Camarão enfrenta dificuldades para ampliar alianças em sua candidatura ao Governo do Maranhão

O vice-governador Felipe Camarão, pré-candidato do PT ao Governo do Maranhão, enfrenta dificuldades para consolidar a frente ampla progressista lançada no fim do ano passado. Na ocasião, Camarão reuniu representantes de partidos de esquerda, como PT, PSOL, PCdoB e PSB, em um movimento que buscava fortalecer uma aliança para a disputa pelo Palácio dos Leões em 2026. No entanto, passados alguns meses, o petista ainda não conseguiu garantir apoio efetivo de parte dessas legendas, especialmente do PSB, considerado até então um dos aliados mais próximos.

Entre os socialistas, lideranças como o deputado estadual Carlos Lula defendem diálogo com diferentes grupos políticos, incluindo o pré-candidato Lahesio Bonfim, do Novo. Além do PSB, Camarão tenta atrair o apoio do PSOL/Rede, que possui como pré-candidato o professor Enilton Rodrigues.

Outro partido monitorado é o PSDB, agora comandado no Maranhão pelo deputado federal Juscelino Filho. A pré-candidatura de Felipe Camarão será lançada oficialmente na próxima sexta-feira (15), em evento que contará com a presença de Edinho Silva. O PT espera ainda a divulgação de um vídeo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarando apoio ao vice-governador.

Declaração sobre taxação gera embate ao vivo em entrevista na GloboNews

O deputado federal Guilherme Boulos comentou, durante entrevista à GloboNews, a taxação sobre compras em plataformas internacionais e afirmou que a medida não seria de responsabilidade direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o parlamentar, a decisão estaria relacionada à atuação do Congresso Nacional e à pressão de setores empresariais.

Durante a conversa, a jornalista da emissora contestou a afirmação e destacou que o decreto referente à tributação foi assinado pelo próprio presidente, no exercício do cargo desde janeiro de 2023. O questionamento evidenciou divergência entre a fala do deputado e o registro oficial da medida.

O tema está inserido no debate sobre a chamada “taxa das blusinhas”, que envolve a tributação de compras realizadas em plataformas estrangeiras como Shein, Shopee e AliExpress, e segue gerando discussões entre governo, parlamentares e representantes do setor produtivo.

Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em cenário de 2º turno

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) indica um cenário de empate técnico entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno das eleições de 2026.

De acordo com o levantamento, Flávio aparece com 42% das intenções de voto, enquanto Lula registra 40%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. É a primeira vez na série histórica da pesquisa que o senador ultrapassa numericamente o atual presidente.

Os dados mostram uma redução gradual da vantagem de Lula ao longo dos últimos meses. Em dezembro, o petista tinha dez pontos de frente, diferença que caiu para sete em janeiro, cinco em fevereiro e chegou ao empate em março, quando ambos marcaram 41%. Agora, em abril, Flávio Bolsonaro abre dois pontos de vantagem.

A pesquisa, encomendada pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-09285/2026.

Brandão reafirma permanência no governo e sinaliza cenário para articulações do PT

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), reafirmou a dirigentes do PT, durante reunião realizada na segunda-feira (26), que permanecerá no comando do Executivo estadual até o fim do mandato, descartando a possibilidade de disputar uma vaga no Senado.

Com essa posição definida, os petistas que participaram do encontro reforçaram a convicção de defender o retorno da presidente da Assembleia Legislativa, deputada estadual Iracema Vale, aos quadros do partido.

O posicionamento de Brandão confirma declaração concedida à revista Veja no fim de semana, na qual afirmou que sua permanência no cargo tem como objetivo impedir que adversários políticos assumam o Palácio dos Leões. “Vou até o fim porque não vou entregar o cargo a alguém que se juntou com meus adversários”, declarou o governador, em fala reproduzida pela publicação.

