
O governo dos Estados Unidos passou a avaliar a possibilidade de aplicar novas sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após operações autorizadas pelo magistrado contra o jornalista Luís Pablo e o ex-secretário de Estado do Maranhão Raimundo Cutrim.
A informação foi divulgada pelo jornal britânico Financial Times. As medidas estariam relacionadas às investigações envolvendo reportagens de Luís Pablo sobre o suposto uso irregular de veículos oficiais por familiares do ministro Flávio Dino. O jornalista foi alvo de uma operação de busca e apreensão em março e, posteriormente, Moraes autorizou uma ação contra Cutrim, apontado como uma das fontes das publicações após a Polícia Federal analisar dados extraídos dos aparelhos do jornalista.
Segundo a publicação, a possibilidade de novas medidas por parte dos Estados Unidos ganhou força após a repercussão das operações. Moraes já havia sido sancionado pelo governo norte-americano em 2025, quando foi incluído na Lei Magnitsky, instrumento utilizado pelos EUA para impor sanções a pessoas acusadas de envolvimento em graves violações de direitos humanos ou corrupção.
Na ocasião, familiares do ministro e o escritório de advocacia administrado por sua esposa também foram atingidos por medidas econômicas. As sanções foram associadas à atuação de Moraes como relator de processos relacionados à tentativa de golpe de Estado e às investigações que resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).









