Bastidores da pré-campanha de Eduardo Braide registram afastamentos e desgaste político

A pré-campanha do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide, passou a enfrentar um cenário de instabilidade nos bastidores políticos após o afastamento de pessoas que participavam diretamente das articulações e da construção do projeto eleitoral.

Segundo fontes ligadas ao grupo, o clima interno seria de insatisfação e desgaste acumulado ao longo dos últimos anos, provocando rupturas silenciosas e o distanciamento de antigos aliados.

Entre os nomes citados nos bastidores estão ex-secretários como Igor Almeida, Marquinhos Duailibe e Maurício Itapary, apontados como integrantes que teriam se decepcionado com a condução política do ex-prefeito.

As recentes saídas passaram a gerar questionamentos sobre a capacidade de Braide de manter unido o grupo político que esteve ao seu lado em momentos importantes de sua trajetória eleitoral. Apesar disso, aliados evitam comentar publicamente os motivos dos afastamentos, embora admitam reservadamente que o ambiente interno já não seria o mesmo.

Prefeituras de 26 municípios decretam calamidade financeira; três são do Maranhão

Pelo menos 26 prefeituras em todo o Brasil decretaram situação de calamidade financeira após a posse dos novos gestores municipais, em 1º de janeiro de 2025. Entre os municípios, a capital Cuiabá (MT) é a única grande cidade a constar na lista até o momento. No total, as dívidas acumuladas ultrapassam a marca de R$ 6 bilhões, comprometendo o funcionamento de serviços essenciais e o cumprimento de contratos públicos.

Ao declarar a calamidade financeira, as prefeituras reconhecem a incapacidade de cumprir suas obrigações orçamentárias, o que leva à adoção de medidas emergenciais como cortes de serviços, demissões e suspensão de investimentos.

No Maranhão, três municípios integram a lista: Imperatriz, a segunda maior cidade do estado, declarou uma dívida de R$ 40 milhões; Olho D’Água das Cunhãs enfrenta um débito de R$ 4 milhões; e Balsas, importante polo econômico do sul maranhense, reportou débitos de aproximadamente R$ 15 milhões.

Apesar da gravidade da situação, não há previsão legal específica para esses decretos, sendo uma estratégia adotada pelos gestores para justificar dificuldades financeiras e tentar evitar maiores problemas futuros com a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Moradores de São José de Ribamar protestam contra paralisação de obras no município

Moradores de São José de Ribamar, a terceira maior cidade do Maranhão, estão reagindo com crescente insatisfação à paralisação de obras no município, cujas ordens de serviço foram assinadas pelo prefeito Julinho (PL). A frustração dos ribamarenses veio à tona na última sexta-feira, 14, durante um protesto no Parque Vitória, quando o prefeito chegou para anunciar mais uma obra.

Nos últimos meses, o prefeito assinou várias ordens de serviço para obras de infraestrutura na cidade. No entanto, muitos desses projetos não avançaram além das solenidades de assinatura, gerando descontentamento entre os cidadãos. Os moradores, já cansados de promessas não cumpridas, expressaram sua indignação quando o prefeito apareceu para mais uma cerimônia de assinatura.

As reclamações dos moradores se concentram principalmente na precária infraestrutura do município. Entre os problemas mais citados estão ruas esburacadas, escolas sem recursos adequados e unidades de saúde em más condições. Essas questões têm sido um ponto constante de insatisfação e cobrança por parte da população local.

“Estamos cansados de ouvir promessas que não se concretizam. As ruas estão cheias de buracos, as escolas carecem de recursos e as unidades de saúde estão em péssimas condições. Precisamos de soluções efetivas e não de mais promessas vazias”, afirmou um dos manifestantes durante o protesto no Parque Vitória.

Montadoras suspendem contratos de trabalhadores no Brasil

As montadoras Volkswagen e a Mercedes-Benz anunciaram medidas de layoff (suspensão temporária dos contratos) em suas fábricas no estado de São Paulo.

A Volkswagen colocará 800 trabalhadores de sua fábrica em Taubaté em layoff, afetando a produção por um período de dois a cinco meses, devido à necessidade de adequação do volume de produção ao mercado. Já a Mercedes-Benz estendeu o layoff para os trabalhadores de sua fábrica em São Bernardo do Campo, também em razão da demanda atual de veículos comerciais. A medida será aplicada até o dia 31 de agosto.

Essas ações refletem o cenário enfrentado pelas montadoras, que têm lidado com o acúmulo de veículos em estoque devido à redução da demanda no mercado. A Volkswagen, que já havia manifestado a intenção de implementar o layoff, decidiu efetivá-lo a partir de agosto, após o encerramento do programa de descontos para carros.

A expectativa é que a suspensão temporária dos contratos ajude a equilibrar a produção e garantir a adaptação das montadoras às condições do mercado automotivo.

Cléber Verde cria primeira crise interna no MDB ao tentar “vender” o partido para Braide

O deputado federal Cléber Verde, recém-filiado ao MDB, já está enfrentando sua primeira crise interna na legenda. Nesta semana, o deputado estadual Roberto Costa desautorizou Cléber a “vender” o partido ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide.

Costa afirmou que não procede a informação de que o MDB já esteja comprometido com Braide visando as eleições de 2024.

“Nenhuma decisão de apoio foi tomada. O partido ainda irá reunir suas lideranças para discutir não apenas as eleições em São Luís, mas em todos os municípios. Uma coisa é prioritária para o MDB: ter uma candidatura própria e, nos casos em que não for possível, apoiar um candidato da base do governo Brandão”, assegurou o deputado estadual.

Crescimento global deve começar a se recuperar este ano, diz FMI

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva, disse nesta terça-feira (17) que o crescimento econômico global deve começar a se recuperar em 2023 após tocar o fundo, apesar da contínua guerra na Ucrânia e do aumento das taxas de juros.

Falando em um painel do Fórum Econômico Mundial em Davos, Georgieva exibiu uma previsão do FMI de que o crescimento global desacelere para 2,7% este ano, de cerca de 3,2% no ano passado.

“Desde o início do ano, vemos algumas boas notícias. Também esperamos que em 2023 o crescimento comece a se recuperar após atingir o fundo, para iniciar o processo no qual subimos em vez de cair”, disse ela.

Georgieva disse que os três desafios mais significativos são a guerra Rússia-Ucrânia, a crise do custo de vida e as taxas de juros recordes. O mundo tem que se ajustar para uma maior segurança de abastecimento de forma inteligente, acrescentou ela.