Weverton Rocha é alvo de nova fase da Operação Sem Desconto da Polícia Federal

O senador maranhense Weverton Rocha (PDT), que atua como vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Senado, é um dos alvos da nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (4).

A investigação apura um suposto esquema bilionário de fraudes envolvendo descontos associativos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS. De acordo com a revista Veja, a operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e representa mais um desdobramento das apurações sobre entidades suspeitas de realizar cobranças sem autorização dos beneficiários da Previdência Social.

A operação ocorre em um momento de destaque político para Weverton Rocha, que integra a liderança do governo no Senado e é relator da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF.

Segundo a publicação, as medidas judiciais determinadas pelo Supremo fazem parte da fase investigativa do caso e, até o momento, não há informação sobre oferecimento de denúncia ou condenação contra o parlamentar. A defesa do senador ainda não havia se manifestado até a publicação da reportagem.

Documentário volta a citar Weverton Rocha em investigação do INSS

O mini documentário “A Farra do INSS”, do canal SpotMix, voltou a repercutir a investigação sobre supostas fraudes no INSS ao reunir informações da Polícia Federal e da CPMI que citam o senador Weverton Rocha. O parlamentar nega qualquer irregularidade, afirma que nunca foi condenado e segue exercendo normalmente o mandato no Senado.

Mesmo negando as acusações, Weverton volta a ter nome associado ao escândalo do INSS após documentário

Um mini documentário produzido pelo canal SpotMix, intitulado “A Farra do INSS”, voltou a colocar o senador Weverton Rocha (PDT-MA) no centro do debate sobre o esquema de fraudes investigado no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O episódio reúne informações já divulgadas em investigações da Polícia Federal e em documentos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), destacando elementos que, segundo o documentário, relacionam o parlamentar ao caso. Weverton nega as acusações e afirma que nunca foi condenado.

Entre os pontos apresentados pelo documentário estão a apreensão, pela Polícia Federal, de uma planilha identificada como “Grupo Senador Weverton”, mensagens que mencionariam o parlamentar como “parceiro” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, além da citação de um ex-assessor do senador em uma planilha de pagamentos apreendida durante as investigações. O vídeo também menciona o uso da mesma aeronave em viagens e a atuação do mesmo contador em empresas ligadas ao senador e ao investigado. Segundo o documentário, esses elementos também foram citados em decisões judiciais e no relatório final da CPMI.

O vídeo destaca ainda que Weverton Rocha foi alvo de busca e apreensão no âmbito da investigação e que o relatório final da CPMI pediu seu indiciamento. Apesar disso, o senador segue exercendo normalmente o mandato e permanece como vice-líder do governo no Senado. Até o momento, não há condenação judicial contra o parlamentar, que sustenta não ter praticado qualquer irregularidade.

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O senador Weverton Rocha nega as acusações e nunca foi condenado. Mas a associação do nome dele ao escândalo investigado no INSS voltou a ganhar repercussão após a divulgação do documentário.

Será que isso vai pesar na disputa eleitoral de 2026?

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Documentário “A Farra do INSS” escancara papel de Weverton Rocha no maior escândalo previdenciário do Brasil

O minidocumentário “A Farra do INSS”, produzido pelo canal Spotniks, dedicou um capítulo inteiro ao senador Weverton Rocha (PDT-MA) — e o que revela é de fazer qualquer eleitor prestar atenção.

A produção relembra elementos que já estão no centro das investigações da Polícia Federal:

Um arquivo apreendido pela PF chamado “GRUPO SENADOR WEVERTON”, encontrado em conversas entre funcionários do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS” .

Mensagens interceptadas que mencionam o senador como “parceiro” de um dos investigados .

O uso do mesmo jatinho compartilhado com o Careca do INSS — uma aeronave que o senador usou para viajar entre Brasília e São Luís .

O compartilhamento do mesmo contador que administrava as empresas do senador e do esquema criminoso .

O relatório da CPMI que recomendou o indiciamento do parlamentar .

A PF foi ainda mais longe: apontou Weverton como “liderança e sustentáculo” da organização criminosa e “sócio oculto” do esquema, beneficiando-se de recursos desviados dos aposentados .

O senador nega as acusações e não foi condenado . Mas o documentário, somado às investigações em curso, coloca sua pré-candidatura à reeleição sob uma sombra que ele terá dificuldade de dissipar.

Compra de fazenda ligada a Weverton Rocha volta ao centro de debate após novas suspeitas

A compra de uma fazenda no município de Matões do Norte pelo senador Weverton Rocha voltou a repercutir após questionamentos sobre o valor do negócio.

