Gilmar Mendes define quem pode pedir impeachment de ministros do STF

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que somente a Procuradoria‑Geral da República (PGR) está habilitada a apresentar pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

Além disso, definiu que será necessária uma maioria de dois terços dos senadores para aprovar qualquer solicitação dessa natureza revogando na prática a possibilidade contemplada por lei antiga de 1950, que permitia que “qualquer cidadão” apresentasse denúncias, exigindo apenas maioria simples.

A decisão, contudo, é provisória: o relator acatou parcialmente pedidos de entidades como o Partido Solidariedade e a Associação de Magistrados Brasileiros (AMB), com o texto agora aguardando análise em plenário virtual do STF a partir de 12 de dezembro.

A mudança provocou reações intensas de juristas e atores políticos, que alertam para o impacto no sistema de freios e contrapesos e na possibilidade de controle externo sobre a Corte.

Para defensores da alteração, a decisão garantiria maior estabilidade institucional e evitaria denúncias precipitadas sem lastro técnico. Críticos, por outro lado, argumentam que a exigência de que apenas a PGR possa solicitar impeachment cria uma barreira demasiada rígida ao escrutínio democrático e à participação da sociedade civil no monitoramento de ministros de alta corte.

A expectativa agora se volta ao julgamento final que poderá redefinir os mecanismos de responsabilização dos magistrados do STF.

Alema homenageia Carlos Brandão com Medalha Manuel Beckman

A Assembleia Legislativa do Maranhão realiza, nesta sexta-feira (10), às 9h30, no Plenário Nagib Haickel, uma Sessão Solene para homenagear quatro ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com o Título de Cidadão Maranhense e a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman — as maiores honrarias concedidas pelo Parlamento Estadual.

O ministro Carlos Augusto Brandão receberá ambas as distinções, em reconhecimento à sua trajetória no Judiciário e à contribuição ao país.

A homenagem é fruto do Projeto de Resolução Legislativa nº 053/2023, de autoria do deputado Cláudio Cunha, e da Resolução Legislativa nº 1.202/2023.

Os ministros João Otávio de Noronha, Antônio Carlos Ferreira e Humberto Martins também serão agraciados com a Medalha Manuel Beckman, por relevantes serviços prestados à Justiça brasileira e ao Maranhão.

As homenagens foram propostas pela presidente da Assembleia, deputada Iracema Vale, com coautoria dos deputados Davi Brandão, Ana do Gás e Viviane.

A solenidade reunirá autoridades do Judiciário, parlamentares e representantes do Governo do Estado, reforçando o reconhecimento do Legislativo maranhense à contribuição dos ministros para o fortalecimento da magistratura e da cidadania no Brasil.

Luz no fim do túnel! Fux pede vista de julgamento que condenou “pixadora do batom” há 14 anos

O ministro Luiz Fux pediu vista no julgamento da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, suspendendo temporariamente a análise do caso pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Débora responde por crimes relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023, após utilizar um batom para pichar a estátua da Justiça em frente ao STF.

O pedido de vista interrompe momentaneamente a decisão e abre espaço para novos debates sobre a dosimetria da pena. O caso tem gerado grande repercussão, com questionamentos sobre a proporcionalidade da condenação e a instância responsável pelo julgamento. Movimentos em defesa de Débora continuam pressionando por uma revisão da sentença e aguardam a retomada do julgamento.

Ministra de Saúde ignora questões urgentes de Dr. Allan Garcês

Durante audiência na Comissão de Saúde, na Câmara Federal, o deputado Dr. Allan Garcês (Bloco/PP – MA) expôs importantes questões sobre a gestão da saúde no Brasil ao confrontar a Ministra da Saúde, Nísia Trindade.

O parlamentar demonstrou preocupação com a falta de transparência nos programas de saúde, especialmente em relação ao Programa Médicos pelo Brasil, e destacou que os dados de transparência pararam no tempo, sem informações atualizadas. Também abordou pautas ideológicas.

“Quando eu falo de pautas ideológicas, eu acho que houve uma ofensa muito grande. E eu acho que V.Exa. deveria até pedir desculpas para o Brasil, quando V.Exa. chama a mãe de ‘um corpo que pare’; quando V.Exa. chama uma mulher de ‘uma pessoas que menstrua’. Eu acho isso ofensivo. Então, eu gostaria que V.Exa. depois falasse sobre isso.”

Além disso, ele levantou questões sobre a morosidade na contratação de vacinas da dengue e a ausência de políticas efetivas para lidar com o Aedes aegypti.

