
A Câmara Municipal de São Luís viveu um ano politicamente atribulado, marcado principalmente pela disputa antecipada pela sucessão do presidente da Casa, vereador Paulo Victor (PSB).
A corrida teve início ainda em março, com o lançamento da candidatura de Beto Castro (Avante), apoiado por Paulo Victor, e a entrada de Marquinhos Silva (União), sem padrinho político.
O cenário foi alterado por decisão do Supremo Tribunal Federal, que determinou que eleições para presidência de câmaras municipais só podem ocorrer a partir de outubro do último ano do mandato, levando à mudança do Regimento Interno e ao adiamento do pleito.
A alteração no calendário impactou diretamente o jogo político: Beto Castro, que chegou a reunir apoio de 23 vereadores, perdeu força, enquanto Marquinhos Silva ganhou fôlego e passou a ampliar sua base.
Nos bastidores, a avaliação é de que a eleição só deve ocorrer em novembro, após o resultado das eleições gerais de 2026, quando a nova correlação de forças políticas estiver definida.
Esse contexto também gerou incertezas sobre o futuro político de Paulo Victor, que iniciou 2025 projetando eleger um sucessor e disputar vaga na Assembleia Legislativa, mas encerra o ano revendo seus planos diante do novo cenário.







