MP investiga licitação de R$ 4,1 milhões para serviços gráficos em Lago Verde

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Inquérito Civil para apurar a regularidade do planejamento do Pregão Eletrônico nº 04/2025, realizado pela Prefeitura de Lago Verde para registro de preços de serviços gráficos.

A investigação teve origem na Notícia de Fato nº 001168-257/2026, aberta após uma representação apontar indícios de superdimensionamento dos quantitativos e possível contratação antieconômica. O certame homologado alcança o valor global de R$ 4.117.292,05.

Com a conversão do procedimento em Inquérito Civil, o MP determinou novas diligências, entre elas uma requisição final de informações ao prefeito e ao secretário municipal de Administração, além da realização de vistoria técnica nas repartições públicas.

O órgão também expediu recomendação administrativa para que a Prefeitura suspenda imediatamente a execução dos contratos relacionados aos serviços gráficos, enquanto prosseguem as investigações sobre possíveis violações aos princípios da economicidade, eficiência e planejamento administrativo.

Ao chamar denúncia de “canalhice”, Braide ignora apuração sobre mortes no Hospital da Criança

O ex-prefeito de São Luís e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD), reagiu às denúncias envolvendo o Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos classificando como “canalhice” a reportagem da TV Mirante que revelou investigações do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e do Ministério da Saúde sobre o aumento de óbitos e possíveis irregularidades nas UTIs da unidade.

Em publicação nas redes sociais, Braide acusou a emissora de divulgar “mentiras” para favorecer um adversário político, afirmou que o caso será levado à Justiça e insinuou motivação eleitoral na reportagem.

Apesar das críticas à imprensa, Braide não apresentou explicações sobre os fatos investigados nem respondeu às denúncias relacionadas à gestão do hospital durante o período em que administrava a capital. Paralelamente, a Prefeitura de São Luís divulgou nota contestando os dados da reportagem e sustentando que houve redução no número de óbitos nas UTIs.

Enquanto isso, seguem em andamento auditoria do Ministério da Saúde e investigações conduzidas pelo MPMA, MPF e outros órgãos de controle para apurar possíveis falhas na assistência prestada às crianças atendidas na unidade.

Yglésio critica saúde de São Luís e diz que hospitais enfrentam falta de insumos e problemas estruturais

O deputado estadual Yglésio Moyses criticou a gestão da saúde pública de São Luís durante discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, nessa quarta-feira (8).

Médico e servidor concursado dos hospitais Socorrão I e II, o parlamentar afirmou que a situação enfrentada nas unidades é diferente da apresentada pela administração municipal. Segundo ele, apesar das reformas realizadas, os hospitais ainda convivem com falta de insumos, dificuldades no atendimento e condições inadequadas de trabalho para os profissionais de saúde.

Durante o pronunciamento, Yglésio também questionou a ampliação do atendimento do Hospital da Ilha como porta de entrada para casos de urgência e emergência. De acordo com o deputado, a medida comprometeria a função da unidade, voltada para procedimentos de alta complexidade, além de aumentar o risco de disseminação de bactérias multirresistentes.

O parlamentar ainda criticou a situação da Santa Casa de São Luís e defendeu que a organização da rede hospitalar seja baseada em critérios técnicos para garantir mais segurança aos pacientes e maior eficiência no atendimento.

Edivaldo assume entra na campanha de Orleans e intensifica críticas a Braide

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PRD), iniciou sua atuação como pré-candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Orleans Brandão (MDB) com críticas à gestão do ex-prefeito Eduardo Braide (PSD), pré-candidato ao Governo do Maranhão.

Em declarações recentes, Edivaldo afirmou que o sistema de transporte coletivo da capital foi “desmontado” pela administração de seu sucessor, marcando o início de uma estratégia de confronto direto em um dos principais colégios eleitorais do estado.

A entrada de Edivaldo na chapa governista fortalece a presença de Orleans Brandão em São Luís, onde Braide mantém forte influência política.

Ex-prefeito da capital por dois mandatos, Edivaldo também busca ampliar o diálogo com o eleitorado evangélico e deve desempenhar papel de destaque na defesa do projeto político do grupo liderado pelo governador Carlos Brandão (MDB), elevando o tom da disputa pelo Governo do Maranhão nas eleições de 2026.

Justiça determina restauração da histórica Fábrica São Luiz e condena Prefeitura de São Luís

A Justiça do Maranhão determinou que a Prefeitura de São Luís promova a restauração da Fábrica São Luiz, imóvel histórico localizado na Rua de São Pantaleão, no bairro da Madre Deus.

A decisão atende a uma Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público do Maranhão (MPMA) e reconhece o estado de abandono e degradação do prédio, considerado um importante marco da industrialização maranhense do século XIX e protegido como patrimônio histórico estadual. Inspeções realizadas pelo MP identificaram problemas estruturais graves, como rachaduras, infiltrações, risco de desabamento, presença de resíduos sólidos e ocupação irregular do imóvel.

Na sentença, o juiz Douglas de Melo Martins determinou que o Município realize a desocupação total da área no prazo de seis meses, com acompanhamento dos órgãos de assistência social para atender famílias em situação de vulnerabilidade. A Prefeitura também deverá adotar medidas emergenciais de contenção estrutural em até 90 dias, retirar materiais inflamáveis e resíduos do local e apresentar um projeto de restauração em até seis meses.

Após a aprovação pelos órgãos competentes, a recuperação completa da Fábrica São Luiz deverá ser concluída em até dois anos. Além disso, o Município foi condenado ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos em razão da deterioração do patrimônio histórico-cultural.

