Crise no MP-MA leva à exoneração coletiva de promotores do Gaeco após divergência sobre Operação Tântalo II

O Ministério Público do Maranhão enfrenta uma grave crise institucional após o pedido de exoneração coletiva de dez promotores que integravam o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

A decisão foi liderada pelo coordenador do grupo, Luiz Muniz Rocha Filho, e teve como principal motivação a insatisfação com o posicionamento da cúpula da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), que emitiu pareceres favoráveis à soltura de investigados na Operação Tântalo II, responsável por apurar um suposto esquema de corrupção e desvio de recursos públicos no município de Turilândia.

De acordo com as investigações conduzidas pelo Gaeco, o esquema teria causado prejuízo estimado em cerca de R$ 56 milhões, envolvendo fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e a participação de membros da família do gestor municipal, vereadores e ex-servidores da prefeitura.

Os promotores defendiam a manutenção das prisões preventivas como medida essencial para preservar provas e garantir a continuidade das diligências iniciadas no fim de 2025. Em sentido oposto, a PGJ sustentou que, após a conclusão de etapas relevantes da apuração no início de janeiro, as prisões já não seriam indispensáveis, propondo a adoção de medidas cautelares alternativas. A divergência técnica acabou provocando o rompimento público entre os promotores de atuação direta no caso e a administração superior do Ministério Público.

GAECO inicia oitivas sobre esquema de corrupção que teria desviado R$ 56 milhões em Turilândia

O Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), iniciou as oitivas dos acusados de participação em um suposto esquema de corrupção na Prefeitura de Turilândia, que teria causado, preliminarmente, um prejuízo de R$ 56 milhões aos cofres públicos.

No primeiro dia de depoimentos, apenas a chefe do Setor de Compras do município, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, prestou esclarecimentos, negando qualquer envolvimento nas irregularidades investigadas.

Já na segunda-feira (05), os demais convocados Eustáquio Diego Fabiano Campos, médico neurocirurgião apontado como agiota; Clementina de Jesus Pinheiro, pregoeira; Wandson Jonath Barros, contador; Janaína Soares Lima, ex-vice-prefeita; e Marlon de Jesus Arouche Serrão, empresário e marido da ex-vice-prefeita — optaram por permanecer em silêncio, informando que só se manifestarão em juízo.

As oitivas devem seguir até a quarta-feira (07), e o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió, e a primeira-dama Eva Maria Oliveira Cutrim Dantas, conhecida como Eva Curió, estão previstos para prestar depoimento nesta terça-feira (06).

Gaeco deflagra Operação Acqua Alta e apura desvio de mais de R$ 7 milhões em Buriticupu

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão deflagrou, na manhã desta quarta-feira (5), a Operação Acqua Alta, que cumpre dez mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão.

As diligências ocorrem nos municípios de São Luís, Imperatriz, Buriticupu, Presidente Dutra e Cantanhede. A investigação apura indícios de irregularidades na contratação da empresa Veneza Construções e Locações Eireli pela Prefeitura de Buriticupu, envolvendo suspeitas de inexecução contratual e desvio de recursos públicos.

Segundo o Gaeco, a empresa teria sido contratada para realizar obras já executadas pela gestão municipal anterior, com pagamentos que somam mais de R$ 7 milhões. Parte dos valores teria sido repassada a servidores públicos, familiares de envolvidos e à empresa Alpha Construções e Serviços Ltda., ligada ao atual prefeito de Buriticupu.

Os investigados já respondem a uma Ação Civil Pública por Improbidade Administrativa, proposta pelo promotor Felipe Rotondo.

A operação conta com apoio das Polícias Civil e Militar, além de promotores dos núcleos de São Luís, Imperatriz e Açailândia.

O material apreendido será analisado pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD). O nome Acqua Alta faz referência ao fenômeno de enchentes em Veneza, em alusão ao nome da empresa investigada.

Gaeco investiga cartel que fraudou R$ 85,5 milhões em Imperatriz

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação Pavimentum, que investiga a atuação de um cartel responsável por fraudes milionárias em licitações de pavimentação asfáltica em Imperatriz.

A ofensiva cumpre 26 mandados de busca e apreensão em cinco cidades, incluindo São Luís, Açailândia, Governador Edison Lobão e Barras (PI), com apoio do Gaeco do Piauí e de diversos órgãos de segurança estaduais. De acordo com o MPMA, empresas envolvidas teriam atuado em conluio para vencer licitações junto à Secretaria Municipal de Infraestrutura, firmando contratos que somam R$ 85,5 milhões — muitos deles voltados à popular operação “tapa-buracos”.

