PF faz buscas na casa de Bolsonaro em Brasília

A Polícia Federal realizou buscas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, em uma ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a defesa do ex-presidente, o mandado previa a busca e apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas nenhum desses itens foi encontrado durante a operação. De acordo com interlocutores da PF, a diligência foi rápida e durou menos de uma hora.

A defesa informou ainda que uma das armas registradas em nome de Bolsonaro está no Rio Grande do Sul e que essa informação já foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal confirmou a realização da operação, mas não divulgou detalhes sobre os resultados da busca.

Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março deste ano. A medida foi concedida por Alexandre de Moraes para permitir a recuperação do ex-presidente de um quadro de broncopneumonia e posteriormente prorrogada.

Justiça mantém tornozeleira eletrônica de prefeito acusado de matar PM

O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier, continuará sendo monitorado por tornozeleira eletrônica após a Justiça negar o pedido da defesa para revogar a medida cautelar.

A decisão foi proferida pelo juiz Luiz Emílio Braúna Bittencourt Júnior, que também rejeitou a solicitação para que o gestor viajasse por 15 dias ao município de Bodocó para visitar a avó em tratamento contra um câncer, por entender que não foram apresentados elementos que justificassem a flexibilização das restrições.

João Vitor Xavier responde a uma ação penal pela morte do policial militar Geidson Thiago da Silva dos Santos, ocorrida durante uma vaquejada em Trizidela do Vale, em julho de 2025. Segundo o Ministério Público, a denúncia é sustentada por depoimentos, imagens e laudos periciais.

O prefeito admitiu ter efetuado os disparos, mas afirma ter agido em legítima defesa, versão contestada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. Além de homicídio qualificado, ele também responde pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e receptação.

Helicóptero de R$ 9 milhões apreendido pela PF aparece em vídeo com Josimar Maranhãozinho

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Afluente, realizada pela Polícia Federal na quinta-feira (25), agentes apreenderam um helicóptero Robinson R66 Turbine, ano 2024, avaliado em cerca de R$ 9 milhões, na residência do deputado federal Josimar Maranhãozinho.

A aeronave, de prefixo PS-DGO, está registrada em nome de cinco proprietários, entre eles o parlamentar e sua esposa, a deputada federal Detinha. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Após a apreensão, veio à tona um vídeo publicado na semana passada pela ex-candidata à Prefeitura de Magalhães de Almeida, Hélyca Lustosa, que mostra o interior da aeronave. Nas imagens, Josimar aparece ao lado do sobrinho, Aldir Júnior, e do deputado estadual Aluísio Santos, mas procura esconder o rosto durante a gravação.

A identidade do parlamentar, no entanto, pode ser associada pela camisa utilizada, a mesma vestida por ele em compromissos políticos registrados pouco antes da filmagem. Até o momento, não há manifestação do deputado sobre o vídeo nem sobre o motivo de tentar evitar aparecer nas imagens.

Beto Castro diz que seguirá na disputa pela presidência da Câmara mesmo após prisão

O vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), utilizou a tribuna da Câmara Municipal para comentar os desdobramentos da Operação Benedict, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão para apurar um suposto esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares.

Durante o pronunciamento, o parlamentar afirmou que a fiscalização da aplicação dos recursos cabe aos órgãos de controle e destacou que sempre esteve à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

Ao abordar a disputa pela presidência da Câmara de São Luís, Beto Castro reafirmou que permanece como candidato ao comando da Casa e demonstrou confiança na vitória de seu grupo político.

Em resposta a declarações do vereador Marquinhos (União), também pré-candidato ao cargo, Castro afirmou que a investigação não enfraqueceu seu projeto político. “Um leão ferido ainda é um leão. Se acham que isso me fragilizou no projeto de concorrer à presidência da Câmara vai cair por terra. Eu só abaixo a cabeça para orar”, declarou o parlamentar.

Entre nomes, CPFs e investigações: Qual Beto Castro foi preso? O povo quer saber

A prisão do vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), durante a Operação Benedict, deflagrada pelo Ministério Público do Maranhão e pela Polícia Civil, voltou a colocar em evidência antigas polêmicas envolvendo a identidade do parlamentar.

Preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, o vereador teve liberdade provisória concedida pela Justiça, mas o episódio reacendeu debates sobre denúncias que o acompanham desde antes de sua chegada à Câmara Municipal.

Ao longo dos últimos anos, Beto Castro esteve no centro de questionamentos relacionados à utilização de diferentes registros de identificação. Reportagens e ações judiciais eleitorais já apontaram que o parlamentar teria sido identificado em documentos oficiais com os nomes Werbeth Macedo Castro e Werbeth Machado Castro. As denúncias também levantaram suspeitas sobre a existência de dois Cadastros de Pessoa Física (CPFs) vinculados aos nomes atribuídos ao vereador.

O caso ganhou repercussão principalmente após as eleições de 2012, quando adversários políticos questionaram a regularidade dos documentos apresentados pelo então candidato. Na época, as acusações chegaram à Justiça Eleitoral e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que analisaram recursos relacionados ao mandato do parlamentar. Apesar das denúncias e dos questionamentos públicos, o vereador continuou exercendo seus mandatos e participando normalmente das disputas eleitorais.

