Prefeito de Nova Olinda será julgado por abuso de poder

A juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona Eleitoral de Santa Luzia do Paruá, agendou para o dia 29 de maio o julgamento do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes (PP).

Ele responde a uma ação judicial por suposto abuso de poder econômico durante as eleições municipais. A denúncia foi apresentada pela candidata derrotada Thaymara Amorim (PL), que perdeu a disputa por uma diferença de apenas dois votos.

A ação de investigação judicial eleitoral teve início após a Polícia Federal prender o prefeito no final do ano passado. A prisão ocorreu durante uma operação que investiga crimes de compra de votos, coação e ameaças a eleitores no município. 

Ary Menezes foi liberado após cumprir três dias de prisão temporária, mas segue respondendo ao processo na Justiça Eleitoral.

Em dezembro, o promotor eleitoral Gustavo de Oliveira Bueno manifestou-se favorável à continuidade da ação. No processo, foram incluídos vídeos que apontam indícios do abuso denunciado. Além disso, eleitores ouvidos no caso confessaram ter vendido seus votos e relataram ter sofrido ameaças e represálias após o pleito.

A candidata Thaymara Amorim, responsável por formalizar a denúncia, apresentou à Justiça provas que, segundo ela, comprovam práticas ilícitas por parte do atual prefeito. O conteúdo audiovisual anexado aos autos é considerado peça-chave para a acusação de abuso de poder econômico.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, os depoimentos de eleitores e o material colhido durante a operação policial sustentam indícios suficientes para o prosseguimento da ação. A denúncia aponta que o esquema teria influenciado diretamente o resultado apertado das eleições.

A audiência será realizada no Fórum da 80ª Zona Eleitoral, com sede em Santa Luzia do Paruá. A decisão da magistrada reforça o andamento regular do processo, que tramita na esfera da Justiça Eleitoral desde o fim do pleito.

MP prorroga investigação sobre contratos em Olinda Nova do Maranhão

O MPMA – Ministério Público do Maranhão decidiu prorrogar por mais um ano o inquérito que apura a regularidade das contratações firmadas entre o Município de Olinda Nova do Maranhão e a empresa R. DE JESUS-ME. A extensão do prazo foi considerada necessária para a realização de novas diligências e coleta de informações adicionais.

A investigação busca esclarecer eventuais irregularidades nos contratos e garantir a transparência na aplicação dos recursos públicos. O MPMA segue acompanhando o caso para assegurar a legalidade dos procedimentos administrativos adotados pelo município.

Fantástico denuncia compra de votos em Nova Olinda do Maranhão

Em Nova Olinda do Maranhão, os mais de 14 mil habitantes viveram a disputa pela prefeitura mais acirrada em todo o país. Ary Menezes (PP) foi eleito no primeiro turno com 50,01% dos votos válidos, e Thaymara Amorim (PL) ficou em segundo lugar, com 49,99%. E a diferença entre os dois candidatos foi de apenas dois votos.

Thaymara chegou a comemorar a vitória antes do fim da apuração, que com 97% das urnas apuradas dava uma diferença de 100 votos a favor dela. No entanto, o resultado final deu a vitória a Ary.

Depois da vitória, porém, alguns eleitores confessaram ter vendido o voto em favor de Ary Menezes. E denunciaram que passaram a receber ameaças e represálias, segundo matéria do Fantástico da Rede Globo exibida neste domingo (20).

Danilo Santos é um deles. Ele admitiu que foi procurado antes da votação e aceitou vender o seu voto.

“Ary Menezes, com Ronildo, Cleo Barros, foram na minha casa, entendeu? Pra gente fechar um compromisso”, revelou, citando Ronildo da Farmácia (MDB), o vice, e Clecia Barros (Republicanos), aliada de Ary. Ele revelou que o trio perguntou o que ele queria em troca do voto.

“Falei que era 1.500 telhas, 20 sacos de cimento e a madeira da minha casa. Eles falaram para mim que se fosse só isso, já estava tudo comprado. Que no outro dia era para eu ir buscar lá no galpão”, contou.

Danilo disse que não recebeu tudo o que foi prometido. E por isso, mudou de ideia. E dois dias depois da eleição, um caminhão da prefeitura retirou as telhas da casa dele.

Outra eleitora, a pescadora Luciane Souza Costa, também foi ameaçada. Ela decidiu não votar em Ary e nem na vereadora indicada por ele depois que o marido dela recebeu dinheiro pela compra do voto. Imagens gravadas por Luciane mostram um homem, que tem o número do candidato a prefeito na camisa, a ameaçando.

“Como eu não peguei o dinheiro, foi o meu marido que pegou, e eu postei nos meus ‘Status’ dando apoio para a minha vereadora, me ameaçaram de morte, eu, meu marido e minhas filhas. Que se a gente não votasse neles, eles iam matara a gente”.

OUTRO LADO

Por nota, o prefeito eleito Ary Menezes disse que “a compra e venda de votos compromete a democracia do pleito e deve ser apurada pela justiça eleitoral”, e se colocou à disposição para esclarecimentos.

Ronildo da Farmácia, o vice-prefeito eleito, negou as acusações. “Eu dou a garantia que da minha parte e da parte do Ary, 100% de certeza que não oferecemos dinheiro em troca de votos para ninguém. Fizemos uma campanha limpa, está entendendo?”

A defesa de Clélia Barros disse em nota que “Clélia não tem conhecimento sobre a captação ilícita de votos apontada na reportagem”, e que “a cliente tem a vida pública pautada por honestidade, sempre respeitando os pilares da democracia.

Nova Olinda: Secretário de Assistência Social cobra título de eleitor em distribuição de cestas básicas

Um vídeo está circulando pelas redes sociais, mostrando o secretário de Assistência Social da cidade de Nova Olinda do Maranhão, Marlon Cutrim, em uma distribuição de cestas básicas para moradores da zona rural. Porém, a situação se torna controversa devido à exigência de que cada beneficiário apresentasse o título de eleitor para receber o auxílio.

A cena tem causado indignação e revolta, sendo classificada como um abuso de poder protagonizado pelo secretário durante a ação na zona rural do município.

Marlon Cutrim justificou sua decisão alegando que o benefício estava condicionado à apresentação do título de eleitor, pois a distribuição das cestas seria realizada de acordo com a população registrada nos títulos eleitorais.