Deputado apresenta pedido de impeachment contra Flávio Dino 

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL), apresentou ao Senado Federal do Brasil um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino.

A iniciativa ocorre após decisão do magistrado que suspendeu a quebra de sigilos bancário e fiscal determinada pela CPMI do INSS no âmbito das investigações sobre possíveis irregularidades em benefícios previdenciários.

Segundo a representação apresentada pelo parlamentar, a decisão do ministro barrou deliberações aprovadas pela comissão em fevereiro de 2026, incluindo o acesso a dados financeiros de investigados, entre eles o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

No documento enviado ao Senado, Cabo Gilberto sustenta que a medida teria prejudicado o andamento das apurações ao exigir nova deliberação individualizada para autorizar quebras de sigilo, o que, segundo ele, comprometeria a dinâmica e a eficiência das investigações conduzidas pela comissão parlamentar.

Dono do Banco Master avança em negociação para delação premiada

O empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, deu um passo importante para a possível formalização de um acordo de delação premiada. O banqueiro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal (PF), medida que abre caminho para o avanço das negociações de colaboração com as autoridades.

Agora, caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), analisar a petição apresentada pela defesa informando a intenção de colaboração. A tendência é que a eventual delação só seja homologada caso seja considerada consistente, completa e não seletiva.

A defesa de Vorcaro também solicitou sua transferência da Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na capital, pedido que foi autorizado pelo ministro e visto como mais um indicativo de que o banqueiro pretende avançar com o acordo de delação premiada.

Moro acusa governo de incoerência ao barrar convocação de Lulinha na CPMI do INSS

O senador Sergio Moro (União-PR) reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o filho, Fábio Luís Lula da Silva, e questionou a coerência do governo diante das investigações que apuram fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para Moro, há um claro descompasso entre o discurso público do presidente e a atuação da base governista no Congresso, que teria trabalhado para impedir que Lulinha prestasse esclarecimentos à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Em publicação nas redes sociais, Moro afirmou que, enquanto Lula declara que o filho deve explicações sobre suas relações com o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, aliados do Planalto atuam para barrar sua convocação.

Na quinta-feira (5), a base governista rejeitou o requerimento que previa ouvir Lulinha na CPMI, o que intensificou as críticas da oposição, que cobra mais transparência e defende que todos os citados nas investigações sejam ouvidos. As apurações apontam suspeitas de intermediação de interesses privados dentro do INSS, enquanto Lulinha nega qualquer envolvimento nas irregularidades.

PSB expulsa deputado Edson Araújo após avanço de investigações da CPMI do INSS

O deputado estadual maranhense Edson Araújo foi expulso do Partido Socialista Brasileiro (PSB) após decisão da Executiva Nacional da legenda.

A medida ocorre após o parlamentar ser citado nas investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e também ser alvo da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal com apoio da Controladoria-Geral da União.

Após a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do deputado, o vice-presidente da comissão, deputado federal Duarte Júnior (PSB-MA), informou que Araújo teria recebido R$ 54,9 milhões em sua conta pessoal em apenas um mês, além de movimentar mais de R$ 18 milhões em diferentes contas bancárias no início de 2025.

A situação política do parlamentar se agravou após ele ter ameaçado Duarte Júnior, que registrou ocorrência na Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e solicitou proteção institucional.

Mesmo após a expulsão do PSB, Edson Araújo foi convocado pela CPMI do INSS e deverá prestar depoimento à comissão, que segue investigando possíveis irregularidades relacionadas ao instituto.

PF cita Lulinha em investigação do INSS

A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que encontrou referências a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, em três conjuntos de informações apuradas na investigação sobre desvios em aposentadorias e pensões do INSS.

Apesar das menções, a PF destacou que, até o momento, não há indícios de participação direta do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nos crimes investigados. Segundo o órgão, as citações decorrem de vínculos indiretos e declarações de terceiros, que ainda serão analisados com cautela.

A defesa de Lulinha negou qualquer relação dele com o INSS e classificou as referências como ilações sem fundamento. A apuração envolve suspeitas de um possível vínculo indireto com o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, por meio da empresária Roberta Luchsinger, mas não há comprovação de repasses financeiros ou atuação direta de Lulinha nos negócios.

A PF afirmou que seguirá aprofundando as investigações para esclarecer os fatos, evitando conclusões precipitadas ou interferências políticas.

MP apura suposta retenção indevida de contribuições previdenciárias na Câmara de Mirinzal

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um Procedimento Administrativo para investigar uma denúncia contra o ex-presidente da Câmara Municipal de Mirinzal, Welligton Roberto Pinto Aguiar, por suposta violação de direitos previdenciários de um ex-vereador.

A apuração teve início a partir da Notícia de Fato nº 000274-039/2025, apresentada por Luiz Henrique Abrantes Ribeiro, que alega ter sofrido prejuízos previdenciários durante o período em que exerceu o mandato, entre 2021 e 2024.

Segundo a representação, embora a presidência da Câmara realizasse os descontos referentes às contribuições previdenciárias, os valores não teriam sido repassados ao INSS, configurando possível irregularidade administrativa.

