Orleans Brandão minimiza apoio de Rildo Amaral a Braide e diz que obras em Imperatriz serão mantidas

O pré-candidato do MDB ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, comentou pela primeira vez o anúncio de apoio do prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral, ao pré-candidato do PSD, Eduardo Braide.

Em entrevista ao programa Acontece Maranhão, em Bacabal, Orleans afirmou que a decisão faz parte do processo democrático e minimizou os impactos políticos da mudança de posicionamento do prefeito, destacando que o apoio é conquistado pelo trabalho realizado.

Durante a entrevista, Orleans ressaltou que o próprio Rildo Amaral reconheceu os investimentos feitos pelo governador Carlos Brandão em Imperatriz e afirmou que mantinha contato frequente com o prefeito para tratar das demandas da cidade.

O emedebista garantiu ainda que o apoio de Rildo à oposição não alterará o cronograma de obras e ações do Governo do Estado na Região Tocantina, assegurando que os investimentos em Imperatriz terão continuidade, independentemente do cenário político.

Brandão diz que sofreu pressão para deixar governo e afirma: “Fiquei esperando ser preso”

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), afirmou nesta quinta-feira (16) que sofreu pressões para renunciar ao comando do Executivo estadual e disputar uma vaga no Senado, mas decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato.

Durante um evento em São Luís, Brandão revelou que pessoas ligadas ao meio político chegaram a afirmar que ele poderia ser preso caso deixasse o governo para concorrer nas eleições de 2026.

Segundo o governador, as supostas ameaças não influenciaram sua decisão, pois tem a consciência tranquila em relação à sua gestão. “Eu fiquei esperando ser preso. Sabe por quê? Porque eu tenho consciência que eu não fiz nada errado. Eu só fiz o bem pra esse Maranhão”, declarou.

A fala ocorre em meio às movimentações políticas para a sucessão estadual e ao cenário de definição das candidaturas para as eleições de 2026.

TRE-MA multa IPPI após pesquisa irregular apontar Braide na liderança

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) condenou a empresa IPPI Pesquisas e Consultoria Ltda. ao pagamento de multa de R$ 53.205 por irregularidades no registro de uma pesquisa eleitoral.

A decisão, assinada pela juíza auxiliar Manuella Viana dos Santos Faria Ribeiro, concluiu que o instituto deixou de apresentar a declaração de vínculo do estatístico responsável pelo levantamento, documento exigido pelas normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro regular da pesquisa.

A ação foi proposta pela Federação Renovação Solidária (PRD/Solidariedade), que também questionava a metodologia da pesquisa registrada sob o número MA-03193/2026. O TRE-MA, no entanto, considerou improcedentes as críticas à metodologia, mas reconheceu a falha documental, classificando o levantamento como “não registrado” para fins legais.

Contratada pela empresa Café Quente Produções Ltda., a pesquisa apontava o pré-candidato do PSD ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide, com 56,1% dos votos válidos e foi amplamente divulgada nas redes sociais. A decisão ainda é passível de recurso.

Rildo Amaral confirma traição a Brandão

O prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral (PP), confirmou nesta sexta-feira (17) o rompimento político com o grupo do governador Carlos Brandão (MDB) ao anunciar apoio à pré-candidatura do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), ao Governo do Maranhão nas eleições de 2026.

A decisão confirma a mudança de alinhamento do prefeito, que integrava a base do governador e era apontado como aliado da pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB). Nos bastidores, a mudança é atribuída ao reposicionamento do deputado federal André Fufuca (PP), que também deixou a base governista para declarar apoio a Braide.

Aliados de Carlos Brandão, no entanto, classificam a decisão como uma traição política, lembrando que o governador teve participação decisiva no apoio a Rildo Amaral no segundo turno da eleição em Imperatriz e tem mantido parceria com a atual gestão municipal.

