
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), enviou nesta quarta-feira (3) uma proposta à Câmara Municipal para que os vereadores revoguem a lei que elevou seu próprio salário de R$ 25 mil para R$ 38 mil reajuste que desencadeou uma disputa judicial e política envolvendo o gestor e os auditores fiscais do município.
A iniciativa ocorre um dia após Braide ter sido alvo de uma representação pedindo sua cassação por suposta infração político-administrativa e crime de responsabilidade. Segundo o Imirante, interlocutores do prefeito procuraram o presidente da Câmara, Paulo Victor (PSB), oferecendo a revogação do aumento em troca da liberação das emendas parlamentares impositivas, que já são obrigatórias por lei. A sessão plenária precisou ser suspensa para informar aos vereadores sobre a proposta, que provocou indignação entre alguns parlamentares.
A votação da revogação deve ocorrer já na próxima semana. O impasse teve início no começo de 2025, quando vereadores aprovaram o reajuste após forte pressão de servidores da fiscalização, já que o aumento elevaria automaticamente o teto remuneratório da categoria, congelado há quase 20 anos. Apesar de inicialmente afirmar que não desejava o reajuste, Braide recorreu à Justiça alegando inconstitucionalidade, mas teve decisões desfavoráveis no Tribunal de Justiça do Maranhão.
Paralelamente, a Câmara recebeu uma representação que acusa o prefeito de descumprir a Lei nº 7.729/2025 que trata do seu próprio subsídio e de realizar cortes considerados ilegais em salários de servidores, ativos e inativos, desde 2024. A denúncia também menciona suposto desvio de finalidade no uso de recursos públicos. O pedido de cassação foi encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça, que analisará se o processo seguirá adiante.







O presidente da Câmara de Vereadores de São Luís, Paulo Victor (PSDB), tornou público uma troca de mensagens entre ele e o promotor de Justiça Zanony Passos Silva Filho, titular da Promotoria do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa.