Bolsonaro tem traumatismo craniano leve 

O ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu uma queda ao caminhar e teve um traumatismo craniano leve, informou nesta quarta-feira (7) o médico Brasil Caiado, integrante da equipe que o acompanha.

O episódio ocorreu durante a madrugada, no quarto da Superintendência da Polícia Federal (PF), onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ele foi levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para realização de exames.

De acordo com boletim médico, os exames apontaram apenas leve lesão em partes moles da região frontal e temporal direita, sem necessidade de intervenção cirúrgica.

Segundo os médicos, há suspeita de que a queda tenha sido provocada por desorientação causada pela interação de medicamentos usados no tratamento de crises de soluços.

Após avaliação, Bolsonaro retornou à Superintendência da PF. Ele havia recebido alta do mesmo hospital há menos de uma semana, após ficar internado por oito dias para cirurgia de hérnia inguinal e procedimentos relacionados ao quadro clínico.

Moraes nega ida de Bolsonaro a hospital após queda e pede laudo médico detalhado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou inicialmente o pedido da defesa para que o ex-presidente Jair Bolsonaro fosse retirado da cela e encaminhado a um hospital após sofrer uma queda e bater a cabeça durante a madrugada desta terça-feira (6), em Brasília.

A decisão foi baseada em avaliação da equipe médica da Polícia Federal, que constatou apenas ferimentos leves e não identificou necessidade de remoção imediata, recomendando apenas observação clínica.

No despacho, Moraes afirmou que não havia urgência para atendimento hospitalar externo, mas autorizou a possibilidade de realização de exames médicos, desde que previamente agendados e com indicação específica comprovada.

O ministro também determinou que a defesa informe quais exames considera necessários para avaliação de viabilidade dentro do sistema penitenciário.

Em nota, os advogados de Bolsonaro criticaram a decisão, alegando violação de direitos fundamentais e defendendo que, mesmo em casos de traumatismo craniano leve, exames laboratoriais e de imagem devem ser realizados em ambiente hospitalar, considerando a idade e problemas de saúde preexistentes do ex-presidente.

Saída de Lewandowski do Ministério da Justiça deve ser anunciada nesta quinta-feira

A saída do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, é considerada iminente e, segundo fontes do governo, deve ser anunciada oficialmente na próxima quinta-feira (8). Desde o período do Natal, o ministro vem discutindo com auxiliares a possibilidade de deixar o cargo, apesar das tentativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que ele permanecesse à frente da pasta. Até que um substituto seja definido, a tendência é que o ministério seja comandado interinamente pelo secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto.

Nos bastidores, chegou a ser avaliada a permanência de Lewandowski até a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Congresso, hipótese que perdeu força diante da avaliação de que o texto foi desfigurado e esvaziado de seu eixo central.

Secretários do ministério admitem, sob reserva, que parte da equipe deve deixar o governo junto com o ministro, enquanto outros planejam saída para disputar eleições. Com a mudança no comando, o Palácio do Planalto estuda uma reformulação mais ampla na área, incluindo a possibilidade de desmembrar a pasta e criar o Ministério da Segurança Pública, medida que ainda divide opiniões quanto ao momento de sua implementação.

PF determina retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão 

A Polícia Federal (PF) determinou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro retorne imediatamente ao exercício de suas funções como escrivão da corporação.

A decisão consta em ato publicado no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (2) e estabelece que ele deve se apresentar na unidade da PF onde é lotado, no Rio de Janeiro, para regularizar sua situação funcional.

A medida ocorre após a cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados, no último dia 18 de dezembro, em razão do acúmulo de faltas injustificadas.

Enquanto exercia o mandato parlamentar, Eduardo permanecia automaticamente afastado das atividades na Polícia Federal.

Com a perda do cargo eletivo, a PF informou que o retorno tem caráter declaratório, mas alertou que a ausência injustificada pode resultar em sanções administrativas, que vão de suspensão à demissão do serviço público.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos há quase um ano e sua permanência no exterior sem justificativa oficial já motivou a abertura de procedimentos administrativos pela Corregedoria da PF, que apuram a compatibilidade de sua conduta com o estatuto dos servidores públicos federais.

Médicos concluem segunda cirurgia para conter crise de soluços de Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por uma nova cirurgia nesta segunda-feira (29), em Brasília, com o objetivo de conter crises persistentes de soluços.

O procedimento foi concluído pouco antes das 15h e teve como finalidade bloquear o nervo frênico esquerdo, responsável pelo controle do diafragma, complementando a intervenção realizada no último sábado (27), no lado direito.

A informação foi confirmada pela esposa, Michelle Bolsonaro, por meio de uma postagem nas redes sociais, na qual afirmou que o procedimento foi finalizado e que aguardavam a transferência dele para o quarto.

Internado no Hospital DF Star desde o dia 24 de dezembro, Jair Bolsonaro também foi submetido, no dia de Natal, a uma cirurgia de hérnia inguinal.

De acordo com a equipe médica, a previsão de alta é para o dia 31 de janeiro. Michelle Bolsonaro é a única acompanhante autorizada a permanecer com o ex-presidente durante a internação. A expectativa agora é pela divulgação de um novo boletim médico ou coletiva de imprensa com mais detalhes sobre o estado de saúde.

