Mercado Central de São Luís é alvo de depredação durante período de reforma

Fechado há cerca de três meses sob a promessa de reforma, o Mercado Central de São Luís enfrenta uma situação distinta do que foi anunciado inicialmente. Comerciantes que atuavam no local denunciam a retirada constante de estruturas e materiais do prédio, como portões, grades, partes do telhado e componentes metálicos, sem qualquer tipo de controle aparente.

Imagens mostram pessoas atuando durante o dia, utilizando escadas para acessar áreas mais altas e remover peças da construção, levantando dúvidas sobre a legalidade das ações. Outro ponto que chama atenção é a ausência de medidas básicas de segurança no espaço, que permanece aberto e sem qualquer tipo de isolamento, como tapumes ou placas informativas sobre a obra.

Segundo relatos, a movimentação dentro do mercado ocorre quase diariamente, com a presença de indivíduos sem identificação e sem uso de equipamentos de proteção, além de um caminhão não identificado que frequentemente estaciona nas proximidades. Diante da falta de fiscalização, cresce entre comerciantes e moradores a sensação de abandono e o receio de que o prédio esteja sendo desmontado de forma gradual, agravando também as preocupações com a segurança na região.

Mercado Central amanhece fechado e feirantes bloqueiam avenida em protesto

Feirantes do Mercado Central protestaram na manhã desta quarta-feira (11) após o prédio amanhecer trancado, com todas as mercadorias ainda no interior do imóvel. Revoltados com a situação, os trabalhadores atearam fogo em objetos e bloquearam totalmente a Avenida Guaxenduba, no Centro de São Luís. O Corpo de Bombeiros foi acionado e controlou as chamas. Segundo os comerciantes, o fechamento teria como objetivo forçar a transferência imediata das atividades para o Mercado da Cidade.

De acordo com os manifestantes, o novo espaço, apontado pela Secretaria Municipal de Inovação, Sustentabilidade e Projetos Especiais (Semisp) e pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa), não reúne condições adequadas de funcionamento.

Eles afirmam que apenas um galpão foi entregue e denunciam problemas como falta de abastecimento de água, excesso de poeira, presença de pombos e risco de prejuízos às mercadorias, especialmente produtos congelados. A Prefeitura de São Luís foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta matéria.