Josimar e Pastor Gil tentam distorcer depoimento de Eudes Sampaio no STF

Os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) divulgaram, por meio de suas assessorias, um release a diversos veículos de comunicação tentando apresentar uma versão distorcida sobre o depoimento do ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, prestado recentemente no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo matéria publicada pelo jornalista Domingos Costa, a narrativa disseminada pelos parlamentares é “completamente mentirosa” e tenta induzir a opinião pública a acreditar que o depoimento de Eudes teria favorecido a defesa dos acusados.

O processo em questão envolve os deputados Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o suplente Bosco Costa (PL-SE), denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente integrarem um esquema de cobrança de propina sobre emendas parlamentares, liderado pelo empresário Josival Cavalcanti da Silva, o “Pacovan”, assassinado em maio de 2024 em Zé Doca.

De acordo com Domingos Costa, o depoimento de Eudes, ao contrário do que alegam os parlamentares, reforça a denúncia da PGR. O ex-prefeito afirmou que era constantemente assediado por Josimar a ponto de bloqueá-lo no celular, e relatou que Pacovan atuava como intermediário do esquema de extorsão vinculado às emendas dos deputados investigados.

Josimar Maranhãozinho ataca memória de Pacovan em depoimento ao STF

Durante interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), realizado na última quinta-feira (25), o deputado federal Josimar Maranhãozinho fez duras críticas ao empresário Josival Cavalcanti da Silva, o “Pacovan”, assassinado em maio de 2024 em Zé Doca.

Acusado de liderar um esquema de cobrança de propina em emendas parlamentares, Josimar afirmou que Pacovan era “analfabeto, cheio de confusão e insistente”, acrescentando ainda que “se pudesse, nunca teria conhecido” o empresário.

As declarações chamaram atenção pelo contraste com a relação mantida em vida entre os dois. Documentos e investigações apontam que Pacovan era próximo de Josimar e participou de diversos negócios envolvendo compra e venda de emendas parlamentares.

Para críticos, os ataques feitos agora soam como uma tentativa de desqualificar um ex-parceiro que, morto, não pode se defender, um gesto visto como covardia política e pessoal.

Orleans Brandão lidera pesquisa e aparece à frente de Eduardo Braide em São Luís

A mais recente pesquisa do Instituto Nacional de Opinião Pública (INOP) Previsão, encomendada pelo Imirante, revelou um cenário de empate técnico entre o secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB), e o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).

No levantamento estimulado, Brandão aparece com 35,68% das intenções de voto, seguido de perto por Braide, com 33,04%. Lahesio Bonfim (Novo) surge com 13,9%, e o vice-governador Felipe Camarão (PT), com 8,79%.

O estudo ouviu 2.618 eleitores entre os dias 15 e 23 de setembro, em 54 cidades maranhenses, com margem de erro de 2,2% e intervalo de confiança de 95%.

Quando Eduardo Braide é retirado da disputa, Orleans Brandão amplia a vantagem e lidera com 44,08%, contra 17,15% de Lahesio Bonfim e 11,73% de Felipe Camarão.

Na expectativa de vitória, 40,03% dos entrevistados acreditam que Brandão será o próximo governador, enquanto 28,04% apontam Braide.

Já no índice de rejeição, Lahesio lidera com 18,91%, seguido de Camarão (17,04%), Brandão (16,73%) e Braide (7,49%).

Os números reforçam um cenário de acirramento na disputa eleitoral do próximo ano na capital maranhense.

Josimar de Maranhãozinho deve depor nesta quinta em processo sobre desvios de emendas

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) deve prestar depoimento nesta quinta-feira (2) no processo em que é acusado, junto com os parlamentares Josivaldo JP (PL/MA) e Bosco Costa (PL/SE), de envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares.

Em um primeiro depoimento, Josimar permaneceu em silêncio, mas desta vez a expectativa é de que ele se manifeste, já que o pedido para o novo interrogatório partiu do próprio parlamentar.

A autorização foi dada pelo relator do caso, ministro Cristiano Zanin, e a oitiva será conduzida pelo juiz instrutor Lucas Sales da Costa.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), os deputados teriam recebido R$ 1,6 milhão para destinar R$ 6,6 milhões em emendas ao município de São José de Ribamar, valor equivalente a 25% do montante total.

As investigações da Polícia Federal apontam a existência de um documento que indicaria os nomes dos envolvidos e os percentuais que cada um receberia.

O processo será julgado pela Primeira Turma do STF, que passará a ser presidida pelo ministro Flávio Dino, ex-governador do Maranhão e antigo aliado político de Josimar.

Eudes Sampaio confirma no STF cobrança de propina por Josimar Maranhãozinho e aliados do PL

O ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, confirmou em audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) ter sido procurado por um agiota para tratar de pagamentos em troca da liberação de recursos federais destinados à saúde do município.

A suposta cobrança está na origem da ação penal contra os deputados do Partido Liberal (PL) Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE).

A denúncia, feita por Eudes em 2020, motivou a investigação da Polícia Federal (PF), que concluiu pela existência de um esquema de cobrança de propina em troca da liberação de emendas parlamentares.

A oitiva de Eudes, realizada nesta quarta-feira (13), foi a primeira do processo e reafirmou o relato de um encontro com Josival Cavalcanti, o Pacovan, apontado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como operador do esquema.

