caso de Otto integra uma série de denúncias sobre supostas falhas na assistência prestada pelo Hospital da Criança de São Luís, que motivaram investigações de órgãos de controle e uma auditoria do Ministério da Saúde na unidade. Enquanto as apurações seguem em andamento, familiares continuam cobrando esclarecimentos, responsabilização e mudanças que garantam um atendimento mais seguro às crianças.

Hospital da matança: mães denunciam mortes, e Prefeitura responde com “não foram 113, foram 112”

As denúncias sobre as mortes registradas no Hospital da Criança, em São Luís, voltaram a dominar o debate público após mais uma edição do programa Xeque-Mate. O tema, acompanhado pelo programa desde 2022, ganhou novos desdobramentos com o relato de mães que perderam seus filhos na unidade e cobraram explicações sobre as condições de atendimento oferecidas pelo hospital.

Os depoimentos foram exibidos em reportagem da TV Mirante e mostram o drama vivido pelas famílias. Em resposta à repercussão, a Prefeitura de São Luís divulgou uma nota oficial contestando o número de óbitos citado nas denúncias. Segundo a gestão municipal, “não foram 113 mortes, foram 112”, posicionamento que rapidamente gerou críticas nas redes sociais e entre os participantes do debate.

Para o Xeque-Mate, a discussão não se resume à diferença entre um número e outro, mas à necessidade de esclarecer as circunstâncias das mortes e apresentar medidas concretas para garantir um atendimento mais seguro às crianças. O programa reforça que cada caso representa uma vida perdida e uma família marcada pela dor, defendendo que as respostas do poder público precisam ir além de uma correção estatística.

E você, como avalia a resposta da Prefeitura diante dos relatos das mães?

Assista ao corte do programa, acompanhe a discussão completa e deixe sua opinião nos comentários.

 

Crise no Hospital da Criança avança, mas Braide prefere o palanque em Imperatriz

Enquanto as investigações sobre as mortes de crianças nas UTIs do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos avançam e novos indícios de irregularidades vêm sendo apontados por órgãos de fiscalização, o ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), tem evitado tratar publicamente do assunto.

Braide renunciou ao comando da capital em 31 de março deste ano para disputar as eleições de 2026, mas as denúncias em apuração são relacionadas ao período em que sua gestão era responsável pela administração da rede municipal de saúde.

Nos últimos dias, enquanto o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Civil e o Ministério da Saúde intensificavam as investigações sobre possíveis irregularidades nas UTIs pediátricas do Hospital da Criança, Eduardo Braide cumpriu agenda política em Imperatriz. Ao comentar as denúncias, o ex-prefeito classificou as acusações como uma “canalhice” e afirmou que o caso estaria sendo explorado por adversários como parte de uma estratégia política voltada às eleições de 2026.

A declaração, no entanto, não encerrou as cobranças. Enquanto familiares das vítimas realizaram um protesto com mais de 100 cruzes em frente ao Hospital da Criança e os órgãos de controle ampliaram as apurações, permaneceram as investigações sobre fatos ocorridos durante o período em que Braide comandava a Prefeitura de São Luís. Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Civil e técnicos do Ministério da Saúde seguem apurando denúncias relacionadas ao funcionamento das UTIs pediátricas da unidade.

Defensoria identifica irregularidades graves em UTIs do Hospital da Criança e anuncia medidas judiciais

Uma inspeção realizada pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) apontou uma série de irregularidades consideradas graves nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A vistoria, realizada na quarta-feira (15), durou cerca de três horas e constatou falhas na composição das equipes médicas, na qualificação de profissionais e no atendimento a pacientes em estado grave.

Segundo os defensores públicos, uma das UTIs funcionava com apenas três médicos, embora o previsto fosse oito, e um dos profissionais não possuía especialização compatível com a área. Também foram registrados relatos de plantões médicos de até 96 horas consecutivas.

A inspeção identificou ainda que crianças com necessidade de internação em UTI permaneciam por até dois dias em uma sala de estabilização, sem encaminhamento imediato para a Central de Regulação em busca de vagas, situação que, segundo a Defensoria, pode ter contribuído para parte dos óbitos investigados.

O órgão informou que irá ingressar com ações judiciais para exigir a correção das falhas e pedir indenização por dano moral coletivo às famílias afetadas. As denúncias envolvendo o Hospital da Criança também são apuradas pelo Ministério Público, Polícia Civil, Ministério da Saúde e demais órgãos de controle.

Cruzes, silêncio e cobrança por justiça marcam protesto no Hospital da Criança de São Luís

Mais de 100 cruzes foram instaladas em frente ao Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís, na manhã desta quinta-feira (16), em um protesto silencioso que chamou a atenção para as mortes registradas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas da unidade.

