Farol alto teria motivado crime: prefeito é indiciado por morte de policial

O prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), foi indiciado por homicídio após ser apontado como autor dos disparos que mataram o policial militar Geidson Thiago da Silva, conhecido como “Dos Santos”.

O crime ocorreu na noite de 6 de julho, durante uma vaquejada em Trizidela do Vale. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, a motivação teria sido um pedido feito pelo policial que estava de folga para que o prefeito abaixasse o farol do carro. A solicitação teria gerado uma discussão, culminando no assassinato.

Testemunhas relataram que João Vitor sacou um revólver calibre .38 e atirou pelas costas da vítima, que integrava o 19º Batalhão da Polícia Militar.

O inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público, que agora avalia se apresentará denúncia formal contra o prefeito.

João Vitor está preso preventivamente desde o dia 15 de julho, quando se entregou à polícia em São Luís. Ele se encontra custodiado em cela individual, com cama e banheiro, como determina a legislação para ocupantes de cargos público.

Silêncio marca caso de PM assassinado por prefeito no Maranhão

No próximo domingo (13), completa-se uma semana do assassinato do policial militar Dos Santos, morto a tiros em Trizidela do Vale.

O autor dos disparos, segundo testemunhas, foi o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), que teria alvejado o soldado com cinco tiros pelas costas.

Apesar da gravidade do crime, até agora a Justiça não se manifestou sobre o pedido de prisão preventiva apresentado na última terça-feira (8) pelo delegado Márcio Coutinho, da Delegacia de Lago da Pedra.

Amparado pelo foro privilegiado, o prefeito aguarda em liberdade enquanto o silêncio do Tribunal de Justiça do Maranhão gera revolta e perplexidade.

Enquanto isso, a sensação de impunidade cresce e a sociedade maranhense se pergunta: até quando mortes como essas serão tratadas com tamanha morosidade e silêncio institucional?

Buriticupu é alvo de investigação sobre uso e transparência de recursos da mineração

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um procedimento administrativo para investigar a aplicação, a transparência e a participação social na gestão dos recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) pelo Município de Buriticupu.

A apuração foi motivada por denúncia da entidade Justiça nos Trilhos, que relatou possíveis falhas na rastreabilidade dos gastos, ausência de dados públicos e falta de controle social sobre o uso desses recursos.

Como parte da investigação, o MPMA notificou o prefeito de Buriticupu para que, em até 10 dias úteis, apresente dados contábeis sobre o fluxo das receitas da CFEM nos últimos 12 meses, a destinação dos recursos desde 2019, os normativos legais que regem sua utilização e os comprovantes de publicação no Portal da Transparência.

O órgão também exige documentos sobre mecanismos de controle interno e auditoria específicos para os recursos da CFEM.

Vice-prefeita assume a Prefeitura de Igarapé Grande após licença de prefeito para  “tratamentos psiquiátricos”

A Câmara Municipal de Igarapé Grande deu posse, nesta quarta-feira (9), à vice-prefeita Maria Etelvina Sampaio Leite (PDT), que passa a comandar interinamente o município.

A mudança ocorre após o prefeito João Vitor Xavier (PDT) protocolar um pedido de licença de 120 dias, alegando necessidade de cuidar da própria defesa e realizar “tratamentos psiquiátricos”.

João Vitor é suspeito de assassinar com cinco tiros o policial militar Geidson Thiago da Silva durante uma vaquejada realizada no dia 6 de julho, em Trizidela do Vale.

Em depoimento à Polícia Civil, o prefeito admitiu ter efetuado os disparos. A Justiça ainda analisa o pedido de prisão preventiva feito pela polícia, enquanto o gestor permanece em liberdade e licenciado do cargo.

Pedido de prisão contra prefeito de Igarapé Grande é redistribuído no TJMA

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) redistribuiu o pedido de prisão preventiva e de busca e apreensão contra o prefeito de Igarapé Grande, João Vítor Peixoto Moura Xavier (PDT), investigado pela morte do soldado da Polícia Militar Geidson Thiago da Silva dos Santos.

O crime aconteceu no último domingo (6), durante uma vaquejada em Trizidela do Vale, e o próprio prefeito confessou o homicídio em depoimento à Polícia Civil.

A decisão de redistribuição foi tomada pelo desembargador Jorge Rachid, que apontou erro na tramitação inicial do pedido, anteriormente direcionado ao Órgão Especial da Corte.

Com base no artigo 19, inciso I, alínea “a” do Regimento Interno do TJMA, o magistrado determinou que o caso seja analisado por uma das Câmaras Criminais Isoladas, responsáveis por matérias penais envolvendo autoridades com foro por prerrogativa de função.

A 14ª Delegacia Regional de Pedreiras, que conduz o inquérito, segue coletando provas, imagens e depoimento. João Vítor, que alegou legítima defesa, foi liberado após prestar depoimento, pois não houve flagrante.  A Polícia Civil tem até dez dias para concluir a investigação e poderá renovar o pedido de prisão ao fim do prazo.

Dr. Julinho gastou R$ 420 milhões da Educação com três institutos em São José de Ribamar

Entre os anos de 2022 e 2025, o prefeito de São José de Ribamar, Júlio César de Souza Matos, o Dr. Julinho (Podemos), direcionou R$ 420 milhões de recursos públicos da Educação para três entidades privadas: Instituto de Saúde e Educação do Nordeste (ISEN), Instituto de Gestão Estratégica de Projetos (IGEP) e Instituto de Gestão Salus Vita (SALUS VITA). Os repasses ocorreram por meio de termos de colaboração firmados com a Secretaria Municipal de Educação sob o argumento de promover “gestão compartilhada” da rede municipal de ensino.