Segundo informações divulgadas pelo Blog do Domingos Costa, pessoas ligadas ao setor agropecuário avaliam que o empreendimento, que possui pista de pouso e 25 poços, teria valor de mercado superior aos R$ 15 milhões que teriam sido registrados na negociação. Um dos entrevistados, que pediu para não ser identificado, afirmou que o montante divulgado seria incompatível com as características da propriedade.

O caso ganhou novos desdobramentos em meio às investigações da Polícia Federal que citam o nome do senador em apurações relacionadas ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.

Conforme as publicações, existem suspeitas de que a aquisição da fazenda possa ser alvo de apuração para verificar eventual relação com o esquema de fraudes envolvendo benefícios do INSS. Até o momento, as suspeitas mencionadas não representam conclusão definitiva sobre os fatos, que seguem sob análise dos órgãos competentes.

Deputado apresenta pedido de impeachment contra Flávio Dino 

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL), apresentou ao Senado Federal do Brasil um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

A iniciativa ocorre após decisão do magistrado que suspendeu a quebra de sigilos bancário e fiscal determinada pela CPMI do INSS no âmbito das investigações sobre possíveis irregularidades em benefícios previdenciários.

Segundo a representação apresentada pelo parlamentar, a decisão do ministro barrou deliberações aprovadas pela comissão em fevereiro de 2026, incluindo o acesso a dados financeiros de investigados, entre eles o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

No documento enviado ao Senado, Cabo Gilberto sustenta que a medida teria prejudicado o andamento das apurações ao exigir nova deliberação individualizada para autorizar quebras de sigilo, o que, segundo ele, comprometeria a dinâmica e a eficiência das investigações conduzidas pela comissão parlamentar.

Dono do Banco Master avança em negociação para delação premiada

O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deu um passo importante para a possível formalização de um acordo de delação premiada. O banqueiro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal (PF), medida que abre caminho para o avanço das negociações de colaboração com as autoridades.

Agora, caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisar a petição apresentada pela defesa informando a intenção de colaboração. A tendência é que a eventual delação só seja homologada caso seja considerada consistente, completa e não seletiva.

A defesa de Vorcaro também solicitou sua transferência da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital, pedido que foi autorizado pelo ministro e visto como mais um indicativo de que o banqueiro pretende avançar com o acordo de delação premiada.

Moro acusa governo de incoerência ao barrar convocação de Lulinha na CPMI do INSS

O senador Sergio Moro (União-PR) reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o filho, Fábio Luís Lula da Silva, e questionou a coerência do governo diante das investigações que apuram fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para Moro, há um claro descompasso entre o discurso público do presidente e a atuação da base governista no Congresso, que teria trabalhado para impedir que Lulinha prestasse esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Em publicação nas redes sociais, Moro afirmou que, enquanto Lula declara que o filho deve explicações sobre suas relações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, aliados do Planalto atuam para barrar sua convocação.

Na quinta-feira (5), a base governista rejeitou o requerimento que previa ouvir Lulinha na CPMI, o que intensificou as críticas da oposição, que cobra mais transparência e defende que todos os citados nas investigações sejam ouvidos. As apurações apontam suspeitas de intermediação de interesses privados dentro do INSS, enquanto Lulinha nega qualquer envolvimento nas irregularidades.

PSB expulsa deputado Edson Araújo após avanço de investigações da CPMI do INSS

O deputado estadual maranhense Edson Araújo foi expulso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) após decisão da Executiva Nacional da legenda.

A medida ocorre após o parlamentar ser citado nas investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e também ser alvo da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União.

Após a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do deputado, o vice-presidente da comissão, deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), informou que Araújo teria recebido R$ 54,9 milhões em sua conta pessoal em apenas um mês, além de movimentar mais de R$ 18 milhões em diferentes contas bancárias no início de 2025.

A situação política do parlamentar se agravou após ele ter ameaçado Duarte Júnior, que registrou ocorrência na Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e solicitou proteção institucional.

Mesmo após a expulsão do PSB, Edson Araújo foi convocado pela CPMI do INSS e deverá prestar depoimento à comissão, que segue investigando possíveis irregularidades relacionadas ao instituto.

PF cita Lulinha em investigação do INSS

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou referências a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três conjuntos de informações apuradas na investigação sobre desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

Apesar das menções, a PF destacou que, até o momento, não há indícios de participação direta do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos crimes investigados. Segundo o órgão, as citações decorrem de vínculos indiretos e declarações de terceiros, que ainda serão analisados com cautela.

A defesa de Lulinha negou qualquer relação dele com o INSS e classificou as referências como ilações sem fundamento. A apuração envolve suspeitas de um possível vínculo indireto com o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, por meio da empresária Roberta Luchsinger, mas não há comprovação de repasses financeiros ou atuação direta de Lulinha nos negócios.

A PF afirmou que seguirá aprofundando as investigações para esclarecer os fatos, evitando conclusões precipitadas ou interferências políticas.