Brandão reconduz Ricardo Cappelli ao Conselho Fiscal da Emap

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, reconduziu o jornalista Ricardo Cappelli ao cargo de membro titular do Conselho Fiscal da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), responsável pela gestão do Porto do Itaqui.

A decisão foi publicada na edição de 1º de dezembro do Diário Oficial do Estado e renova o vínculo de Cappelli com o colegiado, no qual já atuava desde 2021. Como o mandato tem duração de dois anos, o novo ato assinado por Brandão tem efeitos retroativos a março deste ano.

Cappelli, que foi secretário no governo Flávio Dino e secretário-executivo do Ministério da Justiça quando o atual ministro do STF comandou a pasta, é apontado como um aliado político de longa data de Dino.

Sua recondução tem sido interpretada como mais um gesto de Brandão em direção ao ministro, reforçando a sintonia entre as duas lideranças.

MDB reúne milhares de lideranças em convenção que definirá novo comando no Maranhão

Milhares de militantes, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas do MDB são esperados nesta sexta-feira (28), às 17h, no Ceprama, para a Convenção Estadual do partido no Maranhão.

O encontro irá definir os dirigentes que conduzirão a sigla nas eleições de 2026. Em chapa única, o secretário estadual de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão, deve ser eleito presidente estadual, sucedendo o empresário Marcus Brandão e assumindo a missão de liderar o MDB no próximo ciclo eleitoral.

Com figuras históricas como o ex-presidente José Sarney e a deputada federal Roseana Sarney, o MDB permanece como uma das forças políticas mais influentes do Maranhão e inicia um processo de renovação interna com novas lideranças, entre elas Orleans Brandão, que já aparece bem posicionado em pesquisas para a disputa majoritária de 2026.

Filiados, imprensa e demais interessados podem realizar credenciamento pelo site mdbma.org.br/credenciamento.

Câmara retira de pauta MP alternativa ao aumento do IOF, e texto perde validade

A Câmara dos Deputados retirou de pauta, nesta quarta-feira (8), a Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que havia sido editada como alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A decisão foi tomada após a aprovação de um requerimento de retirada, com 251 votos favoráveis e 193 contrários. Com isso, a MP não poderá ser votada pelo Senado e perde a validade.

O texto, considerado essencial pela equipe econômica para o equilíbrio fiscal de 2026, previa arrecadação de R$ 20,9 bilhões e corte de gastos de R$ 10,7 bilhões no próximo ano.

A proposta chegou a ser aprovada por margem apertada na comissão mista (13 votos a 12), mas não avançou no plenário da Câmara, apesar dos esforços do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que foi ao Congresso defender a medida.

O relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), havia retirado pontos polêmicos, como o aumento da alíquota sobre apostas esportivas on-line, estimando ainda uma arrecadação extra de R$ 17 bilhões.

A retirada da MP gerou reações distintas: o senador Renan Calheiros (MDB-AL) lamentou o impacto negativo nas contas públicas, enquanto o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), celebrou a decisão, afirmando que o governo Lula “precisa conter gastos e buscar eficiência na máquina pública”.

PT gastou R$ 1,8 milhão com voos fretados durante a campanha de 2024

O Partido dos Trabalhadores (PT) desembolsou R$ 1,8 milhão em contratos de fretamento aéreo durante a campanha eleitoral de 2024, segundo dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A maior parte desse valor foi direcionada à empresa Helic Fly Táxi Aéreo, sediada em Belo Horizonte, que recebeu R$ 1,2 milhão por cinco voos realizados com aeronaves modelo C90.

Um dos contratos, no valor de R$ 179,2 mil, refere-se a deslocamentos feitos entre 17 e 19 de setembro, totalizando pouco mais de 11 horas de voo.

Na ocasião, a então ministra da Saúde, Nísia Trindade, integrou a comitiva do partido em agendas de campanha em Minas Gerais, com trechos que incluíram Brasília/Montes Claros/Brasília e Brasília/Belo Horizonte/Rio de Janeiro.