Mesmo condenado, Josimar reorganiza grupo para eleições de outubro

Mesmo após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho demonstra força política ao manter o controle do PL no Maranhão e promover uma reorganização estratégica do grupo para as eleições de outubro.

Impedido de disputar a reeleição por estar inelegível, Josimar aposta na deputada estadual Fabiana Vilar para representá-lo na corrida eleitoral, enquanto a deputada federal Detinha deve disputar vaga na Assembleia Legislativa, abrindo espaço para o vereador Aldir Jr. buscar uma cadeira na Câmara Federal.

Nos bastidores, a avaliação é de que Josimar preserva influência no cenário político maranhense, sustentado por aliados no Congresso, na Assembleia Legislativa e em bases municipais pelo estado.

Mesmo sob o impacto da condenação, o líder do PL trabalha para manter seu grupo fortalecido nas disputas proporcionais, com foco na eleição de uma bancada robusta e na preservação de seu capital político. Fora da disputa direta em 2026, Josimar segue como peça relevante no tabuleiro eleitoral do Maranhão.

Condenação de Josimar e Pastor Gil deve levar suplentes do PL à Câmara

A condenação dos deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida na terça-feira (17), deve provocar mudanças na bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados do Brasil.

Com a decisão que determinou a inelegibilidade e a suspensão dos direitos políticos, os parlamentares deverão perder os mandatos após o trânsito em julgado da sentença.

Com a saída dos dois deputados, devem assumir as vagas de forma definitiva os primeiros suplentes da sigla, Silvio Antonio e Paulo Marinho Júnior, que passam a integrar a bancada maranhense na Câmara dos Deputados.

No dia que STF forma maioria para prisão e perda de mandato, Josimar posta vídeo de pastor insinuando que é “escolhido”

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (17) pela condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) em um processo que investiga um esquema de cobrança de propina relacionado à liberação de emendas parlamentares.

A Procuradoria-Geral da República acusa os parlamentares de terem solicitado cerca de R$ 1,6 milhão em vantagens indevidas para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões em recursos destinados a municípios, principalmente para a área da saúde.

No mesmo dia em que o tribunal alcançou maioria para condenação, que pode resultar em prisão e perda de mandato, Josimar publicou nas redes sociais um vídeo de um pastor afirmando que ele seria um “escolhido”, em tom religioso.

A postagem foi divulgada justamente durante o avanço do julgamento no STF, que analisa a responsabilidade dos parlamentares no suposto esquema de corrupção envolvendo emendas federais.

Josimar pode entregar 50 mil votos para salvar Márcio Jerry em 2026

Uma articulação política envolvendo os deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Márcio Jerry tem gerado repercussão nos bastidores da política maranhense.

Segundo informações divulgadas pelo Blog do Domingos Costa, o acordo teria como objetivo garantir cerca de 50 mil votos para Jerry em bases eleitorais ligadas ao Partido Liberal nas eleições de 2026. A publicação afirma que, após a repercussão do caso, o parlamentar do PCdoB não se manifestou publicamente para negar a informação.

De acordo com relato atribuído a um prefeito filiado ao PL, ouvido sob condição de anonimato em São Luís, a articulação teria sido definida em reuniões realizadas em Brasília e envolveria lideranças políticas de diversas cidades maranhenses.

Segundo a fonte, o compromisso seria que Josimar garantisse apoio político suficiente para somar cerca de 50 mil votos em favor de Jerry, em uma estratégia vista nos bastidores como tentativa de fortalecer a reeleição do parlamentar do Partido Comunista do Brasil. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o suposto acordo.

STF julga Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil por suposto esquema com emendas parlamentares

O Supremo Tribunal Federal começa a julgar nesta terça-feira (10) a ação penal que tem como réus os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do ex-deputado Bosco Costa (PL-SE), acusados de participação em um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares.

De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República, os investigados fariam parte do núcleo central de uma organização criminosa que teria solicitado propina para direcionar emendas a municípios.

