
A renovação da delegação que permite ao governo do Maranhão administrar o Porto do Itaqui, um dos mais estratégicos do país, está ameaçada.
O convênio com a União vence em fevereiro de 2026, e sua prorrogação depende de uma conciliação entre o governo estadual, a Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR).
O impasse gira em torno da transferência de R$ 141 milhões da Emap para o Tesouro Estadual nos anos de 2017 e 2018, durante a gestão de Flávio Dino.
A Justiça Federal já determinou a devolução do valor, por entender que os recursos deveriam ser usados exclusivamente em atividades portuárias.
A Emap alega que a transação se deu como remuneração por juros sobre capital próprio, mas o episódio acentuou o distanciamento político entre Dino e o atual governador Carlos Brandão (PSB), ex-aliado e vice na gestão anterior.
Enquanto isso, o futuro da gestão do maior porto do Arco Norte segue indefinido e em disputa.








