Contratempos políticos freiam ritmo da pré-candidatura de Lahesio Bonfim ao Governo

A pré-candidatura de Lahesio Bonfim (Novo) ao Governo do Maranhão enfrenta um momento de desaceleração após uma sequência de reveses políticos. Há pouco mais de um mês, ele chegou a anunciar que o ex-senador Roberto Rocha se filiaria ao Partido Novo para compor uma dobradinha eleitoral.

No entanto, Rocha optou por retornar ao Partido da Social Democracia Brasileira, frustrando a articulação. No cenário nacional, a movimentação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em direção a uma eventual disputa presidencial também provocou reação do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que acabou dificultando aproximações de Bonfim com setores do bolsonarismo.

Na tentativa de ampliar sua base, Lahesio buscou atrair o eleitorado conservador ao oferecer à vereadora de São Luís Flávia Berthier (PL) a possibilidade de disputar o Senado em sua chapa, movimento que não prosperou politicamente.

Nas pesquisas que incluem o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), como candidato, Bonfim aparece em terceiro lugar; já em cenários sem Braide, polarizando com Orleans Brandão (MDB), ocupa a segunda posição. O quadro indica um período de ajuste estratégico na pré-campanha, que segue formalmente respaldada pelo Novo, mas ainda em busca de consolidação de alianças.

Juscelino Filho descarta Lahesio e mantém indefinição para 2026

O deputado federal Juscelino Filho (União Brasil) afirmou, nesta quarta-feira (28), em entrevista à TV Mirante, que ainda não definiu seu posicionamento para as eleições de 2026. Até o momento, segundo ele, a única decisão tomada é a de não apoiar o representante da direita no Maranhão, Lahesio Bonfim (Novo).

O parlamentar acrescentou que pretende conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes de anunciar qual caminho seguirá no cenário político estadual.

A declaração reacendeu debates nos bastidores, especialmente entre integrantes do grupo político ligado ao ministro do STF Flávio Dino, que defendem que Lula já teria optado pela pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT) à sucessão do governador Carlos Brandão.

Caso essa definição já estivesse consolidada, avaliam aliados, seria natural que uma liderança como Juscelino Filho, ex-ministro do governo federal, já tivesse conhecimento da decisão, o que mantém o cenário de 2026 ainda em aberto no Maranhão.

Ação penal contra Lahesio Bonfim passa a tramitar sob segredo de justiça após três anos de andamento público

A reportagem do portal Direito e Ordem revelou que a ação penal movida pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) contra o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Rodrigues Bonfim, passou a tramitar sob segredo de justiça após mais de três anos de andamento público. O processo, iniciado em março de 2022, investiga supostos crimes de associação criminosa, fraude em licitação e armazenamento irregular de substâncias tóxicas. A denúncia foi assinada pelo ex-procurador-geral de Justiça Eduardo Jorge Hiluy Nicolau.

De acordo com o MP, a movimentação financeira global dos investigados teria alcançado R$ 44 milhões, com operações fracionadas destinadas a mascarar o desvio de recursos públicos. A investigação começou após uma denúncia anônima que apontava irregularidades no Pregão Presencial nº 26/2018, realizado para fornecimento de combustíveis à prefeitura. A empresa vencedora, Auto Posto Fortaleza Ltda, estaria ligada ao próprio Lahesio, que, segundo as investigações, seria proprietário oculto de um posto de combustíveis utilizado para abastecer veículos da administração municipal.

O Ministério Público detalha que o estabelecimento, embora vencedor da licitação, encontrava-se desativado durante todo o ano de 2018, reabrindo apenas em 2019, após reforma estrutural. A acusação sustenta que o posto teria sido usado para justificar notas fiscais e movimentações fictícias de combustível, com o objetivo de desviar verbas públicas. Além de Lahesio, outros nomes figuram como réus no processo, sendo todos denunciados por atuarem de forma organizada para fraudar o caráter competitivo da licitação.

O juiz Douglas Lima da Guia, titular da 4ª Vara de Balsas, decidiu que, mesmo após Lahesio deixar o cargo de prefeito, o Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) permanece competente para julgar o caso, uma vez que os crimes teriam sido cometidos durante o exercício do mandato e em razão das funções públicas desempenhadas. O entendimento segue a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), segundo a qual a prerrogativa de foro subsiste mesmo após o fim do mandato, desde que os fatos tenham relação direta com o cargo exercido.

