
Um grupo de guardas municipais de São Luís esteve presente nesta segunda-feira (11) na Câmara Municipal para protocolar dois abaixo-assinados com denúncias de precarização das condições de trabalho, supostas perseguições internas e críticas aos Projetos de Lei Nº 0073/2026 e Nº 0074/2026, encaminhados pela Prefeitura ao Legislativo. Segundo os representantes da categoria, as propostas alteram remuneração e direitos dos servidores sem diálogo prévio com os guardas municipais.
Um dos documentos apresentados reúne 346 assinaturas de agentes de diferentes turmas e classes da corporação. Durante a manifestação, o guarda municipal Marcel Reis Monroe afirmou que a categoria enfrenta falta de estrutura básica, com deficiência de viaturas, ausência de equipamentos obrigatórios e escassez de armamentos para atuação nas ruas.
Durante o Grande Expediente da sessão, o co-vereador Jhonatan Soares repercutiu as denúncias e afirmou que os projetos podem provocar perdas salariais entre R$ 1 mil e R$ 2 mil para parte da categoria. O parlamentar também denunciou supostas retaliações contra servidores que participaram de manifestações, incluindo registros de boletins de ocorrência e pedidos de anulação de nomeações de guardas em estágio probatório.
Após o debate, o líder do governo na Câmara, Dr. Joel, declarou que levará as reivindicações à prefeita Esmênia Miranda e defendeu a realização de audiência pública para discutir os projetos. Também participaram da reunião os vereadores Astro de Ogum, Douglas Pinto, Professora Magnólia e Octávio Soeiro, além da presidente do SINFUSP, Lúcia Barbosa.


