Vídeo reúne documentos sobre médicos citados em investigações no Hospital da Criança

Um vídeo que circula nas redes sociais reúne documentos judiciais, consultas ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e trechos de processos envolvendo dois médicos apontados como integrantes da equipe do Hospital Municipal da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos, em São Luís. O material faz referência ao médico José Ferreira de Castro e à médica Naíra Barros da Silva Vasconcelos, exibindo consultas ao sistema do CFM que indicam registros profissionais ativos e regulares, sem especialidades cadastradas.

O vídeo também apresenta documentos de processos judiciais envolvendo ambos e questiona os critérios adotados para a contratação de profissionais que atuaram nas UTIs pediátricas durante a gestão do Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED). Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre os processos citados, que seguem em tramitação.

A divulgação ocorre em meio às investigações sobre a assistência prestada no Hospital da Criança, após denúncias relacionadas às mortes de pacientes nas UTIs pediátricas. O caso é acompanhado pelo Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil e demais órgãos de fiscalização. A Defensoria Pública do Maranhão também ajuizou ação civil pública contra o Município de São Luís e o IBMED, apontando possíveis falhas na prestação dos serviços, deficiência no quadro de profissionais e problemas estruturais nas unidades de terapia intensiva, requerendo à Justiça a adoção de medidas para assegurar atendimento adequado às crianças.

A Prefeitura de São Luís, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus), o IBMED e o Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) poderão se manifestar sobre os fatos no âmbito das investigações e dos procedimentos em andamento.

Protesto cobra respostas sobre mortes investigadas no Hospital da Criança de São Luís

Um protesto realizado na manhã desta segunda-feira (3) interditou o trânsito em São Luís e cobrou esclarecimentos da Prefeitura sobre a crise no Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos. A manifestação ocorreu após a divulgação de que 297 mortes registradas na unidade nos últimos dois anos e meio estão sendo apuradas por órgãos de controle.

Uma vistoria preliminar do Ministério da Saúde apontou falhas na composição das escalas médicas e na qualificação das equipes, indicando que 77% dos profissionais avaliados não possuíam residência em pediatria nem capacitação para atuar em terapia intensiva.

O Hospital da Criança e suas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) são administrados pelo Município de São Luís, sendo a gestão das UTIs pediátricas terceirizada ao Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED). O caso também é alvo de auditoria especial do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), que apura a execução do contrato, a aplicação dos recursos públicos e as condições da assistência prestada.

Até o momento, as investigações não estabeleceram relação direta entre as possíveis irregularidades administrativas e os óbitos registrados, cabendo às apurações esclarecer as circunstâncias das mortes e eventuais falhas na prestação dos serviços.

MPC-MA pede auditoria urgente em contrato das UTIs pediátricas do Hospital da Criança de São Luís

O Ministério Público de Contas do Maranhão (MPC-MA) protocolou uma representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA) solicitando a realização de uma auditoria especial e presencial no contrato entre a Prefeitura de São Luís e o Instituto Brasileiro de Serviços Médicos (IBMED), responsável pela gestão das três UTIs pediátricas do Hospital da Criança Dr. Odorico Amaral de Matos.

O órgão também requereu medida cautelar e a apresentação, em até 48 horas, de um plano emergencial pela Secretaria Municipal de Saúde (Semus) para garantir a continuidade, a segurança e a qualidade da assistência aos pacientes. A representação cita indícios de redução no número de médicos, possíveis falhas no planejamento da contratação e dúvidas sobre a qualificação de parte dos profissionais que atuam nas unidades.

O documento aponta ainda divergências nos dados sobre a mortalidade infantil e defende uma apuração técnica independente para esclarecer as circunstâncias. Além disso, menciona casos de crianças que morreram após familiares relatarem supostas falhas no atendimento, ressaltando que esses episódios, isoladamente, não comprovam responsabilidade do contrato, mas podem indicar problemas sistêmicos.

O MPC pede que Prefeitura, Semus, Hospital da Criança e IBMED apresentem documentos relacionados à execução contratual, enquanto investigações conduzidas pelo Ministério Público, Polícia Civil, Ministério Público Federal e DenaSUS seguem em andamento.

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Auditoria no Hospital da Criança durou três horas e relatório poderá apontar irregularidades e responsabilizações

A auditoria realizada pelo Ministério da Saúde no Hospital da Criança Odorico Amaral de Matos, em São Luís, durou cerca de três horas e teve como objetivo apurar denúncias sobre possíveis irregularidades no funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas.

A inspeção foi conduzida por técnicos do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS), que analisaram documentos da unidade e recolheram informações sobre prontuários médicos, escalas de profissionais, contratos, registros de internações e indicadores de mortalidade.

