Desaprovação ao governo Lula segue maioria e atinge 51%, aponta Quaest

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (20), mostra que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue em maioria, alcançando 51%.

O índice representa uma queda de dois pontos em relação a julho, quando era de 53%. Já a aprovação subiu três pontos e chegou a 46%, reduzindo a diferença entre os dois índices para o menor patamar do ano. Outros 3% não souberam ou não responderam.

O levantamento também indica que, embora a desaprovação permaneça maior, há uma tendência de recuperação da avaliação positiva do governo, que em maio havia registrado o pior resultado, com 57% de rejeição contra apenas 40% de aprovação.

Entre os segmentos pesquisados, Lula tem melhor desempenho no Nordeste, onde 60% aprovam sua gestão, e enfrenta maior resistência no Sul, com 61% de rejeição. A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 17 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

Trump reage a decisão de Dino que invalida sanções estrangeiras no Brasil

O governo dos Estados Unidos se manifestou nesta segunda-feira (18) contra a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que determinou que medidas unilaterais impostas por outros países não têm validade automática no Brasil.

A posição norte-americana foi divulgada pelo Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, vinculado ao Departamento de Estado, em publicação no X (antigo Twitter). No comunicado, o órgão citou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, recentemente alvo de sanções do governo Donald Trump, e reforçou que nenhuma corte estrangeira pode anular determinações dos EUA.

“Alexandre de Moraes é tóxico para todas as empresas e indivíduos legítimos que buscam acesso aos EUA e a seus mercados. Nenhum tribunal estrangeiro pode invalidar as sanções dos Estados Unidos — ou poupar alguém das graves consequências de violá-las”, afirmou a nota, alertando que tanto cidadãos norte-americanos quanto estrangeiros que oferecerem apoio a sancionados podem ser punidos.

Horas antes, Dino havia decidido que restrições contra empresas e cidadãos só podem ter validade no Brasil mediante homologação da Justiça nacional. O entendimento do STF ocorre em meio a disputas judiciais envolvendo ações contra a Samarco no exterior, mas também impacta medidas como as sanções impostas a autoridades brasileiras por Washington.

MP investiga irregularidades em fundos sociais da Prefeitura de Itapecuru-Mirim

O MPMA – Ministério Público do Maranhão instaurou um inquérito civil para apurar possíveis atos de improbidade administrativa e danos ao erário na gestão dos fundos públicos de assistência social, infância e juventude, e da pessoa idosa no município de Itapecuru-Mirim.

A investigação foca, principalmente, na movimentação financeira do Fundo Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa (FMDPI), após a identificação de créditos vultosos feitos pelas empresas VALE S.A. e Salobo Metais, sem justificativas documentais.

De acordo com o promotor de justiça responsável, apesar das diligências iniciais, ainda há lacunas significativas quanto à transparência da aplicação dos recursos, o que levantou suspeitas de violação aos princípios da legalidade e moralidade administrativa.

Reprovação ao STF cresce e supera aprovação, aponta Datafolha

A atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) é reprovada por 36% dos brasileiros, de acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta semana.

O levantamento mostra que a avaliação negativa da Corte aumentou oito pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em março de 2024, quando a reprovação era de 28%. Já a aprovação se manteve estável em 29%, enquanto 31% consideram o trabalho regular.

A pesquisa foi realizada nos dias 29 e 30 de julho, com 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, e tem margem de erro de dois pontos percentuais.

O resultado reflete um cenário de desgaste da imagem do STF junto à população, mesmo antes da mais recente decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na última segunda-feira (5).

Trump impõe tarifa de 50% a produtos do Brasil e agrava tensão comercial

Entrou em vigor nesta quarta-feira (6) a nova tarifa de importação de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, elevando em 40 pontos percentuais a alíquota anterior de 10%.

A medida, assinada pelo presidente Donald Trump e classificada como resposta a uma “emergência nacional”, tem potencial para causar fortes impactos em setores estratégicos das exportações brasileiras, como café, carne, madeira e aquicultura.

Segundo a Casa Branca, a decisão é uma retaliação às “ações incomuns e extraordinárias” do governo brasileiro, incluindo suposta perseguição política ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o que teria afetado interesses dos EUA.

Embora 44,6% da pauta exportadora brasileira tenha sido poupada — como petróleo, suco de laranja, celulose e aeronaves —, exportadores temem prejuízos e incertezas no comércio bilateral.

O governo brasileiro afirmou ter um plano de contingência pronto e, conforme os ministros Simone Tebet e Fernando Haddad, serão anunciadas ações como reformulação de programas de exportação e novas linhas de crédito para mitigar os impactos da medida.

Prisão domiciliar a Bolsonaro provoca reação intensa no Congresso

A nova decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), causou forte repercussão no Congresso Nacional.

Enquanto parlamentares da oposição classificaram a medida como “abuso de poder” e “perseguição política”, aliados do Governo Lula comemoraram a decisão e defenderam a atuação do STF como uma resposta aos ataques à democracia.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, afirmou que a decisão é uma “cortina de fumaça” para encobrir denúncias contra o próprio ministro Moraes.

Já a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) denunciou um suposto ativismo judicial, dizendo que “juízes se comportam como perseguidores de adversários políticos”.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou o motivo da medida, chamando a decisão de “várzea”.

Em contrapartida, parlamentares como Guilherme Boulos (PSOL-SP), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Rogério Carvalho (PT-SE) celebraram a ordem judicial, afirmando que Bolsonaro está sendo responsabilizado por atentados contra a democracia e que “não há anistia para golpistas”.

