PF desarticula quadrilha que produzia e vendia tirzepatida clandestina

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (27) a Operação Slim, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada na produção, fracionamento e comercialização clandestina de tirzepatida princípio ativo presente em medicamentos como o Mounjaro, utilizado no tratamento de diabetes e na perda de peso.

Segundo a PF, o grupo fabricava o produto sem qualquer controle sanitário, sem garantia de esterilidade e sem rastreabilidade, elevando de forma significativa os riscos à saúde dos consumidores.

Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, envolvendo clínicas, laboratórios, estabelecimentos comerciais e residências ligadas aos investigados.

Durante as ações, os agentes localizaram joias, veículos de luxo e até um jatinho pertencente aos membros da organização criminosa. A investigação apontou que o grupo operava uma estrutura de fabricação em condições incompatíveis com padrões sanitários, realizando envase, rotulagem e distribuição em escala industrial prática proibida no âmbito da manipulação magistral prevista em lei.

A PF também identificou que o produto clandestino era comercializado pela internet e impulsionado por estratégias de marketing digital para ampliar o alcance das vendas. Com apoio da Anvisa e das vigilâncias sanitárias estaduais, a operação busca interromper a atividade ilícita, identificar todos os responsáveis e recolher documentos, equipamentos e insumos que subsidiem análises laboratoriais e perícias técnicas.

Falta de medicamentos e transparência em São Pedro da Água Branca é investigado

Supostas irregularidades na compra de medicamentos pelo município de São Pedro da Água Branca estão sendo investigadas após denúncias feitas pela vereadora Marcella de Andrade Ribeiro de Souza.

Segundo seu depoimento, há escassez constante de remédios básicos em hospitais e postos de saúde, além de falta de informações no portal da transparência sobre o Pregão Eletrônico nº 12/2022, que trata justamente da aquisição desses medicamentos. A parlamentar ainda relatou que não teve acesso à documentação do processo licitatório, apesar de solicitação formal.

Diante da gravidade das denúncias e da mudança recente na gestão municipal, a representante foi notificada para confirmar se a situação persiste, especialmente quanto à continuidade da falta de medicamentos e da ausência de transparência. O caso foi formalmente convertido em Procedimento Administrativo para permitir a coleta de informações adicionais e aprofundamento das apurações.