Nikolas divulga vídeo com acusações e cobra explicações sobre caso envolvendo Moraes

O deputado federal Nikolas Ferreira divulgou um vídeo reunindo informações que, segundo ele, constam da perícia realizada pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material, de 218 páginas, reúne mensagens, contratos e registros de contatos que envolveriam Vorcaro e pessoas ligadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Entre os pontos destacados estão mensagens enviadas pelo banqueiro a um contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes, Brasília”, além de contratos que, segundo o deputado, somariam R$ 208 milhões e envolveriam o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O escritório confirmou que Moraes teve acesso a um dos contratos, mas afirmou que ele foi consultado para verificar possíveis impedimentos legais.

Nikolas também cita registros sobre cartões destinados aos filhos de Moraes, participação em aeronaves e mensagens atribuídas a Vorcaro nas quais aparecem referências a autoridades como Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. Uma das mensagens destacadas pelo deputado teria sido enviada pouco antes da prisão do banqueiro, quando ele perguntou a Moraes se deveria deixar o país.

Diante das informações, Nikolas defendeu o afastamento cautelar do ministro e voltou a cobrar o andamento de pedidos de impeachment no Senado. As acusações apresentadas pelo parlamentar não comprovam, por si só, a prática de crime ou interferência ilegal por parte de Moraes, e os elementos citados ainda dependem de análise das autoridades competentes, com direito de defesa aos envolvidos.

Auditoria aponta falhas na SMTT durante gestão de Eduardo Braide em São Luís

Uma auditoria da Controladoria-Geral do Município (CGM) identificou falhas na atuação da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT) durante a gestão do prefeito Eduardo Braide (PSD). Segundo informações divulgadas pelo ex-subprefeito Fábio Henrique, o levantamento analisou contratos de concessão e procedimentos relacionados ao transporte público e apontou problemas de planejamento, fiscalização e controle.

A CGM teria solicitado 27 documentos à SMTT, mas apenas oito teriam sido apresentados. O relatório também apontaria ausência de estudos de viabilidade para novos modais, falta de planejamento do transporte e deficiência no acompanhamento dos custos operacionais do sistema.

Outro ponto citado é a dificuldade de acesso dos auditores ao sistema de bilhetagem eletrônica e a falta de equipe técnica suficiente na SMTT para realizar os cálculos necessários à definição das tarifas. As conclusões surgem em meio à crise do transporte coletivo de São Luís, marcada, segundo Fábio Henrique, pela redução do número de empresas, da frota e de linhas.

O ex-subprefeito afirma que o relatório tem mais de 200 páginas e deve divulgar novos detalhes do documento. As informações divulgadas até o momento são atribuídas ao levantamento da CGM e aos relatos de Fábio Henrique.

PL cobra Alcolumbre por avanço de pedidos de impeachment contra ministros do STF

As lideranças do PL na Câmara e no Senado cobraram, nesta quarta-feira (2), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para dar andamento aos pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Durante entrevista coletiva no Congresso, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), defendeu que eventuais irregularidades relacionadas ao Caso Master sejam apuradas de forma individual, sem responsabilizar as instituições. Segundo o parlamentar, possíveis condutas de autoridades como o ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, devem ser analisadas separadamente da atuação dos órgãos aos quais pertencem.

No Senado, o líder do PL, Carlos Portinho (RJ), afirmou que há mais de 109 pedidos de impeachment na Casa e voltou a pressionar Alcolumbre para que pelo menos uma das representações avance. A cobrança ocorre após a divulgação de um relatório da Polícia Federal, cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, contendo mensagens e contatos entre Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Alexandre de Moraes.

As informações ampliaram a repercussão política do caso e levaram parlamentares da oposição a defender novas apurações sobre a conduta individual das autoridades citadas.

Pedido de impeachment de Alexandre de Moraes ganha novas assinaturas no Congresso

O pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, apresentado pelo deputado Marcel van Hattem, passou a contar também com a assinatura do deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos).