Moraes diz que vai ignorar sanções e promete seguir atuando no STF

Durante a abertura do segundo semestre do Judiciário, nesta sexta-feira (1º), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez um pronunciamento contundente em resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos.

Ele afirmou que continuará exercendo seu papel constitucional “de forma colegiada” e rejeitou o que chamou de tentativas de intimidação. “Este relator vai ignorar as sanções aplicadas e vai continuar trabalhando”, disse Moraes, referindo-se diretamente à inclusão de seu nome na lista da Lei Magnitsky — legislação americana usada para punir acusados de corrupção e violações de direitos humanos.

Em tom firme, o ministro classificou as pressões externas e internas como “ameaças covardes e infrutíferas” e defendeu a soberania nacional, alertando para articulações que visam descredibilizar o STF e enfraquecer o sistema democrático. Moraes denunciou pressões para anistiar envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, bem como tentativas de forçar pedidos de impeachment de ministros da Corte.

“Acham que estão falando com milicianos, mas estão falando com ministros da Suprema Corte brasileira”, disparou. O episódio marca um ponto de tensão diplomática entre Brasil e EUA, com o governo Lula e autoridades brasileiras manifestando apoio explícito a Moraes e rechaçando o que consideram uma violação da soberania institucional do país.

MPF denuncia grupo por ameaças e tentativa de atentado contra auditor da Receita Federal

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou seis pessoas por integrarem uma organização criminosa acusada de fraudar importações e tentar, de forma violenta, impedir a atuação de um auditor-fiscal da Receita Federal com atuação no Maranhão, Ceará e Piauí.

Segundo a denúncia, o servidor se tornou alvo após identificar e combater crimes como contrabando, subfaturamento e uso de laranjas em cargas que circulavam pelos portos e aeroportos da 3ª Região Fiscal. O grupo é acusado de ameaças de morte, perseguições, divulgação de fake news e tentativa de atentado contra o auditor e seus familiares.

De acordo com o MPF, o esquema criminoso operava entre 2023 e 2024 com estrutura organizada em três núcleos: comando, intermediação e apoio logístico. O inquérito também aponta que os investigados buscaram apoio político para pressionar a Receita a transferir o servidor, mencionando parlamentares e ex-governadores como possíveis aliados.

A denúncia foi protocolada na 11ª Vara Federal Criminal do Ceará, e os réus responderão por crimes como organização criminosa, lavagem de dinheiro, perseguição qualificada e obstrução de investigação. O caso reacende o alerta sobre ameaças a servidores públicos, lembrando o atentado ocorrido em 2008 contra o auditor José de Jesus Ferreira, também em Fortaleza.

Após cancelamento de visto pelos EUA, Flávio Dino faz post exaltando o Maranhão

Desde que teve o visto revogado pelo governo dos Estados Unidos, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, tem evitado declarações públicas sobre o caso.

No entanto, no último fim de semana, o maranhense publicou em suas redes sociais imagens de paisagens naturais do Maranhão, como os Lençóis Maranhenses e a Chapada das Mesas, acompanhadas da legenda “Maranhão, Brasil” e da canção “Maranhão, Meu Tesouro, Meu Torrão”, interpretada por Alcione. A postagem foi vista por muitos como uma resposta simbólica à decisão norte-americana.

Flávio Dino foi um dos sete ministros do STF que tiveram os vistos cancelados pelos Estados Unidos, em uma medida confirmada dias após a determinação do ministro Alexandre de Moraes que impôs tornozeleira eletrônica e outras restrições ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Também foram afetados Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes. A decisão gerou repercussão diplomática e política, mas até o momento, o governo brasileiro e os ministros atingidos não se manifestaram oficialmente sobre o motivo do cancelamento.

Hilton Gonçalo defende transporte ferroviário de passageiros durante viagem de trem nos EUA

Durante uma viagem de trem entre Orlando e Miami, nos Estados Unidos, o pré-candidato ao Senado Federal, Hilton Gonçalo, destacou a importância de investir no transporte ferroviário de passageiros no Brasil.

“Viajando de trem de Orlando até Miami, é emocionante ver essa paisagem, ver essa tranquilidade. Nossa, não tem o risco de acidente, relativamente confortável. E a gente vê que é viável lá no Brasil, vamos recuperar as ferrovias no Brasil e colocar as pessoas para utilizarem melhor. Ao invés de usar só carga, vamos levar a carga humana, que é mais importante do que a carga normal. Vamos em frente!”, afirmou Hilton.

Apesar da malha ferroviária brasileira somar mais de 30 mil quilômetros de extensão, o transporte de passageiros ainda é bastante limitado, sendo utilizado majoritariamente para cargas. As principais cidades que ainda mantêm o serviço de trens urbanos ou regionais de passageiros incluem São Paulo, com a CPTM; Rio de Janeiro, com os trens da SuperVia; Belo Horizonte e Recife, que operam sistemas de metrô sob trilhos.

No Maranhão, o transporte ferroviário de passageiros é quase inexistente, com exceção do trem de longa distância operado pela Vale, que liga São Luís a Parauapebas (PA), passando por cidades como Açailândia, Bacabeira e Santa Inês.

Hilton Gonçalo defende que o Brasil precisa resgatar e modernizar suas ferrovias para o transporte humano, aproveitando o potencial de integração regional e a redução de acidentes rodoviários.