Pesquisa Datafolha aponta avaliação negativa de Flávio Dino e revela desconfiança no STF

Levantamento do Datafolha divulgado nesta terça-feira (14) mostra como os brasileiros avaliam os ministros do Supremo Tribunal Federal.

A pesquisa, realizada com 2.004 eleitores em 137 municípios, indica que o ministro Flávio Dino aparece entre os nomes com saldo negativo de avaliação, em um cenário marcado por crescente desconfiança em relação à Corte.

O estudo também revela que, apesar de ministros como Alexandre de Moraes liderarem em reconhecimento público, a percepção positiva é puxada por outros integrantes, como André Mendonça e Cármen Lúcia.

No caso de Dino, o resultado reflete desafios na consolidação de sua imagem no tribunal, especialmente diante de sua recente trajetória política e do ambiente de críticas mais amplas ao papel do Supremo no país.

Ministros do STF veem Lula em “modo campanha” após distanciamento público da Corte

Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva adotou uma postura de distanciamento público da Corte no caso envolvendo o Banco Master como parte de uma estratégia política.

Nos bastidores do tribunal, a leitura é que o movimento busca reduzir desgaste eleitoral e evitar a associação direta entre o governo e o Judiciário. A avaliação ganhou força após entrevista em que Lula afirmou ter aconselhado o ministro Alexandre de Moraes sobre o impacto do caso na imagem da Corte.

Segundo relatos de ministros, a estratégia não foi bem recebida dentro do tribunal. Integrantes do STF avaliam que a postura pode gerar ruídos institucionais entre os Poderes e aumentar a tensão na relação entre Executivo e Judiciário.

Para parte da Corte, o gesto é interpretado como um movimento político em meio ao cenário eleitoral, reforçando a percepção de que o presidente já atua em lógica de campanha.

Solidariedade pede ao STF desistência de ação contra o Governo do Maranhão

O Solidariedade solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a desistência da Reclamação Constitucional nº 69.486/MA, contra o Governo do Maranhão. Segundo a legenda, o objetivo da ação já teria sido alcançado após o cumprimento das determinações judiciais.

No pedido, o partido também criticou a atuação de um amicus curiae no processo, afirmando que houve tentativa de ampliar indevidamente o alcance da ação ao sugerir medidas como o afastamento do governador Carlos Brandão e do presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão.

Diante disso, o Solidariedade pediu que o relator homologue a desistência ou reconheça a perda do objeto da ação, com a consequente extinção do processo.

Registro de voto e posterior impedimento de Flávio Dino em ação contra Roberto Rocha gera questionamentos

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, gerou questionamentos ao aparecer inicialmente acompanhando o voto do relator em uma ação movida por ele próprio contra o ex-senador Roberto Rocha.

Registros do sistema de julgamentos do STF mostraram Dino entre os ministros que seguiram o relator, Alexandre de Moraes, ao lado da ministra Cármen Lúcia. Posteriormente, em atualização do sistema, o ministro passou a constar como impedido, retirando-se formalmente da análise do caso.

A ação tem origem em declarações públicas feitas por Roberto Rocha quando exercia o mandato de senador, consideradas ofensivas por Dino, que apresentou queixa-crime por supostos crimes contra a honra. O relator votou pela continuidade do processo na Corte, garantindo a tramitação da ação.

A sequência dos registros, no entanto, gerou críticas e questionamentos políticos, especialmente no Congresso, onde parlamentares apontaram preocupação com o fato de Dino ter aparecido inicialmente votando em um processo no qual é parte interessada antes de declarar impedimento.

Decisão de Moraes levanta questionamentos sobre interferência política no Maranhão

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de encaminhar à Procuradoria-Geral da República (PGR) a ação que pede o afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão, reacendeu o debate sobre os limites da atuação do Judiciário em disputas com forte componente político.

A medida foi tomada menos de 24 horas após a defesa do governador apresentar manifestação negando irregularidades e afirmando ter cumprido todas as determinações judiciais relacionadas ao caso. Para críticos da decisão, a rapidez do encaminhamento levanta dúvidas sobre a necessidade e o momento da medida, especialmente em um contexto de forte tensão política no estado.