“Nós presenciamos na sua gestão, Ministra, a morosidade na contratação das vacinas da dengue. Presenciamos uma política desastrosa de coordenação de agenda como no caso do Aedes aegypti no território nacional. Quanto às ações de saúde indígena, também, Ministra, nós vimos um aumento dos casos no povo ianomâmi em Roraima, na sua gestão, e isso foi muito criticado.”

Um dos pontos mais destacados pelo deputado foi a escolha das vacinas para crianças de 6 meses a 5 anos. Ele questionou a eficácia e segurança dessas vacinas, especialmente considerando que a Organização Mundial da Saúde não as recomenda.

“Eu gostaria de fazer umas perguntas relacionadas à vacina, especificamente, em relação da vacina que envolve crianças de 6 meses a 5 anos, porque nem a Organização Mundial de Saúde, OMS, aconselha isso, e o nosso País adotou. Qual é a vacina que está sendo disponibilizada para crianças de 6 meses a 5 anos no Brasil? Qual a cepa que foi utilizada para essa vacina? Porque a vacina da Pfizer, tampa vinho, foi proibida nos Estados Unidos. Quais documentos garantem a sua eficácia e segurança?”

 

Ministro da Educação discute projetos com Luís Fernando Silva

Nesta quarta-feira (22), o ministro da Educação, Camilo Santana, esteve em São Luís e conversou com o secretário-geral do governo, Carlos Brandão, e ex-secretário de Estado da Educação do governo Zé Reinaldo, Luís Fernando Silva.

Luís Fernando, reconhecido por sua contribuição educacional, é responsável pela construção das quatro primeiras escolas públicas em tempo integral no Maranhão, durante seus três mandatos como prefeito de São José de Ribamar.

Durante a gestão de Luís Fernando em Ribamar, o Liceu Ribamarense se destacou como um exemplo de excelência educacional. Avaliada pelo Ministério da Educação como a melhor escola pública do estado, alcançou a maior nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). Além disso, a instituição ribamarense foi reconhecida como uma das 50 melhores escolas do Brasil.

A reunião entre o ministro da Educação e as autoridades maranhenses visa discutir e fortalecer iniciativas educacionais.

 

STJ gastará quase R$ 1 milhão em reforma de casa para ministro

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu licitação para reformar um imóvel funcional localizado no Lago Sul, bairro nobre em Brasília. Segundo o portal UOL, a expectativa é de que a obra custe até R$ 950.868,81.

A casa era ocupada pelo ministro Felix Fischer, que se aposentou em agosto de 2022. Segundo a reportagem, depois de passar pelas benfeitorias, o imóvel deverá ser habitado pelo ministro Benedito Gonçalves.

A residência conta com piscina, jardim. A reforma vai contar com a pintura de todas as paredes e tetos, troca das esquadrias por peças em alumínio, impermeabilização dos pisos e troca dos telhados. A piscina da casa também será esvaziada para impermeabilização das paredes e pisos.

Em nota, o STJ informou que “a casa não passa por manutenção desde 1997 e é uma rotina fazer reparos e reformas nos imóveis quando eles são desocupados pelos ministros”.

A licitação foi aberta no dia 1º de dezembro, quando começou o prazo para as empresas interessadas em realizar a obra encaminharem propostas de valores. O valor publicado no edital é o máximo que a obra poderá custar. O tribunal ainda não divulgou se a seleção foi concluída.

Atualmente, um ministro do STJ recebe o salário mensal de R$ 39.568,37.

Rompimento familiar em Vitorino Freire agita cenário eleitoral para 2024

Uma surpreendente informação agita os bastidores políticos de Vitorino Freire, conforme noticiado pela Folha de São Paulo. O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, teria rompido relações com seu tio, o ex-deputado estadual Stenio Rezende, desencadeando uma série de eventos que prometem impactar as eleições municipais de 2024.

O desentendimento familiar resultou na possível indicação de Ademar Magalhães, popularmente conhecido como Fogoió, como candidato à Prefeitura de Vitorino Freire pelo ministro. A escolha de Fogoió ganha relevância diante do segundo mandato ocupado pela irmã do ministro, Luanna Rezende, no mesmo cargo.

Magalhães, atual secretário municipal de Infraestrutura e Logística e ex-motorista da Prefeitura de Vitorino, emerge como figura central nesse novo cenário político. Contudo, sua trajetória não está isenta de polêmicas, uma vez que a Polícia Federal suspeita da ligação da Arco Construções, da qual sua filha, Anne Jakelyne Magalhães, foi sócia até 2018, com desvios de recursos de emendas parlamentares atribuídos ao ministro Juscelino, alegações veementemente negadas por ele.

Além disso, Magalhães, sua filha e sua esposa, Suedemir de Jesus, foram assessores no gabinete de Juscelino na Câmara dos Deputados, lançando dúvidas sobre possíveis conflitos de interesse no meio político.