Tiago Fernandes rebate aliados de Braide e aponta falhas na atenção básica como causa da lotação dos Socorrões

A superlotação dos Socorrões I e II voltou ao centro do debate sobre a saúde pública em São Luís. Enquanto aliados do prefeito Eduardo Braide, entre eles o deputado estadual Fernando Braide e o ex-secretário municipal Dr. Joel Nunes, atribuem o problema ao grande fluxo de pacientes vindos do interior do Maranhão e defendem a abertura irrestrita do Hospital da Ilha, o ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago Fernandes, contestou a tese e afirmou que a principal origem da crise está na baixa cobertura da Atenção Primária à Saúde na capital.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Fernandes afirmou que São Luís possui apenas 59,76% de cobertura da Atenção Primária, índice que, segundo ele, coloca a capital na última posição entre as capitais do Nordeste.

O ex-gestor também revelou que o Governo do Estado chegou a propor a utilização do Hospital da Ilha para absorver casos de AVC e pacientes da ala de queimados, medida que ajudaria a desafogar os Socorrões, mas que teria sido recusada pela gestão municipal. “Dizer que os Socorrões estão lotados exclusivamente porque a população do interior está vindo para a capital não cabe. O debate precisa ser responsável e transparente”, declarou.

MP investiga falta de placas informativas em obras da Prefeitura de São Luís

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar possíveis irregularidades em obras executadas pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos de São Luís. A apuração envolve denúncias de ausência de placas de identificação em intervenções realizadas na capital maranhense, o que pode representar descumprimento da Lei Municipal nº 7.554/2024, que obriga a divulgação física de informações detalhadas sobre obras públicas.

A decisão foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público no dia 7 de maio de 2026 e a investigação é conduzida pela promotora de Justiça Ilana Franco Bouéres Laender Morais, titular da 41ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.

Segundo o procedimento, uma das situações analisadas envolve uma obra na Rua Oswaldo Cruz, no Centro de São Luís, nas proximidades da Praça Deodoro e do prédio da Receita Federal. Durante a apuração preliminar, a SEMOSP informou que a intervenção está vinculada ao Contrato nº 37/2023-SEMOSP, firmado com a empresa EDECONSIL Construções e Locações LTDA.

Apesar disso, o Ministério Público ressaltou que a simples divulgação digital das informações não atende às exigências legais, já que a legislação prevê a instalação de placas diretamente nos locais das obras. A promotoria determinou o envio de recomendação ao secretário municipal Davi Murad Col Debella para regularização das intervenções e apresentação da relação completa das obras em andamento, além das medidas adotadas para garantir transparência e publicidade dos contratos públicos.

Esmênia Miranda deve assumir Prefeitura de São Luís após saída de Braide 

A vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) deve assumir o comando da Prefeitura de São Luís pelos próximos dois anos após a saída do prefeito Eduardo Braide (PSD), que deixará a administração municipal para disputar o Governo do Maranhão em 2026.

Braide anunciou a pré-candidatura nesta quinta-feira (31), dentro do prazo de desincompatibilização exigido para quem pretende concorrer a cargos majoritários. Com a saída do prefeito, Esmênia ficará à frente da gestão da capital até o fim do mandato, previsto para 2028.

Natural de Bacabal, Esmênia Miranda nasceu em 18 de julho de 1982 e é graduada em Geografia e História pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), além de mestre em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

A professora ingressou na Polícia Militar do Maranhão em 2007 e também lecionou no Colégio Militar Tiradentes I. Em seu segundo mandato como vice-prefeita, ela se tornará a quarta mulher a assumir a Prefeitura de São Luís, após Lia Varella, Gardênia Gonçalves e Conceição Andrade. Na primeira gestão de Braide, Esmênia também ocupou o cargo de secretária municipal de Educação até maio de 2021.

Voucher prometido não funciona e gestão Braide é criticada em dia de greve do transporte em São Luís

Em meio à greve dos rodoviários em São Luís, uma trabalhadora relatou ter sido prejudicada ao tentar utilizar o voucher para transporte por aplicativo prometido pela Prefeitura como alternativa emergencial.

Segundo denúncia, mesmo estando cadastrada no sistema, a corrida não foi liberada, obrigando a usuária a pagar do próprio bolso um valor considerado alto para conseguir se deslocar. O caso reforça a evidência de que a medida anunciada pela gestão municipal não tem funcionado na prática para quem mais precisa.

A situação se soma às reações negativas à decisão do prefeito Eduardo Braide de disponibilizar apenas duas linhas de ônibus durante a paralisação, medida considerada insuficiente para atender uma capital inteira.

Trabalhadores e estudantes relatam dificuldades para chegar aos seus destinos, enfrentando atrasos, longas caminhadas ou a impossibilidade total de locomoção.

Para a população, a crise evidencia a falta de planejamento e a fragilidade das soluções apresentadas, transformando o direito à mobilidade urbana em um desafio diário de sobrevivência.

Justiça concede prisão domiciliar à primeira-dama e à vice-prefeita de Turilândia

A primeira-dama de Turilândia, Eva Curió, e a vice-prefeita Tanya Karla Cardoso Mendes Mendonça, presas no âmbito da Operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público do Maranhão, tiveram a prisão preventiva convertida em prisão domiciliar.

A decisão foi proferida pela desembargadora Graça Amorim, após manifestação do Ministério Público e análise de um estudo social anexado aos autos, com fundamento no Código de Processo Penal e na Constituição Federal.

Com a nova decisão, as investigadas deverão cumprir recolhimento domiciliar integral, podendo sair apenas mediante autorização judicial, além de estarem sujeitas a monitoramento eletrônico, caso haja disponibilidade do equipamento.

Também foi determinada a proibição de contato com outros investigados ou testemunhas do processo. A vice-prefeita segue afastada do cargo e, por essa razão, permanece impedida de assumir o comando da Prefeitura de Turilândia.