Segundo o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, o relatório final da auditoria deve ser concluído nos próximos dias e poderá produzir resultados imediatos. Caso sejam identificados indícios de irregularidades, o documento poderá recomendar a adoção de um plano de contingência pela Prefeitura de São Luís e, se houver evidências de que crianças morreram por desassistência ou falhas no atendimento, o caso será encaminhado às autoridades competentes para responsabilização dos envolvidos.

Flagra: falta de almoço atinge funcionários de Hospital Veterinário Municipal de São Luís

Funcionários do Hospital Veterinário Municipal de São Luís denunciaram, a falta de fornecimento de almoço durante o expediente. Em vídeos registrados no local, trabalhadores aparecem aguardando na porta da unidade, visivelmente preocupados com a situação, enquanto o atendimento segue com alta demanda e sem pausa adequada para alimentação.

De acordo com relatos de um funcionário que preferiu não se identificar, o problema não é isolado. Ele afirma que, há cerca de dez meses, a unidade enfrenta constantes trocas de fornecedores e atrasos recorrentes. “Não é a primeira vez que isso acontece. Toda hora muda o fornecedor dessa comida. O laboratório não tem material, o pessoal também não recebe salário em dia. É um descaso total”, declarou.

Os vídeos enviados mostram diferentes momentos da situação: inicialmente, funcionários aglomerados na entrada do hospital aguardando uma solução; em seguida, o registro da chegada da diretora por volta das 11h49, quando ela aparece para tratar da falta de almoço; e, posteriormente, outro vídeo mostra o momento em que a diretora deixa a unidade.

Em meio à indefinição, alguns trabalhadores precisaram recorrer a um churrasquinho do lado de fora para se alimentar, já que a demanda de atendimentos impede que se ausentem por longos períodos. Até o momento, não há posicionamento oficial da gestão sobre o caso.

Crise expõe colapso no Hospital Veterinário Municipal de São Luís e levanta suspeitas sobre gestão

O funcionamento do Hospital Veterinário Municipal de São Luís tem sido alvo de duras críticas diante de uma sequência de denúncias feitas por funcionários da unidade. Relatos apontam um cenário de desorganização administrativa, precariedade estrutural e falhas graves que comprometem diretamente o atendimento aos animais. A situação contrasta fortemente com o padrão observado em instituições como o Hospital Veterinário da UEMA, frequentemente citado como referência em qualidade de atendimento, estrutura e organização.

Segundo os profissionais, atrasos recorrentes no pagamento de fornecedores têm provocado um efeito cascata no funcionamento do hospital. Um dos exemplos mais críticos é a suspensão do fornecimento de alimentação, resultado direto da inadimplência com empresas contratadas. Em menos de um ano, ao menos cinco prestadoras desse serviço teriam passado pela unidade, evidenciando instabilidade contratual e falta de planejamento básico na gestão.

A situação do suporte laboratorial também preocupa. De acordo com os relatos, o laboratório responsável pelos exames já teria ameaçado interromper os serviços por falta de pagamento, o que pode inviabilizar diagnósticos e comprometer procedimentos clínicos. Sem esse suporte, o hospital corre o risco de operar de forma limitada, prejudicando diretamente a população que depende do serviço público veterinário.

Outro ponto crítico envolve a segurança do local. A constante troca de empresas terceirizadas, também motivada por atrasos financeiros, tem gerado instabilidade e sensação de insegurança entre funcionários e usuários. Paralelamente, há denúncias de escassez de materiais básicos, incluindo produtos de limpeza, o que evidencia falhas graves na manutenção das condições mínimas de funcionamento e higiene.

Além da falta de insumos, trabalhadores relatam a baixa qualidade dos materiais disponíveis para atendimento, dificultando a atuação dos profissionais e impactando negativamente o cuidado com os animais. Esse cenário reforça a percepção de abandono estrutural da unidade, em contraste com o padrão observado no hospital da UEMA, onde há regularidade de insumos, equipamentos adequados e um fluxo de atendimento mais eficiente.

As denúncias também atingem diretamente a gestão administrativa. Funcionários atribuem os problemas ao Instituto Transformar, responsável pela administração do hospital, e apontam uma suposta ligação política com o ex-prefeito Eduardo Braide. Segundo os relatos, há ainda um ambiente interno marcado por pressão, com acusações de perseguição a servidores que reivindicam direitos, além de ameaças frequentes de demissão.

Diante desse conjunto de problemas, os profissionais cobram providências urgentes da Prefeitura de São Luís para regularizar pagamentos, reestruturar a unidade e garantir condições dignas de trabalho e atendimento. As denúncias ganham ainda mais força com relatos recorrentes nas redes sociais, incluindo casos de mortes de animais sem explicação clara, o que amplia a repercussão e pressiona por respostas concretas das autoridades responsáveis.