Procurado para esclarecimentos, o Ministério das Comunicações optou por não se pronunciar sobre as questões eleitorais para 2024, mantendo um silêncio estratégico diante da turbulência política.

O tio do ministro, Stenio Rezende, por sua vez, não conteve sua surpresa ao comentar a situação. Em nota à Folha, expressou sua perplexidade diante da decisão dos sobrinhos de indicarem Fogoió como candidato à sucessão municipal. Stenio ressaltou a falta de compreensão em relação à escolha, especialmente destacando a suposta “forma ditatorial decidida na indicação.”

Pedido de impeachment contra ministro Barroso é apresentado por senadores

Senadores apresentaram um pedido de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A motivação para o requerimento foi a declaração do magistrado no Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), na última quarta-feira, 12, em que ele afirmou ter enfrentado e derrotado o “bolsonarismo”.

O senador Jorge Seif (PL-SC), durante uma coletiva de imprensa, informou que o pedido de impeachment foi assinado por 13 senadores e entre 70 a 80 deputados federais. O senador Cleitinho (Republicanos-MG) também está entre os parlamentares que apoiam a medida contra o ministro do STF.

Jorge Seif ressaltou que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reconheceu a gravidade da declaração de Barroso e espera que o pedido seja levado adiante.

Em relação à fala de Barroso, Pacheco classificou-a como “infeliz” e pediu o fim dos ataques. Ele afirmou: “As manifestações de desaprovação por parte do presidente Rodrigo Pacheco nos deixam certos de que o presidente desta casa também reconheceu a gravidade das declarações e os possíveis crimes de responsabilidade contidos nelas”.

 

 

Ministro rebate decisão contra extração de petróleo na Foz do Amazonas

A exploração de petróleo e gás na margem equatorial brasileira pode se tornar “intransponível”, caso seja mantida a exigência para realizar novo estudo de Avaliação Ambiental de Área Sedimentar.

A avaliação é do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que participou de sessão na Comissão de Infraestrutura do Senado, nesta quarta-feira (24).

Para o ministro, não há questão que não possa ser superada na decisão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que negou a exploração de petróleo na região, com exceção do estudo de Área Sedimentar.

“É uma questão para ser superada. E é possível ser superada porque no próprio parecer não tem questões intransponíveis. Só vai se tornar intransponível se se discutir a Avaliação de Área Sedimentar”, disse o ministro.

Tanto o Ministério de Minas e Energia, quanto a Petrobras, argumentam que o estudo deveria ter sido feito antes da licitação dos blocos. Já o Ibama tem cobrado a realização do estudo, que é de responsabilidade dos ministérios do Meio Ambiente e de Minas e Energia.

Esse estudo avalia, entre outros pontos, os possíveis impactos socioambientais decorrentes da exploração de petróleo e gás natural.

Alexandre Silveira disse que tentou articular com o presidente do Ibama uma forma de superar os obstáculos para o licenciamento, mas que acabou surpreendido pela decisão de negar a exploração da área.

Localizada a cerca de 170 quilômetros da costa do Amapá e a cerca de 500 quilômetros da Foz do Rio Amazonas, a região tem sido apontada pela Petrobras e pelo Ministério de Minas e Energia como um possível novo pré-sal.

 

Lewandowski deixa o STF e é contratado para disputa bilionária

Após se aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ministro Ricardo Lewandowski, foi contratado para escrever dois pareceres e também para atuar como consultor sênior do Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em disputa bilionária com os indonésios da Paper Excellence pela Eldorado Papel e Celulose, que tem uma megaplanta para exportação em Três Lagoas (MS).

Menos de uma semana depois de deixar o Supremo por ter completado 75 anos e atingido a idade da aposentadoria compulsória, o ex-ministro se juntou ao time jurídico da J&F. Os valores envolvidos para escrever dois pareceres e o trabalho como consultor são mantidos em sigilo pelas partes envolvidas, mas informações do UOL dão conta de que a causa envolve R$ 15 bilhões e os gastos da J&F com a defesa nos tribunais já estão na casa de centenas de milhões de reais.

Lewandowski vai compor um time do qual já fazem parte o ex-presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça) César Asfor Rocha e o ex-presidente do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) Manoel de Queiroz Pereira Calças. É no TJ paulista que a disputa está em vigor.

Já a Paper Excellence contratou como consultores o ex-presidente Michel Temer, inimigo declarado de Joesley desde que foi gravado secretamente pelo empresário na garagem do Palácio do Jaburu, em Brasília, em 2017, e o ex-governador de São Paulo João Doria, que possuem forte trânsito nas cortes superiores e no tribunal paulista.