STF julga nesta terça-feira denúncia contra Eduardo Bolsonaro 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (16) o julgamento que poderá definir a condenação ou absolvição de Eduardo Bolsonaro no processo em que ele é acusado de coação no curso do processo relacionado à investigação da trama golpista.

A sessão será conduzida pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e contará ainda com os votos dos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. A denúncia foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que atribui ao ex-deputado ações voltadas a pressionar autoridades brasileiras por meio de articulações junto ao governo dos Estados Unidos.

Segundo a acusação, Eduardo Bolsonaro teria incentivado medidas como sanções contra integrantes do governo federal e ministros do STF, além de apoiar ações que resultaram em impactos econômicos para o Brasil. A defesa, exercida pela Defensoria Pública da União (DPU), pediu a anulação do processo e questionou a participação de Alexandre de Moraes no julgamento.

Caso seja condenado pelo crime de coação no curso do processo, Eduardo Bolsonaro poderá receber pena de um a quatro anos de prisão, além de outras sanções que poderão ser definidas pelo Supremo ao final do julgamento.

STF antecipa julgamento de denúncia contra Eduardo Bolsonaro por suposta coação

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu antecipar em uma semana o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Inicialmente marcado para ocorrer entre os dias 21 de novembro e 1º de dezembro, o julgamento em plenário virtual foi reagendado para o período de 14 a 25 de novembro. Os ministros vão decidir se o parlamentar se tornará réu em uma ação penal por suposta coação.

De acordo com a PGR, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo teriam tentado pressionar o Poder Judiciário brasileiro e criar obstáculos às investigações sobre a chamada “trama golpista”.

Na sexta-feira (1º), a Defensoria Pública da União (DPU) apresentou a defesa do deputado, que optou por não contratar advogado particular.

No documento, a DPU pediu a rejeição da denúncia, afirmando que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, “não comprova que o denunciado tenha efetivo poder de decisão sobre atos soberanos dos Estados Unidos”, incluindo possíveis sanções aplicadas ao Brasil.