A mobilização reuniu pais que perderam seus filhos, conselheiros tutelares e apoiadores das famílias, que cobraram transparência nas investigações e responsabilização, caso sejam constatadas irregularidades.

O ato acontece em meio às investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública do Estado (DPE-MA), Polícia Civil e técnicos do Ministério da Saúde.

Os órgãos apuram denúncias relacionadas ao funcionamento das UTIs pediátricas, incluindo possíveis falhas na assistência prestada aos pacientes. Até a conclusão dos procedimentos, as autoridades informam que as apurações seguem em andamento e ainda não há um posicionamento definitivo sobre os casos.

MP apura gastos e transparência na reforma do Ginásio de Esportes de Porto Franco

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo de Acompanhamento e Fiscalização (PASS) para apurar a regularidade da reforma e da manutenção do Ginásio de Esportes de Porto Franco. A investigação teve origem em representação apresentada pelo vereador Salomão Veras de Barros Filho, o Salomão Gere, que denunciou supostas irregularidades na aplicação de recursos públicos.

Durante vistoria realizada no local, foram constatadas avarias estruturais, principalmente no telhado, além da retirada de vasos sanitários e divisórias de um banheiro, que, segundo a justificativa apresentada, teriam sido destinados ao Parque de Exposição Alfredo Santos.

Segundo o MP, as apurações também buscam esclarecer a legalidade das despesas, a ausência de informações sobre a obra no Portal da Transparência e os gastos com a manutenção do telhado em 2023, incluindo possíveis serviços prestados pela empresa Madalena Marques Comércio Varejista e Atacadista Ltda (Serralheria Águia).

O prefeito Deoclides Macedo informou que a reforma foi executada diretamente pela administração municipal, com mão de obra própria e materiais adquiridos pelo município, razão pela qual não haveria contrato específico para divulgação. O procedimento acompanhará a regularidade fiscal das despesas e a preservação do patrimônio público municipal.

Mortes no Hospital da Criança em São Luís: a denúncia que o Xeque-Mate faz desde 2022

O programa Xeque-Mate, desta quarta-feira, colocou em pauta a situação do Hospital da Criança, em São Luís, destacando as mortes registradas na unidade e relembrando que o tema vem sendo abordado pelo programa desde 2022. Durante a transmissão, os apresentadores defenderam que os problemas enfrentados no hospital são antigos e cobraram providências das autoridades diante das denúncias recorrentes. O programa também discutiu as condições precárias das estradas de acesso aos Lençóis Maranhenses, apontando impactos para moradores, turistas e para o desenvolvimento da região. A edição reforçou a proposta do Xeque-Mate de promover debates sobre temas de interesse público e incentivar a participação da população nas discussões sobre saúde, infraestrutura e gestão pública.

Auditoria no Hospital da Criança durou três horas e relatório poderá apontar irregularidades e responsabilizações

A auditoria realizada pelo Ministério da Saúde no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís, durou cerca de três horas e teve como objetivo apurar denúncias sobre possíveis irregularidades no funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas.

A inspeção foi conduzida por técnicos do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), que analisaram documentos da unidade e recolheram informações sobre prontuários médicos, escalas de profissionais, contratos, registros de internações e indicadores de mortalidade.

Segundo o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, o relatório final da auditoria deve ser concluído nos próximos dias e poderá produzir resultados imediatos. Caso sejam identificados indícios de irregularidades, o documento poderá recomendar a adoção de um plano de contingência pela Prefeitura de São Luís e, se houver evidências de que crianças morreram por desassistência ou falhas no atendimento, o caso será encaminhado às autoridades competentes para responsabilização dos envolvidos.

Ao chamar denúncia de “canalhice”, Braide ignora apuração sobre mortes no Hospital da Criança

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), reagiu às denúncias envolvendo o Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos classificando como “canalhice” a reportagem da TV Mirante que revelou investigações do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e do Ministério da Saúde sobre o aumento de óbitos e possíveis irregularidades nas UTIs da unidade.

Em publicação nas redes sociais, Braide acusou a emissora de divulgar “mentiras” para favorecer um adversário político, afirmou que o caso será levado à Justiça e insinuou motivação eleitoral na reportagem.

Apesar das críticas à imprensa, Braide não apresentou explicações sobre os fatos investigados nem respondeu às denúncias relacionadas à gestão do hospital durante o período em que administrava a capital. Paralelamente, a Prefeitura de São Luís divulgou nota contestando os dados da reportagem e sustentando que houve redução no número de óbitos nas UTIs.

Enquanto isso, seguem em andamento auditoria do Ministério da Saúde e investigações conduzidas pelo MPMA, MPF e outros órgãos de controle para apurar possíveis falhas na assistência prestada às crianças atendidas na unidade.