Apesar da justificativa oficial, os contratos levantam sérias dúvidas sobre a legalidade e a moralidade do uso de verbas da Educação para beneficiar institutos com histórico questionável em outros municípios. O volume elevado de recursos, o modelo de terceirização da administração escolar e a ausência de transparência nos resultados práticos das parcerias acenderam um alerta no Ministério Público e em órgãos de controle.

Os pagamentos detalhados e as datas específicas de cada repasse ainda serão revelados, mas já se sabe que as cifras envolvidas superam até mesmo o orçamento de várias secretarias inteiras da administração municipal.

Vice-prefeito de Arari comanda empresa que lucra milhões com livros em 41 prefeituras do Maranhão

Mesmo funcionando em uma pequena sala comercial no Cohajap, em São Luís, a empresa “Pilares do Saber LTDA” tornou-se protagonista em contratos de venda de livros didáticos para 41 prefeituras do Maranhão.

De 2017 a 2025, a empresa firmou quase uma centena de acordos milionários com recursos do Fundeb e de precatórios do Fundef, segundo dados do TCE-MA. A empresa é registrada em nome de Almir de Jesus Leite Silva, atual vice-prefeito de Arari pelo MDB e ex-vereador por quatro mandatos.

As contratações, feitas majoritariamente por dispensa ou inexigibilidade de licitação, levantam suspeitas de fraudes, que vão desde o superfaturamento até o uso de notas fiscais frias, com relatos de que, em muitos casos, os livros sequer foram entregues.

Apurações apontam ainda pagamento de propinas a agentes públicos envolvidos.

Prefeito de Nova Olinda será julgado por abuso de poder

A juíza Patrícia Bastos de Carvalho Correia, da 80ª Zona Eleitoral de Santa Luzia do Paruá, agendou para o dia 29 de maio o julgamento do prefeito de Nova Olinda do Maranhão, Ary Menezes (PP).

Ele responde a uma ação judicial por suposto abuso de poder econômico durante as eleições municipais. A denúncia foi apresentada pela candidata derrotada Thaymara Amorim (PL), que perdeu a disputa por uma diferença de apenas dois votos.

A ação de investigação judicial eleitoral teve início após a Polícia Federal prender o prefeito no final do ano passado. A prisão ocorreu durante uma operação que investiga crimes de compra de votos, coação e ameaças a eleitores no município. 

Ary Menezes foi liberado após cumprir três dias de prisão temporária, mas segue respondendo ao processo na Justiça Eleitoral.

Em dezembro, o promotor eleitoral Gustavo de Oliveira Bueno manifestou-se favorável à continuidade da ação. No processo, foram incluídos vídeos que apontam indícios do abuso denunciado. Além disso, eleitores ouvidos no caso confessaram ter vendido seus votos e relataram ter sofrido ameaças e represálias após o pleito.

A candidata Thaymara Amorim, responsável por formalizar a denúncia, apresentou à Justiça provas que, segundo ela, comprovam práticas ilícitas por parte do atual prefeito. O conteúdo audiovisual anexado aos autos é considerado peça-chave para a acusação de abuso de poder econômico.

Segundo o Ministério Público Eleitoral, os depoimentos de eleitores e o material colhido durante a operação policial sustentam indícios suficientes para o prosseguimento da ação. A denúncia aponta que o esquema teria influenciado diretamente o resultado apertado das eleições.

A audiência será realizada no Fórum da 80ª Zona Eleitoral, com sede em Santa Luzia do Paruá. A decisão da magistrada reforça o andamento regular do processo, que tramita na esfera da Justiça Eleitoral desde o fim do pleito.

Julinho ignora urgência na Guarda Municipal e se preocupa mais com “fake news”

Enquanto a segurança pública de São José de Ribamar segue fragilizada, a gestão do prefeito Julinho (Podemos) parece mais preocupada em lançar notas de esclarecimento do que em solucionar o problema.

Em vez de avançar com um concurso público para reforçar a Guarda Municipal, a administração prefere negar rumores e adiar a solução, jogando a expectativa para o segundo semestre sem qualquer garantia concreta.

A nota divulgada pela prefeitura nesta quinta-feira (3) apenas confirma a falta de prioridade da gestão em estruturar a segurança do município. Se há necessidade de um concurso, por que o edital ainda não foi lançado? Por que tanta demora para garantir novos agentes na Guarda Municipal?

Enquanto isso, a população segue desassistida, enquanto a prefeitura se limita a desmentir informações nas redes sociais, sem apresentar soluções reais.

Secretária de Educação deBarra do Corda pede exoneração; a segunda em menos de 90 dias

A secretária de Educação de Barra do Corda, Marinete Moura da Silva Lobo, solicitou sua exoneração nesta quarta-feira, 19, conforme publicado no Diário Oficial do Município.

Marinete Moura possui ampla experiência na área educacional, tendo atuado como gestora da Unidade Regional de Educação de Barra do Corda entre 2004 e 2009 e como diretora do IFMA – Campus Barra do Corda.  Ela assumiu a Secretaria Municipal de Educação em janeiro de 2024. 

Sua exoneração ocorre menos de 90 dias após a saída da secretária de Cultura, Evanda Freire, que também pediu exoneração logo após o Carnaval. Evanda Freire ainda consta como secretária de Cultura no Portal da Transparência da Prefeitura de Barra do Corda.

Segundo fontes próximas ao prefeito Rigo Teles, a decisão de Marinete Moura estaria relacionada à insatisfação com o tratamento dispensado pelo prefeito aos seus funcionários. Até o momento, não há informações oficiais sobre quem assumirá a Secretaria de Educação após sua saída.