Atualmente, o processo está sob a relatoria do desembargador Sebastião Joaquim Lima Bonfim e encontra-se inacessível ao público devido à decretação do segredo de justiça. A decisão, segundo o Direito e Ordem, marca uma nova fase da ação penal, que pode ter reflexos diretos na elegibilidade política de Lahesio Rodrigues Bonfim — nome cotado para disputar novamente eleições no Maranhão. O site também criticou o uso indevido de suas informações por veículos que reproduzem o conteúdo sem citar a fonte, reforçando seu compromisso com a transparência e o jornalismo investigativo.

Pesquisa Econométrica aponta empate técnico entre Braide e Orleans Brandão

Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Econométrica, contratada pelo Imirante, revelou um cenário de empate técnico entre o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), e o secretário estadual de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), na corrida pelo governo do Maranhão em 2026.

O levantamento ouviu 1.305 eleitores entre os dias 11 e 15 de agosto. No cenário com quatro pré-candidatos, Braide aparece com 31,3%, seguido de Orleans com 29,6%, Lahesio Bonfim (NOVO) com 19,2% e o vice-governador Felipe Camarão (PT) com 10,7%.

Quando a disputa é reduzida a três nomes, Braide chega a 33,9%, Orleans fica com 32,5% e Lahesio com 20,6%. Em relação à expectativa de vitória, 35,1% acreditam que Braide será o próximo governador, enquanto 32,3% apostam em Orleans, 10,3% em Lahesio e 6% em Camarão.

A maior taxa de rejeição é a do vice-governador (24,4%), seguido de Lahesio (23%), Orleans (22,4%) e Braide (8,4%). A pesquisa ouviu eleitores de seis regiões do estado, tem margem de erro de 2,7 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%.

Lahesio admite abrir mão de candidatura ao governo do MA 

O pré-candidato do Novo ao Governo do Maranhão, Lahesio Bonfim, afirmou nesta terça-feira (22), durante entrevista ao programa Maranhão sem Filtro, que está disposto a abdicar de sua candidatura caso surja um projeto viável da direita que seja acolhido pela população.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, embora tenha reafirmado que acredita ter o melhor projeto para o estado, disse estar pronto para deixar o ego de lado em prol de uma mudança no comando do Executivo estadual.

“Eu sei que eu sou o melhor para esse estado. […] Mas se porventura tiver um projeto que o povo acate, abrace e que não seja vindo da esquerda, eu estou pronto para abraçar também”, declarou Lahesio, sinalizando abertura para composição com outras lideranças.

A fala marca uma mudança de postura em relação às últimas semanas, quando chegou a sugerir que o prefeito Eduardo Braide (PSD), atual líder nas pesquisas, ficasse em São Luís e lhe indicasse um vice.

Lahesio Bonfim se isola em meio a ataques e recados de rejeição dentro da própria direita

Na tentativa de se consolidar como o nome da direita ao Governo do Maranhão, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), tem acumulado reveses que colocam em xeque sua estratégia belicista. Recentemente, gestos de aproximação ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), resultaram em um silêncio ensurdecedor.

O movimento foi interpretado por analistas políticos como um indicativo de que não há espaço para aliança entre os dois. Tentativas de diálogo com o grupo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) também não surtiram efeito: a resposta, ainda que indireta, foi clara — o apoio do PL está fora de cogitação.

A situação se agravou com os ataques públicos da deputada estadual Mical Damasceno (PSD), uma das vozes mais influentes entre os evangélicos da Assembleia de Deus, que declarou que Lahesio “diz muita besteira” e parece ter “um parafuso frouxo”.

O embate pode representar um corte importante em uma das bases que mais o apoiaram em 2022. Diante dos sinais de isolamento político, o pré-candidato do Novo enfrenta um cenário delicado, que exige revisão urgente de sua tática, sob o risco de enterrar precocemente sua nova investida rumo ao Palácio dos Leões.

Lahesio Bonfim volta a provocar Braide e pode ter encerrado chances de aliança com o PSD

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), voltou a protagonizar declarações polêmicas que podem ter enterrado de vez qualquer possibilidade de entendimento político com o PSD do prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

Em entrevista recente, Lahesio afirmou que Braide “não é de direita”, o que, segundo ele, o desqualificaria para ser candidato ao governo do Maranhão com apoio desse espectro político.

