Lula diz que caso Banco Master deve ser investigado “sem blindagem de ninguém”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (3), que o caso envolvendo o Banco Master precisa ser investigado “sem blindagem de ninguém, doa a quem doer”. Durante a manifestação, Lula classificou o escândalo como “o maior roubo da história do Brasil” e afirmou que milhões de pessoas foram prejudicadas.

O presidente também mencionou as relações do banqueiro Daniel Vorcaro com pessoas poderosas e defendeu que eventuais suspeitas envolvendo políticos e agentes públicos sejam esclarecidas.

A declaração ocorre em meio ao confronto entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, Edson Fachin, determinou que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre a condução das investigações.

Lula também criticou vazamentos seletivos e defendeu transparência nas apurações, afirmando que todos os envolvidos devem ser investigados independentemente de posição ou influência.

Fachin dá cinco dias para Moraes, Mendonça, Gonet e PF explicarem crise no STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, deu cinco dias úteis para que Alexandre de Moraes, André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, prestem esclarecimentos sobre os fatos que provocaram uma divisão dentro da Corte.

Fachin quer informações sobre a atuação da PF, a condução das investigações e o material apreendido com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O ministro também determinou que sejam esclarecidas questões envolvendo sigilo judicial, acesso a documentos e possíveis irregularidades na condução das apurações.

A medida ocorre após Mendonça retirar o sigilo de um relatório da PF com mensagens e contatos relacionados a Vorcaro e que fazem referências a Moraes. O ministro defendeu que os elementos fossem analisados pelo plenário, enquanto Moraes reagiu pedindo investigação contra Mendonça.

Gonet, por sua vez, questionou a validade da apuração. Agora, Fachin reúne as diferentes versões e deverá definir os próximos passos do caso. As manifestações dos envolvidos poderão indicar se os elementos serão levados ao plenário e como o STF pretende conduzir uma crise que expôs um raro confronto interno na mais alta Corte do país.

Fachin tira de inquérito das fake news pedido de Moraes contra Mendonça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou do âmbito do inquérito das fake news o pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes para investigar o também ministro André Mendonça.

Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestem, no prazo de cinco dias, sobre a solicitação. Com a decisão, os dois casos envolvendo os ministros passam a ser conduzidos pela Presidência do STF.

A decisão ocorre em meio à crise envolvendo o STF e o caso Master. Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens e contatos entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro e sugerido que os elementos fossem analisados pelo plenário da Corte.

Em seguida, Moraes pediu investigação contra Mendonça, citando suspeitas de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento político. Agora, caberá a Fachin definir os procedimentos que serão adotados e se os casos serão levados ao plenário do Supremo.

André Mendonça ouve Daniel Vorcaro sem presença de investigadores da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, por meio de um juiz auxiliar de seu gabinete, ouviu na semana passada o empresário Daniel Vorcaro.

O depoimento chamou atenção no meio jurídico por ter sido realizado sem a presença de integrantes da Polícia Federal (PF), que participa das investigações envolvendo o empresário.

O conteúdo da oitiva ainda não foi divulgado integralmente e permanece sob sigilo.

O procedimento também levantou questionamentos sobre a dinâmica da coleta de provas em investigações conduzidas no STF e sobre a atuação conjunta entre o Judiciário e os órgãos responsáveis pela apuração dos fatos. Novas informações devem surgir com o avanço do processo.

Áudios revelam pedido de ajuda de Nikolas Ferreira a Daniel Vorcaro

Mensagens reveladas nesta quarta-feira (3) mostram que o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) manteve contato com Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. Em um áudio enviado pelo WhatsApp em março de 2025, o parlamentar teria recorrido ao banqueiro para pedir ajuda em favor de um amigo e advogado ligado ao seu gabinete.

Segundo as informações divulgadas pelo UOL, o pedido estaria relacionado a um ativo minerário que permanecia pendente na empresa. Em outro áudio, Nikolas teria chamado Vorcaro de “lindão” ao tratar da solicitação.

O conteúdo das mensagens ganha repercussão em meio às investigações que envolvem Vorcaro e autoridades públicas. O contato entre o deputado e o banqueiro é apresentado agora enquanto Nikolas tem adotado uma postura de forte cobrança sobre as relações de Vorcaro com integrantes do STF e outras autoridades.

As mensagens, por si só, não indicam irregularidade no pedido feito pelo deputado, e o conteúdo e o contexto das conversas precisam ser avaliados integralmente para determinar se houve qualquer conduta ilícita.

Nikolas divulga vídeo com acusações e cobra explicações sobre caso envolvendo Moraes

O deputado federal Nikolas Ferreira divulgou um vídeo reunindo informações que, segundo ele, constam da perícia realizada pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O material, de 218 páginas, reúne mensagens, contratos e registros de contatos que envolveriam Vorcaro e pessoas ligadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Entre os pontos destacados estão mensagens enviadas pelo banqueiro a um contato identificado no aparelho como “Alexandre de Moraes, Brasília”, além de contratos que, segundo o deputado, somariam R$ 208 milhões e envolveriam o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. O escritório confirmou que Moraes teve acesso a um dos contratos, mas afirmou que ele foi consultado para verificar possíveis impedimentos legais.

