
A pré-candidatura de Lahesio Bonfim (Novo) ao Governo do Maranhão enfrenta um momento de desaceleração após uma sequência de reveses políticos. Há pouco mais de um mês, ele chegou a anunciar que o ex-senador Roberto Rocha se filiaria ao Partido Novo para compor uma dobradinha eleitoral.
No entanto, Rocha optou por retornar ao Partido da Social Democracia Brasileira, frustrando a articulação. No cenário nacional, a movimentação do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), em direção a uma eventual disputa presidencial também provocou reação do grupo ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que acabou dificultando aproximações de Bonfim com setores do bolsonarismo.
Na tentativa de ampliar sua base, Lahesio buscou atrair o eleitorado conservador ao oferecer à vereadora de São Luís Flávia Berthier (PL) a possibilidade de disputar o Senado em sua chapa, movimento que não prosperou politicamente.
Nas pesquisas que incluem o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), como candidato, Bonfim aparece em terceiro lugar; já em cenários sem Braide, polarizando com Orleans Brandão (MDB), ocupa a segunda posição. O quadro indica um período de ajuste estratégico na pré-campanha, que segue formalmente respaldada pelo Novo, mas ainda em busca de consolidação de alianças.







