Lula repete medida de Bolsonaro sobre combustíveis, criticada pelo PT em 2022

O Senado Federal aprovou, na noite desta quarta-feira (12), por 61 votos a 2, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 114/2026, que reduz tributos federais sobre óleo diesel, biodiesel, gasolina, etanol e querosene de aviação. A proposta, que também passou pela Câmara dos Deputados, seguirá agora para sanção presidencial.

O objetivo é reduzir os impactos da alta dos combustíveis provocada pela instabilidade no mercado internacional de petróleo em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã. O texto ainda amplia benefícios fiscais para setores como produção de etanol, fertilizantes agrícolas, pesquisa de minerais críticos e terras raras, além de prever desoneração para a Fifa durante a Copa do Mundo Feminina de 2027.

A medida ocorre em um cenário semelhante ao enfrentado pelo governo Jair Bolsonaro em 2022, quando a alta do petróleo após o início da guerra na Ucrânia levou a aumentos nos preços da gasolina e do diesel. Naquele ano, o governo anunciou a redução de impostos federais sobre combustíveis e medidas relacionadas ao ICMS, mas a iniciativa foi criticada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP-CUT) e pelo PT, que apontaram caráter eleitoral na proposta.

Agora, a perda de arrecadação com a nova desoneração deverá ser compensada pelo aumento das receitas da União com royalties e outras participações decorrentes da valorização do petróleo.

Bolsonaro pede a Moraes autorização para visita dos filhos no Dia dos Pais

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou nesta quarta-feira (5) um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar excepcionalmente a visita dos filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro no próximo domingo (9), Dia dos Pais.

Segundo os advogados, o encontro teria caráter exclusivamente familiar e humanitário, com o objetivo de preservar os vínculos entre Bolsonaro e os filhos sem interferir no cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

A defesa solicitou que a visita ocorra durante a tarde, pelo período e nas condições que forem determinadas pelo ministro.O pedido será analisado por Alexandre de Moraes, que já havia determinado, em decisão de 13 de julho, a suspensão das visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai pelo prazo de 90 dias.

A medida ocorreu após o parlamentar ler, durante uma transmissão pela internet, uma carta escrita por Jair Bolsonaro e posteriormente publicada nas redes sociais. Na nova petição, os advogados argumentam que o Dia dos Pais é uma data de caráter especial e que um encontro, mesmo breve e sob regras estabelecidas pelo STF, permitiria manter a convivência familiar.

Moraes dá cinco dias para PGR opinar sobre recurso de Bolsonaro contra restrição de visitas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra a decisão que proibiu visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-DF) durante o período de prisão domiciliar.

Os advogados pedem que a medida seja revista por considerá-la desproporcional e afirmam que a restrição viola o direito à convivência familiar. Caso Moraes mantenha a decisão, a defesa solicita que o caso seja submetido à análise da Primeira Turma do STF.

A proibição foi imposta após Flávio Bolsonaro divulgar, nas redes sociais, uma carta manuscrita do ex-presidente convocando apoiadores para a pré-candidatura do senador à Presidência da República. Para Moraes, houve desvio da finalidade da visita e descumprimento da proibição de utilização de redes sociais por intermédio de terceiros.

Enquanto o recurso não é analisado, permanecem em vigor as restrições que suspendem por 90 dias as visitas de Flávio, além da proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026 e da autorização apenas para atendimento de advogados e equipe médica.

Pesquisa Nexus/BTG mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro, mas vantagem diminui

A nova pesquisa Nexus/BTG Pactual, realizada entre os dias 10 e 12 de julho, aponta estabilidade na disputa pela Presidência da República, com redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No cenário estimulado, Lula aparece com 40% das intenções de voto, dois pontos percentuais a menos que na rodada anterior, enquanto Flávio Bolsonaro manteve 34%, reduzindo a diferença entre os dois de oito para seis pontos, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O levantamento também mostra crescimento dos candidatos da terceira via, que juntos passaram de 16% para 18% das intenções de voto. Em um eventual segundo turno, Lula registra 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico pela segunda pesquisa consecutiva.

A pesquisa ouviu 2.003 eleitores por telefone em todo o país, possui nível de confiança de 95%, margem de erro de dois pontos percentuais e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07981/2026.

PF faz buscas na casa de Bolsonaro em Brasília

A Polícia Federal realizou buscas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, em uma ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a defesa do ex-presidente, o mandado previa a busca e apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas nenhum desses itens foi encontrado durante a operação. De acordo com interlocutores da PF, a diligência foi rápida e durou menos de uma hora.

A defesa informou ainda que uma das armas registradas em nome de Bolsonaro está no Rio Grande do Sul e que essa informação já foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal confirmou a realização da operação, mas não divulgou detalhes sobre os resultados da busca.

Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março deste ano. A medida foi concedida por Alexandre de Moraes para permitir a recuperação do ex-presidente de um quadro de broncopneumonia e posteriormente prorrogada.

Flávio Bolsonaro rebate Lula e nega defender tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu nesta quinta-feira (2) às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Lula é “o único que quer o tarifaço” e negou defender a medida.

