CPI rejeita relatório que pedia indiciamento de Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes

Por 6 votos a 4, foi rejeitado o relatório final da CPI do Crime Organizado no Senado Federal. O parecer, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), sugeria o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por suposta ligação com o chamado Caso Master.

O texto também previa medidas voltadas ao combate a crimes financeiros e à atuação de organizações criminosas.

A votação foi precedida por mais de cinco horas de debate e marcada por articulações políticas. Horas antes da deliberação, a composição da comissão foi alterada, em uma estratégia que garantiu maioria para rejeição do parecer.

Três dos 11 membros titulares foram substituídos: os senadores Sergio Moro e Marcos do Val deram lugar a Beto Faro e Teresa Leitão, conforme registros oficiais do Senado.

Gilmar Mendes anula provas de investigação contra Arthur Lira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anulou nesta quinta (10) todas as provas que aparentemente envolviam o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na investigação sobre suspeitas de desvios em contratos de kits de robótica para escolas de Alagoas.

A decisão foi tomada após seguir o parecer da vice-Procuradora Geral da República (PGR), Lindôra Araújo. Tanto Gilmar Mendes quanto Lindôra Araújo concordaram que havia indícios de ligação entre Arthur Lira e o caso desde o início da investigação. Portanto, eles concluíram que a apuração deveria ter sido iniciada no STF, uma vez que Lira possui foro privilegiado na instituição.

O jornal O Globo reportou que em julho, Gilmar Mendes já havia suspendido a investigação envolvendo Arthur Lira por meio de uma liminar. Essa liminar, que seria julgada a partir desta sexta (11), foi retirada de pauta pelo próprio ministro.

Em uma recente entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, o presidente da Câmara, Arthur Lira, negou veementemente qualquer irregularidade e descreveu a relação entre as anotações encontradas pela Polícia Federal, com o nome “Arthur” ao lado de valores, como uma “ilação”. Ele também afirmou que sua vida é aberta, tranquila e devidamente declarada.