Urgente! Ministra do STF acaba de ser presa

A ex-ministra da Suprema Corte do Chile, Ángela Vivanco (foto), foi presa na noite do domingo, 25, em sua casa no bairro de Las Condes, em Santiago, por acusação de suborno, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

Ela é investigada por sua suposta ligação com o advogado Luis Hermosilla, antigo aliado do ex-presidente Sebástian Piñera, no “âmbito do caso “Boneca Bielorussa”.

Após a prisão, Ángela foi transferida para o Centro de Justiça de Santiago, onde será formalmente acusada.

A detenção de uma ex-ministra da Suprema Corte é um fato sem precedentes na história do Chile.

Destituição

Ángela já havia sido afastada do cargo em outubro do ano passado.

Em 7 de novembro, seu marido Gonzalo Migueles, e os advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos também foram formalmente acusados.

Os dois se encontram em prisão preventiva em um centro de detenção para crimes de “colarinho branco”.

Durante a operação, a polícia apreendeu quase US$ 14 milhões em dinheiro vivo, além de outros US$ 7 mil, armazenados em cofres e caixas de papelão, principalmente nos escritórios dos advogados Vargas e Lagos.

Caso “Boneca Bielorrusa”

No âmbito da “Boneca Bielorrussa “, Ángela é acusada de ter recebido subornos da empresa Belaz Movitec SpA, formada pela chilena Movitec e pela bielorrussa Belaz.

O grupo era representado pelos advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos.

Segundo a investigação, cerca de US$ 57 milhões teriam sido pagos à então magistrada por meio do seu sócio, Gonzalo Migueles, para que ela decidisse à favor em um conflito judicial com a estatal Codelco.

Câmara aprova ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil

A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (1º), o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil.

A proposta, relatada pelo presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), recebeu 493 votos favoráveis e agora segue para análise do Senado Federal antes de ser encaminhada para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Atualmente, apenas trabalhadores que ganham até R$ 3.036 são isentos, mas com a mudança, mais de 26,6 milhões de brasileiros — cerca de 65% dos declarantes — ficarão livres do imposto.

Para compensar o impacto fiscal estimado em R$ 25,8 bilhões em 2026, o projeto prevê a tributação de lucros e dividendos, hoje isentos, com alíquotas progressivas de até 10% para rendimentos superiores a R$ 600 mil anuais.

Segundo a Receita Federal, mais de 5,5 milhões de contribuintes com salários entre R$ 5 mil e R$ 7.350 também terão redução no valor pago.

Parte da arrecadação será destinada automaticamente a estados e municípios por meio dos Fundos de Participação, e o texto ainda prevê que uma eventual sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 será usada para reduzir a alíquota da nova Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), criada pela Reforma Tributária.

“Careca do INSS” tinha depoimento marcado para segunda, mas STF desobriga presença na CPMI

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, seguirá como figura central das apurações da CPMI do INSS, mas não será obrigado a comparecer ao colegiado nesta segunda-feira (15), às 16h, como estava previsto.

Preso na sexta-feira (12) pela Polícia Federal durante a Operação Cambota, Antunes é apontado como peça-chave no esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a defender que o STF autorizasse a ida do investigado, afirmando que ele deveria revelar como conseguiu “roubar a Previdência brasileira” e citar servidores e políticos supostamente envolvidos.

A decisão de liberar Antunes do depoimento partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que também desobrigou o empresário Maurício Camisotti, igualmente preso na mesma operação, de comparecer à comissão.

A convocação do “Careca do INSS” foi uma das mais insistentes dos parlamentares: 14 requerimentos pediam sua presença, incluindo os do presidente da CPMI e do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), Antunes ocupa o “epicentro operacional” da fraude.

Relatórios de inteligência financeira indicam movimentações “colossais e incompatíveis com atividades lícitas”, reforçando a suspeita de que o lobista foi responsável por estruturar a engrenagem financeira de uma das maiores fraudes já registradas contra a seguridade social no país.

Maioria desaprova governo Lula, aponta Paraná Pesquisas

Uma pesquisa nacional divulgada nesta segunda-feira (25) pela Paraná Pesquisas mostra que 53,6% dos brasileiros desaprovam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 42,9% aprovam a gestão. Outros 3,5% não souberam responder.

O levantamento, realizado entre os dias 17 e 21 de agosto com 2.020 entrevistados em todo o país, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Entre os que aprovam, 11,7% avaliam a gestão como ótima e 17,9% como boa; já entre os críticos, 9,3% classificam o governo como ruim e 35,3% como péssimo. Para 24,6%, a administração é regular.

A pesquisa revela forte diferença regional: no Nordeste, Lula mantém sua principal base de apoio, com 54,4% de aprovação, enquanto no Sul e Sudeste a desaprovação chega a 57,2%. No Norte e Centro-Oeste, 41,8% aprovam o governo.

No Palácio do Planalto, a expectativa é de que os índices possam melhorar com a queda da inflação, o desempenho positivo do mercado de trabalho e a campanha do governo sobre a defesa da soberania nacional diante das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos. A Secretaria de Comunicação Social tem intensificado ações em redes sociais e na mídia tradicional, mas avalia que os efeitos ainda são limitados.

Prisão domiciliar a Bolsonaro provoca reação intensa no Congresso

A nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), causou forte repercussão no Congresso Nacional.

Enquanto parlamentares da oposição classificaram a medida como “abuso de poder” e “perseguição política”, aliados do Governo Lula comemoraram a decisão e defenderam a atuação do STF como uma resposta aos ataques à democracia.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou que a decisão é uma “cortina de fumaça” para encobrir denúncias contra o próprio ministro Moraes.

Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) denunciou um suposto ativismo judicial, dizendo que “juízes se comportam como perseguidores de adversários políticos”.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou o motivo da medida, chamando a decisão de “várzea”.

Em contrapartida, parlamentares como Guilherme Boulos (PSOL-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Rogério Carvalho (PT-SE) celebraram a ordem judicial, afirmando que Bolsonaro está sendo responsabilizado por atentados contra a democracia e que “não há anistia para golpistas”.

Brandão nomeia Celso Dias como novo secretário de Esporte e Lazer do Maranhão

O governador Carlos Brandão nomeou Celso Dias, conhecido como Celsinho, como novo titular da Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEDEL) do Maranhão.

A indicação foi feita pelo deputado federal Aluisio Mendes, presidente estadual do Republicanos, que recentemente oficializou apoio à base governista.

A mudança marca o fortalecimento da aliança entre Brandão e o Republicanos e representa a substituição de Naldir Lopes, indicado anteriormente por Fábio Macedo (Podemos).

Com trajetória ligada ao municipalismo e experiência na Câmara dos Deputados e na CODEVASF, Celso afirmou que pretende fortalecer o esporte como ferramenta de inclusão social, além de estreitar parcerias com prefeitos maranhenses.

Entre suas prioridades à frente da SEDEL estão a modernização da infraestrutura esportiva, a ampliação de projetos no interior do estado e o incentivo ao esporte de base. Para Aluisio Mendes, a escolha representa o compromisso do Republicanos com a gestão e com o desenvolvimento do setor esportivo no Maranhão.

Orleans Brandão evita se declarar oficialmente na disputa pelo governo do MA

O secretário de Assuntos Municipalistas do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), vem intensificando sua movimentação política e se consolidando como nome em ascensão na corrida pelo governo estadual.

Braço direito do governador Carlos Brandão (PSB), de quem é afilhado político, Orleans atua fortemente na articulação com prefeitos e lideranças municipais, o que amplia sua base e visibilidade nos bastidores.

Apesar da movimentação ostensiva, o secretário adota um discurso cauteloso. Em recente declaração, afirmou que “o foco é o trabalho” e evitou mencionar qualquer pré-candidatura, reforçando que seu principal interesse, por ora, é a avaliação positiva da gestão Carlos Brandão, que supera 60% em pesquisas internas.

A postura reflete uma estratégia clara: manter-se em evidência sem desafinar em relação ao projeto do atual governador, ao qual sua eventual candidatura está diretamente vinculada.

Câmara vota urgência de projeto que pode barrar novo decreto do IOF

A Câmara dos Deputados vota nesta segunda-feira (17) o pedido de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que busca sustar os efeitos do novo decreto do governo federal sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com líderes partidários. Para que a urgência seja aprovada, são necessários ao menos 257 votos favoráveis. Caso isso ocorra, o texto poderá ser levado diretamente ao plenário, sem passar pelas comissões, acelerando sua tramitação — embora o mérito não será analisado ainda hoje.

A proposta surge em meio à resistência de parlamentares ao novo decreto, que aumentou alíquotas do IOF como parte da estratégia do governo para equilibrar as contas públicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no domingo (16), no Palácio da Alvorada, com líderes políticos e ministros para tentar um acordo que preserve parte da arrecadação.

Após críticas, o governo já havia recuado em pontos do decreto e editado uma Medida Provisória com validade de 120 dias, com novas medidas de arrecadação. Ainda assim, a pressão do Centrão e da oposição permanece forte, em um cenário de tensão entre a agenda fiscal do governo e a resistência ao aumento de impostos no Congresso.

A Federação União Progressista declara voto contra MP de Haddad

A Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou nesta quarta-feira (11) que vai votar contra a Medida Provisória do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que propõe aumento de arrecadação.

O posicionamento, que já havia sido antecipado pelo deputado Pedro Lucas Fernandes, foi confirmado pelos presidentes das siglas, Antonio Rueda e Ciro Nogueira, em coletiva na Câmara. Com 109 deputados e 14 senadores, a federação “fechou questão”, ou seja, todos os parlamentares votarão de forma unificada contra a proposta.

Durante o anúncio, Rueda afirmou que o governo Lula caminha para um “desequilíbrio fiscal sem saída” e defendeu cortes de gastos como condição para qualquer medida. Já Ciro Nogueira disse que a decisão não é contra o governo, mas “a favor da sociedade brasileira”. Apesar de ocuparem quatro ministérios, incluindo o do Esporte, a federação adota uma postura crítica em relação à condução econômica do Executivo.

Lula defende maioria progressista no Senado para proteger o STF nas eleições de 2026

Durante o 16º Congresso Nacional do PSB, realizado neste domingo (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de eleger uma maioria progressista no Senado nas eleições de 2026.

Segundo ele, essa articulação é essencial para conter o avanço da extrema direita e garantir a estabilidade institucional, especialmente diante das ameaças de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes. Lula alertou para os planos de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que visam formar uma “superbancada” no Senado para confrontar a Corte.

Lula também defendeu que, em alguns estados, partidos aliados priorizem a eleição de senadores e deputados federais, mesmo que isso signifique abrir mão de disputas ao governo estadual. Para o presidente, a formação de uma base parlamentar sólida é fundamental para assegurar a governabilidade e a defesa da democracia.

Ele ainda convocou a militância progressista a ocupar as redes sociais com mais intensidade, transformando apoiadores em influenciadores digitais para enfrentar a desinformação e fortalecer os partidos de esquerda.