Lahesio Bonfim dispara críticas contra Eduardo Braide 

Durante entrevista concedida nesta terça-feira (21) ao canal “Silas TV”, o pré-candidato ao Governo do Maranhão, Lahesio Bonfim, fez duras críticas ao ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e elevou o tom da disputa política no campo da oposição. Lahesio acusou Braide de ter fechado espaço para diálogo e de se alinhar ao “sistema” político que, segundo ele, deveria ser combatido.

O pré-candidato do Partido Novo afirmou ainda que teria sido excluído de articulações políticas e acusou o grupo adversário de tentar enfraquecer sua candidatura.

Na entrevista, Lahesio também declarou que Braide atuaria, ao lado de aliados ligados ao ex-governador e atual ministro do STF, Flávio Dino, para “aniquilá-lo” politicamente.

O pré-candidato afirmou ter recusado propostas para disputar outro cargo e disse que permanecerá na corrida pelo Palácio dos Leões.

Mercado Central de São Luís é alvo de depredação durante período de reforma

Fechado há cerca de três meses sob a promessa de reforma, o Mercado Central de São Luís enfrenta uma situação distinta do que foi anunciado inicialmente. Comerciantes que atuavam no local denunciam a retirada constante de estruturas e materiais do prédio, como portões, grades, partes do telhado e componentes metálicos, sem qualquer tipo de controle aparente.

Imagens mostram pessoas atuando durante o dia, utilizando escadas para acessar áreas mais altas e remover peças da construção, levantando dúvidas sobre a legalidade das ações. Outro ponto que chama atenção é a ausência de medidas básicas de segurança no espaço, que permanece aberto e sem qualquer tipo de isolamento, como tapumes ou placas informativas sobre a obra.

Segundo relatos, a movimentação dentro do mercado ocorre quase diariamente, com a presença de indivíduos sem identificação e sem uso de equipamentos de proteção, além de um caminhão não identificado que frequentemente estaciona nas proximidades. Diante da falta de fiscalização, cresce entre comerciantes e moradores a sensação de abandono e o receio de que o prédio esteja sendo desmontado de forma gradual, agravando também as preocupações com a segurança na região.

TRE-MA cassa mandatos de vereadores do Podemos em São Luís 

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão decidiu, em sessão plenária realizada nesta quinta-feira (9), cassar os mandatos dos vereadores Fábio Macedo Filho, Wendell Martins e Raimundo Jr., todos eleitos pelo Podemos em São Luís nas eleições de 2024. A decisão atende a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apontou fraude à cota de gênero por parte da direção municipal do partido.

De acordo com o julgamento, a legenda teria utilizado uma candidatura fictícia para cumprir o percentual mínimo de 30% de candidaturas femininas exigido pela legislação eleitoral. O caso envolve a candidatura de Brenda Carvalho Pereira, que, segundo os autos, não realizou campanha efetiva e teria sido incluída apenas para atender formalmente à exigência legal.

Entre os elementos considerados pelo tribunal estão a discrepância entre os recursos recebidos e o desempenho eleitoral da candidata. Conforme o processo, ela recebeu cerca de R$ 300 mil do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), mas obteve apenas 18 votos. Para o Ministério Público Eleitoral, o cenário caracteriza o uso de candidatura “laranja”, além de indícios de desvio de recursos públicos.

O processo teve início ainda em 2024, após ação movida por suplentes de outros partidos. Em primeira instância, o pedido foi rejeitado, mas houve reviravolta após a inclusão de provas oriundas de investigação da Polícia Federal, determinada no âmbito do TRE-MA. Com isso, o plenário reformou a decisão anterior e acompanhou o parecer do Ministério Público, que já havia se manifestado pela cassação da chapa.

Com a decisão, os três vereadores perdem imediatamente os mandatos, e os suplentes da mesma chapa ficam impedidos de assumir. Caberá agora à Justiça Eleitoral recalcular os quocientes eleitoral e partidário para redistribuição das vagas na Câmara Municipal de São Luís. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, instância máxima da Justiça Eleitoral brasileira.

Justiça concede medidas protetivas contra vereador Marlon Botão 

O vereador de São Luís Marlon Botão (PSB) passou a ser alvo de medidas protetivas concedidas pelo Poder Judiciário do Maranhão após denúncia apresentada por sua ex-companheira, Hellen Kariny Coelho.

Segundo a denúncia, baseada na Lei Maria da Penha, o parlamentar teria praticado violência psicológica, moral e patrimonial. A vítima relatou ainda episódios de humilhações e ameaças, que, segundo ela, seriam agravados pelo uso da influência política do vereador.

Entre as medidas determinadas pela Justiça estão o afastamento mínimo de 300 metros da vítima, de sua residência e de seu local de trabalho, além da proibição de qualquer tipo de contato, seja por telefone, redes sociais ou por intermédio de terceiros.

A decisão também estabelece que o vereador não utilize sua posição ou influência política para constranger ou ameaçar a denunciante. As visitas ao filho do casal, que é portador de Transtorno do Espectro Autista (TEA), foram suspensas. Caso as medidas sejam descumpridas, a Justiça poderá decretar a prisão preventiva de Marlon Botão.

