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Xeque-Mate: Dr. Ricardo Gonçalves aponta distorções no seguro-defeso, mas defende continuidade da política

Durante entrevista ao programa Xeque-Mate, o advogado e pré-candidato a deputado estadual Dr. Ricardo Gonçalves discutiu as distorções envolvendo o seguro-defeso no Maranhão, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies. A conversa foi conduzida pelos jornalistas Matias Marinho, Pedro de Almeida e Crystopher Damasceno, que levantaram questionamentos sobre possíveis irregularidades no acesso ao benefício.
Ao abordar o tema, Ricardo Gonçalves afirmou que há indícios de irregularidades no programa, destacando que o crescimento no número de beneficiários chama atenção. Segundo ele, quando atuava no Ministério do Trabalho, o Maranhão registrava cerca de 196 mil beneficiários em 2014. Já em 2025, o número chegou a aproximadamente 455 mil pessoas recebendo o seguro-defeso, atualmente sob gestão novamente do Ministério do Trabalho.
O advogado ressaltou que os dados indicam um crescimento considerado vertiginoso em diversos municípios. Como exemplo, citou o caso da cidade de Catu, que teria passado de cerca de 600 beneficiários em 2020 para mais de 7 mil em 2024, o que representa um aumento superior a 1.200%. Em alguns municípios maranhenses, segundo ele, os valores pagos pelo seguro-defeso chegam a superar os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Apesar das críticas e das suspeitas de irregularidades, Ricardo Gonçalves destacou que a política pública não deve ser encerrada. Segundo ele, embora existam pessoas que recebem o benefício sem ter direito, também há pescadores que deveriam ser contemplados, mas acabam ficando de fora devido às mudanças e ao aumento da burocracia no processo de acesso.
Ainda de acordo com o advogado, medidas recentes do governo federal buscam reorganizar e moralizar o sistema, como o retorno da gestão do benefício ao Ministério do Trabalho e a adoção de entrevistas presenciais em municípios do estado. Para ele, o desafio é garantir mais controle e transparência sem prejudicar os pescadores artesanais que realmente dependem do seguro-defeso para manter sua renda durante o período de proibição da pesca.
Jornalista critica Flávio Dino e fala em comportamento “autoritário” na política do Maranhão

O jornalista Matias Marinho fez duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, ao comentar o cenário político no Maranhão. No programa Xeque-Mate, ele afirmou que o clima de incerteza no estado estaria relacionado a disputas políticas, sugerindo que o ex-governador adotou uma postura autoritária nos bastidores do poder. Para o titular do blog, a atual tensão política acaba gerando apreensão na população e impactando diretamente o ambiente administrativo no estado.
Em sua fala, Marinho comparou Dino ao ex-presidente José Sarney, a quem o ministro costumava criticar no passado. “Isso é o que eu sempre falei do Flávio Dino. No seu íntimo ele sempre quis ser um Sarney. Ele sempre chamou José Sarney de oligarca, mas hoje demonstra um comportamento autoritário e oligárquico”, afirmou.
O titular do blog também criticou a gestão de Dino à frente do governo maranhense, dizendo que, segundo sua avaliação, os indicadores sociais e econômicos do estado não apresentaram melhora durante os oito anos de sua administração.
Jornalista desmonta argumentos de secretário sobre obra fantasma: “primeiro caso de rua trans”, diz ele

O jornalista Matias Marinho criticou duramente a explicação apresentada pelo secretário de nfraestrutura de São José de Ribamar, Roberto Mouchrek, sobre uma obra de pavimentação questionada no município.
Segundo o jornalista, a justificativa apresentada pela gestão municipal tenta explicar a ausência da obra alegando que a rua teria outro nome na comunidade.
Em tom irônico, Marinho afirmou que seria “o primeiro caso de rua trans”, sugerindo que a administração estaria tentando mudar o nome da via para justificar a execução de uma pavimentação que moradores e vereadores dizem não existir no local indicado.
A denúncia foi inicialmente levantada pelo vereador Valdeir Reis, que afirmou ter encontrado a rua ainda sem pavimentação, com mato e lama, apesar de documentos indicarem que a obra já teria recebido pagamentos dentro de um convênio de cerca de R$ 5,8 milhões com o Ministério das Cidades, financiado por emenda parlamentar.
Em resposta, o secretário Roberto Mouchrek afirmou que a rua foi executada e que ela é conhecida por outro nome na região, além do que consta no contrato da obra.
Para Matias Marinho, no entanto, a explicação não se sustenta, e ele argumenta que a tentativa de justificar a pavimentação com mudança de nomenclatura apenas reforça as suspeitas de irregularidade no uso dos recursos públicos.
Coronel Augusta relata trajetória na Polícia Militar e destaca avanços da Lei Maria da Penha no programa Xeque-Mate

