Vorcaro diz que contratou escritório da esposa de Moraes para se aproximar do ministro

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, em proposta de delação premiada entregue à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República, que firmou um contrato milionário com o escritório da advogada Viviane Barci com o objetivo de se aproximar do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

A informação foi divulgada pelo jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles. Segundo fontes ligadas às negociações, Vorcaro afirma que não houve troca de favores envolvendo o magistrado em razão do contrato.

De acordo com o relato, o acordo entre o Banco Master e o escritório previa prestação de serviços jurídicos no valor de R$ 129 milhões, pagos ao longo de três anos em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões. O contrato vigorou entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, sendo encerrado após a liquidação do banco pelo Banco Central e a prisão de Vorcaro na Operação Compliance Zero.

Em nota, o escritório de Viviane Barci confirmou a prestação de serviços e informou ter realizado dezenas de reuniões e produzido 36 pareceres jurídicos em áreas como compliance, contratos, proteção de dados e regulação. A proposta de delação agora será analisada pela Polícia Federal e pela PGR antes de eventual homologação pelo ministro André Mendonça.

Xeque-Mate repercute episódio da série “Intocáveis” sobre Moraes e caso Vorcaro

O jornalista Matias Marinho repercutiu no programa Xeque-Mate a reprodução do terceiro episódio da série Intocáveis, publicada nas redes sociais do governador Romeu Zema, que aborda de forma satírica e crítica supostas ligações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e o caso Vorcaro.

Com tom irônico e linguagem de humor político, o episódio apresenta diálogos fictícios sobre encontros, mensagens e citações envolvendo o nome do ministro, em um conteúdo que gerou repercussão nas redes sociais e no meio político.

Zema critica STF após notícia-crime e fala em ameaça à liberdade de expressão

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta quarta-feira (22) que o Supremo Tribunal Federal estaria impondo restrições à liberdade de expressão, após ser alvo de notícia-crime encaminhada pelo ministro Gilmar Mendes ao ministro Alexandre de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news.

A medida tem como base um vídeo publicado por Zema nas redes sociais, em que utiliza sátiras com referências a ministros da Corte, conteúdo que, segundo Gilmar, ultrapassa o campo da crítica e atinge a honra pessoal e a imagem institucional do Supremo.

Ao comentar o caso na Câmara dos Deputados, Zema classificou a iniciativa como um atentado à democracia e afirmou que críticas e manifestações irônicas estariam sendo alvo de censura.

O episódio ocorre após decisão de Gilmar Mendes relacionada à CPI do Crime Organizado e amplia o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, críticas às instituições e responsabilização por manifestações públicas.

Moraes autoriza inquérito contra Flávio Bolsonaro por possível calúnia contra Lula

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por uma publicação nas redes sociais.

A apuração busca verificar a possível prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido partiu da Polícia Federal, com base em representação do Ministério da Justiça e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República.

O caso envolve uma postagem publicada em 3 de janeiro na rede social X, em que o senador teria associado o presidente a diversos crimes e afirmado que ele seria alvo de delação. Ao analisar o pedido, Moraes apontou indícios de atribuição de fatos criminosos ao chefe do Executivo.

A investigação, conduzida pela Polícia Federal, terá prazo inicial de 60 dias para diligências. O processo tramita no STF em razão do foro privilegiado do parlamentar, e o sigilo foi retirado por decisão do relator.

CPI rejeita relatório que pedia indiciamento de Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes

Por 6 votos a 4, foi rejeitado o relatório final da CPI do Crime Organizado no Senado Federal. O parecer, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sugeria o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por suposta ligação com o chamado Caso Master.

O texto também previa medidas voltadas ao combate a crimes financeiros e à atuação de organizações criminosas.

A votação foi precedida por mais de cinco horas de debate e marcada por articulações políticas. Horas antes da deliberação, a composição da comissão foi alterada, em uma estratégia que garantiu maioria para rejeição do parecer.

Três dos 11 membros titulares foram substituídos: os senadores Sergio Moro e Marcos do Val deram lugar a Beto Faro e Teresa Leitão, conforme registros oficiais do Senado.

