Marido de Eliziane Gama pede demissão do governo Lula por uso irregular de recursos públicos

O presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Inácio Cavalcante Melo, anunciou sua saída do comando da estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia após a divulgação de denúncias sobre o uso de verbas públicas para custear despesas pessoais.

Segundo reportagem publicada pela coluna do jornalista Paulo Cappelli, do site Metrópoles, Melo utilizou recursos do SGB para pagar hospedagens em suítes executivas e refeições de luxo, incluindo camarão flambado, durante viagens com dois filhos a Florianópolis (SC) e Maceió (AL).

Em mensagem enviada a um grupo de diretores do SGB às 17h39 da última terça-feira (14), Melo comunicou que “encerrava seu ciclo à frente da instituição” e pediu “permissão para sair do grupo”.

Indicado ao cargo pela senadora Eliziane Gama (PSD), com quem é casado, Melo devolveu R$ 9,3 mil aos cofres públicos sob a justificativa de erro na emissão das notas fiscais, o ressarcimento ocorreu poucas horas antes de a estatal responder a um pedido via Lei de Acesso à Informação.

A indicação de Melo já havia enfrentado resistência interna, com entidades de servidores alertando o governo sobre sua suposta falta de qualificação técnica e o histórico de processos por crimes ambientais, falsificação de documentos e inadimplência de pensão alimentícia.

Nikolas Ferreira aciona Justiça para anular nomeação de presidente do Serviço Geológico do Brasil

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) anunciou que ingressará com uma ação popular pedindo a anulação da nomeação e exoneração de Inácio Cavalcante Melo, atual presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Segundo o parlamentar, há indícios de lesão ao patrimônio público e violação ao princípio da moralidade administrativa, após a divulgação de notas fiscais que apontam gastos irregulares com hospedagens e alimentação em cidades litorâneas do país. “Vou entrar com ação popular para exonerar o diretor-presidente da estatal”, afirmou Nikolas.

De acordo com documentos obtidos pelo portal Metrópoles, filhos de Inácio Melo teriam se hospedado em hotéis de Florianópolis (SC) e Maceió (AL) com despesas pagas pela estatal.

Entre os registros, há diárias que ultrapassam R$ 3,7 mil em suítes executivas e consumo de itens gourmet, como camarão flambado, brownies e chocolates.

Em nota, o Serviço Geológico do Brasil informou que as notas fiscais foram “equivocadamente emitidas em nome de terceira pessoa” e que, diante da impossibilidade de retificação, Melo ressarciu os valores aos cofres públicos para sanar a irregularidade.

Eliziane Gama defende Marina Silva, mas é cobrada por silêncio sobre ataques a Mical Damasceno

Durante o 1º Encontro Legislativo das Mulheres do Maranhão, realizado nesta quinta-feira (29) na Assembleia Legislativa, a senadora Eliziane Gama (PSD) saiu em defesa da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Ela relembrou o episódio recente no Senado em que a ministra foi interrompida diversas vezes enquanto apresentava dados sobre a situação ambiental do país, classificando o tratamento como desrespeitoso e misógino.

Apesar da fala em apoio a Marina, Eliziane foi cobrada por não ter se pronunciado publicamente sobre os ataques sexistas direcionados à deputada estadual Mical Damasceno (PSD), que vieram à tona após o vazamento de mensagens atribuídas ao vice-governador Felipe Camarão.

O silêncio da senadora gerou críticas quanto à sua coerência na defesa das mulheres na política, especialmente por se tratar de uma colega de parlamento também alvo de violência de gênero.

No PSD, senadora Eliziane Gama se mantém firme e não apoia candidatura de Braide

A presença da senadora Eliziane Gama (PSD) no evento de lançamento da pré-candidatura do deputado federal Duarte Jr. (PSB) à Prefeitura de São Luís causou desconforto entre os membros do PSD no Maranhão. A questão tornou-se ainda mais polêmica dado que o candidato oficial do partido à prefeitura é o atual prefeito, Eduardo Braide.