Documentos:

ORDEM DE FORNECIMENTO Ný. 99-2024

MS ALIMENTOS

FORNECIMENTO HOSPITAL

 

MP apura óbitos em hopitais improvisados em Cândido Mendes

O MPMA – Ministério Público do Maranhão decidiu converter o Atendimento ao Público nº 000767-015/2025 em Procedimento Administrativo Stricto Sensu para aprofundar a investigação sobre denúncias de óbitos ocorridos em locais improvisados para atendimento médico no município de Cândido Mendes.

As mortes teriam acontecido durante a reforma do Hospital Sofia Jorge Cruz e, segundo relatos recebidos pela Promotoria de Justiça, podem estar relacionadas à falta de equipamentos essenciais e possível negligência no atendimento, indicando falhas graves na prestação do serviço público de saúde.

A promotoria também levará em consideração o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2025, firmado entre o Ministério Público e o Município de Cândido Mendes, que estabeleceu obrigações voltadas à melhoria da rede municipal de saúde.

Tragédia no Hospital Municipal de Santa Luzia expõe colapso na saúde pública

O Hospital Municipal de Santa Luzia, no Maranhão, voltou a ser alvo de duras críticas após a divulgação de um vídeo que escancara o colapso do sistema de saúde local.

As imagens mostram uma mulher identificada como Sara Taynara Rezende em estado crítico, deitada em uma maca, vomitando e aspirando o próprio vômito durante uma forte crise convulsiva sem que nenhum profissional de saúde prestasse socorro imediato.

Segundo um funcionário que preferiu não se identificar, a acompanhante da paciente foi orientada a deixar o local por “protocolo interno”, o que a deixou sozinha por vários minutos até o atendimento.

A morte de Sara, causada por asfixia, poderia ter sido evitada com a presença de um profissional capacitado para realizar o procedimento básico de posicioná-la de lado, evitando o sufocamento.

Fontes internas afirmam que a falta de profissionais é um problema recorrente desde o início da gestão do prefeito Juscelino Marreca, que tem sido alvo de críticas pela precariedade dos serviços de saúde.

O hospital, que chegou a ficar meses sem cirurgião geral, enfrenta constantes falhas no atendimento e sobrecarga de servidores.

A tragédia de Sara Rezende tornou-se símbolo da negligência administrativa que marca a atual gestão, reforçando a indignação popular diante do abandono da saúde pública em Santa Luzia.

Mãe denuncia destrato por plano de saúde e acusa pediatra de humilhação em hospital de São Luís

A estudante de Direito Amanda Letícia, mãe de um bebê, denunciou nesta quarta-feira (30) ter sido vítima de humilhação durante uma consulta com a médica pediatra Juliana Lacerda, no hospital Natus Lumine, no bairro Olho d’Água, em São Luís.

Segundo Amanda, a profissional teria demonstrado descontentamento e truculência ao saber que o atendimento seria realizado por plano de saúde, e não de forma particular. “Ela me destratou porque eu vim pelo plano”, desabafou a jovem em um vídeo gravado logo após o atendimento, visivelmente abalada.

A situação gerou um momento de tensão na recepção do hospital, onde Amanda gravou a médica e afirmou que pretende processá-la por falta de ética profissional. A pediatra retrucou dizendo que também iria acionar a Justiça por ter sido filmada.

O caso repercutiu nas redes sociais e reacendeu críticas à forma como alguns médicos tratam pacientes conveniados. A direção da Natus Lumine prestou solidariedade à mãe e abriu um procedimento interno para apurar a conduta da médica. Procurada, Juliana Lacerda não quis se pronunciar sobre o caso.

MP investiga alteração de nome e locação de prédio do Hospital Municipal de Anajatuba

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou Procedimento Administrativo para investigar a alteração no nome e na escolha do prédio onde funciona o Hospital Municipal de Anajatuba. A investigação foi motivada por uma Notícia de Fato apresentada pelo vereador Davi Mendes, que questionou a mudança do nome do hospital sem a devida alteração da Lei 521/2019.

De acordo com o MPMA, o Executivo Municipal não respondeu aos ofícios enviados sobre o caso, o que levou à necessidade de diligências adicionais para apurar a regularidade das ações.

Em cumprimento ao procedimento, o MPMA determinou a expedição de um novo ofício ao Chefe do Poder Executivo de Anajatuba, solicitando que, em um prazo de 15 dias, apresente a íntegra do processo referente à escolha do nome atual do hospital e ao processo administrativo completo que resultou na locação do imóvel onde funciona o “Hospital Público Padre Chiquinho”.