Pink e Cérebro versão tupiniquim: Flávio Dino e Alexandre de Moraes acham que estão acima da Constituição e do mundo

Um vídeo publicado pelo jornalista Matias Marinho nas redes sociais faz uma crítica bem-humorada, porém contundente, à recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou uma operação de busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luis Pablo.

No conteúdo, Marinho utiliza uma cena clássica do desenho Pinky and the Brain para traçar um paralelo satírico com o que considera um excesso de poder por parte de autoridades. A operação foi realizada pela Polícia Federal e resultou na apreensão de celular e computador do jornalista.

Segundo o comentário apresentado no vídeo, a investigação teria sido motivada por uma publicação que apontava o suposto uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

O caso acabou gerando forte repercussão no meio jornalístico e motivou manifestações de entidades como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão, que demonstraram preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de imprensa.

No vídeo, Marinho questiona se decisões desse tipo podem representar risco às garantias constitucionais relacionadas ao exercício do jornalismo e convida o público a refletir sobre os limites entre investigação judicial e liberdade de expressão.

A comparação com o desenho é usada como recurso de crítica política e humor, sugerindo que certas decisões parecem desconectadas da realidade ou excessivamente concentradas no poder institucional.

OAB-MA se manifesta após busca e apreensão na casa de jornalista no Maranhão 

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão (OAB-MA) se manifestou publicamente sobre o cumprimento de mandado de busca e apreensão realizado na residência de um jornalista maranhense no âmbito de investigação que tramita sob sigilo no Supremo Tribunal Federal.

Em nota divulgada na quarta-feira (11), a Comissão de Defesa da Liberdade de Expressão e de Imprensa da entidade informou que acompanha o caso relacionado à diligência realizada no dia 10 de março por determinação da Corte.

Na manifestação, a OAB-MA destacou preocupação institucional com o episódio e ressaltou que a Constituição Federal do Brasil assegura a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa como garantias fundamentais, citando o artigo 5º, que garante a livre manifestação do pensamento, a liberdade de comunicação e o sigilo da fonte no exercício do jornalismo.

A entidade também afirmou que segue vigilante na defesa das garantias constitucionais e da proteção ao livre exercício da atividade jornalística no Maranhão.

Advogados pedem ao STF afastamento e prisão preventiva de Alexandre de Moraes

Um grupo de advogados protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de afastamento cautelar e prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, sob alegação de crimes de abuso de autoridade e prevaricação.

O documento foi encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, e é assinado pelos juristas Paulo Faria e Filipe de Oliveira, que defendem a adoção das medidas para garantir a ordem pública e a integridade de investigações relacionadas à atuação do magistrado.

Na petição, os advogados afirmam que Moraes teria utilizado o aparato judicial de forma indevida e citam decisões que, segundo eles, ignoraram pareceres da Procuradoria-Geral da República e violaram direitos constitucionais.

O pedido também menciona críticas recentes ao STF e declarações do deputado Alfredo Gaspar, que defende a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar supostas relações financeiras envolvendo pessoas próximas ao ministro. Os autores da ação afirmam que o caso exige análise do plenário da Corte para preservar a credibilidade das instituições.

Esposa de Alexandre de Moraes detalha contrato milionário com Banco Master

A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, divulgou nesta segunda-feira (9) uma nota pública detalhando os serviços prestados ao Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro.

A manifestação ocorre após a repercussão de um contrato que previa remuneração de cerca de R$ 129 milhões ao longo de três anos e que passou a ser alvo de questionamentos públicos. O documento veio à tona no fim do ano passado, quando a Polícia Federal encontrou o contrato no celular de Vorcaro durante investigações relacionadas à Operação Compliance Zero.

Na nota, a advogada afirma que seu escritório prestou consultoria institucional ao banco entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, período em que a instituição entrou em processo de liquidação extrajudicial. Segundo ela, o trabalho envolveu 94 reuniões com executivos da empresa e a elaboração de 36 pareceres jurídicos sobre temas como regulação, contratos, direito trabalhista, previdenciário, proteção de dados e governança corporativa.