O processo será analisado pela Primeira Turma do STF, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin, em três sessões previstas para terça-feira (10) e quarta-feira (11). Segundo a acusação, o grupo teria pedido cerca de R$ 1,6 milhão em propina ao então prefeito de São José de Ribamar em troca da liberação de emendas que somariam aproximadamente R$ 6,6 milhões.

Após a apresentação do relatório e das sustentações da acusação e da defesa, os ministros irão votar e decidir, por maioria, sobre a eventual condenação ou absolvição dos réus.

Josimar e Pastor Gil tentam distorcer depoimento de Eudes Sampaio no STF

Os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) divulgaram, por meio de suas assessorias, um release a diversos veículos de comunicação tentando apresentar uma versão distorcida sobre o depoimento do ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, prestado recentemente no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo matéria publicada pelo jornalista Domingos Costa, a narrativa disseminada pelos parlamentares é “completamente mentirosa” e tenta induzir a opinião pública a acreditar que o depoimento de Eudes teria favorecido a defesa dos acusados.

O processo em questão envolve os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o suplente Bosco Costa (PL-SE), denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente integrarem um esquema de cobrança de propina sobre emendas parlamentares, liderado pelo empresário Josival Cavalcanti da Silva, o “Pacovan”, assassinado em maio de 2024 em Zé Doca.

De acordo com Domingos Costa, o depoimento de Eudes, ao contrário do que alegam os parlamentares, reforça a denúncia da PGR. O ex-prefeito afirmou que era constantemente assediado por Josimar a ponto de bloqueá-lo no celular, e relatou que Pacovan atuava como intermediário do esquema de extorsão vinculado às emendas dos deputados investigados.

Josimar Maranhãozinho ataca memória de Pacovan em depoimento ao STF

Durante interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), realizado na última quinta-feira (25), o deputado federal Josimar Maranhãozinho fez duras críticas ao empresário Josival Cavalcanti da Silva, o “Pacovan”, assassinado em maio de 2024 em Zé Doca.

Acusado de liderar um esquema de cobrança de propina em emendas parlamentares, Josimar afirmou que Pacovan era “analfabeto, cheio de confusão e insistente”, acrescentando ainda que “se pudesse, nunca teria conhecido” o empresário.

As declarações chamaram atenção pelo contraste com a relação mantida em vida entre os dois. Documentos e investigações apontam que Pacovan era próximo de Josimar e participou de diversos negócios envolvendo compra e venda de emendas parlamentares.

Para críticos, os ataques feitos agora soam como uma tentativa de desqualificar um ex-parceiro que, morto, não pode se defender, um gesto visto como covardia política e pessoal.

Orleans Brandão lidera pesquisa e aparece à frente de Eduardo Braide em São Luís

A mais recente pesquisa do Instituto Nacional de Opinião Pública (INOP) Previsão, encomendada pelo Imirante, revelou um cenário de empate técnico entre o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

No levantamento estimulado, Brandão aparece com 35,68% das intenções de voto, seguido de perto por Braide, com 33,04%. Lahesio Bonfim (Novo) surge com 13,9%, e o vice-governador Felipe Camarão (PT), com 8,79%.

O estudo ouviu 2.618 eleitores entre os dias 15 e 23 de setembro, em 54 cidades maranhenses, com margem de erro de 2,2% e intervalo de confiança de 95%.

Quando Eduardo Braide é retirado da disputa, Orleans Brandão amplia a vantagem e lidera com 44,08%, contra 17,15% de Lahesio Bonfim e 11,73% de Felipe Camarão.

Na expectativa de vitória, 40,03% dos entrevistados acreditam que Brandão será o próximo governador, enquanto 28,04% apontam Braide.

Já no índice de rejeição, Lahesio lidera com 18,91%, seguido de Camarão (17,04%), Brandão (16,73%) e Braide (7,49%).

Os números reforçam um cenário de acirramento na disputa eleitoral do próximo ano na capital maranhense.