Josivaldo JP quer “salvar” o mandato e negocia com Maranhãozinho filiação no PL 

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) traçou uma meta ousada para as eleições de 2026: conquistar cinco cadeiras para o Partido Liberal na Câmara Federal.

Em 2022, a legenda elegeu quatro parlamentares no Maranhão — Josimar, sua esposa Detinha, Pastor Gil e Júnior Lourenço — e agora busca reforçar o grupo para o próximo pleito.

Para isso, Maranhãozinho articula a permanência de Lourenço no partido e negocia a filiação do deputado federal Josivaldo JP, atualmente no PSD.

Maior surpresa das eleições de 2022, Josivaldo JP garantiu 79.699 votos, desbancando nomes tradicionais, mas em 2024 teve desempenho modesto na disputa pela prefeitura de Imperatriz, ficando em terceiro lugar com 32.689 votos.

Com dificuldades para renovar o mandato, sua possível ida ao PL é vista como alternativa estratégica, já que a sigla tende a conquistar vagas pela “sobra eleitoral”, o que poderia assegurar a reeleição com uma votação entre 60 mil e 70 mil votos.

Embora tanto Josimar quanto JP neguem as tratativas neste momento, fontes apontam que o movimento já tem aval do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que vê com bons olhos a filiação do parlamentar maranhense.

Júnior Lourenço emprega a própria sogra em cargo comissionado na Câmara

O deputado federal Júnior Lourenço (PL-MA) emprega a própria sogra, Maria Jackeline Jesus Gonçalves Trovão, de 61 anos, em seu gabinete na Câmara dos Deputados. A nomeação, ocorrida em maio de 2022, configura nepotismo e pode levar o parlamentar a responder por improbidade administrativa.

Inicialmente contratada como secretária parlamentar com salário de R$ 1.328,41, Maria Jackeline foi promovida em dezembro de 2023 e atualmente recebe R$ 1.764,93, além de auxílios, superando R$ 3,2 mil por mês. Desde sua contratação, a Câmara já desembolsou cerca de R$ 120 mil para pagar a sogra do deputado. Questionado, Lourenço confirmou o vínculo sem demonstrar constrangimento: “Ela trabalha comigo no Maranhão… no gabinete lá”.

A Constituição Federal de 1988 proíbe a prática de nepotismo por ferir os princípios da moralidade e impessoalidade, e uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2008 reforça a vedação à nomeação de parentes até o terceiro grau para cargos comissionados caso em que a sogra é considerada parente por afinidade em primeiro grau.

Especialistas alertam que o parlamentar pode ser obrigado a ressarcir os valores, pagar multa e até ter os direitos políticos suspensos. Além das acusações de nepotismo, Júnior Lourenço já enfrentou polêmica no campo pessoal: em agosto de 2024, a esposa Carolina Trovão Bonfim registrou boletim de ocorrência em que acusava o deputado de violência doméstica durante uma viagem a Pernambuco. Posteriormente, porém, ela negou a agressão em nota divulgada nas redes sociais do próprio marido.

The Economist coloca Bolsonaro na capa e destaca julgamento no STF como teste da democracia brasileira

A revista britânica The Economist traz o ex-presidente Jair Bolsonaro na capa de sua edição desta semana, que chega às bancas nesta quinta-feira (28).

O destaque é o julgamento marcado para a próxima terça-feira (2/9) no Supremo Tribunal Federal (STF), no qual o ex-mandatário é acusado de tentativa de golpe de Estado.

Na ilustração, Bolsonaro aparece com o rosto pintado nas cores da bandeira do Brasil e usando um chapéu semelhante ao do “viking do Capitólio”, apoiador de Donald Trump durante a invasão ao Congresso dos Estados Unidos em 2021.

A publicação o descreve como “polarizador” e o chama de “Trump dos trópicos”, afirmando que o golpe teria fracassado por “incompetência, e não por falta de intenção”.

A reportagem principal, intitulada “O que o Brasil pode ensinar para a América”, aponta o país como exemplo de maturidade democrática diante do avanço do populismo em outras nações.

Segundo a análise, ao responsabilizar figuras como Bolsonaro, o Brasil demonstra disposição para preservar suas instituições, em contraste com os EUA, o Reino Unido e a Polônia, que enfrentaram movimentos semelhantes.

A The Economist também critica recentes ações de Donald Trump, como tarifas contra produtos brasileiros e ataques a autoridades do STF, classificando-as como tentativas de desestabilização.

Para a revista, o Brasil se tornou “o adulto democrático do hemisfério ocidental”, evidenciando compromisso com o estado de direito e reformas institucionais.

STF ouve deputados do PL em ação sobre suposto desvio de emendas parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) ouve nesta quinta-feira (28/8) os réus da ação penal que investiga o desvio de cerca de R$ 6,6 milhões em emendas parlamentares destinadas a São José do Ribamar (MA).

Entre os acusados estão os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), apontado como suposto líder da organização criminosa, Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE).

Além deles, outros cinco réus também serão interrogados. O processo se aproxima da fase final de instrução e, após as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) e das defesas, poderá ser levado a julgamento pelos ministros da Corte.

As investigações tiveram início em 2020, a partir de denúncia do então prefeito de São José do Ribamar, Eudes Sampaio, que relatou ter sido procurado pelo agiota Josival Cavalcanti, o Pacovan — assassinado em 2024 — para pagar propina em troca da liberação de recursos.

Segundo a PGR, Maranhãozinho coordenava o envio das emendas e contava com a atuação de Pacovan para cobrar valores ilícitos, equivalentes a 25% das verbas.

As defesas negam as acusações, alegam inconsistências nas provas apresentadas e sustentam que não houve destinação irregular dos recursos. Ainda assim, as oitivas desta quinta-feira são consideradas decisivas para o desfecho da ação penal.