Alguns integrantes do PSD, possivelmente mal informados, chegaram a acusar a senadora de “traição” partidária por apoiar um candidato de outro partido. No entanto, essa crítica ignora a flexibilidade das regras partidárias brasileiras, que permitem aos parlamentares, em certas circunstâncias, agir de forma independente em relação às decisões partidárias.

O caso de Eliziane Gama é um exemplo claro dessa flexibilidade. Ao se filiar ao PSD, a convite da direção nacional, Eliziane garantiu que teria autonomia para atuar de maneira independente no Maranhão. Desde o início, ela deixou claro que não seguiria a candidatura do prefeito Eduardo Braide, que é opositor de seu grupo político. A direção nacional do PSD aceitou essa condição, permitindo que a senadora apoiasse o candidato de seu grupo político, Duarte Jr., em vez do candidato oficial do partido.

Essa mesma independência se aplica à posição de Eliziane Gama em relação ao candidato do PSD à Prefeitura de Imperatriz, deputado federal Josivaldo JP. A senadora mantém sua postura de apoio aos candidatos alinhados com seu grupo político, em vez de seguir a orientação oficial do partido.

Deputado revela encontro de assessor de Eliziane e G. Dias

O deputado Filipe Barros (PL-PR) revelou na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de janeiro mensagens que sugerem um encontro entre o ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias, e seu filho, onde discutiram um encontro com o chefe de gabinete da senadora maranhense Eliziane Gama (PSD).

No conteúdo das mensagens, Gabriel, filho de G.Dias, comunica a seu pai que “Júlio e Binho” entraram em contato com Eliziane e a senadora teria orientado seu assessor a conversar com Gonçalves Dias. O ex-ministro indaga: “Você vai trazer o assessor aqui?” e o filho confirma o encontro.

O diálogo, conforme apresentado por Barros, ocorreu no dia 29 de agosto, apenas dois dias antes do depoimento de Gonçalves Dias perante a Comissão. Adicionalmente, foi revelado que logo após a reunião, um documento com perguntas e respostas a serem feitas durante o depoimento foi enviado ao general.

“No documento, constam essencialmente as mesmas perguntas formuladas pela relatora durante o interrogatório”, destacou Barros. “A relatora não deveria permitir que seu chefe de gabinete se encontrasse clandestinamente com um depoente sob investigação. Isso mancha o relatório da CPMI”, acrescentou o deputado.

Membros da oposição acusaram a relatora, Eliziane Gama. Em resposta, a assessoria da senadora declarou que ela desconhece a suposta conversa e que não autorizou ninguém a falar em seu nome.

Eliziane não descarta convocar Bolsonaro para CPI do 8 de Janeiro

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), informou nesta quinta-feira (25) que a base aliada quer ouvir na CPI dos Atos Golpistas o ex-ministro da Justiça Anderson Torres e o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Designada nesta quinta-feira relatora da CPI, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) informou, logo após a declaração de Randolfe, que a discussão sobre uma eventual convocação do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro pode acontecer “ao longo do processo”.

Para que uma pessoa preste depoimento à CPI, na condição de convidada ou convocada, é necessário que um parlamentar apresente um requerimento propondo ouvir a pessoa e que o plenário da CPI aprove esse requerimento.

Eliziane Gama foi questionada sobre uma eventual convocação de Bolsonaro, respondeu:

“Se o ex-presidente Jair Bolsonaro será convocado ou não, é um debate que poderá ocorrer ao longo do processo. Acho que antecipar agora quem será convocado é temerário, estamos numa primeira fase do processo.”

Criada em 26 de abril, a comissão foi instalada nesta quinta-feira, quase um mês, com a eleição do deputado Arthur Maia (União Brasil-BA) para o cargo de presidente do colegiado.