MP investiga contratos de manutenção da frota da Saúde e inclui prefeito de Coelho Neto em inquérito civil

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um inquérito civil para apurar supostas irregularidades em contratos de manutenção preventiva e corretiva da frota de veículos oficiais de Coelho Neto, com foco nos veículos da Secretaria Municipal de Saúde.

A investigação busca esclarecer possíveis atos de improbidade administrativa e infrações penais envolvendo as empresas J. L. A. do Nascimento Ltda e MC Viana Soluções e Serviços Ltda. Segundo a portaria, há indícios de possíveis danos ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios da legalidade, moralidade e eficiência administrativa, além de questionamentos sobre a capacidade operacional das empresas contratadas para executar os serviços.

De acordo com o MP, as investigações também levam em consideração a ocorrência de acidentes envolvendo veículos oficiais da Saúde, o que pode indicar falhas ou até a não execução dos serviços de manutenção contratados.

A Promotoria determinou a conversão da Notícia de Fato em Inquérito Civil e incluiu formalmente como investigados o Município de Coelho Neto, o prefeito Bruno José Almeida e Silva, o secretário municipal de Saúde, Samuel Bastos, além das duas empresas contratadas. O objetivo é aprofundar a apuração, identificar eventuais responsabilidades e adotar as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.

Avante barra candidatura de Duarte Júnior ao Senado

O deputado federal Duarte Júnior (Avante) foi informado pela direção nacional do partido de que não terá legenda para disputar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Segundo informações divulgadas pelo portal Café Quente Notícias, a decisão teria sido resultado de uma articulação de dois pré-candidatos ao Senado junto à executiva nacional da sigla.

Duarte havia ingressado no Avante com o compromisso de disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, mas, diante da ausência de um nome competitivo do partido para o cargo, passou a defender sua pré-candidatura ao Senado.

Após ser comunicado de que o Avante manterá apenas sua candidatura à reeleição como deputado federal, Duarte afirmou que não pretende disputar nenhum cargo caso seja impedido de concorrer ao Senado.

De acordo com o parlamentar, não existe a possibilidade de voltar atrás e aceitar disputar novamente uma vaga na Câmara Federal, o que pode abrir um novo capítulo nas articulações políticas para as eleições de 2026 no Maranhão.

Mãe de Otto denuncia ataques nas redes sociais após cobrar respostas sobre morte do filho no Hospital da Criança

A mãe do pequeno Otto, Leiciane Barbosa, afirmou que passou a ser alvo de ataques nas redes sociais após tornar públicas as denúncias sobre o atendimento recebido pelo filho no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís. Otto morreu aos 1 ano e 1 mês de idade, e o caso é investigado sob suspeita de negligência médica. Segundo ela, além da dor da perda, tem enfrentado acusações de que estaria utilizando a história do filho com finalidade política.

Em entrevista à TV Difusora, Leiciane negou as acusações e afirmou que sua intenção sempre foi relatar os fatos vividos pela família. Ela destacou que as denúncias começaram ainda durante as internações de Otto e que já havia concedido entrevistas anteriormente para alertar sobre os problemas enfrentados no hospital. Para a mãe, transformar a tragédia em uma discussão política desvia a atenção da necessidade de apurar o que aconteceu.

Leiciane também revelou que, desde que decidiu expor o caso, passou a receber mensagens de outras mães que relatam situações semelhantes no Hospital da Criança, incluindo perdas de filhos após atendimento na unidade. Segundo ela, esses relatos reforçam a necessidade de dar visibilidade ao problema para que novas famílias não enfrentem o mesmo sofrimento e para que medidas sejam adotadas pelas autoridades.

O caso de Otto integra uma série de denúncias sobre supostas falhas na assistência prestada pelo Hospital da Criança de São Luís, que motivaram investigações de órgãos de controle e uma auditoria do Ministério da Saúde na unidade. Enquanto as apurações seguem em andamento, familiares continuam cobrando esclarecimentos, responsabilização e mudanças que garantam um atendimento mais seguro às crianças.

