
Deputados da base do governo Carlos Brandão (sem partido) reagiram nesta terça-feira (9), na Assembleia Legislativa, à narrativa de que o chefe do Executivo estadual ou integrantes de seu grupo político estariam articulando o pedido de impeachment protocolado recentemente na Câmara Municipal contra o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).
Yglésio Moyses (PRTB), Catulé Júnior (PP) e Neto Evangelista (União Brasil) classificaram as acusações, levantadas por aliados do prefeito, como “politicagem” e ressaltaram que a representação tem origem em um servidor aposentado que denuncia o descumprimento da Lei Municipal nº 7.729/2025, responsável por atualizar o teto remuneratório do funcionalismo.
Em discurso firme, Yglésio afirmou que mais de 400 servidores teriam sido prejudicados por descontos irregulares e rebateu críticas feitas por Fernando Braide, irmão do prefeito, durante o debate.
No plenário, Catulé Júnior advertiu sobre os riscos da judicialização da política e defendeu que Brandão não deve ser responsabilizado pelo episódio, destacando seu perfil conciliador.
Neto Evangelista também cobrou responsabilidade da oposição e classificou como “interesse eleitoral” a tentativa de atribuir o caso ao governador.
Em sua análise, Evangelista observou que, diante da defesa pública de deputados oposicionistas ao prefeito de São Luís, a “bancada” de Braide cresceu na Assembleia, enquanto a do vice-governador Felipe Camarão (PT), potencial adversário na eleição de 2026, teria “se reduzido a pó”.