O pedido de afastamento foi apresentado pelo PCdoB, ligado no Maranhão ao deputado federal Márcio Jerry, aliado do ministro Flávio Dino. Esse contexto político tem alimentado críticas de que o processo pode estar sendo usado como instrumento de pressão em meio à disputa de poder no estado.

Embora o envio à PGR faça parte do trâmite jurídico, analistas apontam que decisões envolvendo afastamento de governadores exigem extrema cautela, justamente para evitar que o Judiciário seja percebido como agente de interferência em embates políticos locais. Nesse cenário, cresce a cobrança por transparência, equilíbrio institucional e respeito ao devido processo legal.

Flávio Dino promove mudanças na equipe de segurança após repercussão de caso com veículo do TJ-MA

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, promoveu mudanças na equipe de segurança que o acompanha no Maranhão após a repercussão envolvendo o uso de uma Toyota SW4 vinculada ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

Segundo informações divulgadas pelo Blog do Luís Pablo, as alterações ocorreram logo após a divulgação de imagens do veículo em situação considerada não institucional.

De acordo com a apuração do site, dois integrantes da equipe foram substituídos. A avaliação no entorno do ministro é de que houve falhas na atuação dos seguranças, seja por não impedirem o registro das imagens ou pela suspeita de possível vazamento interno.

A mudança teria sido uma resposta direta ao desgaste causado pela exposição pública do caso, que ganhou repercussão nacional e gerou questionamentos sobre o uso de estrutura custeada pelo Judiciário maranhense.

STF impõe sigilo máximo em investigação sobre vazamento de dados fiscais de autoridades

O Supremo Tribunal Federal determinou que o processo que investiga o vazamento ilegal de dados fiscais de ministros da Corte e de outras autoridades passe a tramitar sob nível máximo de sigilo. A classificação nível 4 a mais restrita em uma escala que começa no nível,0 foi aplicada devido à presença de informações sensíveis envolvendo a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Com essa medida, o sistema público do tribunal deixa de exibir inclusive o nome do relator, embora o caso esteja sob responsabilidade do ministro Alexandre de Moraes.

A decisão tem gerado críticas de especialistas, principalmente em relação ao acesso da defesa às decisões judiciais. O advogado Eric Cwajgenbaum afirma que não teve acesso aos fundamentos das decisões contra seu cliente, o contador Washington Travassos de Azevedo, preso sob suspeita de envolvimento no caso.

Juristas também apontam questionamentos sobre a competência do STF para conduzir a investigação, já que há investigados sem foro privilegiado. A apuração teve início após ordem judicial para que a Receita Federal identificasse acessos indevidos a dados fiscais de cerca de cem pessoas, o que resultou em operações contra suspeitos, incluindo servidores e técnicos ligados a sistemas federais.

Decisão de Flávio Dino no STF provoca reação de procuradores 

A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a aposentadoria compulsória de magistrados passou a influenciar o debate no Congresso Nacional e provocou reação de integrantes do Ministério Público.

Ao analisar um caso envolvendo um juiz, Dino considerou inconstitucional a aplicação da aposentadoria compulsória como punição disciplinar e defendeu que faltas graves devem levar à perda do cargo. Mesmo sendo uma decisão específica, o entendimento acabou impulsionando discussões sobre mudanças na legislação que trata do tema.

A posição do ministro gerou críticas da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que questiona emendas incluídas no parecer da senadora Eliziane Gama no Senado Federal do Brasil. Segundo a entidade, algumas alterações podem permitir a perda do cargo sem decisão judicial definitiva, o que hoje é considerado uma garantia constitucional ligada à vitaliciedade de magistrados e membros do Ministério Público.

A análise da proposta na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal foi adiada após pedido de vista do senador Sergio Moro, enquanto representantes da associação articulam com parlamentares ajustes no texto para preservar a exigência de decisão final da Justiça antes de eventual demissão.