Jornalista critica Flávio Dino e fala em comportamento “autoritário” na política do Maranhão

O jornalista Matias Marinho fez duras críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, ao comentar o cenário político no Maranhão. No programa Xeque-Mate, ele afirmou que o clima de incerteza no estado estaria relacionado a disputas políticas, sugerindo que o ex-governador adotou uma postura autoritária nos bastidores do poder. Para o titular do blog, a atual tensão política acaba gerando apreensão na população e impactando diretamente o ambiente administrativo no estado.

Em sua fala, Marinho comparou Dino ao ex-presidente José Sarney, a quem o ministro costumava criticar no passado. “Isso é o que eu sempre falei do Flávio Dino. No seu íntimo ele sempre quis ser um Sarney. Ele sempre chamou José Sarney de oligarca, mas hoje demonstra um comportamento autoritário e oligárquico”, afirmou.

O titular do blog também criticou a gestão de Dino à frente do governo maranhense, dizendo que, segundo sua avaliação, os indicadores sociais e econômicos do estado não apresentaram melhora durante os oito anos de sua administração.

Jornalista desmonta argumentos de secretário sobre obra fantasma: “primeiro caso de rua trans”, diz ele

O jornalista Matias Marinho criticou duramente a explicação apresentada pelo secretário de nfraestrutura de São José de Ribamar, Roberto Mouchrek, sobre uma obra de pavimentação questionada no município.

Segundo o jornalista, a justificativa apresentada pela gestão municipal tenta explicar a ausência da obra alegando que a rua teria outro nome na comunidade.

Em tom irônico, Marinho afirmou que seria “o primeiro caso de rua trans”, sugerindo que a administração estaria tentando mudar o nome da via para justificar a execução de uma pavimentação que moradores e vereadores dizem não existir no local indicado.

A denúncia foi inicialmente levantada pelo vereador Valdeir Reis, que afirmou ter encontrado a rua ainda sem pavimentação, com mato e lama, apesar de documentos indicarem que a obra já teria recebido pagamentos dentro de um convênio de cerca de R$ 5,8 milhões com o Ministério das Cidades, financiado por emenda parlamentar.

Em resposta, o secretário Roberto Mouchrek afirmou que a rua foi executada e que ela é conhecida por outro nome na região, além do que consta no contrato da obra.

Para Matias Marinho, no entanto, a explicação não se sustenta, e ele argumenta que a tentativa de justificar a pavimentação com mudança de nomenclatura apenas reforça as suspeitas de irregularidade no uso dos recursos públicos.

Coronel Augusta Andrade, que recentemente esteve no Xeque-Mate, é nomeada secretária de Segurança Pública do Maranhão

O governador Carlos Brandão anunciou nesta segunda-feira (17) a nomeação da coronel Augusta Andrade para o comando da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA). A escolha coloca uma mulher à frente de uma das áreas mais estratégicas da administração estadual e reforça o papel feminino em posições de liderança dentro do sistema de segurança pública.

Ao confirmar a nomeação, o governador destacou que a nova secretária terá como missão fortalecer o sistema de segurança no estado e intensificar as ações de combate à criminalidade. Segundo Brandão, o objetivo é ampliar as políticas de prevenção e garantir mais proteção e tranquilidade para a população maranhense.

A coronel Augusta Andrade possui trajetória consolidada nas forças de segurança e assume o cargo com o desafio de dar continuidade às políticas públicas voltadas ao enfrentamento da violência. Sua chegada à pasta representa também um marco simbólico na ampliação da presença feminina em cargos historicamente ocupados por homens.

Recentemente, Augusta Andrade esteve no programa Xeque-Mate, apresentado pelos jornalistas Matias Marinho e Janayna Ricoly, onde falou sobre sua trajetória na Polícia Militar, os desafios enfrentados pelas mulheres na corporação e os avanços nas políticas de proteção às vítimas de violência. Durante a entrevista, ela também destacou a importância da Lei Maria da Penha como instrumento fundamental no combate à violência doméstica.

Natural do Piauí, a coronel iniciou sua carreira militar após prestar concurso em 1992. Formada pela academia da Polícia Militar do Rio de Janeiro, retornou ao Maranhão em 1995 e enfrentou os desafios de um ambiente predominantemente masculino. Ao longo da carreira, participou de avanços importantes na ampliação de direitos para mulheres na corporação e também destacou o reconhecimento nacional conquistado pela Patrulha Maria da Penha no estado.