O MPMA determinou a conversão da Notícia de Fato em Procedimento Administrativo (stricto sensu) para aprofundar as investigações, identificar eventuais responsáveis e garantir a restituição dos direitos previdenciários do ex-vereador, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Câmara retira de pauta MP alternativa ao aumento do IOF, e texto perde validade

A Câmara dos Deputados retirou de pauta, nesta quarta-feira (8), a Medida Provisória (MP) 1.303/2025, que havia sido editada como alternativa ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A decisão foi tomada após a aprovação de um requerimento de retirada, com 251 votos favoráveis e 193 contrários. Com isso, a MP não poderá ser votada pelo Senado e perde a validade.

O texto, considerado essencial pela equipe econômica para o equilíbrio fiscal de 2026, previa arrecadação de R$ 20,9 bilhões e corte de gastos de R$ 10,7 bilhões no próximo ano.

A proposta chegou a ser aprovada por margem apertada na comissão mista (13 votos a 12), mas não avançou no plenário da Câmara, apesar dos esforços do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que foi ao Congresso defender a medida.

O relator, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), havia retirado pontos polêmicos, como o aumento da alíquota sobre apostas esportivas on-line, estimando ainda uma arrecadação extra de R$ 17 bilhões.

A retirada da MP gerou reações distintas: o senador Renan Calheiros (MDB-AL) lamentou o impacto negativo nas contas públicas, enquanto o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), celebrou a decisão, afirmando que o governo Lula “precisa conter gastos e buscar eficiência na máquina pública”.

Weverton Rocha é flagrado usando jatinho ligado a lobista investigado por fraudes no INSS

O senador Weverton Rocha (PDT) foi flagrado utilizando uma aeronave associada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado pela Operação Sem Desconto, que apura fraudes bilionárias em aposentadorias de segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O jatinho Beech Aircraft modelo F90, prefixo PT-LPL, pertence a um advogado que defende Antunes no Supremo Tribunal Federal (STF). Reportagens do portal Metrópoles revelaram que a aeronave foi usada pelo lobista em pelo menos dois voos em 2024, enquanto imagens recentes mostram o senador desembarcando do mesmo avião em Brasília nos dias 1º e 15 deste mês.

Weverton negou ter viajado na companhia de Antunes e disse que apenas pega “carona” no jatinho, argumento reforçado pelo proprietário do avião, que classificou as coincidências como casuais. No entanto, a situação reacendeu suspeitas sobre as ligações do senador com personagens próximos ao esquema.

Reportagens apontaram que Gustavo Marques Gaspar, empresário e ex-assessor de Weverton, concedeu procuração a Rubens Oliveira Costa, conhecido como “homem da mala” do Careca do INSS, para movimentar recursos de sua empresa GM Gestão Ltda.

Além disso, Antunes teria anunciado a venda de um veículo em nome de Gaspar, reforçando indícios de proximidade entre o grupo investigado e aliados do parlamentar.

Kataguiri pede convocação de Weverton Rocha para CPI do INSS

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) protocolou um requerimento para que o senador Weverton Rocha (PDT-MA) seja ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O pedido ocorreu um dia antes da prisão de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como um dos líderes do esquema desarticulado pela Operação Sem Desconto, que teria causado prejuízos de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

Segundo Kataguiri, a oitiva de Weverton é fundamental para esclarecer supostos vínculos políticos que teriam dado respaldo às práticas criminosas.

Em resposta, o senador classificou a solicitação como uma tentativa de “criar narrativas” e declarou não acreditar que a convocação será apreciada pela CPI.

Weverton, que não figura como investigado, afirmou ter acionado o Supremo Tribunal Federal contra Kataguiri por difamação.

Em nota, reconheceu que conheceu Antunes em um churrasco em sua casa e confirmou ao menos três encontros posteriores em seu gabinete no Senado, mas disse que todos estiveram relacionados ao debate sobre a importação de produtos à base de cannabis para uso medicinal.

“Careca do INSS” tinha depoimento marcado para segunda, mas STF desobriga presença na CPMI

O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, seguirá como figura central das apurações da CPMI do INSS, mas não será obrigado a comparecer ao colegiado nesta segunda-feira (15), às 16h, como estava previsto.

Preso na sexta-feira (12) pela Polícia Federal durante a Operação Cambota, Antunes é apontado como peça-chave no esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), chegou a defender que o STF autorizasse a ida do investigado, afirmando que ele deveria revelar como conseguiu “roubar a Previdência brasileira” e citar servidores e políticos supostamente envolvidos.

A decisão de liberar Antunes do depoimento partiu do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que também desobrigou o empresário Maurício Camisotti, igualmente preso na mesma operação, de comparecer à comissão.

A convocação do “Careca do INSS” foi uma das mais insistentes dos parlamentares: 14 requerimentos pediam sua presença, incluindo os do presidente da CPMI e do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), Antunes ocupa o “epicentro operacional” da fraude.

Relatórios de inteligência financeira indicam movimentações “colossais e incompatíveis com atividades lícitas”, reforçando a suspeita de que o lobista foi responsável por estruturar a engrenagem financeira de uma das maiores fraudes já registradas contra a seguridade social no país.