Viviane também destacou que a equipe participou da revisão do código de ética do banco, da reestruturação do programa de compliance e da análise de investigações administrativas e criminais que poderiam afetar a instituição. A advogada reforçou ainda que o escritório nunca atuou em processos do Banco Master no âmbito do STF, ressaltando que toda a atuação ocorreu apenas na área de consultoria jurídica e estratégica fora da Corte.

Globo começa a detonar Moraes e Governo Lula; Em Ribamar, volta o voto do cabresto

 

O programa Xeque-Mate, desta sexta às 14h30, vai discutir o novo tom adotado pela Globo com críticas ao ministro Alexandre de Moraes e ao governo do presidente Lula, analisando os reflexos políticos e institucionais desse movimento, além de abordar denúncias sobre o possível retorno do “voto de cabresto” em São José de Ribamar; o podcast também será transmitido simultaneamente pela Rádio Verdes Mares e demais rádios parceiras do Maranhão.

Bolsonaro tem traumatismo craniano leve 

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda ao caminhar e teve um traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado, integrante da equipe que o acompanha.

O episódio ocorreu durante a madrugada, no quarto da Superintendência da Polícia Federal (PF), onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ele foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para realização de exames.

De acordo com boletim médico, os exames apontaram apenas leve lesão em partes moles da região frontal e temporal direita, sem necessidade de intervenção cirúrgica.

Segundo os médicos, há suspeita de que a queda tenha sido provocada por desorientação causada pela interação de medicamentos usados no tratamento de crises de soluços.

Após avaliação, Bolsonaro retornou à Superintendência da PF. Ele havia recebido alta do mesmo hospital há menos de uma semana, após ficar internado por oito dias para cirurgia de hérnia inguinal e procedimentos relacionados ao quadro clínico.

Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital após queda e pede laudo médico detalhado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou inicialmente o pedido da defesa para que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse retirado da cela e encaminhado a um hospital após sofrer uma queda e bater a cabeça durante a madrugada desta terça-feira (6), em Brasília.

A decisão foi baseada em avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou apenas ferimentos leves e não identificou necessidade de remoção imediata, recomendando apenas observação clínica.

No despacho, Moraes afirmou que não havia urgência para atendimento hospitalar externo, mas autorizou a possibilidade de realização de exames médicos, desde que previamente agendados e com indicação específica comprovada.

O ministro também determinou que a defesa informe quais exames considera necessários para avaliação de viabilidade dentro do sistema penitenciário.

Em nota, os advogados de Bolsonaro criticaram a decisão, alegando violação de direitos fundamentais e defendendo que, mesmo em casos de traumatismo craniano leve, exames laboratoriais e de imagem devem ser realizados em ambiente hospitalar, considerando a idade e problemas de saúde preexistentes do ex-presidente.

Oposição convoca coletiva na Câmara para defender impeachment de Alexandre de Moraes

A oposição ao governo federal convocou uma coletiva de imprensa para esta segunda-feira (29), na Câmara dos Deputados, com o objetivo de defender o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A iniciativa é liderada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), novo líder da oposição, e ocorre durante o recesso parlamentar, iniciado em 23 de dezembro e com término previsto para fevereiro.

Na última terça-feira (23), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou no Senado um pedido de impeachment contra o ministro.A mobilização ganhou força após reportagem do jornal O Globo sobre um suposto encontro entre Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, envolvendo o Banco Master. Damares acusa o ministro de suposta advocacia administrativa, alegando que ele teria intercedido em favor da instituição financeira, o que é negado por Moraes, que afirma ter tratado apenas da Lei Magnitsky.

Atualmente, há mais de 80 pedidos de impeachment contra o ministro no Senado, nenhum em tramitação. Após a repercussão do caso, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou a coleta de assinaturas para uma CPI, enquanto o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) também articula um novo pedido de impeachment na Câmara.