Sarney elogia gestão de Brandão e diz que Maranhão vive “momento de paz”

Durante entrevista ao jornalista Rodrigo Bonfim, do Grupo Mirante, o ex-presidente José Sarney (MDB) destacou o clima político do Maranhão sob a condução do governador Carlos Brandão.

Ao comentar sobre o cenário atual do estado, Sarney afirmou que Brandão tem guiado o Maranhão com diálogo e tranquilidade, contrastando com períodos anteriores que, segundo ele, eram marcados por maior radicalismo.

Para o ex-presidente, o estado vive hoje “um momento de paz e crescimento”.

Sarney participou da entrevista para divulgar o relançamento de três obras literárias O Dono do Mar, Saraminda e A Duquesa Vale uma Missa que acontece nesta sexta-feira (05), às 18h, na Livraria AMEI, no São Luís Shopping.

O ex-presidente também comentou sobre outros temas, como a saúde da filha, Roseana Sarney (MDB), mas reforçou que vê na gestão Brandão um governo de diálogo e estabilidade para o Maranhão.

Sarney manifesta apoio à filha Roseana em tratamento contra câncer de mama

Aos 95 anos, o ex-presidente José Sarney tem acompanhado de perto o tratamento da filha, a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney, diagnosticada recentemente com câncer de mama.

Desde que tornou pública a doença, Roseana vem recebendo manifestações de solidariedade, mas conta especialmente com o apoio do pai, que usou as redes sociais para destacar o otimismo em relação à recuperação da filha.

Em mensagem emocionada, Sarney ressaltou a força de Roseana diante do desafio. “Entre abraços e silêncios, encontro sempre na Roseana a força que a vida lhe ensinou a ter.

Hoje, ela enfrenta mais uma batalha, e não é por acaso que todos a chamam de Guerreira”, escreveu. Roseana segue em São Paulo (SP), onde realiza sessões de quimioterapia, mantendo-se firme na luta contra a doença.

Roseana Sarney inicia tratamento contra câncer de mama

A deputada federal e ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (MDB), de 72 anos, anunciou que iniciará sessões de quimioterapia após diagnóstico de câncer de mama.

No último dia 15, ela havia informado pelas redes sociais que passaria por cirurgia, mas, segundo recomendação médica, o tratamento começará pelas sessões quimioterápicas.

Neste domingo (24), Roseana voltou a se manifestar, pedindo orações e mensagens positivas. A parlamentar demonstrou confiança na recuperação e tranquilizou seus seguidores: “pode confiar que vou ficar boa”, declarou.

Lula resgata episódio do Plano Cruzado e critica autoritarismo econômico do Governo Sarney

Em discurso recente no interior de São Paulo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relembrou episódios históricos da economia brasileira para criticar gestões passadas e ilustrar os impactos sobre a classe trabalhadora. Entre as citações, chamou atenção a lembrança do uso da Polícia Federal durante o Plano Cruzado, em 1986, no governo de José Sarney — hoje aliado político de Lula.

O presidente questionou: “Quem não está lembrado da Polícia Federal correndo atrás de gado, em 1986, por causa do Plano Cruzado?” Referia-se à repressão contra produtores rurais, quando agentes foram mobilizados para fiscalizar estoques e coibir aumentos de preços, num esforço de conter a inflação que acabou marcando a gestão Sarney como intervencionista e autoritária.

Ao resgatar o episódio, Lula contrastou as diferentes estratégias econômicas adotadas nas últimas décadas, como o confisco da poupança por Fernando Collor e o Plano Real de Fernando Henrique Cardoso. Para ele, o uso da força policial para controlar a economia é um exemplo de falta de sensibilidade social e de políticas improvisadas que puniram a população. A crítica, mesmo direcionada a um aliado histórico, expõe contradições e revela como velhas práticas políticas seguem influenciando o debate nacional.