A representação reúne dezenas de parlamentares e cita elementos de investigações envolvendo o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, incluindo mensagens atribuídas a ele e ao ministro. O documento aponta que os diálogos indicariam uma tentativa de obter atuação de Moraes junto a autoridades, entre elas o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para retardar ou impedir medidas relacionadas à Operação Compliance Zero.

Os autores do pedido também questionam um contrato estimado em R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além de mensagens nas quais Vorcaro teria consultado Moraes sobre eventual risco de prisão e possibilidade de deixar o país.

Segundo a representação, os fatos poderiam configurar, em tese, tráfico de influência, participação ou tentativa de participação em organização criminosa e crime de responsabilidade previsto na Lei nº 1.079/1950. As acusações e interpretações constam do pedido apresentado pelos parlamentares e ainda serão submetidas à análise das autoridades competentes.

MP apura irregularidades na UPA Parque Vitória em Ribamar

O MPMA – Ministério Público do Maranhão  instaurou um Procedimento Administrativo para apurar uma denúncia anônima sobre supostas irregularidades na gestão e na prestação dos serviços de atendimento da UPA Parque Vitória, em São José de Ribamar.

O caso, registrado no SIMP nº 001112-509/2026, era inicialmente tratado como Notícia de Fato, mas foi convertido em procedimento administrativo diante da necessidade de realizar novas diligências e obter mais esclarecimentos sobre as denúncias.

Durante a apuração, poderão ser realizadas oitivas, requisições de documentos, certidões, perícias e outras diligências consideradas necessárias para esclarecer os fatos.

Ao final, o Ministério Público deverá avaliar se existem elementos para adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais, incluindo eventual ação civil pública e/ou penal, ou se o caso deverá ser arquivado. Até o momento, as irregularidades são apenas objeto de apuração e não há conclusão sobre a existência de ilícitos.

Mensagens de Vorcaro levantam suspeitas de obstrução e tráfico de influência, dizem advogados

Mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro e reveladas em relatório da Polícia Federal levantaram entre advogados a possibilidade de crimes como obstrução à Justiça e tráfico de influência. Uma das conversas, enviada em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de uma operação, mostra Vorcaro perguntando a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Em outra mensagem, segundo a PF, o banqueiro teria pedido ajuda ao ministro e mencionado uma possível atuação junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. O caso já passou a ser explorado politicamente, com integrantes da oposição levando questionamentos à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao STF.

Segundo advogados ouvidos pelo G1, a eventual configuração de obstrução dependeria da comprovação de que houve tentativa de dificultar uma investigação ou prisão. Também poderia haver discussão sobre tráfico de influência caso alguém tenha usado influência sobre autoridades para obter vantagem. Uma hipótese de corrupção exigiria ainda a comprovação de que um agente público praticou ato de ofício para beneficiar Vorcaro em troca de alguma vantagem. Até o momento, porém, não está claro se Moraes respondeu às mensagens, nem se houve qualquer atuação em favor do banqueiro. O ministro não é apontado como alvo da investigação, e a perícia ainda poderá analisar registros, arquivos e possíveis mensagens apagadas. Portanto, os diálogos apresentados levantam suspeitas que ainda precisam ser investigadas e comprovadas.

Fachin anuncia que STF terá medidas sobre caso Master nos próximos dias

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (2) que anunciará nos próximos dias medidas relacionadas aos fatos que estão sob análise da Presidência da Corte.

A declaração ocorre em meio aos novos desdobramentos do caso Master e à crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Durante um evento sobre resistência democrática, Fachin afirmou que o momento exige preservar a confiança da sociedade no Supremo e defendeu um encaminhamento célere, mas dentro das regras internas da Corte.

Entre os pontos analisados estão as mensagens atribuídas a contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número vinculado a Moraes, além do encontro confirmado pelo gabinete de André Mendonça com o empresário.

