De traidor para traidor! Rubão, o garimpeiro, e seu filho “Emberbe” vão de “Fufuca Vira Folha”

O ex-secretário de Articulação Política do Maranhão, Rubens Pereira, anunciou nesta quinta-feira (23) apoio às candidaturas de André Fufuca (PP) e Hilton Gonçalo (Mobiliza) ao Senado Federal.

Em publicação nas redes sociais, Rubens afirmou que passou os últimos nove meses acompanhando a formação das chapas majoritárias no estado antes de definir sua posição. “Minha decisão para o Senado está tomada: meus votos são de André Fufuca e Hilton Gonçalo. Nomes com serviço prestado pelo MA”, declarou.

Apesar de ter deixado o grupo político do governador Carlos Brandão, Rubens Pereira não antecipou quem apoiará na disputa pelo Governo do Maranhão.

A indefinição chama atenção porque André Fufuca integra o grupo do pré-candidato Eduardo Braide (PSD), enquanto Hilton Gonçalo tem mantido maior proximidade com a chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB). Ao encerrar a publicação, Rubens afirmou que anunciará em breve sua escolha para o governo estadual.

Aproximação velada entre Braide e Lahesio levanta suspeitas de articulação política antecipada

Mesmo sem anúncio oficial de aliança, os movimentos recentes envolvendo o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), indicam uma aproximação política cada vez menos discreta.

Ainda que evitem assumir publicamente qualquer composição, o avanço se dá por meio de aliados, em uma estratégia que chama atenção pela forma indireta e calculada.

Nos últimos dias, Lahesio passou a receber apoios de figuras ligadas ao grupo de Braide, como o pastor Rodrigo Arrais, além dos pré-candidatos Ricardo Seidel e Pastor Frederic, todos vinculados ao PSD. A sequência de adesões levanta questionamentos sobre uma possível articulação antecipada visando as eleições, enquanto o discurso público ainda evita confirmar alianças.

Nos bastidores, cresce a percepção de que o cenário pode estar sendo preparado para oficializar Lahesio como segundo nome na chapa ao Senado, evidenciando uma movimentação política que, embora não assumida, já parece em curso.

Felipe Camarão admite possibilidade de disputar o Senado

Após a repercussão de uma declaração sobre a possibilidade de ajudar o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), a vencer a eleição para o Governo do Maranhão ainda no primeiro turno, o vice-governador Felipe Camarão (PT) fez um complemento à sua análise sobre os números da pesquisa divulgada pelo instituto Quaest na última quarta-feira (18).

Segundo Camarão, o cenário político ainda pode sofrer mudanças significativas nos próximos meses. Ele destacou que, enquanto o governador Carlos Brandão (sem partido) já sinalizou que permanecerá no cargo até o fim do mandato e, portanto, não disputará o Senado, ele próprio ainda avalia a possibilidade de entrar na corrida por uma vaga na Câmara Alta.

“Brandão já anunciou que fica até o fim do mandato e não pode ser candidato ao Senado. Por outro lado, eu posso ser candidato a senador… quem sabe?! Isso também altera esse resultado divulgado. Ou seja… TEM MUITO JOGO PELA FRENTE!”, afirmou.

Eduardo Braide joga para a plateia”, diz jornalista sobre choro do prefeito sobre emendas de vereadores

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide, criticou a aprovação do orçamento municipal pela Câmara Municipal de São Luís após seis meses de tramitação.

Segundo ele, as emendas incluídas pelos vereadores criam “amarras e dificuldades” para a execução dos trabalhos da Prefeitura, comprometendo a gestão administrativa da capital.

Em resposta, o jornalista Matia Marinho afirmou que o prefeito estaria “jogando para a plateia”. Para ele, apesar da demora na votação ter sido judicializada, a apresentação de emendas é atribuição legal do Legislativo e faz parte do processo orçamentário, não podendo ser tratada como irregularidade.

Crise no MP-MA leva à exoneração coletiva de promotores do Gaeco após divergência sobre Operação Tântalo II

O Ministério Público do Maranhão enfrenta uma grave crise institucional após o pedido de exoneração coletiva de dez promotores que integravam o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

A decisão foi liderada pelo coordenador do grupo, Luiz Muniz Rocha Filho, e teve como principal motivação a insatisfação com o posicionamento da cúpula da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que emitiu pareceres favoráveis à soltura de investigados na Operação Tântalo II, responsável por apurar um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos no município de Turilândia.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Gaeco, o esquema teria causado prejuízo estimado em cerca de R$ 56 milhões, envolvendo fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e a participação de membros da família do gestor municipal, vereadores e ex-servidores da prefeitura.