Interventor da CBF, Fernando Sarney diz que não vai interferir em acordo com Ancelotti

Nomeado interventor da CBF por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (15), Fernando Sarney afirmou que convocará novas eleições “no menor prazo possível”.

Ele evitou falar em mudanças drásticas e disse que antes pretende entender melhor a situação da entidade.

Ao comentar o momento, Sarney afirmou que não pretende interferir diretamente na gestão do futebol ou em contratos, como o acordo com Carlo Ancelotti.

Esse ponto chegou a ser mencionado na ação judicial que apresentou contra Ednaldo Rodrigues, classificado por ele como uma “manobra diversionista” em meio à crise institucional da CBF.

“Não vou mexer com isso, não. O futebol segue a sua vida. Sou apenas transitório. Meu objetivo é, no menor espaço de tempo, fazer a eleição. Primeiro vou sentar a bunda na cadeira um ou dois dias, resolver isso e acabar com essas brigas na Justiça”, disse Fernando Sarney.

Cerca de 20 minutos antes de ser destituído do cargo por decisão do desembargador Gabriel de Oliveira Zéfiro, Ednaldo Rodrigues disse estar tranquilo diante das investigações. “Quem faz as coisas corretas não tem o que temer”, afirmou.

Com a saída de Ednaldo e a chegada de Sarney, a CBF entra em um novo processo de transição, em mais um capítulo turbulento da sua gestão administrativa e jurídica.

José Sarney e Flávio Dino participam de posse de Ceres Murad na Academia Maranhense de Letras

O ex-presidente José Sarney (MDB) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino participaram, na noite desta terça-feira (29), da cerimônia de posse da escritora Ceres Murad como a mais nova imortal da Academia Maranhense de Letras (AML).

A solenidade, marcada por discursos e homenagens, marcou a entrada de Ceres na Cadeira de número 4, cujo patrono é o jurista e pensador Cândido Mendes de Almeida. A cadeira foi anteriormente ocupada por Joaquim Itapary.

A recepção da nova acadêmica ficou a cargo do desembargador federal Ney Bello Filho, também membro da instituição. Após a cerimônia, realizada na sede da AML, os convidados se reuniram em um coquetel no Convento das Mercês, em São Luís, celebrando a trajetória literária e intelectual de Ceres Murad.

José Sarney testa positivo para Covid-19 e suspende agenda pública

O ex-presidente da República José Sarney (MDB), de 94 anos, testou positivo para a Covid-19 nesta quarta-feira (16), após apresentar sintomas gripais e tosse intensa desde a noite anterior.

O diagnóstico foi confirmado por um teste rápido de farmácia, e, em seguida, Sarney foi encaminhado ao Hospital Brasília, onde passou por exames detalhados. Após avaliação médica, recebeu alta e já se encontra em casa, com quadro de saúde estável, segundo informou sua assessoria.

Com o diagnóstico, todos os compromissos públicos de Sarney foram suspensos pelos próximos sete dias para sua recuperação. A assessoria ressaltou que o ex-presidente está com a vacinação em dia, incluindo as doses de reforço indicadas para sua faixa etária.

Familiares e funcionários próximos foram testados por precaução, mas não apresentaram infecção. Apesar da idade avançada, Sarney vinha participando ativamente de eventos e homenagens promovidas por instituições como a OAB, a Câmara Legislativa do DF e o Senado Federal.

Homem que se explodiu no DF postou mensagem de ódio até contra Sarney

O homem identificado como Tio França (ou Tiü França), que se explodiu na noite desta quarta-feira, 13, em frente à sede do STF, publicou várias mensagens em redes sociais antes do suposto atentando.

Numa delas, teria feito a ameaças a William Bonner, Geraldo Alckmin, Fernando Henrique Cardoso e até mesmo a José Sarney.

Em outro print de mensagem que circula nas redes, ele fazia críticas tanto ao presidente Lula (PT), quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Até agora, a Polícia Civil do DF trata o caso como suicídio.