Pacovan, assassinado em 2024, teria intermediado a cobrança. Segundo o ex-prefeito, ainda em 2019 o município solicitou ao Ministério da Saúde recursos adicionais para a área, mas, segundo ele, não houve contato prévio com parlamentares para viabilizar a liberação, afirmando que dependeram apenas “da sorte”.

Câmara e Senado derrubam aumento do IOF e impõem derrota ao Governo Lula

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) a revogação de decretos do Governo Federal que haviam elevado as alíquotas do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), numa decisão que representou uma expressiva derrota para o Governo Lula.

O projeto recebeu apoio de 383 deputados, superando com folga o mínimo necessário de 257 votos. Apenas 98 parlamentares votaram contra a proposta. A decisão foi ratificada pelo Senado, consolidando o revés para a equipe econômica do Planalto.

Entre os deputados federais do Maranhão, a maioria votou a favor da derrubada do aumento do imposto, incluindo nomes como Aluísio Mendes (Republicanos), Duarte Júnior (PSB), Detinha (PL) e Josimar de Maranhãozinho (PL). Apenas Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB) se posicionaram a favor do aumento.

Hildo Rocha (MDB) e Amanda Gentil (PP) não votaram. Com a decisão do Congresso Nacional, o governo deverá buscar alternativas para cobrir a estimada perda de arrecadação de R$ 10 bilhões neste ano, sendo esta a primeira vez que um decreto presidencial de aumento de imposto é revogado pelo Legislativo.

MP pede que Prefeitura de Tutóia rescinda contratos com empresa ligada a Josimar Maranhãozinho 

O MPMA – Ministério Público do Maranhão recomendou à Prefeitura de Tutóia, no último dia 4 de abril, a imediata rescisão de quatro contratos firmados com a empresa Contabiliza Assessoria e Consultoria Contábil LTDA, após constatação de irregularidades no Processo de Inexigibilidade de Licitação nº 001/2025.

Os contratos, que somam R$ 600 mil, foram denunciados pelo Blog do Domingos Costa e têm ligação com o contador José Dílson Alves Oliveira, figura próxima ao meio político maranhense e associada ao deputado federal Josimar Maranhãozinho.

A Recomendação do promotor de Justiça Luciano Henrique Sousa Benigno se baseia em parecer técnico da Assessoria da Procuradoria-Geral de Justiça, que identificou uma série de violações às Leis Federais nº 14.133/2021 (nova Lei de Licitações) e nº 4.320/1964.

Entre os problemas apontados estão a ausência de notas de empenho, a falta de publicação adequada do extrato contratual e a insuficiência de cotações de preços. A gestão municipal tem prazo de 10 dias úteis para responder à Promotoria sobre o acatamento à medida, sob pena de sofrer ações administrativas e judiciais.

Josimar de Maranhãozinho pode perder a liderança do PL no MA

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) enfrenta o momento mais crítico de sua carreira após a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal formar maioria para torná-lo réu por tentativa de extorsão à Prefeitura de São José de Ribamar, envolvendo um esquema de emendas parlamentares de R$ 6,5 milhões.

Junto com ele, também respondem ao processo o deputado federal Pastor Gil (PL) e o suplente Bosco Costa (PL-AL). Segundo o ministro Edson Fachin, as provas contra o trio são contundentes, baseadas na denúncia do ex-prefeito Eudes Sampaio (PTB), que se recusou a participar do suposto esquema e levou o caso à Polícia Federal.

Além da ameaça jurídica, Josimar enfrenta uma disputa pelo comando do PL no Maranhão. O ex-presidente Jair Bolsonaro tenta enfraquecê-lo e entregar a legenda a um aliado fiel. Caso seja condenado, o deputado pode perder o controle do partido e sua influência política no estado.

A decisão judicial poderá definir o futuro de um dos políticos mais poderosos do Maranhão e o destino da sua base eleitoral.

STF adia julgamento de deputados maranhenses acusados de corrupção

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para a próxima sexta-feira (28) o julgamento sobre supostas irregularidades em emendas parlamentares, que envolve os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE). O julgamento, que ocorrerá de forma virtual, deveria ter acontecido na terça-feira (25), mas foi postergado.

Os parlamentares foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa, podendo enfrentar penas de até 20 anos de prisão. Segundo a denúncia, a organização criminosa era liderada por Josimar Maranhãozinho e atuava na comercialização indevida de emendas parlamentares.

O caso será relatado pelo ministro Cristiano Zanin e analisado pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia, com prazo para julgamento até 11 de março.

STF julgará denúncia contra deputados maranhenses por supostas irregularidades em emendas

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) agendou para o próximo dia 25 de fevereiro o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre supostas irregularidades no uso de emendas parlamentares.

Entre os acusados estão os deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), suspeitos de envolvimento na comercialização indevida dessas emendas. Caso a denúncia seja aceita, os parlamentares passarão à condição de réus no processo.

O ministro Cristiano Zanin será o relator do caso, que será analisado pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Segundo a PGR, há indícios de que os denunciados integravam uma organização criminosa liderada por Josimar Maranhãozinho, voltada à manipulação ilícita de recursos públicos via emendas parlamentares.

O julgamento pode representar um avanço na investigação sobre o uso irregular de verbas destinadas a municípios.