
Contracheques de agentes de trânsito de Imperatriz têm gerado repercussão ao revelar remunerações brutas que chegam a aproximadamente R$ 30 mil mensais, impulsionadas principalmente pelo pagamento de plantões diurnos e noturnos.
Em um dos casos, um servidor teria recebido cerca de R$ 8 mil em plantões noturnos e outros R$ 8 mil em plantões diurnos no mesmo mês, valores que elevaram significativamente sua remuneração. A situação levanta questionamentos sobre os critérios adotados para a concessão desses plantões e a compatibilidade dos pagamentos com o interesse público.
Os valores também chamam atenção quando comparados aos salários de outras categorias do serviço público, como professores de Nível III, que recebem remuneração bruta de R$ 6.054, e médicos especialistas, com cerca de R$ 15.655. Paralelamente, o aumento das autuações de trânsito no município tem alimentado críticas e a percepção de uma possível “indústria da multa”.
Diante das denúncias, cresce a cobrança para que órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, apurem a legalidade dos pagamentos, os critérios para distribuição dos plantões e a relação entre a política de fiscalização e o volume de multas aplicadas, garantindo transparência na utilização dos recursos públicos.