Sarney festeja resistência do MDB em meio a mudanças partidárias e faz elogios ao atual governo

O ex-presidente da República José Sarney discorda do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sobre os rumos da sigla em 2026. Se o chefe do Executivo paulistano acredita que seu partido deve marchar ao lado de Jair Bolsonaro e o candidato que ele indicar, como apontou em entrevista ao Estadão, Sarney defende o caminho oposto.

Para ele, o MBD não tem motivos para não apoiar a reeleição de Lula, que comanda um governo com três ministros da legenda. O ex-presidente se diz amigo pessoal de Lula, e, em, conversa com o Estadão, rasga elogios ao aliado que um dia já foi adversário político.

Há alguns dias, em um artigo, o ex-presidente José Sarney escreveu sobre a longevidade do MDB. Em tempos nos quais muitas vezes a sobrevivência dos partidos políticos é efêmera, o Movimento Democrático Brasileiro é uma das mais antigas siglas do país. Foi depois das eleições estaduais de 1965 que, conta Sarney, ainda no governo do presidente Carlos Castelo Branco, após o Ato Institucional nº 2, decidiu-se criar dois partidos para abrigarem de um lado os governistas e de outro a oposição. E assim foi feito.

Fundou-se a Arena (Aliança Renovadora Nacional) e o MDB, conduzido por Ulysses Guimarães, que enfrentou a ditadura militar. “Não teria sido feita a transição democrática, em 1985, (que foi feita no meu governo que culminou com a eleição direta para presidente da República em 1989) e não haveria democracia no Brasil se não fosse o MDB”, diz Sarney, um dos políticos mais longevos do país (94 anos) numa conversa exclusiva por telefone ao Estadão.

Do Maranhão, onde passa parte do tempo, com a esposa dona Marly quando não está em Brasília, o ex-presidente acompanhou as eleições municipais em todo o País. Comemorou o crescimento do MDB que elegeu 864 prefeitos (o primeiro em números de eleitores votantes, 27,9 milhões) e agradeceu ao presidente do partido, o deputado Baleia Rossi (SP), pelo trabalho durante o pleito.

“Ele foi incansável, excepcional”. Comentou a campanha de falta de modos e de desestabilização dos adversários feita pelo coach Pablo Marçal. E criticou o prefeito reeleito de São Paulo, Ricardo Nunes, que, embora emedebista, tenha se aliado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ao governador Tarcísio de Freiras (Republicanos). Sarney afirmou que irá trabalhar para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito em 2026, caso o petista resolva disputar mais um mandato.

Veja os principais trechos da conversa:

– O candidato que ganhou e se reelegeu na maior cidade do país foi o prefeito emedebista Ricardo Nunes, ligado e apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. O que nos leva a deduzir que em 2026, Nunes estará com Bolsonaro…

– Sou amigo pessoal do Lula, gosto muito dele. De maneira que, se o Lula for candidato, sou da opinião que nós devemos apoiar o Lula. E ele está fazendo um bom governo, não tá? Tá. Como sempre fez em outros mandato. O Lula tem uma grande presença, veio da classe trabalhadora e representa a visão da população. Ele foi o homem que estendeu a participação de todas as classes no governo. Se não fosse a democracia, o Lula não seria candidato a presidente. Mas com a democracia, fomos capazes de chegar a ter um presidente recrutado na área dos trabalhadores do país.

– O apoio de Nunes parece que se deveu mais ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por que, se fosse pela lógica, o MDB tem três ministérios no governo do presidente Lula…

– O MDB tem três ministérios robustos entre as 37 pastas importantes: Planejamento, pasta central da Economia, com Simone Tebet; Cidades, de diálogo constante com municípios, com Jader Filho; e Transporte, com grande orçamento e diálogo constante com os estados, com Renan Filho… Mas acontece que não há um apoio formal. Todo ele é informal.

– Como informal?

– Quero dizer que não é uma decisão que o partido tenha formalmente tomado. Foram escolhas que resultaram de um diálogo constante porque nós estamos ainda numa fase de apoio entre os partidos.