Os promotores defendiam a manutenção das prisões preventivas como medida essencial para preservar provas e garantir a continuidade das diligências iniciadas no fim de 2025. Em sentido oposto, a PGJ sustentou que, após a conclusão de etapas relevantes da apuração no início de janeiro, as prisões já não seriam indispensáveis, propondo a adoção de medidas cautelares alternativas. A divergência técnica acabou provocando o rompimento público entre os promotores de atuação direta no caso e a administração superior do Ministério Público.

MP apura suspeita de fraude em licitação em Fortuna

O MPMA – Ministério Público do Maranhão converteu um Procedimento Administrativo em Inquérito Civil para aprofundar a apuração de supostos indícios de direcionamento e outras irregularidades na Tomada de Preços nº 006/2021, realizada pela Prefeitura de Fortuna/MA.

A licitação, estimada em R$ 1,42 milhão, teve como vencedora a empresa KAL Construções e Projetos EIRELI–EPP. De acordo com o MP, há indícios de violação aos princípios da administração pública, como legalidade, impessoalidade e competitividade, além da possibilidade de configuração de ato de improbidade administrativa e ilícito penal.

Entre os problemas já identificados estão a ausência de assinatura no edital e a existência de cláusulas restritivas à concorrência. O procedimento estava suspenso devido à reiterada recusa do município em fornecer documentos essenciais, mesmo após determinação judicial.

Com a instauração do inquérito, o MPMA determinou a requisição formal de toda a documentação do certame ao prefeito e à Procuradoria do Município, além de outras diligências investigativas, visando apurar eventual dano ao erário e avaliar a adoção de medidas judiciais ou extrajudiciais, incluindo possível Ação Civil Pública.

MP recomenda que presidente da Câmara de Dom Pedro não renuncie ao cargo 

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) emitiu recomendação formal ao presidente da Câmara Municipal de Dom Pedro, Elissandro Pinheiro Mota, para que se abstenha de apresentar renúncia imotivada ao cargo.

Segundo o órgão, a prática pode caracterizar acordo irregular para alternância de mandato, uma vez que não há previsão legal que autorize esse tipo de arranjo político dentro da atual legislação municipal.

De acordo com o MPMA, a Lei Orgânica do Município estabelece mandato de dois anos para o presidente da Câmara, e qualquer renúncia sem justificativa plausível pode configurar violação ao princípio da continuidade do serviço público e, inclusive, ato de improbidade administrativa.

A recomendação busca impedir que eventuais manobras internas resultem em alternância artificial no comando do Legislativo, prática considerada ilegal e prejudicial à transparência institucional.

Econométrica confirma liderança de Orleans Brandão em nova pesquisa para o Governo do Maranhão

Depois do INOP, foi a vez da Econométrica divulgar, nesta terça-feira (18), um novo levantamento sobre a disputa pelo Palácio dos Leões, novamente apontando liderança do secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão, Orleans Brandão (MDB).

Segundo os números, Orleans aparece com 33% das intenções de voto, seguido de perto pelo prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), que marca 29,2%. Na sequência, surgem o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (Novo), com 18,2%, e o vice-governador Felipe Camarão (PT), com 7,3%. Os votos nulos somam 4,4%, enquanto 7,7% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

Em um cenário sem Eduardo Braide, que ainda não confirmou participação nas eleições de 2026, Orleans amplia a vantagem e chega a 38,3%. Lahésio aparece com 25,3% e Felipe Camarão com 14%, além de 9,5% de votos nulos e 12,8% de indecisos. Já no índice de rejeição percentual de eleitores que não votariam de jeito nenhum Lahésio lidera com 23,6%, seguido por Camarão (22,6%), Orleans (18,2%) e Braide, que registra a menor rejeição, com apenas 9,4%.

A pesquisa, contratada pelo Portal Imirante, ouviu 1.283 eleitores entre os dias 13 e 16 de novembro e possui margem de erro de 2,7 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.