PGR defende que ação contra Josimar Maranhãozinho volte ao TRF-1

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao retorno ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) de uma ação penal contra o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA). O processo apura supostos crimes de furto qualificado e associação criminosa relacionados ao período em que o parlamentar era prefeito de Maranhãozinho.

Segundo a PGR, os fatos investigados não têm relação com o atual mandato de deputado federal, motivo pelo qual o caso não deveria permanecer sob a competência do Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer foi encaminhado à ministra Cármen Lúcia, relatora do processo, que decidirá sobre o pedido.

A denúncia, apresentada em 2014, trata da suposta participação de Josimar em um esquema de extração ilegal de madeira na Reserva Indígena Alto Turiaçu, no Maranhão. O processo havia sido enviado ao STF em razão do foro por prerrogativa de função do parlamentar.

Em outro processo, Josimar Maranhãozinho já foi condenado pelo Supremo por corrupção envolvendo emendas parlamentares e, em junho deste ano, voltou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Flávio Dino, que investiga novas suspeitas de desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

Helicóptero de R$ 9 milhões apreendido pela PF aparece em vídeo com Josimar Maranhãozinho

Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Afluente, realizada pela Polícia Federal na quinta-feira (25), agentes apreenderam um helicóptero Robinson R66 Turbine, ano 2024, avaliado em cerca de R$ 9 milhões, na residência do deputado federal Josimar Maranhãozinho.

A aeronave, de prefixo PS-DGO, está registrada em nome de cinco proprietários, entre eles o parlamentar e sua esposa, a deputada federal Detinha. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

Após a apreensão, veio à tona um vídeo publicado na semana passada pela ex-candidata à Prefeitura de Magalhães de Almeida, Hélyca Lustosa, que mostra o interior da aeronave. Nas imagens, Josimar aparece ao lado do sobrinho, Aldir Júnior, e do deputado estadual Aluísio Santos, mas procura esconder o rosto durante a gravação.

A identidade do parlamentar, no entanto, pode ser associada pela camisa utilizada, a mesma vestida por ele em compromissos políticos registrados pouco antes da filmagem. Até o momento, não há manifestação do deputado sobre o vídeo nem sobre o motivo de tentar evitar aparecer nas imagens.

Josimar de Maranhãozinho diz desconhecer contratos investigados e afirma confiar na Justiça

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho divulgou uma nota de esclarecimento nesta quinta-feira (25), após ser alvo de um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal no âmbito de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos.

No comunicado, o parlamentar afirmou ter recebido a medida com tranquilidade, ressaltou que vem colaborando com as autoridades desde o início das investigações e disse confiar que os fatos serão devidamente esclarecidos.

Na nota, Josimar declarou que a apuração envolve contratos firmados em 2022, dos quais afirma não ter conhecimento. Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios da atuação de uma estrutura formada por agentes públicos e privados para o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares federais, operacionalizados por meio da Codevasf e destinados à contratação de empresas que, de acordo com a investigação, teriam ligação direta ou indireta com o grupo investigado. Até o momento, o caso segue em apuração e não há condenação dos investigados.

PF chegou a Josimar Maranhãozinho após apreensão de celular de Eduardo DP

A operação Afluente da Polícia Federal (PF) que teve como alvo o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), deflagrada nesta quinta-feira (25), tem origem em uma investigação iniciada ainda em 2022, a partir da prisão do empresário Eduardo Barros, conhecido como Eduardo DP.

O caso inicial ficou conhecido como operação Odoacro e apurava suspeitas de desvio de recursos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

Na ocasião, o empresário foi preso e mais de R$ 1 milhão em espécie foram apreendidos. Durante a ação, o celular de Eduardo DP também foi recolhido, e a análise do material levou à descoberta de conversas dele com o deputado Josimar Maranhãozinho, o que deu início ao aprofundamento das investigações contra o parlamentar.

A partir desse mesmo conjunto de apurações, surgiram também investigações envolvendo o ex-ministro Juscelino Filho, que já foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por suspeita de desvio de recursos de emendas parlamentares.

PF faz buscas contra Josimar Maranhãozinho em operação autorizada por Flávio Dino

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), uma operação para apurar um suposto esquema de desvio de recursos provenientes de emendas parlamentares federais. Entre os alvos da ação está o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA).

