Braide “foge” novamente do debate público e não comparece à entrevista na Mirante News FM

A Rádio Mirante News FM daria continuidade, nesta sexta-feira (14), às entrevistas com os candidatos ao Governo do Maranhão no programa Ponto Final, apresentado pelos jornalistas Jorge Aragão, Ronaldo Rocha e Alessandra Rodrigues.

O quinto entrevistado seria Eduardo Braide (PSD), mas o candidato não compareceu à sabatina. Segundo a emissora, a assessoria de Braide tentou viabilizar a participação por videochamada e alegou que o candidato tinha agenda na Região Sul do Maranhão.

A Mirante News lamentou a ausência e destacou que a ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado no dia 6 de agosto, com a presença de representantes dos candidatos e partidos. Na ocasião, não teria sido informada qualquer incompatibilidade de agenda.

A emissora também afirmou que a possibilidade de entrevistas por videochamada não foi discutida previamente e que abrir uma exceção representaria tratamento diferenciado. A rádio ressaltou ainda que havia possibilidade de troca das datas entre os candidatos, caso houvesse acordo, e lembrou que Braide também não participou do primeiro debate entre os candidatos ao Governo, realizado pela TV Band no último domingo. Na ocasião, o candidato afirmou que pretende participar apenas do debate na TV Mirante.

Merval Pereira diz que caso envolvendo Dino transformou disputa do Maranhão em crise nacional

Em artigo publicado em O Globo, o jornalista e colunista Merval Pereira criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar uma operação de busca e apreensão contra um jornalista maranhense no âmbito de uma investigação sobre informações divulgadas a respeito do ministro Flávio Dino.

Para Merval, a medida ultrapassou os limites de uma disputa política regional e acabou transformando o episódio em uma crise institucional de repercussão nacional. O colunista classificou a decisão como autoritária e afirmou que a investigação não poderia avançar sobre equipamentos de jornalistas com o objetivo de identificar fontes.

Merval também relacionou o episódio à trajetória política de Flávio Dino no Maranhão, argumentando que sua atuação anterior como governador deveria ser dissociada da função que exerce atualmente no STF. Segundo o colunista, o tribunal não deveria ser utilizado para interferir em disputas políticas estaduais ou para investigar fontes jornalísticas.

Ao defender a liberdade de imprensa, Merval afirmou que eventuais acusações falsas deveriam ser apuradas pelos meios legais adequados, sem que isso implique, segundo sua avaliação, violação do sigilo jornalístico. O artigo reacendeu o debate sobre os limites da atuação do Judiciário e a proteção constitucional à liberdade de informação.

Pesquisa Veritas aponta Orleans Brandão na liderança com 47,5% contra 39,1% de Braide

Pesquisa do Instituto Veritas, divulgada nesta sexta-feira (14), aponta Orleans Brandão (MDB) na liderança da disputa pelo Governo do Maranhão, com 47,5% das intenções de voto. Eduardo Braide (PSD) aparece em segundo lugar, com 39,1%, uma diferença de 8,4 pontos percentuais.

Na consulta estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, os dois concentram 86,6% das intenções de voto, indicando uma disputa concentrada entre os dois principais nomes.

Felipe Camarão (PT) aparece na terceira colocação, com 4,3%, seguido por Roberto Rocha (PRTB), com 3,3%. André Luís (Missão) tem 1,6%; Reginaldo Lima (PCB), 0,4%; e Saulo Arcangeli (PSTU), 0,1%. Outros 2,6% disseram estar indecisos ou não saber em quem votar, enquanto 0,9% declararam voto branco ou nulo e 0,3% não opinaram.

O levantamento ouviu mil eleitores maranhenses com 16 anos ou mais entre os dias 8 e 11 de agosto. A margem de erro é de 2,09 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TRE-MA sob o número MA-01632/2026.

MP abre inquérito para apurar suposta fraude em licitação da Câmara de Estreito

O MPMA – Ministério Público do Maranhão, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Estreito, converteu uma Notícia de Fato em Inquérito Civil para investigar possíveis irregularidades na Dispensa de Licitação nº 001/2026 da Câmara Municipal de Estreito.

