PF faz buscas na casa de Bolsonaro em Brasília

A Polícia Federal realizou buscas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, no Jardim Botânico, em Brasília, em uma ação autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo a defesa do ex-presidente, o mandado previa a busca e apreensão de armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas nenhum desses itens foi encontrado durante a operação. De acordo com interlocutores da PF, a diligência foi rápida e durou menos de uma hora.

A defesa informou ainda que uma das armas registradas em nome de Bolsonaro está no Rio Grande do Sul e que essa informação já foi comunicada ao Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal confirmou a realização da operação, mas não divulgou detalhes sobre os resultados da busca.

Bolsonaro cumpre atualmente pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março deste ano. A medida foi concedida por Alexandre de Moraes para permitir a recuperação do ex-presidente de um quadro de broncopneumonia e posteriormente prorrogada.

Márcio Jardim vê estagnação de Braide e crescimento de Orleans Brandão em nova pesquisa

O dirigente petista Márcio Jardim analisou os resultados da mais recente pesquisa Real Time Big Data para o Governo do Maranhão e afirmou que o cenário eleitoral indica uma estagnação do pré-candidato Eduardo Braide, ao mesmo tempo em que aponta crescimento contínuo de Orleans Brandão.

Segundo Jardim, Braide “estacionou faz tempo”, embora demonstre “resiliência” ao manter sua base de eleitores, enquanto Orleans apresenta uma “curva sempre ascendente” nas intenções de voto.

Na avaliação do petista, as próximas pesquisas serão decisivas para medir o impacto da entrada de Edivaldo Holanda Júnior como candidato a vice na chapa de Orleans Brandão.

Jardim também comentou o desempenho do vice-governador Felipe Camarão, afirmando que o petista mantém potencial para alcançar dois dígitos nas intenções de voto. No entanto, ponderou que, sem uma campanha mais intensa, Camarão poderá perder espaço entre os eleitores alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, tendem a migrar para a candidatura de Orleans.

Flávio Bolsonaro rebate Lula e nega defender tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) respondeu nesta quinta-feira (2) às críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a possível aplicação de uma tarifa adicional de 25% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que Lula é “o único que quer o tarifaço” e negou defender a medida.

A manifestação ocorre após Flávio encaminhar um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) solicitando que uma eventual cobrança seja adiada por 180 dias, para depois das eleições presidenciais de 2026.

Mais cedo, Lula atribuiu à família Bolsonaro a responsabilidade pelas articulações relacionadas à possível taxação e classificou o pedido enviado pelo senador ao governo norte-americano como uma atitude de “traidores da pátria”.

Flávio, por sua vez, afirmou que o governo brasileiro não negociou com os Estados Unidos e disse que voltará ao país na próxima semana para reforçar o pedido de adiamento das tarifas. Enquanto isso, o governo federal segue contestando a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos e sustenta que não há justificativa para a imposição de novas taxas sobre produtos brasileiros.

Lula chama família Bolsonaro de “traidora da pátria” após documento enviado aos EUA sobre tarifas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta quinta-feira (2), o documento encaminhado pelo senador Flávio Bolsonaro ao governo dos Estados Unidos sobre a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.

Em publicação nas redes sociais, Lula afirmou que a família Bolsonaro adota uma postura de “entreguismo” e classificou seus integrantes como “traidores da pátria”, ao reagir à proposta de adiamento da medida durante um período de negociação entre os dois países.

A manifestação ocorre após Flávio Bolsonaro enviar um documento de 86 páginas ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), defendendo a suspensão temporária das tarifas e argumentando que a medida fortalece politicamente o governo Lula ao estimular o discurso de defesa da soberania nacional.

Na publicação, o presidente também reafirmou a importância do Mercosul e do Pix, defendeu a soberania brasileira nas negociações internacionais e declarou que “a Pátria não está à venda” e que o Brasil continuará dialogando com outras nações “de igual para igual”.

Lula e Brandão voltam a discutir cenário de 2026 e reacendem debate sobre palanque duplo no MA

O recente encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), articulado pelo senador Weverton Rocha (PDT), voltou a movimentar os bastidores da política maranhense.

Além da pauta administrativa, voltada às obras federais no estado, a sucessão estadual de 2026 também entrou em discussão, reacendendo a possibilidade de o presidente contar com um palanque duplo no Maranhão durante a campanha eleitoral.

O cenário envolve a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) ao Palácio dos Leões e, de outro lado, a pré-candidatura de Orleans Brandão (MDB), nome apoiado pelo grupo do governador Carlos Brandão.

Nos bastidores, lideranças petistas defendem a manutenção de um palanque duplo para Lula no estado, avaliando que a estratégia pode ampliar o apoio à reeleição do presidente sem comprometer as alianças construídas entre PT e MDB no Maranhão.

Ex-ministro de Lula sabia que não seria escolhido candidato, mesmo assim seguiu comendo no prato

❓Alguém tem dúvida de que o Fufuca já sabia que não seria o candidato ao Senado pelo grupo do Brandão? Mesmo assim continuou mordendo as tetas, como sempre fez no seu modo fisiologista e pragmático: não importa ideologia, palavra… o que importa é o uso do poder, independente do inquilino dos palácios.

🎤 Alguém discorda?

Governo anuncia bloqueio de recursos de bets ilegais para reforçar segurança pública

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (19) uma nova medida para combater a atuação de casas de apostas ilegais no Brasil. A iniciativa prevê o bloqueio preventivo de recursos financeiros ligados a empresas que operam de forma irregular e, após o devido processo legal, a destinação desses valores ao Fundo Nacional de Segurança Pública.

O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, um dia após uma operação que investigou um esquema bilionário envolvendo bets ilegais em três estados.

Segundo o Ministério da Fazenda, informações da Secretaria de Prêmios e Apostas e da Receita Federal serão utilizadas para identificar operações suspeitas. Quando houver indícios de irregularidades, os bancos serão acionados para congelar os recursos das empresas investigadas.

A medida foi anunciada após a Operação Conto da Sorte, que apura crimes como lavagem de dinheiro, exploração irregular de apostas e associação criminosa. De acordo com os investigadores, o esquema pode ter movimentado bilhões de reais por meio de empresas que continuaram atuando sem autorização federal.

Lula afirma que nunca foi esquerdista durante conversa na cúpula do G7

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que nunca se considerou esquerdista durante uma conversa informal com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, à margem da cúpula do G7.

O diálogo foi captado pela transmissão oficial do evento e repercutiu nas redes sociais. Ao comentar sua trajetória política, Lula destacou que sua atuação teve origem no movimento sindical e lembrou a relação que manteve com organizações sindicais da Alemanha, Itália e Espanha antes de chegar à Presidência da República.

Durante a conversa, o presidente também explicou aspectos do sistema eleitoral brasileiro e defendeu a segurança das urnas eletrônicas. Mais tarde, respondeu a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou o Brasil como um país “politicamente difícil” após uma conversa com Lula.

Em entrevista, o petista afirmou que Trump deveria conhecer melhor o modelo eleitoral brasileiro e voltou a elogiar as urnas eletrônicas, dizendo que pretende mostrar ao norte-americano como o sistema funciona em um futuro encontro.