Aplicação de recursos da educação é alvo de apuração em São José de Ribamar

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um procedimento administrativo para fiscalizar a aplicação dos recursos destinados à educação no município de São José de Ribamar. O objetivo é garantir o cumprimento dos pisos constitucionais de investimento e acompanhar o cumprimento das metas previstas no Plano Nacional e no Plano Municipal de Educação. A medida abrange os exercícios financeiros de 2023, 2024 e 2025.

A Promotoria requisitou informações detalhadas ao prefeito e à secretária municipal de Educação, além de notificar o Conselho Municipal de Educação e o Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb. Os órgãos têm 15 dias para apresentar a documentação solicitada, que será usada para verificar se os recursos estão sendo corretamente aplicados na manutenção e desenvolvimento do ensino no município.

Lahesio Bonfim se isola em meio a ataques e recados de rejeição dentro da própria direita

Na tentativa de se consolidar como o nome da direita ao Governo do Maranhão, o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (Novo), tem acumulado reveses que colocam em xeque sua estratégia belicista. Recentemente, gestos de aproximação ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), resultaram em um silêncio ensurdecedor.

O movimento foi interpretado por analistas políticos como um indicativo de que não há espaço para aliança entre os dois. Tentativas de diálogo com o grupo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) também não surtiram efeito: a resposta, ainda que indireta, foi clara — o apoio do PL está fora de cogitação.

A situação se agravou com os ataques públicos da deputada estadual Mical Damasceno (PSD), uma das vozes mais influentes entre os evangélicos da Assembleia de Deus, que declarou que Lahesio “diz muita besteira” e parece ter “um parafuso frouxo”.

O embate pode representar um corte importante em uma das bases que mais o apoiaram em 2022. Diante dos sinais de isolamento político, o pré-candidato do Novo enfrenta um cenário delicado, que exige revisão urgente de sua tática, sob o risco de enterrar precocemente sua nova investida rumo ao Palácio dos Leões.

PL da Anistia avança com apoio de deputados maranhenses; urgência é protocolada na Câmara

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), protocolou nesta segunda-feira (14) o pedido de urgência para a tramitação do polêmico Projeto de Lei da Anistia. Com mais de 260 assinaturas reunidas, a proposta poderá ser votada diretamente no plenário da Câmara dos Deputados, sem necessidade de análise prévia pelas comissões técnicas, acelerando o processo legislativo.

A decisão de pautar a votação cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que está de férias até o dia 22 de abril. Até lá, a condução da Casa está sob responsabilidade do vice-presidente, Altineu Cortes (PL-RJ), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Entre os parlamentares do Maranhão, sete se posicionaram favoráveis à urgência da proposta: Pastor Gil, Josimar de Maranhãozinho, Detinha e Júnior Lourenço (todos do PL), Allan Garcês (PP), Aluisio Mendes (Republicanos) e Josivaldo JP (PSD). O projeto é visto como uma tentativa de anistiar envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Josimar de Maranhãozinho pode perder a liderança do PL no MA

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) enfrenta o momento mais crítico de sua carreira após a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal formar maioria para torná-lo réu por tentativa de extorsão à Prefeitura de São José de Ribamar, envolvendo um esquema de emendas parlamentares de R$ 6,5 milhões.

Junto com ele, também respondem ao processo o deputado federal Pastor Gil (PL) e o suplente Bosco Costa (PL-AL). Segundo o ministro Edson Fachin, as provas contra o trio são contundentes, baseadas na denúncia do ex-prefeito Eudes Sampaio (PTB), que se recusou a participar do suposto esquema e levou o caso à Polícia Federal.

Além da ameaça jurídica, Josimar enfrenta uma disputa pelo comando do PL no Maranhão. O ex-presidente Jair Bolsonaro tenta enfraquecê-lo e entregar a legenda a um aliado fiel. Caso seja condenado, o deputado pode perder o controle do partido e sua influência política no estado.

A decisão judicial poderá definir o futuro de um dos políticos mais poderosos do Maranhão e o destino da sua base eleitoral.

STF julga denúncia contra Josimar e Pastor Gil por esquema de emendas parlamentares

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, nesta terça-feira (25), a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre supostas irregularidades no uso de emendas parlamentares.

O caso envolve três deputados federais, sendo dois do Maranhão: Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE). Eles são acusados de corrupção passiva e organização criminosa, crimes que, somados, podem resultar em penas de até 20 anos de prisão.

Segundo a PGR, os parlamentares teriam participado de um esquema liderado por Josimar Maranhãozinho para a comercialização indevida de emendas parlamentares.

O ministro Cristiano Zanin será o relator do caso, que será analisado pela Primeira Turma do STF, composta também pelos ministros Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Morador de Zé Doca critica deputado Josimar de Maranhãozinho em áudio divulgado no WhatsApp

Um morador do município de Zé Doca, identificado como Marcelo Raimundo Magro, tornou público, nesta quinta-feira (23), por meio de uma publicação no aplicativo de troca de mensagens WhatsApp, um áudio no qual faz severas críticas e acusações ao deputado federal Josimar de Maranhãozinho, presidente estadual do PL.

No áudio, Marcelo chama o parlamentar de “vagabundo que se elegeu e não faz nada pelo povo de Zé Doca”. Ele acusa Josimar de não buscar recursos para a região e sugere envolvimento do deputado em esquemas irregulares.

O site não conseguiu identificar o contexto da discussão que resultou nas declarações de Marcelo contra o deputado. Josimar de Maranhãozinho é irmão da ex-prefeita Josinha Cunha e tio da atual prefeita Flavinha Cunha, ambas também do PL.