Nikolas também cita registros sobre cartões destinados aos filhos de Moraes, participação em aeronaves e mensagens atribuídas a Vorcaro nas quais aparecem referências a autoridades como Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. Uma das mensagens destacadas pelo deputado teria sido enviada pouco antes da prisão do banqueiro, quando ele perguntou a Moraes se deveria deixar o país.

Diante das informações, Nikolas defendeu o afastamento cautelar do ministro e voltou a cobrar o andamento de pedidos de impeachment no Senado. As acusações apresentadas pelo parlamentar não comprovam, por si só, a prática de crime ou interferência ilegal por parte de Moraes, e os elementos citados ainda dependem de análise das autoridades competentes, com direito de defesa aos envolvidos.

Pedido de impeachment de Alexandre de Moraes ganha novas assinaturas no Congresso

O pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, apresentado pelo deputado Marcel van Hattem, passou a contar também com a assinatura do deputado federal Aluisio Mendes (Republicanos).

A representação reúne dezenas de parlamentares e cita elementos de investigações envolvendo o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, incluindo mensagens atribuídas a ele e ao ministro. O documento aponta que os diálogos indicariam uma tentativa de obter atuação de Moraes junto a autoridades, entre elas o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para retardar ou impedir medidas relacionadas à Operação Compliance Zero.

Os autores do pedido também questionam um contrato estimado em R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, além de mensagens nas quais Vorcaro teria consultado Moraes sobre eventual risco de prisão e possibilidade de deixar o país.

Segundo a representação, os fatos poderiam configurar, em tese, tráfico de influência, participação ou tentativa de participação em organização criminosa e crime de responsabilidade previsto na Lei nº 1.079/1950. As acusações e interpretações constam do pedido apresentado pelos parlamentares e ainda serão submetidas à análise das autoridades competentes.

Fachin anuncia que STF terá medidas sobre caso Master nos próximos dias

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (2) que anunciará nos próximos dias medidas relacionadas aos fatos que estão sob análise da Presidência da Corte.

A declaração ocorre em meio aos novos desdobramentos do caso Master e à crise envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Durante um evento sobre resistência democrática, Fachin afirmou que o momento exige preservar a confiança da sociedade no Supremo e defendeu um encaminhamento célere, mas dentro das regras internas da Corte.

Entre os pontos analisados estão as mensagens atribuídas a contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e um número vinculado a Moraes, além do encontro confirmado pelo gabinete de André Mendonça com o empresário.

Fachin informou que iniciou consultas internas com ministros e que, após concluir a análise dos fatos e observar os procedimentos institucionais, anunciará as medidas consideradas cabíveis. “Nos próximos dias, concluída a análise necessária dos fatos e observados os procedimentos institucionais pertinentes, esta Presidência anunciará, no tempo devido e sem precipitação, as medidas cabíveis e necessárias”, declarou o presidente do STF.

Imprensa internacional repercute mensagens entre Vorcaro e número atribuído a Alexandre de Moraes

A divulgação de mensagens trocadas entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ganhou repercussão na imprensa internacional. As conversas, reveladas em meio às investigações da Operação Compliance Zero, apontam possíveis interações entre Vorcaro, o ministro e pessoas ligadas à família de Moraes.

Entre os conteúdos divulgados está uma mensagem enviada pelo banqueiro em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de sua prisão, na qual pergunta: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Também há mensagens nas quais Vorcaro teria pedido a Moraes que buscasse ajuda junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. O caso ganhou destaque em veículos como El País, La Nación, Clarín e Bloomberg.

O El País classificou as revelações como de forte impacto político e relacionou o episódio às eleições brasileiras, enquanto o argentino La Nación descreveu o caso como um abalo institucional de grandes proporções e destacou o peso de Moraes no cenário político e judicial brasileiro.

Já a Bloomberg afirmou que os novos documentos colocaram novamente o ministro no centro do escândalo envolvendo o Banco Master e provocaram a retomada de pedidos de afastamento por seus adversários. Apesar da repercussão, as mensagens, por si só, não comprovam que Moraes tenha cometido crime ou que tenha atendido aos pedidos feitos por Vorcaro. O conteúdo permanece relacionado às investigações sobre o banco e às circunstâncias da relação entre o banqueiro, o ministro e pessoas ligadas a ele.

Estadão defende saída de Alexandre de Moraes do STF após mensagens de Daniel Vorcaro

O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta quarta-feira (2) um editorial defendendo a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo o editorial, as conversas indicam que Vorcaro recorria a Moraes para tratar das investigações envolvendo o Banco Master e chegou a mencionar a possibilidade de buscar ajuda do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A publicação também questiona a participação de Moraes na elaboração de um contrato milionário entre o banco e o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e afirma que o conjunto dos fatos exige uma investigação independente.

O editorial sustenta que, embora não se saiba quais foram as respostas de Moraes às mensagens de Vorcaro, a situação já seria suficiente para provocar uma crise institucional no Supremo. O jornal levanta questionamentos sobre uma eventual interferência do ministro em investigações, mas ressalta que as suspeitas ainda precisam ser apuradas.

Para o Estadão, a permanência de Moraes no STF compromete a autoridade da Corte e, caso ele não deixe o cargo voluntariamente, caberia ao Senado analisar a situação dentro de suas atribuições constitucionais. O editorial, contudo, apresenta a posição do jornal, e não uma conclusão judicial de que o ministro tenha cometido qualquer crime.