Oposição convoca coletiva na Câmara para defender impeachment de Alexandre de Moraes

A oposição ao governo federal convocou uma coletiva de imprensa para esta segunda-feira (29), na Câmara dos Deputados, com o objetivo de defender o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A iniciativa é liderada pelo deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), novo líder da oposição, e ocorre durante o recesso parlamentar, iniciado em 23 de dezembro e com término previsto para fevereiro.

Na última terça-feira (23), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) protocolou no Senado um pedido de impeachment contra o ministro.A mobilização ganhou força após reportagem do jornal O Globo sobre um suposto encontro entre Alexandre de Moraes e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, envolvendo o Banco Master. Damares acusa o ministro de suposta advocacia administrativa, alegando que ele teria intercedido em favor da instituição financeira, o que é negado por Moraes, que afirma ter tratado apenas da Lei Magnitsky.

Atualmente, há mais de 80 pedidos de impeachment contra o ministro no Senado, nenhum em tramitação. Após a repercussão do caso, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciou a coleta de assinaturas para uma CPI, enquanto o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) também articula um novo pedido de impeachment na Câmara.

Moraes autoriza visita dos filhos de Bolsonaro durante internação em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (24) a visita dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período de internação no Hospital DF Star, em Brasília, onde ele passará por cirurgia de hérnias inguinais marcada para esta quinta-feira (25).

Estão autorizados a visitar o ex-presidente o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL) e a filha mais nova, Laura Bolsonaro, devendo todos respeitar as normas do hospital quanto aos horários e condutas.

Na decisão, Moraes determinou ainda que os visitantes não levem ao quarto computadores, celulares ou quaisquer dispositivos eletrônicos, e esclareceu que outras visitas somente poderão ocorrer mediante autorização do STF.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após condenação relacionada à trama golpista e foi levado ao hospital pela Polícia Federal para exames pré-operatórios, acompanhado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Durante a internação, a segurança será mantida com vigilância 24 horas, incluindo agentes posicionados na porta do quarto e equipes distribuídas dentro e fora da unidade hospitalar.

Câmara declara perda de mandato de Eduardo Bolsonaro e Delegado Ramagem por faltas

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou, nesta quinta-feira (18), a perda de mandato dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Delegado Ramagem (PL-RJ).

No caso de Eduardo Bolsonaro, a decisão foi tomada após o parlamentar deixar de comparecer a pelo menos um terço das sessões deliberativas durante a atual sessão legislativa, conforme prevê o artigo 55, inciso III, e o parágrafo 3º da Constituição Federal.

Já Delegado Ramagem também teve o mandato declarado perdido com base no mesmo dispositivo constitucional.

A avaliação da Câmara foi de que o deputado não atingiria o número mínimo de presenças exigidas, uma vez que deixou de comparecer a um terço das sessões deliberativas, o que inviabilizaria o cumprimento do requisito constitucional na sessão legislativa subsequente.

Flávio Bolsonaro visita Jair Bolsonaro preso e diz que ex-presidente está bem de saúde e ânimo

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) visitou nesta terça-feira (16) o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Após o encontro, o parlamentar afirmou que encontrou o pai em boas condições de saúde e de ânimo.

“Ele estava bem hoje, bem-humorado, bem disposto. O Jair Bolsonaro que eu conheço, que passa tranquilidade e mostra segurança”, declarou a jornalistas. Apesar disso, Flávio reiterou o pedido da defesa para a realização de uma cirurgia para correção de hérnias nas pernas, considerada necessária pelos advogados.

Nesta quarta-feira (17), o ex-presidente será submetido a uma perícia médica determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que irá analisar o pedido antes de decidir sobre a autorização do procedimento.

Durante a visita, Flávio Bolsonaro também afirmou ter conversado com o pai sobre temas políticos, incluindo a tramitação do Projeto de Lei da Dosimetria, em análise no Senado Federal. A proposta, que trata de critérios para aplicação de penas no sistema penal e conta com o aval do ex-presidente, já foi aprovada pela Câmara dos Deputados.

Segundo o senador, a expectativa é de que o texto seja votado ainda neste ano. Atualmente, a matéria está em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e pode ser apreciada nesta quarta-feira, antes de seguir para nova análise, caso sofra alterações.

Defesa de Bolsonaro pede autorização ao STF para cirurgia e prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a solicitar, nesta segunda-feira (15), ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, autorização para que o político deixe a prisão a fim de realizar uma cirurgia de emergência e passe a cumprir prisão domiciliar.

Bolsonaro está preso desde 22 de novembro em uma sala da Polícia Federal, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão, após condenação por tentativa de golpe de Estado no processo da chamada trama golpista.

O novo pedido foi protocolado um dia após Bolsonaro se submeter a um exame de ultrassom, autorizado por Moraes, que confirmou o diagnóstico de hérnia inguinal. Segundo a defesa, relatório médico elaborado pelo cirurgião Claudio Birolini aponta a necessidade de realização de herniorrafia inguinal bilateral, com internação hospitalar estimada entre cinco e sete dias.

Os advogados reiteraram a urgência do procedimento, já solicitada anteriormente, mas ainda não analisada pelo ministro, que determinou a realização de uma perícia médica oficial pela Polícia Federal, no prazo de até 15 dias, ao considerar que os exames apresentados eram antigos.