Os laudos técnicos obtidos durante a investigação apontam graves irregularidades nas obras, como deformações no pavimento e serviços de terraplanagem executados em desacordo com as normas técnicas. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 23 milhões em bens de pessoas físicas e jurídicas investigadas, valor estimado do prejuízo causado ao erário.

Um dos alvos identificados é a empresa ENGEFORT Construtora e Empreendimentos LTDA, de Imperatriz, cujo proprietário é o empresário Antônio Carlos Del Castilho. Segundo o MP, os contratos sob suspeita foram firmados durante a gestão do prefeito Assis Ramos. O material apreendido será analisado para embasar futuras denúncias criminais.

Gaeco deflagra operação e bloqueia R$ 33 milhões em Turilândia

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação Tântalo, cumprindo 40 mandados de busca e apreensão em sete municípios do estado.

A ação, autorizada pela desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, investiga supostas fraudes em contratos públicos no município de Turilândia, envolvendo as empresas Posto Turi Ltda, AB Ferreira Ltda, WS Canindé Eireli, SP Freitas Júnior Ltda (Construtora Inovar) e Luminer Serviços Ltda. Os contratos, que deveriam garantir bens e serviços essenciais, como fardamento, materiais de limpeza, obras e combustíveis, são suspeitos de desvio de recursos públicos.

Além da apreensão de documentos e equipamentos eletrônicos, foi determinado o bloqueio de R$ 33.979.768,02 nas contas dos investigados, correspondente ao levantamento parcial dos danos ao erário. Durante a operação, também foram apreendidos cerca de R$ 25 mil em espécie.

A ação contou com o apoio de promotores de justiça de diversas comarcas, das Polícias Civil e Militar do Maranhão e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência do MPMA (Caei). Os materiais apreendidos serão analisados pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), para reforçar o conjunto probatório e subsidiar a denúncia contra os envolvidos.

Operação desarticula esquema de desvio de verbas públicas em Prefeituras do Maranhão

A Superintendência Estadual de Combate à Corrupção (Seccor) da Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira, 12, uma operação que investiga um esquema de desvio de verbas públicas envolvendo prefeituras e câmaras municipais do Maranhão.

Autorizada pela Justiça Estadual, a ação cumpriu mandados de busca em diversos endereços em São Luís e no interior do estado, arrecadando documentos, computadores e dispositivos eletrônicos que serão analisados pela equipe de investigação.

O esquema, que tramitava sob sigilo, supostamente utilizava empresas fantasmas para fraudar licitações e firmar contratos para fornecimento de bens de consumo, com o uso de “notas frias” e “laranjas”. Segundo a delegada Katrine Chaves, sete empresas atuavam no esquema, concorrendo entre si em licitações que envolviam mais de 30 entes públicos no estado.

A Justiça bloqueou mais de R$ 3 milhões dos suspeitos, valor que poderá ser revertido aos cofres públicos em caso de condenação. As investigações prosseguem com foco em identificar o envolvimento de servidores públicos e ampliar a compreensão das fraudes.

MP investiga esquema fraudulento em contratações municipais

O MPMA – Ministério Público do Maranhão está investigando um suposto esquema fraudulento em contratações realizadas por vários municípios do estado, incluindo o município de Bacabal. A investigação foi iniciada a partir da Notícia de Fato nº 2446-257/2023, autuada em 23 de outubro de 2023, após o recebimento de uma Representação Criminal encaminhada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO/SÃO LUÍS).

De acordo com o documento, a denúncia, identificada como Atendimento ao Público nº 1171-509/2023, aponta possíveis irregularidades nas contratações de três empresas: Empresa Brasileira de Gestão de Ativos Ltda., Instituto Azimuth de Tecnologia e Processamento de Informações Ltda., e Autobahn Tecnologia Ltda. Essas contratações são suspeitas de envolvimento em um esquema fraudulento, comprometendo a transparência e legalidade dos processos licitatórios.

Dada a gravidade das alegações e a necessidade de aprofundar as investigações, o MPMA decidiu converter a Notícia de Fato em um Procedimento Administrativo (stricto sensu), conforme os artigos 7º e 3º da Resolução CNMP nº 174/2017. Esta decisão visa assegurar a apuração minuciosa dos fatos relatados, garantindo que todas as providências necessárias sejam tomadas para esclarecer a situação e responsabilizar os envolvidos, se comprovada a fraude.