A apuração envolve suspeitas de fraude e direcionamento na contratação de uma empresa de consultoria em recursos humanos, além da possibilidade de dano ao erário e violação aos princípios que regem a administração pública. A investigação teve origem em manifestação registrada na Ouvidoria do MPMA e busca verificar a regularidade do processo de contratação.

Segundo o Ministério Público, o prazo de 180 dias para conclusão da Notícia de Fato nº 001416-509/2026 foi encerrado sem que todas as diligências necessárias fossem realizadas. Diante disso, o órgão decidiu instaurar o Inquérito Civil para aprofundar a apuração e reunir elementos que possam embasar a adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais.

A abertura do procedimento não significa, neste momento, que as irregularidades tenham sido comprovadas, mas permite ao MPMA dar continuidade à investigação sobre a contratação realizada pela Câmara Municipal de Estreito.

Decisões de Xandinho podem acelerar ação militar dos EUA no Brasil

Buemba, buemba, buemba! 😤

Alexandre de Moraes quebrou o sigilo de fonte do jornalista Luiz Pablo. Flávio Dino recorreu ao STF em vez de responder às acusações. E Trump está de olho em tudo isso!

🇺🇸 O que está em jogo?

· O jornalista denunciou o uso de carros oficiais por Dino e sua família.

· Moraes mandou a PF vasculhar a casa dele e quebrou o sigilo de fonte.

· O governo Trump já chamou Moraes de “tóxico” e monitora o caso de perto.

· O Itamaraty já alertou para o risco de ação militar dos EUA no Brasil.

O “direito xandônico” virou um precedente perigoso para o mundo.

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Estadão critica Moraes por quebra de sigilo de fonte em investigação envolvendo Flávio Dino

O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta quinta-feira (13) um editorial com duras críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso envolvendo o jornalista maranhense Luís Pablo.

Segundo o editorial, a decisão que autorizou medidas para chegar à suposta fonte do jornalista representa um ataque ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa. O caso teve origem em reportagens sobre o uso, por Flávio Dino e familiares, de um veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA).

O Estadão também questionou a utilização do chamado inquérito das fake news para investigar jornalistas e fontes e afirmou que a decisão cria um precedente preocupante para a imprensa brasileira. O editorial sustenta que o sigilo da fonte é uma garantia constitucional indispensável ao exercício do jornalismo e critica o fato de a investigação envolver uma reportagem relacionada a outro ministro do STF.

O jornal ainda defendeu o encerramento do inquérito das fake news e pediu ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, que adote medidas para pôr fim à investigação.

Busca de Moraes contra Cutrim para descobrir fonte de denúncia sobre Dino repercute em todo o país

A operação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que levou a Polícia Federal a cumprir mandados de busca e apreensão contra Raimundo Soares Cutrim, apontado como fonte do jornalista maranhense Luís Pablo, ganhou repercussão nacional e provocou reações de entidades ligadas à imprensa.

A investigação apura, entre outros pontos, a origem de informações utilizadas em reportagens sobre o uso, por familiares do ministro Flávio Dino, de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), além de possíveis acessos indevidos a dados de sistemas restritos.

A identificação de Cutrim como suposta fonte reacendeu o debate sobre o sigilo da fonte e os limites da atuação do Estado em investigações envolvendo jornalistas. Entidades como a Associação Nacional de Jornais (ANJ), Abert, Aner e outras organizações manifestaram preocupação com os possíveis impactos da medida sobre a liberdade de imprensa, enquanto a investigação permanece sob sigilo.

A defesa de Cutrim afirma que ainda não teve acesso integral aos autos, e o caso deverá esclarecer se houve acesso indevido a informações protegidas e qual a relação dos investigados com as publicações feitas por Luís Pablo.