Solidariedade pede ao STF desistência de ação contra o Governo do Maranhão

O Solidariedade solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a desistência da Reclamação Constitucional nº 69.486/MA, contra o Governo do Maranhão. Segundo a legenda, o objetivo da ação já teria sido alcançado após o cumprimento das determinações judiciais.

No pedido, o partido também criticou a atuação de um amicus curiae no processo, afirmando que houve tentativa de ampliar indevidamente o alcance da ação ao sugerir medidas como o afastamento do governador Carlos Brandão e do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Diante disso, o Solidariedade pediu que o relator homologue a desistência ou reconheça a perda do objeto da ação, com a consequente extinção do processo.

Decisão de Moraes levanta questionamentos sobre interferência política no Maranhão

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) a ação que pede o afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão, reacendeu o debate sobre os limites da atuação do Judiciário em disputas com forte componente político.

A medida foi tomada menos de 24 horas após a defesa do governador apresentar manifestação negando irregularidades e afirmando ter cumprido todas as determinações judiciais relacionadas ao caso. Para críticos da decisão, a rapidez do encaminhamento levanta dúvidas sobre a necessidade e o momento da medida, especialmente em um contexto de forte tensão política no estado.

O pedido de afastamento foi apresentado pelo PCdoB, ligado no Maranhão ao deputado federal Márcio Jerry, aliado do ministro Flávio Dino. Esse contexto político tem alimentado críticas de que o processo pode estar sendo usado como instrumento de pressão em meio à disputa de poder no estado.

Embora o envio à PGR faça parte do trâmite jurídico, analistas apontam que decisões envolvendo afastamento de governadores exigem extrema cautela, justamente para evitar que o Judiciário seja percebido como agente de interferência em embates políticos locais. Nesse cenário, cresce a cobrança por transparência, equilíbrio institucional e respeito ao devido processo legal.

Moraes pede esclarecimentos de Brandão sobre reclamação do Solidariedade no MA

O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o governador do Maranhão, Carlos Brandão, apresente em até cinco dias informações sobre o cumprimento de decisões da Corte relacionadas a afastamentos de autoridades e servidores ligados ao governo estadual.

A medida foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Reclamação 69.486, apresentada pelo Solidariedade. A ação questiona atos do governo estadual, da Assembleia Legislativa do Maranhão, da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Maranhão (Sebrae-MA).

Nos bastidores políticos, aliados do governo avaliam que a reclamação é infundada e classificam a iniciativa como mais um movimento político do grupo ligado ao ex-governador Flávio Dino no Maranhão. O entendimento é de que as decisões judiciais vêm sendo respeitadas pela gestão estadual e que as acusações fazem parte de uma disputa política local.

Entre os nomes citados na ação estão Marcus Brandão, Ítalo Augusto Reis Carvalho e Gilberto Lins Neto, presidente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP). O STF agora aguarda as informações oficiais do governo para análise do caso.

Pink e Cérebro versão tupiniquim: Flávio Dino e Alexandre de Moraes acham que estão acima da Constituição e do mundo

Um vídeo publicado pelo jornalista Matias Marinho nas redes sociais faz uma crítica bem-humorada, porém contundente, à recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou uma operação de busca e apreensão na casa do jornalista maranhense Luis Pablo.

No conteúdo, Marinho utiliza uma cena clássica do desenho Pinky and the Brain para traçar um paralelo satírico com o que considera um excesso de poder por parte de autoridades. A operação foi realizada pela Polícia Federal e resultou na apreensão de celular e computador do jornalista.

Segundo o comentário apresentado no vídeo, a investigação teria sido motivada por uma publicação que apontava o suposto uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino.

O caso acabou gerando forte repercussão no meio jornalístico e motivou manifestações de entidades como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Maranhão, que demonstraram preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de imprensa.

No vídeo, Marinho questiona se decisões desse tipo podem representar risco às garantias constitucionais relacionadas ao exercício do jornalismo e convida o público a refletir sobre os limites entre investigação judicial e liberdade de expressão.

A comparação com o desenho é usada como recurso de crítica política e humor, sugerindo que certas decisões parecem desconectadas da realidade ou excessivamente concentradas no poder institucional.