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também atingem empresas contratadas para executar obras com recursos públicos, incluindo uma companhia da qual o parlamentar é sócio.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de uma estrutura formada por agentes públicos e privados para desviar verbas destinadas por emendas parlamentares, operacionalizadas por meio da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Maranhão.

Os investigados poderão responder por crimes como corrupção passiva, corrupção ativa, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. A operação ocorre poucos meses após Josimar Maranhãozinho ter sido condenado pelo STF, em março deste ano, por corrupção passiva em um processo relacionado ao repasse de emendas parlamentares para São José de Ribamar. O deputado nega ter cometido irregularidades, e as investigações seguem em andamento.

PGR se posiciona contra recurso de Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil no STF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeição dos embargos de declaração apresentados pelos deputados federais Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil, além de outros cinco condenados por corrupção passiva em processo relacionado à destinação de emendas parlamentares para o município de São José de Ribamar.

Segundo a PGR, os recursos apresentados pelas defesas tentam rediscutir questões já analisadas e decididas pela Corte.

O órgão também afirmou que não há contradição na condenação dos réus por corrupção passiva, mesmo após a absolvição da acusação de organização criminosa.

A manifestação foi encaminhada ao relator do caso, ministro Cristiano Zanin, que será responsável por analisar os recursos e dar prosseguimento ao julgamento no STF.

TCU investiga emendas Pix destinadas por Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil para eventos no MA

Uma reportagem publicada pelo portal Metrópoles, assinada pelo jornalista Tácio Lorran, revelou que o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a destinação de emendas Pix utilizadas para financiar shows e eventos em municípios do interior do Maranhão ligados à família do deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Entre os casos apurados estão recursos enviados pelos deputados Pastor Gil e Josimar para festas em Zé Doca e Centro de Guilherme, cidades administradas por familiares do parlamentar maranhense. As investigações apontam possíveis irregularidades em contratações, pagamentos e na comprovação da execução dos serviços financiados com dinheiro público.

Segundo a reportagem, o TCU apura, entre outros pontos, a utilização de R$ 1,5 milhão enviados por Pastor Gil para estruturas provisórias do Carnaval de 2024 em Zé Doca, além de R$ 300 mil destinados à contratação do cantor Tarcísio do Acordeon para o Dia das Mães. A auditoria também investiga uma emenda de R$ 900 mil destinada por Josimar Maranhãozinho ao município de Centro de Guilherme, então administrado por sua esposa, a deputada Detinha.

O caso ganhou ainda mais repercussão após o Supremo Tribunal Federal condenar Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o ex-deputado João Bosco Costa por participação em um esquema de cobrança de propina relacionado à destinação de emendas parlamentares.

Mesmo condenado, Josimar reorganiza grupo para eleições de outubro

Mesmo após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Josimar de Maranhãozinho demonstra força política ao manter o controle do PL no Maranhão e promover uma reorganização estratégica do grupo para as eleições de outubro.

Impedido de disputar a reeleição por estar inelegível, Josimar aposta na deputada estadual Fabiana Vilar para representá-lo na corrida eleitoral, enquanto a deputada federal Detinha deve disputar vaga na Assembleia Legislativa, abrindo espaço para o vereador Aldir Jr. buscar uma cadeira na Câmara Federal.

Nos bastidores, a avaliação é de que Josimar preserva influência no cenário político maranhense, sustentado por aliados no Congresso, na Assembleia Legislativa e em bases municipais pelo estado.

Mesmo sob o impacto da condenação, o líder do PL trabalha para manter seu grupo fortalecido nas disputas proporcionais, com foco na eleição de uma bancada robusta e na preservação de seu capital político. Fora da disputa direta em 2026, Josimar segue como peça relevante no tabuleiro eleitoral do Maranhão.

Condenação de Josimar e Pastor Gil deve levar suplentes do PL à Câmara

A condenação dos deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ocorrida na terça-feira (17), deve provocar mudanças na bancada do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados do Brasil.

Com a decisão que determinou a inelegibilidade e a suspensão dos direitos políticos, os parlamentares deverão perder os mandatos após o trânsito em julgado da sentença.

Com a saída dos dois deputados, devem assumir as vagas de forma definitiva os primeiros suplentes da sigla, Silvio Antonio e Paulo Marinho Júnior, que passam a integrar a bancada maranhense na Câmara dos Deputados.