Lula repete medida de Bolsonaro sobre combustíveis, criticada pelo PT em 2022

O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (12), por 61 votos a 2, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre óleo diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. A proposta, que também passou pela Câmara dos Deputados, seguirá agora para sanção presidencial.

O objetivo é reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela instabilidade no mercado internacional de petróleo em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. O texto ainda amplia benefícios fiscais para setores como produção de etanol, fertilizantes agrícolas, pesquisa de minerais críticos e terras raras, além de prever desoneração para a Fifa durante a Copa do Mundo Feminina de 2027.

A medida ocorre em um cenário semelhante ao enfrentado pelo governo Jair Bolsonaro em 2022, quando a alta do petróleo após o início da guerra na Ucrânia levou a aumentos nos preços da gasolina e do diesel. Naquele ano, o governo anunciou a redução de impostos federais sobre combustíveis e medidas relacionadas ao ICMS, mas a iniciativa foi criticada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) e pelo PT, que apontaram caráter eleitoral na proposta.

Agora, a perda de arrecadação com a nova desoneração deverá ser compensada pelo aumento das receitas da União com royalties e outras participações decorrentes da valorização do petróleo.

MP investiga contratações temporárias e cargos comissionados na Prefeitura de Bacabal

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Procedimento Administrativo para investigar a estrutura de pessoal da Prefeitura de Bacabal e verificar a existência de possíveis contratações precárias ou desproporção entre servidores efetivos, comissionados e temporários.

A apuração, conduzida pela 2ª Promotoria de Justiça Especializada de Bacabal, também pretende analisar as legislações que regulamentam os cargos públicos e as contratações temporárias no município. O órgão destaca que a investigação busca identificar eventuais irregularidades e verificar se existe omissão na realização de concursos públicos.

Como parte das diligências, o MPMA determinou que o prefeito Roberto Costa encaminhe, no prazo de 20 dias úteis, informações detalhadas sobre o quadro funcional da administração direta e indireta. Entre os documentos solicitados estão a relação nominal de servidores efetivos, comissionados e temporários, as leis que criaram os cargos, as normas sobre contratações temporárias e informações sobre os últimos concursos realizados em áreas como Educação, Saúde e Administração.

A Promotoria também quer saber se existe estudo de impacto orçamentário-financeiro ou comissão responsável pela organização de um novo concurso público. Após receber os dados, o Ministério Público fará uma análise para verificar a necessidade de novas medidas.

Por que investigam a fonte, mas não o suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino?

A nova operação determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que voltou a ter como alvo o ex-secretário Raimundo Cutrim, levanta questionamentos sobre a condução das investigações relacionadas às denúncias de suposto uso irregular de carros oficiais por Flávio Dino e familiares.

O advogado de Cutrim, José Berilo de Freitas Leite, afirmou à CNN Brasil que “estão investigando a fonte do jornalista e o advogado do jornalista, mas não investigam o que o jornalista denunciou”. Segundo a defesa, após a apreensão de aparelhos do jornalista Luís Pablo, as comunicações teriam sido utilizadas para identificar Cutrim como a suposta fonte das reportagens. Agora, além de Cutrim, o advogado do jornalista também foi alcançado pela operação.

A principal questão, portanto, é direta: por que a investigação avança sobre a fonte e pessoas ligadas à produção das reportagens, mas não há o mesmo esclarecimento público sobre o suposto uso irregular dos veículos oficiais? A origem de uma denúncia pode ser objeto de apuração quando houver suspeita de crime, mas identificar uma fonte não comprova nem desmente o conteúdo revelado.

Se os carros foram utilizados dentro da legalidade, documentos, registros e autorizações podem esclarecer o caso; se houve irregularidade, a investigação deve apontar responsabilidades. O episódio também reacende o debate sobre o sigilo da fonte e os limites de medidas investigativas que possam atingir jornalistas e seus colaboradores, especialmente quando a denúncia envolve um ministro do Supremo Tribunal Federal. Até o momento, permanece a pergunta sobre quem está efetivamente investigando o fato denunciado contra Flávio Dino.