Gaeco investiga irregularidades em contratação pública em São Luis Gonzaga do Maranhão

Na manhã desta terça-feira, 30, o Ministério Público do Estado do Maranhão, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), iniciou a Operação Spectrum em diversos municípios maranhenses, incluindo São Luís Gonzaga, Gonçalves Dias, Bacabal e São Luís.  A operação tem como alvo investigar possíveis infrações penais relacionadas à contratação de uma empresa pelo município de São Luís Gonzaga.

A ação foi desencadeada em resposta a 13 mandados de busca e apreensão emitidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados – Termo Judiciário de São Luís, atendendo integralmente à solicitação do Ministério Público.  Além disso, foi autorizado o bloqueio de um montante significativo, totalizando R$ 4.636.709,32, nas contas bancárias de todos os investigados, correspondente ao prejuízo causado aos cofres públicos.

A investigação teve início após o Gaeco instaurar um Procedimento Investigatório Criminal baseado em representações que apontavam possíveis irregularidades na contratação da empresa B R TERCEIRIZAÇÃO E SERVIÇOS EIRELI, CNPJ 20.928.415/0001-37, pelo município de São Luís Gonzaga. Esta contratação, realizada através do Pregão Eletrônico nº 002/2022, visava a prestação de serviços de mão de obra terceirizada.

Entre as irregularidades encontradas, destacam-se a falta de publicidade na licitação, além da constatação da incapacidade operacional da empresa contratada para a execução dos serviços. Também foram identificadas transações suspeitas com outras empresas contratadas pela prefeitura de São Luís Gonzaga, todas ligadas aos demais investigados.

Diante da evidência de envolvimento do pregoeiro, Rafael Luis Morais Araujo, e do secretário de Administração, Antonio Rafael Nani, ambos foram temporariamente afastados de suas funções, conforme determinado pela decisão judicial.

A Operação Spectrum conta com o apoio de 25 equipes e mais de 70 agentes da Polícia Rodoviária Federal, que estão prestando suporte operacional para o cumprimento dos mandados. Além disso, promotores de Justiça dos núcleos de São Luís, Imperatriz e Timon, juntamente com a Polícia Civil do Maranhão e promotores de Justiça de diversas comarcas do estado, estão participando ativamente da operação. O apoio da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência (CAEI-MPMA) também foi fundamental para o sucesso da ação.

Os documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos serão minuciosamente analisados pelo Gaeco e pelo Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), com o objetivo de reunir provas que subsidiem o oferecimento da petição acusatória.

O nome escolhido para a operação, Spectrum, deriva do latim e significa “espectro”, “visão”, “fantasma” ou “aparência”. Esta escolha faz alusão à possível inexistência dos serviços prestados pela empresa B R TERCEIRIZAÇÃO E SERVIÇOS, contratada para fornecimento de mão de obra, que mantinha relações financeiras suspeitas com os demais investigados.

Vereadores de São Luís são alvos de operação do Gaeco e da PRF

Uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou na manhã de hoje na deflagração da operação “Véu de Maquiavel”.

Três membros da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís-MA e um vereador foram alvos das ações, que visam desvendar suspeitas de desvio de verbas de emendas parlamentares durante a gestão do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

Os alvos da operação incluem os parlamentares Aldir Júnior, que ocupa o cargo de 1º secretário da Mesa Diretora, Edson Gaguinho, 3º vice-presidente, e Chaguinhas, 1º vice-presidente da Câmara Municipal. Além deles, o vereador Umbelino Júnior, que não faz parte da Mesa Diretora, também é investigado no âmbito dessa operação.

As diligências realizadas hoje envolveram busca e apreensão nos gabinetes dos vereadores na Câmara Municipal e em suas respectivas residências. A ação visa reunir evidências relacionadas aos supostos desvios de verbas de emendas parlamentares, que teriam ocorrido durante a administração do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior.

Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados e estão sendo cumpridos em diversos locais da cidade. No total, estão sendo realizados 34 mandados, visando coletar provas que possam corroborar as suspeitas de crimes como lavagem de capitais, peculato e organização criminosa.

Preso pela Gaeco, em Imperatriz, comemorou aniversário no dia anterior à operação

Ontem, antes da Operação do Gaeco, que prendeu preventivamente o secretário de Limpeza Urbana de Imperatriz, Allan Jhones, o prefeito da cidade, Assis Ramos, esteve no seu aniversário.

Em uma entrevista a uma rádio local, Assis disse que não é Deus para ser onipresente em todas as secretarias e insinuou que reconhece que pode haver corrupção em sua gestão.

Acontece que o investigado é compadre do prefeito e mantém laços de amizades e familiares com o responsável pela Limpeza Urbana de Imperatriz.

Ramos, que é delegado de ofício, devia ter um faro melhor para possíveis irregularidades.

Veja a reportagem da Operação