Compra de fazenda ligada a Weverton Rocha volta ao centro de debate após novas suspeitas

A compra de uma fazenda no município de Matões do Norte pelo senador Weverton Rocha voltou a repercutir após questionamentos sobre o valor do negócio.

Segundo informações divulgadas pelo Blog do Domingos Costa, pessoas ligadas ao setor agropecuário avaliam que o empreendimento, que possui pista de pouso e 25 poços, teria valor de mercado superior aos R$ 15 milhões que teriam sido registrados na negociação. Um dos entrevistados, que pediu para não ser identificado, afirmou que o montante divulgado seria incompatível com as características da propriedade.

O caso ganhou novos desdobramentos em meio às investigações da Polícia Federal que citam o nome do senador em apurações relacionadas ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.

Conforme as publicações, existem suspeitas de que a aquisição da fazenda possa ser alvo de apuração para verificar eventual relação com o esquema de fraudes envolvendo benefícios do INSS. Até o momento, as suspeitas mencionadas não representam conclusão definitiva sobre os fatos, que seguem sob análise dos órgãos competentes.

Veja o momento em que PF cumpre mandados na casa do senador Weverton Rocha

Imagens registraram o momento em que policiais da Polícia Federal estiveram na residência do senador Weverton Rocha (PDT-MA), em Brasília, na manhã desta quinta-feira (18), durante o cumprimento de mandados da Operação Sem Desconto.

Além do imóvel na capital federal, a PF também realizou diligências na casa do parlamentar em São Luís.

Weverton Rocha é um dos alvos da operação, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

De acordo com as informações apuradas, um assessor parlamentar do senador também foi alvo das medidas judiciais, que integram a nova fase da investigação conduzida pela Polícia Federal.

Operação Sem Desconto tem senador Weverton Rocha como alvo de mandados da Polícia Federal

A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram, nesta quinta-feira (18), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que apura um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

Estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

Segundo informações divulgadas pela TV Globo, um dos alvos de mandados de busca é o senador Weverton Rocha (PDT-MA). No âmbito da operação, o secretário-executivo do Ministério da Previdência, Aldroaldo Portal, foi afastado do cargo e teve prisão domiciliar decretada.

A Polícia Federal também prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, além de Eric Fidélis, filho do ex-diretor de Benefícios do órgão, André Fidelis. As investigações buscam esclarecer crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação e dilapidação de patrimônio.

Weverton Rocha é flagrado usando jatinho ligado a lobista investigado por fraudes no INSS

O senador Weverton Rocha (PDT) foi flagrado utilizando uma aeronave associada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado pela Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias em aposentadorias de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O jatinho Beech Aircraft modelo F90, prefixo PT-LPL, pertence a um advogado que defende Antunes no Supremo Tribunal Federal (STF). Reportagens do portal Metrópoles revelaram que a aeronave foi usada pelo lobista em pelo menos dois voos em 2024, enquanto imagens recentes mostram o senador desembarcando do mesmo avião em Brasília nos dias 1º e 15 deste mês.

Weverton negou ter viajado na companhia de Antunes e disse que apenas pega “carona” no jatinho, argumento reforçado pelo proprietário do avião, que classificou as coincidências como casuais. No entanto, a situação reacendeu suspeitas sobre as ligações do senador com personagens próximos ao esquema.

Reportagens apontaram que Gustavo Marques Gaspar, empresário e ex-assessor de Weverton, concedeu procuração a Rubens Oliveira Costa, conhecido como “homem da mala” do Careca do INSS, para movimentar recursos de sua empresa GM Gestão Ltda.

Além disso, Antunes teria anunciado a venda de um veículo em nome de Gaspar, reforçando indícios de proximidade entre o grupo investigado e aliados do parlamentar.

Weverton declara apoio a Orleans Brandão caso Carlos Brandão permaneça no governo

Sem rodeios, o senador Weverton Rocha (PDT) afirmou nesta terça-feira (10), durante ato político na residência da presidente da Assembleia Legislativa, Iracema Vale (PSB), que apoiará a pré-candidatura de Orleans Brandão (PSB) ao governo do Maranhão, caso o governador Carlos Brandão (PSB) decida permanecer no cargo. O evento reforçou a união do grupo político ligado ao presidente Lula no estado.

Weverton defendeu a coesão das lideranças aliadas ao governo federal no Maranhão e disse que respeitará a decisão de Brandão, seja ela qual for. “Cabe exclusivamente ao governador decidir. Qualquer que seja o caminho, comunicarei ao presidente Lula que estarei ao lado do governo estadual”, afirmou o senador, sinalizando alinhamento com o projeto de continuidade.

Weverton Rocha é alvo de investigação da PF por suposta ligação com fraude no INSS

A Polícia Federal investiga o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula no Senado, por possível envolvimento no esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias via associações fraudulentas ligadas ao INSS.

Rocha deve ser chamado para depor sobre sua relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores da fraude. O senador admitiu ter recebido Antunes tanto em seu gabinete quanto em sua residência, mas nega qualquer participação em irregularidades.

O esquema já fez mais de dois milhões de vítimas, como a aposentada Simone das Mesquisas, que teve R$ 75 descontados mensalmente sem autorização. A investigação aponta que pelo menos 25 das 41 entidades autorizadas a realizar descontos previdenciários são fraudulentas e algumas delas teriam vínculos com políticos de diversos partidos.

Enquanto isso, o governo federal ainda não apresentou um plano para ressarcir os lesados. A CPI mista que pretende apurar o escândalo segue no aguardo da instalação pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, prevista para 17 de junho.