
O estudante de medicina Edcley Teixeira, já investigado por antecipar questões do Enem 2025 em uma live no YouTube, também indicou com oito meses de antecedência as respostas corretas de duas questões de matemática enviadas a um grupo de WhatsApp com alunos de suas mentorias.
As perguntas, extremamente semelhantes às que apareceram na prova oficial, seguem válidas no gabarito do Inep apenas os itens revelados durante a transmissão ao vivo foram anulados.
Entre os conteúdos antecipados estão uma questão de probabilidade em lançamentos de dados e outra sobre diluição de soluções químicas.
Em março de 2025, Edcley chegou a assegurar aos alunos que a resposta do exercício de probabilidade seria “125/216”, número que apareceu exatamente igual na prova aplicada em novembro, cuja alternativa correta era a mesma indicada por ele.
A pergunta sobre diluição também surgiu com estrutura quase idêntica, alterando apenas a unidade de medida, e teve como resposta oficial 5 litros.
As investigações apontam que Edcley identificou que o Prêmio Capes de Talento Universitário utilizava questões que funcionavam como pré-testes do Enem, um procedimento legítimo na elaboração do exame.
A partir disso, o estudante passou a incentivar universitários a participar do concurso, oferecendo pagamentos por questões memorizadas, formando um banco de itens que posteriormente era usado em suas mentorias.
Após a prova, o universitário chegou a comemorar publicamente os acertos, resgatando mensagens antigas enviadas aos alunos. Mesmo diante das revelações, o presidente do Inep, Manuel Palacios, afirmou que não há risco técnico para o Enem 2025 e que os resultados serão mantidos.
O ministro da Educação, Camilo Santana, reforçou a validade do exame. A Polícia Federal apreendeu o celular e o computador do estudante, e as investigações seguem em andamento, mas o Inep descarta a possibilidade de fraude estrutural.









Na manhã desta segunda-feira (18), o presidente Jair Bolsonaro (PL) nomeou Victor Godoy como o novo Ministro da Educação após a saída de Milton Ribeiro, acusado de corrupção em um esquema envolvendo recursos do MEC.
Em resposta ao jornal “O Globo”, que solicitou ao Palácio do Planalto informações sobre visitas que os pastores Gilmar Santos e Arilton Mora fizeram à sede do governo federal em 2021, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), chefiado pelo ministro Augusto Heleno, respondeu que não seria possível dar os detalhes.