Fachin informou que iniciou consultas internas com ministros e que, após concluir a análise dos fatos e observar os procedimentos institucionais, anunciará as medidas consideradas cabíveis. “Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias”, declarou o presidente do STF.

Imprensa internacional repercute mensagens entre Vorcaro e número atribuído a Alexandre de Moraes

A divulgação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou repercussão na imprensa internacional. As conversas, reveladas em meio às investigações da Operação Compliance Zero, apontam possíveis interações entre Vorcaro, o ministro e pessoas ligadas à família de Moraes.

Entre os conteúdos divulgados está uma mensagem enviada pelo banqueiro em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão, na qual pergunta: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Também há mensagens nas quais Vorcaro teria pedido a Moraes que buscasse ajuda junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso ganhou destaque em veículos como El País, La Nación, Clarín e Bloomberg.

O El País classificou as revelações como de forte impacto político e relacionou o episódio às eleições brasileiras, enquanto o argentino La Nación descreveu o caso como um abalo institucional de grandes proporções e destacou o peso de Moraes no cenário político e judicial brasileiro.

Já a Bloomberg afirmou que os novos documentos colocaram novamente o ministro no centro do escândalo envolvendo o Banco Master e provocaram a retomada de pedidos de afastamento por seus adversários. Apesar da repercussão, as mensagens, por si só, não comprovam que Moraes tenha cometido crime ou que tenha atendido aos pedidos feitos por Vorcaro. O conteúdo permanece relacionado às investigações sobre o banco e às circunstâncias da relação entre o banqueiro, o ministro e pessoas ligadas a ele.

Orleans amplia vantagem sobre Braide e lidera disputa pelo Governo do Maranhão

Uma nova pesquisa de intenção de voto para o Governo do Maranhão, divulgada nesta terça-feira (1º), aponta Orleans Brandão (MDB) na liderança, com 42,3% das intenções de voto. Eduardo Braide (PSD) aparece em segundo lugar, com 36,4%.

No levantamento anterior do instituto, Orleans tinha 41% e subiu 1,3 ponto percentual, enquanto Braide caiu de 37,8% para 36,4%. Com a movimentação, a vantagem do candidato do MDB sobre o prefeito de São Luís passou de 3,2 para 5,9 pontos percentuais.

Felipe Camarão (PT) aparece na terceira colocação, com 6,3%, após crescer de 4,2%, e ultrapassou Roberto Rocha (PRTB), que tem 4,4%. Na sequência estão André Luís (Missão), com 1,3%; Saulo Arcangeli (PSTU), com 0,5%; Reginaldo Lima (PCB), com 0,2%; e Dimas Cassimiro, com 0,1%. Nenhum/nulo soma 2,9%, enquanto 5,6% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 1.000 eleitores em 50 municípios maranhenses, entre os dias 24 e 29 de agosto, e tem margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MA-05404/2026.

Estadão defende saída de Alexandre de Moraes do STF após mensagens de Daniel Vorcaro

O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta quarta-feira (2) um editorial defendendo a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o editorial, as conversas indicam que Vorcaro recorria a Moraes para tratar das investigações envolvendo o Banco Master e chegou a mencionar a possibilidade de buscar ajuda do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A publicação também questiona a participação de Moraes na elaboração de um contrato milionário entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e afirma que o conjunto dos fatos exige uma investigação independente.

O editorial sustenta que, embora não se saiba quais foram as respostas de Moraes às mensagens de Vorcaro, a situação já seria suficiente para provocar uma crise institucional no Supremo. O jornal levanta questionamentos sobre uma eventual interferência do ministro em investigações, mas ressalta que as suspeitas ainda precisam ser apuradas.

Para o Estadão, a permanência de Moraes no STF compromete a autoridade da Corte e, caso ele não deixe o cargo voluntariamente, caberia ao Senado analisar a situação dentro de suas atribuições constitucionais. O editorial, contudo, apresenta a posição do jornal, e não uma conclusão judicial de que o ministro tenha cometido qualquer crime.