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Mais um político do “naipe” de Fufuca deve aderir a Braide: vítima agora deve ser Camarão

Depois da movimentação de André Fufuca em direção ao projeto político de Eduardo Braide, outro nome conhecido pelo pragmatismo eleitoral pode estar prestes a seguir o mesmo caminho.
Nos bastidores, crescem as especulações de que o próximo a desembarcar no grupo do prefeito de São Luís seria um aliado que, até pouco tempo, orbitava em outro campo político. Se isso se confirmar, quem ficará com o prejuízo político será Felipe Camarão.
Mas talvez não haja surpresa alguma nessa possível mudança de rota. Talvez tudo faça parte de um rearranjo previamente calculado, em que figuras marcadas pelo fisiologismo e cercadas por questionamentos políticos encontrem abrigo sob o mesmo projeto de poder.
Ao que tudo indica, Eduardo Braide segue ampliando seu arco de alianças sem grandes restrições. Resta saber quem será o próximo a atravessar a ponte. Façam suas apostas.
Xeque-Mate: Dr. Ricardo Gonçalves aponta distorções no seguro-defeso, mas defende continuidade da política

Durante entrevista ao programa Xeque-Mate, o advogado e pré-candidato a deputado estadual Dr. Ricardo Gonçalves discutiu as distorções envolvendo o seguro-defeso no Maranhão, benefício destinado a pescadores artesanais durante o período em que a pesca é proibida para preservação das espécies. A conversa foi conduzida pelos jornalistas Matias Marinho, Pedro de Almeida e Crystopher Damasceno, que levantaram questionamentos sobre possíveis irregularidades no acesso ao benefício.
Ao abordar o tema, Ricardo Gonçalves afirmou que há indícios de irregularidades no programa, destacando que o crescimento no número de beneficiários chama atenção. Segundo ele, quando atuava no Ministério do Trabalho, o Maranhão registrava cerca de 196 mil beneficiários em 2014. Já em 2025, o número chegou a aproximadamente 455 mil pessoas recebendo o seguro-defeso, atualmente sob gestão novamente do Ministério do Trabalho.
O advogado ressaltou que os dados indicam um crescimento considerado vertiginoso em diversos municípios. Como exemplo, citou o caso da cidade de Catu, que teria passado de cerca de 600 beneficiários em 2020 para mais de 7 mil em 2024, o que representa um aumento superior a 1.200%. Em alguns municípios maranhenses, segundo ele, os valores pagos pelo seguro-defeso chegam a superar os repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Apesar das críticas e das suspeitas de irregularidades, Ricardo Gonçalves destacou que a política pública não deve ser encerrada. Segundo ele, embora existam pessoas que recebem o benefício sem ter direito, também há pescadores que deveriam ser contemplados, mas acabam ficando de fora devido às mudanças e ao aumento da burocracia no processo de acesso.
Ainda de acordo com o advogado, medidas recentes do governo federal buscam reorganizar e moralizar o sistema, como o retorno da gestão do benefício ao Ministério do Trabalho e a adoção de entrevistas presenciais em municípios do estado. Para ele, o desafio é garantir mais controle e transparência sem prejudicar os pescadores artesanais que realmente dependem do seguro-defeso para manter sua renda durante o período de proibição da pesca.