O programa Xeque-Mate, apresentado pelos jornalistas Matias Marinho e Janayna Ricoly, recebeu como entrevistada a coronel Augusta Andrade, diretora de Segurança Institucional da Defensoria Pública do Maranhão (DPE/MA). Durante a conversa, a oficial falou sobre sua trajetória na Polícia Militar, os desafios enfrentados pelas mulheres na corporação e as atualizações na Lei Maria da Penha, considerada um dos principais instrumentos de proteção às mulheres no Brasil.
Ao relembrar o início da carreira, a coronel Augusta contou que decidiu ingressar na vida militar após prestar concurso em 1992, buscando estabilidade profissional. Natural do Piauí, mas morando em Caxias na época, ela realizou a formação na academia da Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde permaneceu por três anos. Ao retornar ao Maranhão, em 1995, enfrentou dificuldades típicas de um ambiente ainda predominantemente masculino, inclusive na escolha das primeiras lotações de trabalho.
Segundo a oficial, naquela época as mulheres ainda tinham espaço limitado dentro da corporação. Dos dezoito aspirantes formados, apenas duas eram mulheres e, diferente dos colegas homens, elas não tiveram direito de escolher onde atuariam. Augusta foi designada para o Esquadrão de Polícia Montada. A experiência, no entanto, serviu como impulso para fortalecer sua determinação e buscar crescimento profissional dentro da instituição.
A coronel também relembrou a luta histórica das policiais militares por igualdade dentro da corporação. Inicialmente, mulheres integravam um grupamento feminino criado em 1982 e tinham funções restritas, como atendimento a crianças e idosos. A partir de mobilizações internas, as policiais passaram a reivindicar igualdade de direitos, incluindo a possibilidade de promoções nas mesmas condições que os homens. Em 2001, uma mudança legislativa ampliou essas oportunidades, permitindo que mulheres também concorressem aos postos mais altos da carreira.
Durante a entrevista, Augusta destacou ainda o reconhecimento nacional conquistado pela Patrulha Maria da Penha no Maranhão. O programa recebeu o Selo Brasileiro de Segurança Pública, concedido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, sendo a única iniciativa do Nordeste premiada na categoria. Além disso, o trabalho desenvolvido no estado também foi reconhecido em premiação promovida pela revista Marie Claire, ligada ao Grupo Globo, que destacou ações voltadas à proteção e acolhimento de mulheres vítimas de violência.
No debate sobre a aplicação da Lei Maria da Penha, a coronel reconheceu que casos de denúncias falsas podem ocorrer, embora sejam raros. Segundo ela, a experiência policial e o diálogo durante o atendimento ajudam a identificar situações de conflito ou tentativa de vingança. Augusta reforçou que, quando há suspeita de uso indevido da lei, tanto mulheres quanto homens são orientados a buscar os meios legais adequados para garantir que os fatos sejam devidamente apurados. A comandante também ressaltou que, nas últimas décadas, houve avanços significativos na presença feminina na segurança pública, com concursos e oportunidades cada vez mais igualitários dentro da Polícia Militar.
Eduardo Braide joga para a plateia”, diz jornalista sobre choro do prefeito sobre emendas de vereadores
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, criticou a aprovação do orçamento municipal pela Câmara Municipal de São Luís após seis meses de tramitação.
Segundo ele, as emendas incluídas pelos vereadores criam “amarras e dificuldades” para a execução dos trabalhos da Prefeitura, comprometendo a gestão administrativa da capital.
Em resposta, o jornalista Matia Marinho afirmou que o prefeito estaria “jogando para a plateia”. Para ele, apesar da demora na votação ter sido judicializada, a apresentação de emendas é atribuição legal do Legislativo e faz parte do processo orçamentário, não podendo ser tratada como irregularidade.
