MDB reúne milhares de lideranças em convenção que definirá novo comando no Maranhão

Milhares de militantes, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas do MDB são esperados nesta sexta-feira (28), às 17h, no Ceprama, para a Convenção Estadual do partido no Maranhão.

O encontro irá definir os dirigentes que conduzirão a sigla nas eleições de 2026. Em chapa única, o secretário estadual de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, deve ser eleito presidente estadual, sucedendo o empresário Marcus Brandão e assumindo a missão de liderar o MDB no próximo ciclo eleitoral.

Com figuras históricas como o ex-presidente José Sarney e a deputada federal Roseana Sarney, o MDB permanece como uma das forças políticas mais influentes do Maranhão e inicia um processo de renovação interna com novas lideranças, entre elas Orleans Brandão, que já aparece bem posicionado em pesquisas para a disputa majoritária de 2026.

Filiados, imprensa e demais interessados podem realizar credenciamento pelo site mdbma.org.br/credenciamento.

Brasileiros rejeitam candidatura de Lula e Bolsonaro em 2026, aponta Genial/Quaest

A nova pesquisa Genial/Quaest revela que a maior parte dos eleitores não quer Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem Jair Bolsonaro (PL) na disputa presidencial de 2026.

Segundo o levantamento, 59% dos brasileiros defendem que Lula não concorra à reeleição, percentual que subiu três pontos em relação ao mês anterior.

No caso de Bolsonaro, mesmo com uma leve redução, 67% dos entrevistados preferem que o ex-presidente fique fora da disputa no próximo ano.

Realizada entre 6 e 9 de novembro, a pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, em entrevistas presenciais, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Os dados reforçam a percepção de desgaste das duas principais lideranças políticas do país e indicam que o eleitorado deseja superar a polarização que marca a política brasileira.

Para a maioria, novos nomes deveriam protagonizar a corrida presidencial de 2026.

Pesquisa Genial/Quaest mostra Lula na liderança para 2026, mas com queda nas intenções de voto no 2º turno

A pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (13), aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na liderança das intenções de voto para as eleições presidenciais de 2026, embora tenha apresentado queda nos cenários de segundo turno, o que indica um ambiente eleitoral mais competitivo.

No principal cenário, Lula aparece com 32%, seguido por Jair Bolsonaro (PL), que mesmo inelegível, registra 27%. Ciro Gomes (PSDB) e Ratinho Júnior (PSD) aparecem com 8% e 7%, respectivamente, enquanto 12% votariam em branco ou nulo e 6% não souberam responder.

Nos cenários de segundo turno, o petista ainda lidera, mas com margens menores. Contra Bolsonaro, Lula tem 42%, e o ex-presidente 39%, caracterizando um empate técnico dentro da margem de erro.

Em disputas com Ciro Gomes, Lula marca 38% a 33%, e contra Tarcísio de Freitas (Republicanos), 41% a 36%. A diferença entre Lula e Tarcísio caiu de 12 para 5 pontos em um mês, segundo o levantamento, realizado entre 6 e 9 de novembro com 2.004 entrevistados e margem de erro de dois pontos percentuais.

Os números reforçam a liderança de Lula, mas também evidenciam o desgaste e a necessidade de novas estratégias políticas para consolidar sua base eleitoral até 2026.

Câmara de São Luís aprova homenagem ilegal a Lula com título de cidadão ludovicense

Durante a sessão ordinária desta semana, os vereadores de São Luís aprovaram, em regime de urgência, a concessão do título de cidadão ludovicense ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A proposta, apresentada pelo Coletivo Nós (PT), recebeu aprovação unânime dos 19 parlamentares presentes. No entanto, a iniciativa contraria o Regimento Interno da Câmara Municipal, que exige que o homenageado tenha residido ou resida na capital maranhense, o que não se aplica ao presidente.

O artigo 156 do regimento, alterado em 2017, mantém essa exigência como condição para a concessão do título honorífico.

Assim, a homenagem aprovada é considerada ilegal, e só poderia ser validada mediante nova alteração regimental.

Caso o parlamento insista na iniciativa sem corrigir o dispositivo, corre o risco de sofrer questionamentos judiciais, o que poderia causar constrangimento político tanto à Câmara quanto ao próprio homenageado.

Pesquisa Genial/Quaest mostra queda na aprovação do governo Lula

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (12), aponta estabilidade na avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas com pequena redução na aprovação.

Segundo o levantamento, 47% dos brasileiros aprovam a gestão, enquanto 50% a desaprovam. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.

Os dados foram coletados entre os dias 6 e 9 de novembro de 2025, em 2.004 entrevistas presenciais realizadas em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

O resultado indica uma leve piora em relação à pesquisa anterior, de outubro, quando a aprovação era de 48% e a desaprovação de 49%.

A Quaest observa que esta é a primeira vez desde maio que o movimento de recuperação da popularidade de Lula é interrompido.

O instituto também destaca que o momento de estagnação coincide com o aumento das preocupações dos brasileiros com a segurança pública e o custo de vida, temas que voltaram a liderar as inquietações da população.

Senado busca novas fontes de receita para viabilizar Orçamento de 2025

Após aprovar a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil, o Senado deve retomar nas próximas semanas a discussão de medidas voltadas ao aumento da arrecadação federal.

As propostas são consideradas essenciais para garantir a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, que prevê um superávit primário de R$ 34,2 bilhões.

A queda da Medida Provisória que tratava do aumento do IOF reduziu a expectativa de receitas, e o governo busca recompor cerca de R$ 35 bilhões para manter o equilíbrio fiscal.