A fala é mais uma de uma série de provocações de Lahesio ao prefeito da capital, que têm sido solenemente ignoradas. Antes, Bonfim já havia sugerido, em tom de deboche, que Braide “lhe desse” a primeira-dama como vice, e também tentou incluir o prefeito em uma lista de supostos apoiadores, sem qualquer confirmação.

A nova declaração, insinuando que Braide tenta atrair votos da direita de forma desonesta, pode ter sido mais um “tiro no pé”, já que, diante da postura do ex-prefeito, é pouco provável que o atual gestor da capital se disponha a dialogar sobre alianças futuras, especialmente com foco na sucessão estadual.

Lahesio Bonfim compara Mical Damasceno a nota de três reais 

Não parece ser um bom momento para convidar Lahesio Bonfim, ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e segundo colocado na disputa pelo Governo do Maranhão em 2022 pelo partido Novo, e a deputada estadual Mical Damasceno, do PSD, para uma mesma mesa.

A tensão entre os dois se intensificou após Mical ter feito campanha em São Pedro dos Crentes para Pedro Coutinho, adversário do grupo de Lahesio e apoiado pelo governador Carlos Brandão. Lahesio não escondeu sua insatisfação e comparou Mical a uma nota de três reais, questionando sua fidelidade ideológica.

Lahesio Bonfim não comenta ato pró-Bolsonaro na Avenida Paulista

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim, figura proeminente no cenário político maranhense e conhecido por seu alinhamento com o presidente Jair Bolsonaro (PL), surpreendeu ao não fazer qualquer menção ao ato de apoio ao ex-presidente ocorrido na Avenida Paulista no último domingo, 25.

Apesar de ser considerado uma das principais lideranças bolsonaristas no estado, Bonfim optou por não comentar o evento em suas redes sociais até a manhã desta segunda-feira, 26. Essa postura vem gerando questionamentos, especialmente entre seus seguidores e aliados políticos.

Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que o ex-prefeito ignora um ato pró-Bolsonaro. No ano de 2022, Lahesio foi alvo de críticas e cobranças por parte de aliados do presidente no Maranhão devido à sua ausência em eventos da direita durante o segundo turno daquela eleição.

Lahésio Bonfim pode ter que devolver R$ 808 Mil ao Fundo Eleitoral

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes e ex-candidato ao governo do Maranhão pelo partido NOVO, Lahésio Bonfim, encontra-se diante de um cenário desafiador, podendo ser obrigado a devolver a quantia de R$ 808 mil ao Fundo Eleitoral.

O imbróglio se estabeleceu após o procurador regional eleitoral no Maranhão, Hilton Melo, emitir parecer desfavorável à aprovação das contas de campanha referentes às eleições de 2022, quando Bonfim concorreu ao cargo de governador.

No parecer apresentado em setembro deste ano, Melo apontou uma série de irregularidades na prestação de contas do ex-prefeito. Entre as falhas identificadas, destaca-se o recebimento de R$ 1 mil em recursos provenientes de fonte vedada, além da omissão de receitas e gastos eleitorais no valor de R$ 11.750,00.

As controvérsias se intensificam com as irregularidades relacionadas aos gastos realizados com recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC). Dentre essas despesas, destacam-se impulsionamento de conteúdos (R$ 25,01), programas de rádio, TV ou vídeo (R$ 6.540,00), locação de imóvel (R$ 9.000,00), slogans/jingles (R$ 400.000,00), publicidade material impresso (R$ 389.509,00) e serviços contábeis (R$ 3.000,00).

O procurador Hilton Melo ressaltou que os gastos não comprovados, especialmente relacionados aos recursos do FEFC, equivalem a 73,89% do montante das despesas declaradas. Essa disparidade, segundo Melo, viola os princípios da proporcionalidade e razoabilidade, sendo fundamentos para a desaprovação das contas.

“A Procuradoria Regional Eleitoral opina pela desaprovação das contas, com o recolhimento ao Tesouro Nacional dos valores de R$ 808.049,00 (por ausência de comprovação de despesas realizadas com recursos do FEFC) e R$ 25,01 (por sobra de campanha de gastos com impulsionamento de conteúdos), além de R$ 1.000,00 (utilização de recursos oriundos de fontes vedadas)”, afirmou Hilton Melo, enfatizando a necessidade de resolução transparente e legal das irregularidades apontadas. O ex-prefeito Lahésio Bonfim ainda não se pronunciou sobre as acusações. O processo está em tramitação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Maranhão.