TCU investiga emendas Pix destinadas por Josimar Maranhãozinho e Pastor Gil para eventos no MA

Uma reportagem publicada pelo portal Metrópoles, assinada pelo jornalista Tácio Lorran, revelou que o Tribunal de Contas da União (TCU) investiga a destinação de emendas Pix utilizadas para financiar shows e eventos em municípios do interior do Maranhão ligados à família do deputado federal Josimar Maranhãozinho.

Entre os casos apurados estão recursos enviados pelos deputados Pastor Gil e Josimar para festas em Zé Doca e Centro de Guilherme, cidades administradas por familiares do parlamentar maranhense. As investigações apontam possíveis irregularidades em contratações, pagamentos e na comprovação da execução dos serviços financiados com dinheiro público.

Segundo a reportagem, o TCU apura, entre outros pontos, a utilização de R$ 1,5 milhão enviados por Pastor Gil para estruturas provisórias do Carnaval de 2024 em Zé Doca, além de R$ 300 mil destinados à contratação do cantor Tarcísio do Acordeon para o Dia das Mães. A auditoria também investiga uma emenda de R$ 900 mil destinada por Josimar Maranhãozinho ao município de Centro de Guilherme, então administrado por sua esposa, a deputada Detinha.

O caso ganhou ainda mais repercussão após o Supremo Tribunal Federal condenar Josimar Maranhãozinho, Pastor Gil e o ex-deputado João Bosco Costa por participação em um esquema de cobrança de propina relacionado à destinação de emendas parlamentares.

No dia que STF forma maioria para prisão e perda de mandato, Josimar posta vídeo de pastor insinuando que é “escolhido”

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (17) pela condenação dos deputados federais Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) em um processo que investiga um esquema de cobrança de propina relacionado à liberação de emendas parlamentares.

A Procuradoria-Geral da República acusa os parlamentares de terem solicitado cerca de R$ 1,6 milhão em vantagens indevidas para liberar aproximadamente R$ 6,6 milhões em recursos destinados a municípios, principalmente para a área da saúde.

No mesmo dia em que o tribunal alcançou maioria para condenação, que pode resultar em prisão e perda de mandato, Josimar publicou nas redes sociais um vídeo de um pastor afirmando que ele seria um “escolhido”, em tom religioso.

A postagem foi divulgada justamente durante o avanço do julgamento no STF, que analisa a responsabilidade dos parlamentares no suposto esquema de corrupção envolvendo emendas federais.