Entre as alternativas analisadas estão o projeto que cria o Regime Especial de Atualização e Regularização Patrimonial (Rearp) e o que eleva a tributação de casas de apostas e empresas de pagamentos digitais.

Também está em debate a proposta do senador Renan Calheiros, que dobra o imposto sobre apostas online e aumenta a contribuição sobre o lucro das fintechs, aproximando-as dos bancos tradicionais.

A expectativa é votar a LDO ainda em novembro, após a Conferência do Clima.

Lula defende multilateralismo e critica uso da força em encontro da Celac e União Europeia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o multilateralismo e condenou o uso da força militar em intervenções internacionais durante discurso neste domingo (9), em Santa Marta, na Colômbia, na abertura da 4ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União Europeia (UE).

Sem citar países específicos, Lula criticou “manobras retóricas recicladas” que tentam justificar ações militares ilegais na América Latina e no Caribe. “Somos uma região de paz e queremos permanecer em paz. Democracias não combatem o crime violando o direito internacional”, afirmou o presidente.

As declarações ocorrem em meio à crescente preocupação de governos latino-americanos com a ofensiva dos Estados Unidos, autorizada pelo presidente Donald Trump, contra supostos traficantes de drogas em águas internacionais do Caribe e do Pacífico — operações que já deixaram dezenas de mortos.

Lula destacou que a América Latina vive um momento de divisão política e advertiu sobre ameaças como o extremismo, a manipulação da informação e o avanço do crime organizado.

O presidente defendeu maior integração regional e cooperação com a União Europeia para a construção de uma ordem global baseada na paz, multipolaridade e respeito mútuo entre as nações.

Brandão mantém sigilo sobre conversa com Lula 

O governador Carlos Brandão (PSB) tem mantido absoluto sigilo sobre o conteúdo da conversa que teve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na semana passada, em Brasília.

O encontro, segundo fontes políticas, tratou do delicado cenário sucessório no Maranhão e das possíveis candidaturas do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), e do vice-governador Felipe Camarão (PT).

Apesar da insistência de interlocutores e aliados, o governador não revelou detalhes da reunião, limitando-se a dizer que o diálogo foi “muito bom” e que se tratava de uma “reunião fechada, sem anúncio das conversas”.

Em novas tentativas de obter informações, Brandão reafirmou que não poderia revelar “estratégia política” e que seria preciso “construir internamente as soluções”.

Questionado sobre a possibilidade de disputar uma vaga no Senado, ele evitou responder diretamente, enviando apenas uma figurinha com a frase “Vamos em frente”, o que aumentou o mistério sobre seus próximos passos.

A postura reservada do governador tem alimentado expectativas de que decisões importantes estão sendo articuladas nos bastidores e que o desfecho poderá redesenhar o tabuleiro político maranhense.

Governo Lula aumenta em 57% orçamento para reforma da Praça dos Três Poderes, em Brasília

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou um reajuste no valor da reforma da Praça dos Três Poderes, em Brasília, que passará a custar R$ 34,7 milhões, um aumento de 57% em relação ao orçamento inicial de R$ 22 milhões.

A obra, sob responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), deve começar ainda em novembro e contará com recursos da Petrobras e do BNDES, captados por meio da Lei Rouanet.

O projeto foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), assumindo a gestão que antes cabia ao Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo o Iphan, o acréscimo de mais de R$ 12 milhões se deve à inclusão de custos administrativos e de um projeto cultural e educativo, que terá orçamento próprio de R$ 5 milhões.

Idealizada por Lúcio Costa e projetada por Oscar Niemeyer, a Praça dos Três Poderes é um dos marcos arquitetônicos mais simbólicos do país, mas enfrenta problemas estruturais e de conservação há anos.

O projeto prevê restauro de obras de arte e monumentos, recuperação de pisos e estruturas, melhorias na acessibilidade e segurança, além de modernização da iluminação e criação de áreas de convivência. A primeira etapa da obra deve ser concluída em 2026.

Para o Iphan e o Ministério da Cultura, o restauro tem também um significado simbólico, já que o local foi palco dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. “Iniciar este restauro reafirma nosso compromisso com a memória e com o futuro do país”, afirmou a ministra da Cultura, Margareth Menezes, ao destacar que a recuperação do espaço representa um gesto de reconstrução e valorização da democracia brasileira.

Editorial do Estadão critica declaração de Lula e acusa esquerda de “romantizar o crime”

O jornal O Estado de S. Paulo publicou, neste domingo (2), um editorial intitulado “A sociologia de Lula romantiza o crime”, no qual critica a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que “traficantes são vítimas dos usuários”.

Segundo o texto, o comentário não foi um ato falho, mas expressão de uma visão ideológica que busca absolver o criminoso e culpar a sociedade pelas causas da violência.

O jornal afirma que, ao longo da história, pensadores de esquerda teriam usado a ideia de “violência estrutural” para relativizar a responsabilidade individual e transformar o crime em produto das desigualdades sociais.

O editorial sustenta que essa visão progressista teria produzido uma “inversão moral”, na qual o criminoso é visto como símbolo de resistência e o cidadão cumpridor da lei como opressor.

O Estadão também critica o que chama de “vitimologia ideológica”, que, segundo o texto, serve para justificar políticas de indulgência penal e enfraquecimento da autoridade do Estado.

O jornal conclui que a tentativa de “humanizar o crime” teria resultado na desumanização da sociedade, especialmente entre os mais pobres, que seriam as principais vítimas da violência cotidiana.