TSE reúne institutos de pesquisa para discutir regras de levantamentos eleitorais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove nesta terça-feira (14) uma reunião com representantes de 19 institutos de pesquisa para debater critérios e parâmetros relacionados à realização e à divulgação de levantamentos eleitorais.

O encontro ocorre em meio às discussões sobre os limites metodológicos das pesquisas, após a suspensão de um levantamento da AtlasIntel por decisão do presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques. Entre os participantes estão institutos como Datafolha, Quaest, Paraná Pesquisas, AtlasIntel, Ipespe e PoderData.

A reunião deve abordar temas como o uso de áudios e vídeos durante as entrevistas, a formulação das perguntas e a transparência das metodologias registradas na Justiça Eleitoral. A controvérsia teve início após a suspensão de uma pesquisa da AtlasIntel que avaliava os impactos de um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Enquanto aliados do parlamentar alegam que o conteúdo poderia influenciar as respostas dos entrevistados, a AtlasIntel afirma que o material foi exibido apenas ao final das entrevistas, sem possibilidade de alteração das respostas. O julgamento do caso segue suspenso após pedido de vista da ministra Estela Aranha.

Voto de Toffoli amplia divergência no TSE em julgamento que pode cassar Wellington e Braide

O ministro Dias Toffoli acompanhou a divergência aberta pela ministra Estela Aranha no julgamento do recurso apresentado pelos deputados estaduais Wellington do Curso e Fernando Braide, ambos do PSD, contra decisão relacionada ao caso da fraude à cota de gênero nas eleições de 2022 no Maranhão.

O recurso questiona o acórdão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que invalidou os votos do PSC e determinou a cassação dos mandatos dos parlamentares eleitos pela legenda após reconhecer a ocorrência de fraude à cota de gênero no pleito.

Com o voto de Toffoli, o placar parcial passou a ser de 2 a 1 a favor da divergência. O relator do processo, André Mendonça, foi o primeiro a votar pela rejeição do recurso e pela manutenção da decisão do TRE-MA.

Ainda faltam os votos dos ministros Antonio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, Ricardo Villas Bôas Cueva e do presidente da Corte, Nunes Marques. Caso prevaleça o entendimento pela manutenção da decisão do TRE-MA, o resultado poderá provocar mudanças na composição da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Pesquisa aponta Flávio Bolsonaro à frente de Lula em cenário de 2º turno

Levantamento do instituto Futura/Apex divulgado nesta terça-feira (14) indica que o senador Flávio Bolsonaro (PL) venceria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo os dados, Flávio aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Lula registra 42,6%, apontando vantagem do parlamentar no cenário simulado.

A pesquisa ouviu 2.000 eleitores em todo o país entre os dias 7 e 11 de abril, por meio de entrevistas telefônicas assistidas por computador.

A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi realizado com recursos próprios e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08282/2026.

TSE marca eleição para nova presidência e inicia transição visando Eleições 2026

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Cármen Lúcia, marcou para a próxima terça-feira (14) a eleição que definirá os novos presidente e vice-presidente da Corte. O anúncio foi feito ao final da sessão plenária desta quinta-feira (9) e dá início ao processo de transição de comando do tribunal.

Pelo sistema de rodízio adotado pelo TSE, a presidência deverá ser assumida pelo ministro Nunes Marques, atual vice-presidente da Corte, enquanto a vice-presidência tende a ficar com o ministro André Mendonça.

A posse da nova gestão, que ficará responsável pela organização das Eleições 2026, deve ocorrer até o fim de maio, em data ainda a ser confirmada. Ao justificar a antecipação da escolha, Cármen Lúcia destacou a necessidade de garantir tempo hábil para a preparação do pleito.

Segundo a ministra, a medida permite iniciar o compartilhamento de informações e o planejamento logístico com os tribunais regionais eleitorais, etapa considerada essencial para a condução eficiente do processo eleitoral em todo o país.

TRE retira da pauta virtual julgamento de recurso do prefeito Ary Menezes

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) retirou da pauta virtual o julgamento do recurso apresentado pelo prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes (PP), que estava previsto para começar nesta terça-feira (3).

A mudança ocorreu após a defesa do gestor solicitar sustentação oral, o que levou o processo a ser transferido para julgamento presencial. A expectativa é que o recurso seja analisado na sessão do tribunal marcada para quinta-feira (5).

Ary Menezes e o vice-prefeito Ronildo da Farmácia (MDB) tiveram os mandatos cassados no ano passado por decisão da juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona Eleitoral. A magistrada entendeu que houve abuso de poder político e econômico durante a campanha de 2024, com oferta de dinheiro, materiais de construção e empregos em troca de votos.

Como Menezes venceu a eleição por apenas dois votos de diferença sobre a adversária Thaymara Amorim (PL), autora da ação, a decisão apontou que as irregularidades tiveram impacto direto no resultado. Caso a Corte confirme a cassação, o município poderá ter nova eleição, salvo se houver recurso com efeito suspensivo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

TCU e STF confirmam legalidade do uso dos precatórios do Fundef e desmentem acusações contra a família Brandão

O Tribunal de Contas da União (TCU) concluiu que não houve qualquer desvio de recursos dos precatórios do Fundef pelo Governo do Maranhão e determinou o arquivamento da representação apresentada pelo Ministério Público junto ao órgão.

