MP investiga contratação de empréstimo internacional de R$ 400 milhões em Açailândia

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar e fiscalizar os trâmites da contratação de um empréstimo internacional pelo Município de Açailândia junto ao Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).

A operação de crédito, estimada em US$ 75 milhões, o equivalente a mais de R$ 400 milhões na cotação atual, será destinada ao Programa de Desenvolvimento Urbano Sustentável do município. A medida foi adotada após denúncia encaminhada por uma conselheira municipal, que levantou questionamentos sobre a regularidade da negociação e seus impactos financeiros para os cofres públicos.

Segundo a portaria, o Ministério Público pretende acompanhar a legalidade do processo, a capacidade de endividamento do município e o cumprimento das exigências legais para a contratação do financiamento internacional.

Como uma das primeiras providências, foi expedida notificação ao secretário municipal de Planejamento de Açailândia, que deverá apresentar, em até 10 dias, um relatório detalhado sobre o andamento das tratativas, pareceres técnicos e demais documentos relacionados à operação de crédito. O objetivo é garantir transparência e segurança jurídica em uma negociação considerada de grande impacto para as finanças municipais.

MP investiga irregularidades em pregão eletrônico do SAAE de Açailândia

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) instaurou um Inquérito Civil para apurar supostas irregularidades no Pregão Eletrônico – SRP n.º 002/2025, realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Açailândia.

A investigação teve início a partir da Notícia de Fato n.º 000571-255/2025 e aponta falhas na publicação do certame, ausência de referência no Plano de Contratações Anuais e critérios de exequibilidade questionáveis, o que pode comprometer a transparência e a legalidade do processo.

O MPMA determinou que o diretor do SAAE de Açailândia apresente, no prazo de 10 dias, a qualificação dos servidores responsáveis pelo Estudo Técnico Preliminar, além de documentação que comprove o cumprimento das normas exigidas. Caso as informações não sejam enviadas no prazo estipulado, medidas judiciais poderão ser adotadas para responsabilização dos envolvidos.