Mudanças partidárias ampliam bancadas do PV e Republicanos na Câmara de São Luís

A janela partidária movimentou o cenário político da Câmara Municipal de São Luís e resultou na ampliação das bancadas do Partido Verde (PV) e do Republicanos. Os vereadores Edson Gaguinho e Professora Magnólia deixaram suas antigas siglas e se filiaram ao PV, que integra a Federação Brasil da Esperança ao lado do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Gaguinho era filiado ao Progressistas (PP), enquanto Magnólia havia sido eleita pelo União Brasil. A mudança recebeu parecer favorável do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), em decisão liminar assinada pela juíza Rosângela Santos Prazeres Macieira, garantindo que os parlamentares mantenham seus mandatos.

Outros vereadores também obtiveram autorização da Justiça Eleitoral para a troca partidária. André Campos deixou o PP e se filiou ao Republicanos, enquanto Andrey Monteiro saiu do PV e passou a integrar o PP, desligando-se também da Federação Brasil da Esperança.

Ao analisar os pedidos, a magistrada considerou que a anuência formal dos partidos configura justa causa para a desfiliação, afastando a possibilidade de perda de mandato por infidelidade partidária. Mesmo sem utilizar diretamente o mecanismo da janela partidária, as decisões judiciais resultaram em uma nova configuração das forças políticas no Legislativo da capital maranhense.

Esmênia Miranda deve assumir Prefeitura de São Luís após saída de Braide 

A vice-prefeita Esmênia Miranda (PSD) deve assumir o comando da Prefeitura de São Luís pelos próximos dois anos após a saída do prefeito Eduardo Braide (PSD), que deixará a administração municipal para disputar o Governo do Maranhão em 2026.

Braide anunciou a pré-candidatura nesta quinta-feira (31), dentro do prazo de desincompatibilização exigido para quem pretende concorrer a cargos majoritários. Com a saída do prefeito, Esmênia ficará à frente da gestão da capital até o fim do mandato, previsto para 2028.

Natural de Bacabal, Esmênia Miranda nasceu em 18 de julho de 1982 e é graduada em Geografia e História pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), além de mestre em História pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

A professora ingressou na Polícia Militar do Maranhão em 2007 e também lecionou no Colégio Militar Tiradentes I. Em seu segundo mandato como vice-prefeita, ela se tornará a quarta mulher a assumir a Prefeitura de São Luís, após Lia Varella, Gardênia Gonçalves e Conceição Andrade. Na primeira gestão de Braide, Esmênia também ocupou o cargo de secretária municipal de Educação até maio de 2021.

Telhado de auditório de escola de Braide desaba em São Luís 

Parte do telhado do auditório da Escola Luís Viana, unidade da rede municipal de ensino de São Luís, desabou durante a madrugada.

Segundo moradores e membros da comunidade escolar, há bastante tempo vêm sendo feitas solicitações à prefeitura pedindo a reforma do prédio, mas, até agora, as demandas não teriam sido atendidas.

A situação causa ainda mais revolta entre pais e funcionários porque o espaço é utilizado com frequência pela Secretaria Municipal de Educação de São Luís para formações de professores e eventos institucionais.

O auditório também costuma receber cerimônias oficiais, como a posse de novos docentes da rede municipal, o que reforça as críticas da comunidade sobre a falta de manutenção na estrutura da escola.

Greve atinge ônibus urbanos e volta a afetar transporte em São Luís 

Como já era previsto, os usuários do transporte público da São Luís voltaram a enfrentar transtornos nesta sexta-feira (13) com uma nova paralisação no sistema.

A greve atinge apenas os ônibus urbanos da capital maranhense, enquanto os coletivos do sistema semiurbano, que atendem municípios da Região Metropolitana como Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa, continuam circulando normalmente.

A diferença entre os dois sistemas está no pagamento dos trabalhadores. Os rodoviários do semiurbano receberam, na quinta-feira (12), o salário de fevereiro já com reajuste determinado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região. Já os trabalhadores do sistema urbano não receberam o valor reajustado.

O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís afirma que ainda não recebeu o aumento do subsídio por parte da prefeitura, enquanto a gestão municipal sustenta que a frota disponível pelas empresas está longe de operar com 100% da capacidade.

MP irregularidades na contratação de terceirizados em São Bento

O MPMA – Ministério Público do Estado do Maranhão converteu uma Notícia de Fato em procedimento administrativo para aprofundar a investigação sobre possíveis irregularidades na contratação de servidores terceirizados pela Prefeitura de São Bento.

A apuração foi iniciada após denúncia que aponta a possível admissão de trabalhadores terceirizados sem o cumprimento das exigências legais previstas para esse tipo de contratação no serviço público.

De acordo com o MPMA, após solicitação de informações, a prefeitura encaminhou documentos relacionados ao caso. Com o encerramento do prazo da Notícia de Fato, o Ministério Público decidiu converter o procedimento para garantir a continuidade da investigação.

O órgão também determinou a notificação dos denunciantes para que, no prazo de 15 dias, apresentem manifestação fundamentada sobre os documentos enviados pela administração municipal, assegurando o direito ao contraditório e à ampla defesa durante a apuração.