A decisão reforça o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que já havia homologado, em 2024, acordo autorizando o uso de 40% dos juros moratórios em despesas públicas gerais e 60% destinados aos profissionais do magistério.

O relatório técnico do TCU confirmou a aplicação legal dos valores e afastou as acusações de uso indevido das verbas da educação e de suposta ligação entre a empresa Vigas Engenharia e familiares do governador Carlos Brandão.

De acordo com o TCU, os recursos aplicados pelo Estado incluindo R$ 13,2 milhões destinados à Vigas Engenharia são provenientes da parcela dos juros moratórios e, portanto, não vinculados exclusivamente à Educação.

O órgão também destacou que a fiscalização das licitações cabe ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) e ao Ministério Público Estadual.

As conclusões desmontam denúncias e narrativas políticas que tentavam associar o governo maranhense a irregularidades inexistentes.

Tanto o TCU quanto o STF reafirmaram a legalidade da gestão dos recursos, encerrando mais um capítulo de acusações infundadas contra a família Brandão.

STF adia julgamento que pode cassar Fernando Braide e Wellington

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu retirar do plenário virtual o julgamento que analisa se o PSC cometeu fraude à cota de gênero nas eleições de 2022, quando disputou vagas na Assembleia Legislativa do Maranhão.

O caso seria apreciado entre os dias 29 de agosto e 4 de setembro, mas Mendonça optou por levá-lo ao plenário físico, em sessão prevista ainda para setembro, em data a ser confirmada.

Relator do processo, Mendonça já se manifestou favoravelmente à anulação dos votos do PSC, acompanhando decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que cassou a chapa em junho deste ano.

Se confirmada a condenação, os deputados estaduais Wellington do Curso e Fernando Braide perderão os mandatos, mas por enquanto permanecem nos cargos até a definição final do TSE.

Relatório de ONG americana aponta supostos abusos de ministros do STF e TSE 

Uma denúncia repercutida nesta terça-feira (5) pelo site Direito e Ordem e baseada em relatório da organização norte-americana Civilization Works aponta possíveis irregularidades cometidas por integrantes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) durante as investigações dos atos de 8 de janeiro de 2023, quando os prédios dos Três Poderes foram invadidos por manifestantes.

O documento acusa os ministros de atuarem fora dos canais legais, com a criação de estruturas paralelas de vigilância e o uso indevido de dados sensíveis.

O ministro Alexandre de Moraes, que à época presidia o TSE e integrava o STF, é citado como o principal responsável por uma suposta estrutura informal de inteligência, que teria utilizado equipes de monitoramento eleitoral para identificar e manter presos manifestantes, por vezes sem o devido processo legal.

O relatório afirma ainda que dados biométricos teriam sido usados sem respaldo judicial, e que advogados de defesa foram impedidos de acessar documentos usados para justificar prisões.

Até o momento, STF, TSE, ministro Alexandre de Moraes e a Procuradoria-Geral da República não se pronunciaram oficialmente sobre o conteúdo do relatório.

Eleitores têm até esta terça-feira (7) para justificar ausência no segundo turno das eleições municipais

Os eleitores que não compareceram ao segundo turno das eleições municipais de 2024, realizado em 27 de outubro, têm até esta terça-feira (7) para justificar a ausência. O procedimento é obrigatório para quem tem o dever de votar no Brasil, como cidadãos maiores de 18 anos, exceto aqueles com idade superior a 70 anos, jovens entre 16 e 18 anos e pessoas analfabetas, para os quais o voto é facultativo.

A justificativa pode ser feita presencialmente em cartórios eleitorais, pelo aplicativo e-Título, disponível para smartphones, ou pela página de Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Cada turno das eleições é considerado uma votação independente, exigindo justificativas separadas para ausências. O prazo para justificar a falta no primeiro turno encerrou-se em 5 de dezembro. Quem não regularizar a situação poderá enfrentar sanções, como pagamento de multa, restrições para tirar passaporte ou carteira de identidade, matrícula em instituições de ensino e posse em cargos públicos.

Caso a justificativa não seja aceita, a multa será arbitrada pelo juiz eleitoral, e eleitores com o título cancelado por faltas consecutivas deverão solicitar revisão para regularização.

Candidatos eleitos devem ser diplomados até 19 de dezembro

No dia 19 de dezembro, termina o prazo para a diplomação das candidatas eleitas e dos candidatos eleitos no 1º e no 2º turno das Eleições Municipais de 2024. Essa é a data final, que consta do calendário eleitoral, para que as pessoas eleitas recebam o respectivo diploma da Justiça Eleitoral para que possam assumir os cargos de vereador, prefeito e vice-prefeito nos 5.569 municípios do país onde houve eleições neste ano.

No caso de eleições municipais, cabe às juntas eleitorais de cada cidade realizar a diplomação. Em São Luís, a cerimônia, que será transmitida ao vivo pelo canal TRE-MA do youtube, está marcada para o dia 17 de dezembro, às 16h, no auditório da FIEMA (retorno da Cohama).

Já em Imperatriz, a diplomação acontece dia 11/12, às 18h, no Vitória Eventos (Avenida da Liberdade, 476 – Jardim Morada do Sol).

A diplomação é o ato pelo qual a Justiça Eleitoral atesta quem são, efetivamente, as eleitas, os eleitos e os suplentes nos cargos, com a entrega do diploma assinado. Com a diplomação, as eleitas e os eleitos se habilitam ao exercício do mandato para o qual se candidataram no pleito de 2024.