
O futuro presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luís Felipe Salomão, afirmou que magistrados não devem manifestar posicionamentos políticos e defendeu maior rigor na separação entre a atuação no Judiciário e a atividade político-partidária.
Durante sabatina promovida pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Salomão declarou que “juiz que tem posicionamento político está na profissão errada” e avaliou que as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para coibir a atuação político-partidária de magistrados representam um “caminho sem volta”. Segundo ele, as redes sociais também facilitam a fiscalização da conduta de juízes, ao manterem registros públicos de manifestações.
Salomão, que assumirá a presidência do STJ no próximo dia 19 de agosto, também defendeu a criação de um período de quarentena para magistrados e membros do Ministério Público que deixem seus cargos para disputar eleições.
A proposta busca impedir que integrantes dessas carreiras ingressem imediatamente na política, especialmente quando ainda houver processos disciplinares ou representações em andamento. O tema ganhou força após casos como os do ex-juiz Sergio Moro e do ex-procurador Deltan Dallagnol, que deixaram suas funções públicas para concorrer a cargos eletivos em 2022.