A manifestação ocorre após Flávio encaminhar um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) solicitando que uma eventual cobrança seja adiada por 180 dias, para depois das eleições presidenciais de 2026.

Mais cedo, Lula atribuiu à família Bolsonaro a responsabilidade pelas articulações relacionadas à possível taxação e classificou o pedido enviado pelo senador ao governo norte-americano como uma atitude de “traidores da pátria”.

Flávio, por sua vez, afirmou que o governo brasileiro não negociou com os Estados Unidos e disse que voltará ao país na próxima semana para reforçar o pedido de adiamento das tarifas. Enquanto isso, o governo federal segue contestando a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos e sustenta que não há justificativa para a imposição de novas taxas sobre produtos brasileiros.

Lula chama família Bolsonaro de “traidora da pátria” após documento enviado aos EUA sobre tarifas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (2), o documento encaminhado pelo senador Flávio Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a família Bolsonaro adota uma postura de “entreguismo” e classificou seus integrantes como “traidores da pátria”, ao reagir à proposta de adiamento da medida durante um período de negociação entre os dois países.

A manifestação ocorre após Flávio Bolsonaro enviar um documento de 86 páginas ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), defendendo a suspensão temporária das tarifas e argumentando que a medida fortalece politicamente o governo Lula ao estimular o discurso de defesa da soberania nacional.

Na publicação, o presidente também reafirmou a importância do Mercosul e do Pix, defendeu a soberania brasileira nas negociações internacionais e declarou que “a Pátria não está à venda” e que o Brasil continuará dialogando com outras nações “de igual para igual”.

Flávio Bolsonaro critica STF e aponta insegurança jurídica em evento da CNI

O senador Flávio Bolsonaro voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (22), durante participação em um evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Pré-candidato à Presidência da República pelo PL, o parlamentar afirmou que o STF “parece mais uma delegacia de polícia do que uma Corte Constitucional” e acusou integrantes do tribunal de interferirem no processo eleitoral.

No encontro “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, organizado pela CNI, o senador relacionou a atuação do Judiciário ao que classificou como insegurança jurídica para investidores e empresários, alegando que decisões judiciais têm contrariado deliberações aprovadas pelo Congresso Nacional.

Durante o discurso, Flávio Bolsonaro citou o embate envolvendo o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) como exemplo de interferência do Judiciário, mencionando a suspensão temporária da disputa entre Executivo e Legislativo sobre o tributo. Segundo ele, situações desse tipo ampliam a percepção de instabilidade no ambiente de negócios.

O senador também abordou propostas na área de segurança pública, defendendo medidas como a construção de novos presídios federais, o enquadramento de facções criminosas como organizações terroristas e o endurecimento de penas. Além dele, participaram do evento o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, ambos apontados como possíveis candidatos à Presidência nas eleições de 2026.

STF julga nesta terça-feira denúncia contra Eduardo Bolsonaro 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (16) o julgamento que poderá definir a condenação ou absolvição de Eduardo Bolsonaro no processo em que ele é acusado de coação no curso do processo relacionado à investigação da trama golpista.

A sessão será conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e contará ainda com os votos dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que atribui ao ex-deputado ações voltadas a pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações junto ao governo dos Estados Unidos.

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria incentivado medidas como sanções contra integrantes do governo federal e ministros do STF, além de apoiar ações que resultaram em impactos econômicos para o Brasil. A defesa, exercida pela Defensoria Pública da União (DPU), pediu a anulação do processo e questionou a participação de Alexandre de Moraes no julgamento.

Caso seja condenado pelo crime de coação no curso do processo, Eduardo Bolsonaro poderá receber pena de um a quatro anos de prisão, além de outras sanções que poderão ser definidas pelo Supremo ao final do julgamento.

Moraes é notificado por e-mail sobre ação movida nos Estados Unidos por Rumble e Trump Media

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foi notificado por e-mail sobre a ação movida nos Estados Unidos pela plataforma Rumble e pela Trump Media & Technology Group.

A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25) pelo advogado norte-americano Martin De Luca, responsável pela defesa das empresas. Segundo ele, a notificação ocorreu em cumprimento a uma decisão da Justiça Federal da Flórida, que autorizou o envio eletrônico por meio do e-mail institucional do STF.

As empresas acionaram a Justiça norte-americana para tentar barrar decisões de Moraes relacionadas a bloqueios e restrições em plataformas digitais. Segundo as companhias, as medidas configurariam censura e violariam garantias constitucionais dos Estados Unidos. Desde o início do processo, Rumble e Trump Media afirmam buscar a citação formal do ministro com base na Convenção de Haia, tratado internacional que regula a cooperação jurídica entre países.

A Justiça da Flórida autorizou a notificação eletrônica após os advogados alegarem dificuldades nos trâmites diplomáticos tradicionais no Brasil. Caso Alexandre de Moraes não apresente resposta dentro do prazo legal nem solicite extensão, os autores poderão pedir à Justiça americana a decretação de revelia no processo. Até o momento, o gabinete do ministro não se manifestou sobre o caso.