
A prisão do vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), durante a Operação Benedict, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão e pela Polícia Civil, voltou a colocar em evidência antigas polêmicas envolvendo a identidade do parlamentar.
Preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, o vereador teve liberdade provisória concedida pela Justiça, mas o episódio reacendeu debates sobre denúncias que o acompanham desde antes de sua chegada à Câmara Municipal.
Ao longo dos últimos anos, Beto Castro esteve no centro de questionamentos relacionados à utilização de diferentes registros de identificação. Reportagens e ações judiciais eleitorais já apontaram que o parlamentar teria sido identificado em documentos oficiais com os nomes Werbeth Macedo Castro e Werbeth Machado Castro. As denúncias também levantaram suspeitas sobre a existência de dois Cadastros de Pessoa Física (CPFs) vinculados aos nomes atribuídos ao vereador.
O caso ganhou repercussão principalmente após as eleições de 2012, quando adversários políticos questionaram a regularidade dos documentos apresentados pelo então candidato. Na época, as acusações chegaram à Justiça Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisaram recursos relacionados ao mandato do parlamentar. Apesar das denúncias e dos questionamentos públicos, o vereador continuou exercendo seus mandatos e participando normalmente das disputas eleitorais.
Agora, com o nome novamente no centro das atenções em razão da Operação Benedict, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, volta a surgir uma pergunta que há anos desperta curiosidade na política maranhense: afinal, qual é a verdadeira identidade de Beto Castro? Quem é o vereador que aparece nos registros públicos sob diferentes nomes e que já foi alvo de tantas controvérsias documentais ao longo da carreira política?
As dúvidas ganham ainda mais força diante do histórico de questionamentos envolvendo CPFs, registros eleitorais e processos que marcaram a trajetória do parlamentar. Embora não haja, até o momento, qualquer decisão judicial definitiva que relacione essas questões à investigação atual, o tema continua despertando interesse público e alimentando discussões sobre transparência e vida pregressa de agentes políticos.