
Os deputados federais Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil (ambos do PL) participaram, nesta quinta-feira (28), de audiência de instrução no Supremo Tribunal Federal (STF).
Eles são acusados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de envolvimento em esquema de comercialização de emendas parlamentares.
Durante a oitiva, Josimar preferiu ficar em silêncio, alegando que a PGR não apresentou documentos completos que seriam fundamentais para sua defesa.
Já Pastor Gil respondeu aos questionamentos, negou as acusações e afirmou que jamais manteve contato com o agiota Pacovan, assassinado em 2024.
Segundo Josimar, a ausência da íntegra de mensagens usadas como prova prejudica seu direito de ampla defesa. Ele afirmou que os diálogos apresentados pela PGR estão incompletos, com trechos soltos e sem contexto.
Pastor Gil, por sua vez, declarou que Pacovan usava indevidamente nomes de parlamentares para tentar extorquir prefeitos em troca da liberação de emendas, citando que outros políticos também teriam sido alvo da prática.
O caso teve início após denúncia do ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, que relatou ter sido pressionado a repassar 25% do valor de emendas destinadas ao município em 2020, indicadas por Josimar, Pastor Gil e o então deputado Bosco da Costa (PL-SE).