– O senhor ficou feliz com o desempenho eleitoral do MDB aqui no Estado de São Paulo, à exceção de Nunes que se elegeu jurando apoio a Bolsonaro?

– O que aconteceu foi que o Brasil ficou grudado, olhando para a Prefeitura de São Paulo.

– O que o senhor acha da ideia que se fala de Pablo Marçal, ser candidato em 2026? E o MDB pode ter um candidato forte na próxima eleição?

– Eu não posso entrar nessa coisa (de falar sobre o futuro de Marçal), porque eu não quero discutir o que ele ou outro vão fazer ou não. Eu já estou na fase de estar olhando as coisas com uma certa isenção, de longe. E é o que venho fazendo. Já estou muito velho para estar querendo influir ou participar diretamente, disso ou daquilo.

Mas o que eu posso dizer é que muitos partidos desapareceram e o MDB está firme e forte. Um virou uma coisa, outro virou outra coisa. Mas o MDB tem raízes históricas. A luta do MDB foi a luta pela volta do regime democrático e nós tivemos parte nessa luta. Por que sem a nossa colaboração ela não existiria.

Assembleia Legislativa concede Medalha Manuel Beckman a José Sarney

A Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) realizará uma sessão solene em homenagem ao ex-presidente da República e escritor José Sarney, de 94 anos.

O evento acontecerá nesta quarta-feira (19), às 10h, no Plenário Nagib Haickel, onde Sarney receberá a Medalha do Mérito Legislativo “Manuel Beckman”, a mais alta honraria do Poder Legislativo.

A sessão solene de entrega da Medalha do Mérito Legislativo “Manuel Beckman” a José Sarney é fruto de uma proposição do deputado Roberto Costa (MDB).

A cerimônia será presidida pela deputada Iracema Vale (PSB), presidente do Parlamento Estadual.

A homenagem também contará com a exposição “Hoje é Dia de… José Sarney”, em parceria com a Fundação da Memória Republicana. A exposição será composta por painéis que retratam capas de obras essenciais de Sarney, trechos desses títulos e críticas de destaque ao longo do tempo.

Instalada no hall de entrada do Plenário Nagib Haickel, a exposição destacará parte da vasta produção literária do membro das Academias Brasileira (ABL) e Maranhense de Letras (AML). Entre as 120 obras publicadas por Sarney estão “Norte das águas” (contos, 1969), “Marimbondos de fogo” (poesia, 1978) e “A duquesa vale uma missa” (romance, 2007).

Nascido em Pinheiro, Maranhão, em 24 de abril de 1930, José Sarney de Araújo Costa é advogado, escritor e político. Filho de Sarney de Araújo Costa e Kiola Ferreira de Araújo Costa, casou-se com Marly Macieira Sarney, com quem tem três filhos. Formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Maranhão em 1953 e ingressou na Academia Maranhense de Letras no mesmo ano.

Sarney iniciou sua carreira política em 1954 e ocupou diversos cargos ao longo de sua trajetória. Foi deputado federal, governador do Maranhão, vice-presidente da República e senador. Tornou-se presidente da República em 1985, após a morte de Tancredo Neves. Após seu mandato presidencial, elegeu-se duas vezes senador pelo estado do Amapá, ocupando a presidência do Senado em dois períodos distintos (1995-1996 e 2003-2004).

Além de sua carreira política, Sarney é um prolífico escritor com uma vasta obra que inclui poesia, contos, crônicas e romances. Algumas de suas obras mais notáveis são:

  • A Canção Inicial (1952, poesia)
  • A pesca do curral (ensaio, 1953)
  • Norte das águas (contos, 1969)
  • Marimbondos de fogo (poesia, 1978)
  • O dono do mar (romance, 1995)
  • Saraminda (romance, 2000)
  • A duquesa vale uma missa (romance, 2007)
  • Maranhão – sonhos e realidades (romance, 2010)