Agora, com o nome novamente no centro das atenções em razão da Operação Benedict, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, volta a surgir uma pergunta que há anos desperta curiosidade na política maranhense: afinal, qual é a verdadeira identidade de Beto Castro? Quem é o vereador que aparece nos registros públicos sob diferentes nomes e que já foi alvo de tantas controvérsias documentais ao longo da carreira política?

As dúvidas ganham ainda mais força diante do histórico de questionamentos envolvendo CPFs, registros eleitorais e processos que marcaram a trajetória do parlamentar. Embora não haja, até o momento, qualquer decisão judicial definitiva que relacione essas questões à investigação atual, o tema continua despertando interesse público e alimentando discussões sobre transparência e vida pregressa de agentes políticos.

Polícia Civil cumpre mandado em sítio de Ribeiro Neto após denúncias feitas pela esposa

A Polícia Civil do Maranhão cumpriu nesta quinta-feira (21) um mandado de busca e apreensão em um imóvel localizado na região da Chácara Itapiracó, em São Luís, pertencente ao ex-vereador da capital e suplente de deputado federal Aires do Espírito Santo Ribeiro Neto.

A ação faz parte de uma investigação baseada em denúncias apresentadas pela esposa do parlamentar, Ingrid Campos.

Segundo as informações da investigação, Ingrid Campos relatou um suposto histórico de violência ao longo de nove anos de relacionamento, incluindo acusações de lesão corporal, ameaça, injúria, estupro de vulnerável e cárcere privado.

O mandado foi solicitado pela delegada Amanda Lopes. Ribeiro Neto também registrou boletins de ocorrência contra a esposa, com quem está em processo de separação.

Ex-assessor do TJMA preso pela PF é apontado como peça-chave em esquema de venda de decisões

Um dos principais alvos da operação deflagrada pela Polícia Federal do Brasil nesta quarta-feira (1º) é o ex-assessor do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, Lúcio Fernando Penha Ferreira, conhecido nos bastidores como “assessor ostentação”.

O apelido surgiu devido ao padrão de vida elevado que ele mantinha, marcado pelo uso de veículos de luxo, relógios caros e pela aquisição de um imóvel considerado milionário, bens que, segundo investigadores, destoavam da renda formal do cargo que ocupava.

De acordo com as investigações da Operação Inauditus, Lúcio Fernando exercia papel estratégico no suposto esquema de comercialização de decisões judiciais, atuando como intermediário entre interessados e integrantes do Judiciário.

Um dos episódios apurados envolve um acordo para favorecer uma das partes em um processo mediante pagamento de R$ 250 mil, dos quais cerca de R$ 150 mil teriam sido entregues em dinheiro, recolhidos pelo próprio ex-assessor. A apuração também indica que o grupo operava de forma estruturada, identificando processos de alto valor, principalmente ligados a disputas de terras e, após o acerto financeiro, promovendo interferências no andamento das ações, incluindo a priorização de julgamentos e o direcionamento de decisões.

No dia que STF forma maioria para prisão e perda de mandato, Josimar posta vídeo de pastor insinuando que é “escolhido”

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (17) pela condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) em um processo que investiga um esquema de cobrança de propina relacionado à liberação de emendas parlamentares.

A Procuradoria-Geral da República acusa os parlamentares de terem solicitado cerca de R$ 1,6 milhão em vantagens indevidas para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões em recursos destinados a municípios, principalmente para a área da saúde.

No mesmo dia em que o tribunal alcançou maioria para condenação, que pode resultar em prisão e perda de mandato, Josimar publicou nas redes sociais um vídeo de um pastor afirmando que ele seria um “escolhido”, em tom religioso.

A postagem foi divulgada justamente durante o avanço do julgamento no STF, que analisa a responsabilidade dos parlamentares no suposto esquema de corrupção envolvendo emendas federais.

MP pede prisão preventiva de vereadores de Turilândia por descumprimento de medidas cautelares

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) solicitou à Justiça a decretação da prisão de oito vereadores de Turilândia, acusados de descumprir medidas cautelares impostas no curso de uma investigação que apura um esquema de corrupção envolvendo recursos públicos da prefeitura.

Entre os alvos do pedido está o presidente da Câmara Municipal, José Luís Araújo Diniz, conhecido como “Pelego” (União Brasil), que chegou a assumir interinamente o cargo de prefeito após decisão judicial. Ao todo, 11 vereadores seguem investigados, todos em prisão domiciliar, além de servidores públicos suspeitos de participação no esquema.

Segundo o MPMA, os parlamentares teriam recebido, juntos, cerca de R$ 2,3 milhões de forma irregular, por meio de empresas de fachada criadas para participar de licitações fraudulentas. As investigações apontam que essas empresas emitiam notas fiscais por serviços não prestados, pagos pela Prefeitura de Turilândia, enquanto os vereadores recebiam valores para não fiscalizar a aplicação dos recursos, deixar de cobrar prestações de contas ou aprovar despesas sem questionamentos.

O Ministério Público sustenta que o descumprimento das cautelares representa risco à ordem pública e à instrução processual, motivo pelo qual pediu a conversão das prisões domiciliares em prisões preventivas. O caso segue sob análise do Judiciário.