Hospital da matança: mães denunciam mortes, e Prefeitura responde com “não foram 113, foram 112”

As denúncias sobre as mortes registradas no Hospital da Criança, em São Luís, voltaram a dominar o debate público após mais uma edição do programa Xeque-Mate. O tema, acompanhado pelo programa desde 2022, ganhou novos desdobramentos com o relato de mães que perderam seus filhos na unidade e cobraram explicações sobre as condições de atendimento oferecidas pelo hospital.

Os depoimentos foram exibidos em reportagem da TV Mirante e mostram o drama vivido pelas famílias. Em resposta à repercussão, a Prefeitura de São Luís divulgou uma nota oficial contestando o número de óbitos citado nas denúncias. Segundo a gestão municipal, “não foram 113 mortes, foram 112”, posicionamento que rapidamente gerou críticas nas redes sociais e entre os participantes do debate.

Para o Xeque-Mate, a discussão não se resume à diferença entre um número e outro, mas à necessidade de esclarecer as circunstâncias das mortes e apresentar medidas concretas para garantir um atendimento mais seguro às crianças. O programa reforça que cada caso representa uma vida perdida e uma família marcada pela dor, defendendo que as respostas do poder público precisam ir além de uma correção estatística.

E você, como avalia a resposta da Prefeitura diante dos relatos das mães?

Assista ao corte do programa, acompanhe a discussão completa e deixe sua opinião nos comentários.

 

Crise no Hospital da Criança avança, mas Braide prefere o palanque em Imperatriz

Enquanto as investigações sobre as mortes de crianças nas UTIs do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos avançam e novos indícios de irregularidades vêm sendo apontados por órgãos de fiscalização, o ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), tem evitado tratar publicamente do assunto.

Braide renunciou ao comando da capital em 31 de março deste ano para disputar as eleições de 2026, mas as denúncias em apuração são relacionadas ao período em que sua gestão era responsável pela administração da rede municipal de saúde.

Nos últimos dias, enquanto o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Polícia Civil e o Ministério da Saúde intensificavam as investigações sobre possíveis irregularidades nas UTIs pediátricas do Hospital da Criança, Eduardo Braide cumpriu agenda política em Imperatriz. Ao comentar as denúncias, o ex-prefeito classificou as acusações como uma “canalhice” e afirmou que o caso estaria sendo explorado por adversários como parte de uma estratégia política voltada às eleições de 2026.

A declaração, no entanto, não encerrou as cobranças. Enquanto familiares das vítimas realizaram um protesto com mais de 100 cruzes em frente ao Hospital da Criança e os órgãos de controle ampliaram as apurações, permaneceram as investigações sobre fatos ocorridos durante o período em que Braide comandava a Prefeitura de São Luís. Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Civil e técnicos do Ministério da Saúde seguem apurando denúncias relacionadas ao funcionamento das UTIs pediátricas da unidade.

Defensoria identifica irregularidades graves em UTIs do Hospital da Criança e anuncia medidas judiciais

Uma inspeção realizada pela Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) apontou uma série de irregularidades consideradas graves nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. A vistoria, realizada na quarta-feira (15), durou cerca de três horas e constatou falhas na composição das equipes médicas, na qualificação de profissionais e no atendimento a pacientes em estado grave.

Segundo os defensores públicos, uma das UTIs funcionava com apenas três médicos, embora o previsto fosse oito, e um dos profissionais não possuía especialização compatível com a área. Também foram registrados relatos de plantões médicos de até 96 horas consecutivas.

A inspeção identificou ainda que crianças com necessidade de internação em UTI permaneciam por até dois dias em uma sala de estabilização, sem encaminhamento imediato para a Central de Regulação em busca de vagas, situação que, segundo a Defensoria, pode ter contribuído para parte dos óbitos investigados.

O órgão informou que irá ingressar com ações judiciais para exigir a correção das falhas e pedir indenização por dano moral coletivo às famílias afetadas. As denúncias envolvendo o Hospital da Criança também são apuradas pelo Ministério Público, Polícia Civil, Ministério da Saúde e demais órgãos de controle.