No dia que STF forma maioria para prisão e perda de mandato, Josimar posta vídeo de pastor insinuando que é “escolhido”

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (17) pela condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) em um processo que investiga um esquema de cobrança de propina relacionado à liberação de emendas parlamentares.

A Procuradoria-Geral da República acusa os parlamentares de terem solicitado cerca de R$ 1,6 milhão em vantagens indevidas para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões em recursos destinados a municípios, principalmente para a área da saúde.

No mesmo dia em que o tribunal alcançou maioria para condenação, que pode resultar em prisão e perda de mandato, Josimar publicou nas redes sociais um vídeo de um pastor afirmando que ele seria um “escolhido”, em tom religioso.

A postagem foi divulgada justamente durante o avanço do julgamento no STF, que analisa a responsabilidade dos parlamentares no suposto esquema de corrupção envolvendo emendas federais.

PL promete, mas está sem dinheiro para alugar casa e escritório para Bolsonaro

O Partido Liberal está sem dinheiro para alugar uma casa e o escritório prometidos para o presidente Jair Bolsonaro (PL) após derrota nas eleições. Segundo interlocutores, o bloqueio nas contas do partido provocou também atraso nos pagamentos dos salários de cerca de 60 funcionários.

O presidente teria demonstrado interesse em morar num condomínio de mansões no bairro Jardim Botânico, em Brasília. Segundo consultas em sites de locação de imóveis, o aluguel de uma residência neste condomínio custa aproximadamente R$ 11 mil. Anderson Torres, ministro da Justiça, mora no mesmo condomínio.

O partido está com as contas bloqueadas por decisão do ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A multa imposta é de R$ 23,9 milhões, mas o tribunal só localizou R$ 13,6 milhões.

O PL foi multado por litigância de má-fé depois de divulgar um relatório que pedia anulação de votos do segundo turno presidencial sem apontar provas de fraude. O PL recorreu da decisão.